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Política

Transição diz que 50% das obras de saneamento estão paradas

Grupo de trabalho do novo governo fez balanço de relatório preliminar

Transição diz que 50% das obras de saneamento estão paradas

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que integra a equipe de transição no grupo temático de Desenvolvimento Regional do governo eleito, afirmou nesta quinta-feira (1º) que metade das obras na área de saneamento estão paradas no país. A informação está entre os dados sistematizados pelo grupo em um relatório preliminar.

“O Ministério [do Desenvolvimento Regional] é um verdadeiro cemitério de obras paradas. E com este modelo orçamentário, se continuar, isso tende a se aguçar. Para se ter uma ideia, 50% das obras de saneamento do país estão paralisadas”, afirmou durante coletiva de imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede do governo de transição.

Segundo o senador, a maior parte do orçamento da pasta é garantido por emendas parlamentares, em ações como compra de tratores e pavimentação asfáltica “sem critérios”, que estão desconectadas dos objetivos finalísticos da pasta, na avaliação de Rodrigues. Por causa disso, 80% das ações do ministério estão concentrados em regiões com alto índice de desenvolvimento econômico, de acordo com dados levantados pela equipe.

Além disso, Randolfe Rodrigues disse que o orçamento para o ano que vem, de cerca de R$ 3 bilhões, é bem inferior ao necessário, que seria na faixa de R$ 5 bilhões. “É mais um dado que informa a necessidade de aprovação da proposta de emenda constitucional que foi apresentada essa semana no Congresso Nacional”, destacou, em referência à PEC da Transição, para excluir o Auxílio Emergencial da regra do teto de gastos e abrir espaço orçamentário para novas despesas.

Obras

Outro dado informado pelo GT de Desenvolvimento Regional é total falta de recursos para obras emergenciais contra enchentes, comuns no início do ano em diferentes regiões do país. Dos R$ 506 milhões solicitados pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, o orçamento previsto é apenas R$ 3 milhões, menos de 1% do necessário.

“Significa dizer que nenhuma obra de contenção de encostas e prevenção de desastres será concretizada”, alertou Randolfe Rodrigues. Entre 2018 e 2022, o orçamento discricionário da pasta, informou o senador, sofreu redução de 67%, impactando sobretudo recursos para obras de prevenção e combate a desastres naturais.

Outra ação paralisada na pasta, segundo Rodrigues, é a Operação Carro Pipa, que foi suspensa na Região Nordeste desde o dia 15 de novembro, ameaçando a segurança hídrica de uma população estimada em 1,5 milhão de pessoas. Ainda para este ano, seriam necessário R$ 50 milhões para esta ação, recursos que não estão disponíveis.

Durante a coletiva, integrantes do GT de Desenvolvimento Regional defenderam a divisão da pasta em ministérios das Cidades e da Integração Nacional, formato que vigorou durante os governos petistas.

“A constatação que fazemos é que o ministério foi uma fusão totalmente mal planejada”, disse Rodrigues. A definição sobre criação de novas pastas será decidida pelo próprio presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ao fim dos trabalhos da transição.

“A ideia é voltar como era o Ministério das Cidades, com ações de trânsito, mobilidade e habitação, e a parte de desenvolvimento urbano, segurança hídrica, ordenamento territorial, fundos regionais e bancos regionais sob gestão do Ministério da Integração Nacional”, afirmou o senador eleito Camilo Santana (PT-CE), que também integra o grupo.

A reportagem entrou em contato com a atual gestão do Ministério do Desenvolvimento Regional. para comentar sobre os dados apresentados pela equipe de transição, mas não recebeu resposta até o momento.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC

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Política

Vitoriano Bill : O sindicalista que se transformou na voz de um povo!

Vitoriano Bill : O sindicalista que se transformou na voz de um povo!

Vitoriano Bill, professor, poeta, sindicalista e pai de família, é uma figura que tem se destacado como um defensor incansável da educação pública e de qualidade na cidade.

No papel de Coordenador Geral do SINTEPP Altamira, sua atuação vai além da sala de aula, estendendo-se para outras áreas cruciais para o bem-estar de toda a cidade de Altamira.

Ao longo dos últimos anos, Bill não apenas levantou a bandeira da educação, mas também se engajou em diversas frentes, lutando por melhorias para os servidores públicos e atendendo às demandas das comunidades locais.

Desde a falta de água até questões de infraestrutura, moradia e proteção ambiental, Vitoriano Bill tem sido uma voz necessária, defendendo incansavelmente os direitos da população.

Em uma entrevista exclusiva, o repórter teve a oportunidade de conversar com Vitoriano Bill sobre suas motivações e objetivos por trás de seu ativismo abrangente.

Repórter: Vitoriano, sua atuação em Altamira abrange uma variedade de questões importantes para a comunidade. O que o motiva a se envolver tão profundamente nessas causas?

Vitoriano Bill: Só pautamos melhores condições de vida para nossa cidade. Eu uso minha voz para ecoar o grito de quem não pode, por medo, pelas intimidações, falar.

Não pode ser normal as margens do Xingu, a população Altamirense viver padecendo por falta de água.

A questão da saúde também é muito precária, mulheres em tratamento de câncer precisam sair de perto de suas famílias para ter o tratamento médico que necessitam. E você me pergunta o que eu quero? Quero dignidade para minha gente. Quero justiça social.

Vitoriano Bill aparece como o sindicalista que se transformou na voz de um povo, um defensor incansável da população de Altamira. Mesmo sob intensa criminalização, enfrentando processos judiciais e outras formas de intimidação, ele permanece firme em sua missão de garantir um futuro melhor para todos.

Sua liderança é uma inspiração para muitos, mostrando que a determinação e o compromisso podem superar até os desafios mais difíceis.

Em suas próprias palavras, “sonhar é necessário!” – uma lembrança poderosa de que, apesar das adversidades, é fundamental manter viva a esperança e continuar lutando por um amanhã melhor. Vitoriano Bill continua a ser uma voz indispensável na busca por uma Altamira mais justa e próspera.

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Política

Thiago do delta vem se destacando no cenário político do estado do Piauí

Thiago do delta vem se destacando no cenário político do estado do Piauí

Thiago do Delta é um nome em ascensão no cenário político do Piauí. Com apenas 25 anos, ele vem se destacando entre as novas lideranças da neo política, oferecendo uma visão moderna e inovadora sobre a gestão pública.

Munido de muita energia, Thiago tem utilizado sua influência digital para disseminar suas ideias e projetos, conquistando uma grande base de seguidores.

Seu perfil conectado e dinâmico tem atraído principalmente os jovens, que têm encontrado em suas propostas uma alternativa ao modelo tradicional de fazer política.

Mas o que tem chamado ainda mais atenção em Thiago é o seu engajamento nas causas sociais. Ele tem participado ativamente de diversas ações em sua região, contribuindo para o combate à desigualdade e à exclusão social. Esse comprometimento tem lhe rendido grande simpatia e respeito junto à população.

Com uma atuação tão promissora, não é difícil antever que Thiago do Delta será uma das principais referências da política piauiense em um futuro muito próximo.

Seu pensamento vanguardista e sua articulação com a sociedade já são sinais evidentes desse protagonismo que se desenha em sua carreira. Sem dúvida, ele terá um papel fundamental na construção de um estado mais justo, próspero e democrático, representando uma nova era para a política do Piauí.

Acesse e conheça mais de Thiago Delta:

www instagram.com/thiago_do_delta

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Política

Em São Sebastião, Lula promete reconstrução de casas em áreas seguras

Presidente visitou a região, onde chuvas deixaram 36 mortos

Em São Sebastião, Lula promete reconstrução de casas em áreas seguras

Em visita hoje (20) ao município paulista de São Sebastião, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu a reconstrução de casas atingidas pelos temporais, desde que em áreas consideradas seguras e aptas para moradias.

O presidente lembrou que há municípios brasileiros que registraram tragédias semelhantes há cinco, seis ou sete anos e que, ainda assim, o problema habitacional das famílias afetadas não foi resolvido.

Lula pediu ao prefeito da cidade, Felipe Augusto, auxílio para mapear as localidades em que a Defesa Civil atesta segurança para a construção de casas. “Desta vez, vai acontecer de verdade. Só arrumar terreno mais seguro”, disse. “Vocês vão voltar a ter um ninho, para cuidar da família de vocês”, completou.

União

Durante a visita, Lula enfatizou que os governos federal, estadual e municipal devem atuar juntos para superar a tragédia que deixou, até o momento, 36 mortos.

“Estamos juntos. Acabou a eleição”, disse, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto. “Se cada um ficar trabalhando sozinho, nossa capacidade de rendimento é muito menor. Por isso, precisamos estar juntos”.

Em entrevista, Lula manifestou solidariedade ao povo do litoral norte de São Paulo e pediu orações não apenas pelas vítimas e suas famílias, mas para que a chuva cesse ao longo dos próximos dias e o tempo permita a continuidade dos trabalhos de resgate.

“Uma boa reza, com muita fé, sempre ajuda a reconquistar o que a gente quer.”

Ele lembrou que, “há muito tempo”, não se via no país governador, presidente e prefeito sentados à mesa em função de algo em comum e que atinge a todos. “É uma demonstração de que é possível exercer a nossa função na democracia mesmo quando a gente pertence a partidos diferentes”.

“Bem comum do povo é muito mais importante do que qualquer divergência que a gente possa ter.”

Calamidade pública

A Defesa Civil Nacional reconheceu, de forma sumária, estado de calamidade pública em São Sebastião, Caraguatatuba, Guarujá, Bertioga, Ilhabela e Ubatuba, os mais atingidos pelas chuvas do fim de semana. Pelo menos 36 pessoas morreram na região.

As chuvas persistentes causaram bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos e afetaram o abastecimento de água e energia.

A prioridade, de acordo com o governo do estado, é o socorro às vítimas e o amparo aos mais de 970 desalojados e 747 desabrigados. Mais de 500 pessoas, entre servidores das forças de segurança e resgate do governo estadual, das Forças Armadas e da Polícia Federal, além de voluntários, seguem empenhadas nas ações de resgate e identificação das vítimas.

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, algumas cidades do litoral norte do estado registraram, nas últimas 24 horas, o volume de chuva esperado para todo o mês de fevereiro. Em São Sebastião, o volume nas últimas 24 horas foi o dobro da média esperada para o mês.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC

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