O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet.
A região Centro-Oeste alcançou um desempenho expressivo com 128,2 milhões de reais captados em 2025.
Comparando com os dados de 2023, a região teve um aumento de 96%, quando alcançou 65,4 milhões de reais em recursos.
Em relação a 2024, quando a captação foi de 122,7 milhões de reais, o crescimento do Centro-Oeste foi de 4,4%.
Quem destaca sobre esses números é o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes.
“É importante a gente ressaltar, que hoje nós, de fato, temos projetos sendo executados em todos os 26 estados e o Distrito Federal do Brasil. Hoje nós temos projetos sendo executados em todas as unidades da Federação”.
Pelo terceiro ano consecutivo, a lei de incentivo do Ministério da Cultura bateu recorde de captação. O volume total de recursos captados em 2025 atingiu a marca de 3,41 bilhões de reais, via renúncia fiscal.
Esse valor representa um aumento de 12,1% em relação ao captado em 2024.
A quantidade de propostas recebidas também cresceu. O secretário do MinC comenta.
“Durante o ano de 2025, mais de 25 mil propostas foram recepcionadas para serem transformadas em projetos, o que denota que de fato a formação que nós estamos oferecendo para novos proponentes está dando resultado”.
Atualmente, 4.866 projetos culturais estão em execução em todo o território nacional.
Desde o primeiro ano da gestão da ministra Margareth Menezes, os números da Lei Rouanet demonstram o fortalecimento do mecanismo como principal instrumento de fomento cultural do país. Explica Henilton Menezes.
“Antes havia uma concentração muito grande nas capitais, mas hoje nós temos uma quantidade bastante significativa de projetos que são executados em cidades pequenas, cidades do interior”.
Outro dado que prova o crescimento da Lei Rouanet está no aumento do número de empresas patrocinadoras.
A quantidade de investidores cresceu 55,1% ao longo dos últimos quatro anos. Em 2022 eram 4.029 e, em 2025, foram 6.250 pessoas jurídicas.
O Governo do presidente Lula segue ampliando o alcance das políticas públicas para que os recursos da cultura continuem chegando a todas as pessoas.
“Fizemos também no ano de 2025, ações de indução do investimento com programas especiais, realizando programas como o Programa Rouanet nas Favelas, o Programa Rouanet Nordeste, Programa Rouanet da Juventude, que são ações, que levam para quem não tem essa possibilidade, recursos já com patrocinadores garantidos”.
A Lei Rouanet completou 34 anos em 2025 e soma um investimento de 33,6 bilhões de reais em valores nominais ou 60,5 bilhões de reais em valores atualizados.
Para mais informações sobre a lei acesse o site do MinC.
Carnaval 2026: Expectativa é de 65 milhões de foliões e alta na economia regional
Número representa uma alta de 22% em comparação ao ano anterior, segundo dados das Secretarias de Turismo estaduais; destaques são para ocupação hoteleira no Sudeste e alta movimentação no Nordeste
Índice
O Carnaval 2026 deve movimentar mais de 65 milhões de pessoas nas ruas de todo o Brasil. Dados das Secretarias de Turismo estaduais apontam alta de 22% em comparação ao ano passado. Os polos da folia seguem nas capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Olinda e Recife, reunindo 40 milhões de foliões brasileiros e estrangeiros.
O Ministério do Turismo destaca que o fluxo de turistas impulsiona a ocupação hoteleira e movimenta o setor de serviços.
Impacto econômico e ocupação hoteleira no Sudeste
A Região Sudeste, por exemplo, concentra os números mais expressivos da folia. Em São Paulo, a expectativa é superar a marca de 16 milhões de foliões de 2025. A cidade possui mais de 600 blocos cadastrados para desfilar pelas ruas da capital paulista.
Já no Rio de Janeiro, serão mais de 462 blocos. A Riotur projeta que 8 milhões de pessoas se movimentem pelas ruas da cidade, com um volume de R$ 5,7 bilhões na economia local.
A rede hoteleira também foi impactada positivamente pelo feriado. Na capital carioca a rede opera quase em capacidade máxima, com 98% de ocupação.
Em Minas Gerais, a previsão também é de crescimento econômico. A capital, Belo Horizonte, projeta reunir 6,2 milhões de foliões, conforme a Belotur. Do total, cerca de 20% desse público é formado por turistas — com avanço de 2% em relação a 2025.
A expectativa é de que o impacto econômico supere R$ 1 bilhão, considerando a taxa de ocupação hoteleira estimada em 75% . A cidade mineira reúne cerca de 60 blocos.
Movimentação turística no Nordeste
A Região Nordeste também se destaca como um dos principais destinos turísticos durante o período de Carnaval.
Em Salvador (BA), a expectativa é superar os 11 milhões de foliões de 2025, com a chegada de cerca de 1,2 milhão de visitantes entre 12 e 18 de fevereiro – período oficial da festa, de acordo com o Observatório do Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).
O volume de turistas representa alta de 10,2% ante o ano anterior. O fluxo também deve aumentar o percentual de ocupação dos hotéis acima de 90%.
Segundo a Prefeitura do Recife, a capital pernambucana espera reunir mais de 3,6 milhões de foliões. A cidade vai contar com cerca de 70 atrações nos seis dias de festa. A movimentação financeira pode chegar a R$ 2,7 bilhões na economia local.
Já Olinda (PE) espera receber mais de 4 milhões de foliões, com vistas a superar o ano anterior.
MinC retoma Teia Nacional dos Pontos de Cultura em território indígena no Espírito Santo
Maior encontro da rede Cultura Viva acontece em Aracruz (ES), de 24 a 29/03, com foco em justiça climática, saberes ancestrais e fortalecimento da cultura comunitária
Depois de 12 anos, o Ministério da Cultura retoma a Teia Nacional dos Pontos de Cultura.
O maior encontro da rede Cultura Viva acontece de 24 a 29 de março, em Aracruz, no Espírito Santo.
Pela primeira vez, o evento é realizado fora de uma capital, em território indígena, com presença dos povos Tupiniquim e Guarani.
A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, fala sobre o encontro.
“A Teia é um momento de celebração, de encontro, de diálogo, de reflexão. É um momento que também abriga um compromisso institucional de pactuação, de construção e aperfeiçoamento da nossa Política Nacional Cultura Viva, que é uma política que reconhece os direitos culturais no conjunto da sociedade.”
Com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, a Teia reúne agentes culturais, povos tradicionais, sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do país.
A programação inclui apresentações artísticas, debates, oficinas, vivências culturais, feira de economia criativa e solidária e o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura.
A multiplicidade cultural dos diferentes lugares do Brasil é um dos destaques da Teia Nacional, diz a secretária do MinC.
“[A Teia] tem como grande motivação o fazer cultural, fazer artístico, fazer nas comunidades, os conhecimentos que são gerados pelas comunidades, pela população, pelo povo do país em todos os territórios com as suas diversidades de expressões, com suas diversidades de modos de viver.”
Criados em 2004, os Pontos de Cultura são entidades e grupos culturais que desenvolvem ações de base comunitária em seus territórios.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 13 mil e 700 Pontos certificados, que podem acessar as políticas públicas de fomento à cultura.
Esse crescimento é resultado da retomada de investimentos e da articulação da Política Nacional Aldir Blanc, que garante um piso anual de 400 milhões de reais para o fortalecimento da Cultura Viva em todo o território nacional.
A Política Nacional de Cultura Viva completa mais de 20 anos como a principal iniciativa de cultura comunitária do Brasil.
A Teia Nacional dos Pontos de Cultura é uma realização do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo do Espírito Santo, a Prefeitura de Aracruz e a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.
MinC e Consórcio Nordeste assinam lançamento do Programa Nordeste Criativo em Alagoas
Momento reforça papel da economia criativa como vetor de desenvolvimento regional e de projeção da região no cenário nacional e internacional
A política de territorialização das ações culturais do Governo do Brasil estão cada vez mais fortalecidas.
Entre os destaques está a economia criativa como vetor estratégico de desenvolvimento regional.
O Ministério da Cultura e o Consórcio Nordeste assinaram, em Alagoas, um Protocolo de Intenções que marca o lançamento do Programa Nordeste Criativo.
O programa reconhece os produtos culturais e criativos do Nordeste como importantes ferramentas econômicas. Destaca a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão.
“Nós somos a região das festas, da gastronomia, da cultura alimentar típica. Nós somos a região também das novas tecnologias, do Porto Digital em Recife, de toda uma atuação na área do design, nós somos também uma região das artes, da música, do teatro, dos festivais, dos musicais. Nós somos também a região da moda, da arquitetura, do urbanismo, das mídias do audiovisual, dos games.”
A proposta também articula cultura, inovação tecnológica, turismo, educação e diversidade simbólica. Afirma Cláudia Leitão.
“São muitas as vocações do Nordeste, além de uma natureza impressionante, uma possibilidade de um avanço para um turismo cultural e criativo, voltado às culturas tradicionais populares, mas também, as produções contemporâneas nas áreas do patrimônio material e imaterial, natureza e cultura juntas em favor de negócios que tem tudo para serem uma grande alternativa de desenvolvimento sustentável.”
A iniciativa aconteceu durante a primeira Assembleia Geral do Consórcio Nordeste 2026, com a apresentação da Carta de Maceió.
O documento consolida a visão de um Nordeste comprometido com um projeto compartilhado de desenvolvimento. Entre os eixos centrais, está o Nordeste Criativo.
O Consórcio Nordeste também anunciou apoio à Política Nacional de Economia Criativa – Brasil Criativo, do Governo do Brasil por meio do MinC. A secretária de Economia Criativa comenta a importância da política do MinC.
“Toda a construção do Ministério da Cultura na perspectiva da formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas se dá dentro de uma visão regional. Acreditamos no Norte criativo, na Amazônia criativa, acreditamos em políticas para o Centro-Oeste, para o Sul, para o Sudeste e o Nordeste sai na frente.”
Por meio do Consórcio Nordeste, governadoras e governadores dos nove estados reafirmam o compromisso com a redução das desigualdades históricas e a construção de um futuro mais justo, sustentável e integrado para o Nordeste e para o Brasil.
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