Centro Cultural Banco da Amazônia amplia acesso de estudantes da rede pública a atividades culturais no Pará
Parceria com Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA) busca promover visitas guiadas às exposições e fortalecer a formação cultural dos alunos; início das ações está previsto para o segundo semestre com média de 80 alunos recebidos por mês
O Centro Cultural Banco da Amazônia e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-PA) firmaram um Termo de Cooperação Técnica para ampliar o acesso de estudantes da rede pública estadual às manifestações artísticas e culturais promovidas pelo espaço. A iniciativa prevê visitas guiadas às exposições e atividades educativas, com expectativa de receber cerca de 80 alunos por mês a partir do segundo semestre de 2026.
O acordo estabelece uma cooperação entre as instituições para incentivar o acesso dos estudantes às exposições, ações educativas e iniciativas de valorização da cultura brasileira.
O gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, Geraldo Monteiro, destaca que a parceria com a Seduc-PA contribui para democratizar o acesso à cultura e à educação.
“O termo de cooperação assinado com a Seduc possibilitará ao Banco da Amazônia fortalecer seu compromisso na democratização do acesso à cultura, possibilitando que os nossos alunos possam permanentemente visitar nossas exposições no nosso Centro Cultural e, com isso, poder ampliar seus conhecimentos. Exposições essas, das mais diversas formas, tanto de artistas locais como de artistas nacionais”, afirmou Monteiro.
O cronograma das atividades será elaborado em conjunto pelo Centro Cultural Banco da Amazônia e pela Seduc-PA. A previsão inicial é de realização de duas visitas mensais ao espaço cultural. A definição das escolas participantes e dos critérios de adesão será estabelecida pela Secretaria de Educação do Pará.
Incentivo à cultura e à educação
A aproximação entre cultura e educação já faz parte da rotina do Centro Cultural Banco da Amazônia, que recebe estudantes em visitas espontâneas com propostas pedagógicas relacionadas às exposições.
Segundo a coordenadora do Centro Cultural Banco da Amazônia, Claudia Aguilla, um exemplo da integração foi a visita de alunos da Escola Estadual José Veríssimo à exposição “Trabalhadores”, do fotógrafo Sebastião Salgado. Após conhecerem as obras, os estudantes participaram de uma atividade conduzida pelo professor responsável.
Após a visitação, os alunos responderam a um questionário que abordava a percepção dos estudantes sobre a dignidade no mundo do trabalho e o valor da vida humana.
Para Claudia, experiências como essa promovidas pelo Banco da Amazônia reforçam o papel da cultura na formação dos estudantes.
“A ação nos deixou muito felizes porque, entre os objetivos do desenvolvimento sustentável, ODS, o quarto fala sobre educação com qualidade e constatar que nossas mostras estão contribuindo para o alcance dos ODS demonstra que estamos no caminho certo”, destacou Claudia Aguilla, em nota.
Centro Cultural Banco da Amazônia
Instalado no prédio histórico da sede do Banco da Amazônia, o Centro Cultural é um espaço dedicado à promoção da cultura, da educação e da inovação na região. A programação reúne exposições de artistas nacionais e locais, com foco na valorização da produção amazônica e no desenvolvimento sociocultural.
Atualmente, a instituição possui três exposições abertas ao público.
A mostra “Trabalhadores”, do fotógrafo Sebastião Salgado, reúne cerca de 150 fotografias produzidas entre 1986 e 1992. A exposição apresenta registros de diferentes formas de trabalho pelo mundo e convida o público a refletir sobre temas como esforço humano, transformação social e dignidade.
Também está em cartaz “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense (1959-2026)”, com curadoria de Vânia Leal. A exposição reúne obras do acervo do colecionador Eduardo Vasconcelos e apresenta um panorama da produção artística paraense ao longo das últimas décadas, valorizando diferentes linguagens e trajetórias da arte contemporânea produzida no Pará.
A programação inclui, ainda, “Humor em Campo – Exposição Nacional de Humor”, com curadoria do cartunista J. Bosco. A mostra reúne artistas de diversas regiões do país e apresenta, por meio de cartuns, charges, caricaturas e desenhos, uma abordagem criativa e crítica sobre o futebol. A exposição também conta com ações educativas, oficinas e visitas mediadas.
Inscrições abertas para programa de fortalecimento de coproduções audiovisuais do Mercosul
Chamada é voltado para primeiros ou segundos longas de ficção de produtoras do Brasil, Argentina, Paraguaias e Uruguai
Estão abertas as inscrições para a segunda edição da Chamada para o Programa de Fortalecimento de Projetos de Coprodução Mercosul. Até 23 de outubro, propostas de produtores do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, priorizando aqueles que apresentem primeiro ou segundo longas-metragens de ficção com pelo menos um coprodutor de outro país membro, poderão se inscrever por meio de um formulário on-line.
A Chamada, aberta pelo Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul, visa acompanhar e fortalecer projetos de longa-metragem de ficção em estágio de desenvolvimento com potencial de coprodução, oferecendo ferramentas de profissionalização com tutorias virtuais, durante novembro, jornada presencial, bem como pitching e participação no encontro de profissionais do mercado, Ventana Sur, que ocorrerá em Montevideo, no Uruguai, de 30 de novembro a 4 de dezembro.
O foco é a promoção da integração regional, incentivo ao intercâmbio de experiências, compartilhamento de trajetórias e identificação de oportunidades e desafios para a concretização de coproduções no bloco.
A iniciativa, que teve a primeira edição no ano passado, busca facilitar o vínculo entre profissionais, consolidando um espaço comum, como determina o Acordo Mercosul de Coprodução Cinematográfica e Audiovisual.
Serviço:
Chamado para o Programa de Fortalecimento de Projetos de Coprodução Mercosul
Inscrições até 23 de outubro, no formulário
Público: produtoras independentes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com projetos de primeiro ou segundo longa-metragem de ficção, em desenvolvimento, com pelo menos um coprodutor de outro país do Mercosul
Biblioteca do Centro Cultural Banco da Amazônia abre ao público a partir de 20 de outubro
Espaço em Belém (PA) reúne 12,5 mil obras, incluindo livros sobre a Amazônia, literatura e exemplares raros; atendimento será de terça a sexta-feira, das 10h às 16h
A capital Belém (PA) passa a contar com um novo espaço dedicado à leitura, à pesquisa e ao conhecimento sobre a Amazônia. A Biblioteca do Centro Cultural Banco da Amazônia inicia o atendimento regular ao público no dia 20 de outubro, com funcionamento de terça a sexta-feira, das 10h às 16h. O acervo reúne 12,5 mil obras, entre livros de literatura, meio ambiente e publicações relacionadas à história e às atividades do Banco da Amazônia.
O espaço foi inaugurado na quinta-feira (15), após a exibição do curta-metragem de animação O Menino Urubu. O evento contou com a presença do cineasta e diretor Fernando Alves, que lançou o livro infantil A Grande Fúria do Pequeno Duende, com sessão de autógrafos. O evento ocorreu a partir das 10h, na sede do Centro Cultural, localizada na Avenida Presidente Vargas, número 800, no bairro Campina, em Belém.
A iniciativa busca ampliar o acesso à leitura, à pesquisa e ao conhecimento, além de contribuir para a preservação da memória e da diversidade cultural da Região Amazônica.
Para a bibliotecária do Banco da Amazônia, Patrícia Cristina Corrêa Costa, a proposta também aproxima o banco da comunidade.
“Ao reunir essa literatura, as produções intelectuais e as obras raras, ela também contribui para preservar e compartilhar a memória da região. Então a iniciativa reforça o papel do Banco da Amazônia no desenvolvimento regional, aproximando a instituição da comunidade e valorizando a educação, a cultura e a produção de conhecimento sobre a Amazônia”, destaca.
Acervo
O acervo da biblioteca contempla obras sobre a Amazônia, literatura, meio ambiente e produções intelectuais de empregados do Banco da Amazônia. O espaço também reúne parte da coleção particular de Afonso Vianna Netto, empregado da instituição que foi presidente do Banpará, doada pela família após seu falecimento.
Entre os destaques do acervo da biblioteca do Centro Cultural estão obras raras, incluindo livros do período da borracha.
Com 183,82 metros quadrados, a biblioteca dispõe de salão de leitura, salas para estudo individual e em grupo e área destinada ao acervo bibliográfico. O ambiente conta ainda com um espaço dedicado à literatura infantojuvenil e aos romances.
Acessibilidade e consulta ao acervo
O espaço possui acesso por elevador para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e disponibiliza recursos de acessibilidade digital, como os programas DOSVOX e VLibras.
A biblioteca é aberta ao público, mediante cadastro na recepção do Centro Cultural. Neste primeiro momento, porém, o empréstimo de livros está disponível apenas para colaboradores do Banco da Amazônia, incluindo terceirizados, estagiários e aprendizes.
O prazo de devolução é de 15 dias. Os demais visitantes podem consultar as obras no próprio local.
Segundo a bibliotecária Patrícia Cristina Corrêa Costa, está em estudo uma proposta para ampliar a possibilidade de empréstimo aos demais usuários, mediante a entrega de um exemplar destinado à doação.
Carimbó é manifestação cultural transmitida entre gerações nas comunidades do Pará
Expressão une música, dança e festa e tem raízes indígenas, africanas e ibéricas
Patrimônio Cultural do Brasil desde 2014, o Carimbó é uma manifestação típica do Pará que compreende festa, música e dança. O reconhecimento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com registro no Livro das Formas de Expressão, valoriza a importância do carimbó para as comunidades que mantêm a tradição e para a cultura brasileira.
Ele combina ritmo, coreografia e modos de vestir em celebrações promovidas ao longo do ano, sobretudo nas comunidades da região nordeste do estado.
As origens da expressão cultural remontam ao século 17, a partir da combinação de influências indígenas, africanas e ibéricas.
Tambores
O curimbó, tambor utilizado nas rodas, deu origem ao nome. Com o tempo, passou a designar também o conjunto da expressão cultural. Os tambores são o centro da celebração. Marcam o ritmo e convidam as pessoas a dançar. Muitos deles são feitos pelos próprios tocadores.
Dois ou três curimbós, além de instrumentos de sopro como flauta ou saxofone, banjo, maracas e milheiros ajudam a fazer a música do carimbó tradicional.
Em algumas rodas, aparecem ainda o triângulo, reco-reco, tambor de onça e outros instrumentos. Geralmente, as canções falam do lugar, da natureza, do trabalho e da vida de quem participa. Os versos são compostos por mestres e mestras que atuam como pescadores, agricultores, carpinteiros, pedreiros, entre outros ofícios.
Dança
Leve e pontuada por giros, a dança do Carimbó é executada por um casal de dançarinos. Eles realizam passos curtos, em movimentos circulares, sem se tocarem.
O modo de dançar, de se vestir e de organizar as festas varia a cada comunidade. A manifestação é realizada em festas entre amigos, encontros de bairro, celebrações religiosas e em festivais.
Em diversas localidades, o carimbó está ligado às festas de São Benedito, santo de grande devoção entre as comunidades negras da Amazônia. As celebrações são promovidas com frequência entre dezembro e janeiro e são momentos de fé, encontro e alegria.
O carimbó também está presente em festivais dedicados a ele, com participação de grupos de diversas regiões. Os eventos contam com as tradicionais apresentações, além trocas de saberes, oficinas e rodas de conversa.
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