Inscrições para a 6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura terminam nesta sexta (30)
Edital oferece apoio financeiro e custeia passagens, hospedagem e alimentação dos selecionados. Evento será realizado entre os dias 24 e 29 de março, em Aracruz, no Espírito Santo
Fazedores e fazedoras de cultura de todo o país, têm até esta sexta-feira, dia 30, para se inscrever no edital de programação da 6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura, o maior encontro da Política Nacional de Cultura Viva.
O evento será realizado entre os dias 24 e 29 de março, em Aracruz, no Espírito Santo, e vai reunir milhares de participantes em uma grande celebração da cultura de base comunitária, com foco no tema da justiça climática.
As inscrições devem ser feitas pela plataforma Mapa da Cultura e o edital prevê apoio financeiro, além de passagens, hospedagem e alimentação para os selecionados.
Durante live tira-dúvidas, a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, destacou o fortalecimento da rede Cultura Viva em todo o país.
“Estamos avançando nessa construção da teia, são várias reuniões, vários encontros, é uma tessitura infinita. Já realizamos 12 teias estaduais, com uma rede potente, que já elegeu cerca de trezentos e sessenta delegados e delegadas.”
Além da programação cultural, a Teia também é um espaço de diálogo e pactuação para o aprimoramento das políticas públicas de cultura.
Segundo Márcia Rollemberg, o edital reforça o papel da cultura como parte das soluções para os desafios do nosso tempo.
“O espírito desse edital busca alinhar toda essa riqueza cultural ao tema da justiça climática, posicionando a cultura, como a cultura pode contribuir nesse processo de leitura de mundo e de desenho de soluções.”
Ao todo, são quase duzentas vagas distribuídas em diferentes categorias artísticas e formativas. O prazo de inscrição termina nesta sexta-feira, dia 30.
Mais informações estão disponíveis no site do Gov.
MinC lança curso sobre o audiovisual brasileiro na Mostra de Tiradentes
Iniciativa prevê fortalecimento do audiovisual brasileiro
Durante a Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, o Ministério da Cultura lançou uma importante iniciativa para o fortalecimento do audiovisual brasileiro.
O curso Audiovisual no Brasil: Governança e Ecossistema, desenvolvido em parceria com a Escola Fundação Itaú, é gratuito e aberto ao público.
Já disponível clicando aqui, a formação oferece uma visão prévia sobre as principais políticas públicas e a dinâmica do setor audiovisual brasileiro.
O curso é muito importante para o público que se dedica ao tema. Explica a diretora de Formação e Inovação Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do MinC, Milena Evangelista.
“Esse curso é destinado para gestores, pesquisadores, interessados no setor audiovisual, ter esses gestores com esse conhecimento adicional em relação à governança audiovisual, faz toda a diferença na operação dessas linhas e na operação desse recurso.”
O curso Audiovisual no Brasil tem carga horária de 4 horas distribuídas em 2 módulos. Os alunos terão acesso a vídeos, documentos de leitura e conteúdos interativos.
O primeiro módulo aborda os marcos regulatórios e o funcionamento do Sistema Nacional de Cultura. Também é estudado sobre o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Na segunda parte, o curso explora o ecossistema do audiovisual em sua totalidade. É o momento de entender de games, streaming, novas tecnologias e o impacto da Inteligência Artificial.
Para a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, o curso contribui na capacitação do setor. Além de ampliar o alcance das políticas culturais e fortalecer a diversidade do cinema nacional, comenta Joelma Gonzaga.
“Nós temos capacidade instalada de produção. Nós temos muitos filmes inundando as telas do Brasil e do mundo porque a política pública do audiovisual existe e precisa de continuidade.”
Acesse o curso clicando aqui.
MinC lança estudo nacional com diagnóstico detalhado do audiovisual brasileiro
A Mostra de Tiradentes reúne realizadores, gestores públicos e profissionais do setor audiovisual
Mais uma vez, o Ministério da Cultura marcou presença em um dos principais eventos do cinema nacional. Na 29ª edição, a Mostra de Tiradentes reúne realizadores, gestores públicos e profissionais do setor audiovisual.
A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura participou da programação oficial do evento, na abertura e também nos painéis e debates do 4º Fórum de Tiradentes.
Durante a Mostra, o MinC lançou o estudo inédito Panorama do Ecossistema Audiovisual – Arranjos Regionais 2025.
A diretora de Formação e Inovação Audiovisual da Secretaria do Audiovisual, Milena Evangelista, explica o conteúdo do estudo.
“Reúne os dados enviados pelos entes proponentes, estados e municípios que fizeram adesão ao edital Arranjos Regionais. Essa linha destinou cerca de 552 milhões de reais, pelo fundo setorial do audiovisual e a partir da consolidação desses dados foi possível estabelecer um panorama de todo o ecossistema.”
O documento apresenta um mapeamento amplo e territorializado do audiovisual no Brasil.
Ao todo, são dados de 41 territórios participantes, sendo 24 estados e 17 municípios.
As informações apontam avanços importantes na institucionalização do setor. Também indicam a necessidade de aprimorar aspectos como a realização de conferências setoriais do audiovisual.
O Panorama do Ecossistema Audiovisual – Arranjos Regionais 2025 se consolida como um retrato estratégico do momento atual do audiovisual brasileiro.
A partir da retomada e do fortalecimento da Linha de Arranjos Regionais, política pública do Fundo Setorial do Audiovisual, os investimentos chegam aos territórios de forma descentralizada.
E reforçam o audiovisual como setor cultural e econômico fundamental para o desenvolvimento regional.
Para a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, este é um momento de celebrar as conquistas do cinema e do audiovisual brasileiro.
“Quando um filme brasileiro entra em cartaz, o Brasil entra em cartaz. E o Brasil tá em cartaz no mundo todo e isso não é por acaso, isso é fruto de política pública.”
Ministério da Cultura rescinde parceria com instituto no Amazonas por irregularidades
Decisão unilateral contra o IAJA foi baseada no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil
O Ministério da Cultura informa que foi rescindido, de forma unilateral, o Termo de Colaboração firmado com o Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia, o IAJA, no âmbito do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, no estado do Amazonas.
A decisão tem como base a Lei nº 13.019, de 2014, que institui o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, e foi publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de dezembro de 2025.
A rescisão ocorreu após a conclusão de um procedimento administrativo regularmente instaurado, no qual foram assegurados o contraditório e a ampla defesa. Durante a análise, foram identificadas impropriedades na execução da parceria, consideradas incompatíveis com a sua continuidade.
O Ministério esclarece que, embora a decisão de rescisão já esteja concluída, seguem em andamento as etapas legais posteriores, especialmente a análise da prestação de contas. Caso sejam identificados elementos que justifiquem novos encaminhamentos, estes serão realizados aos órgãos de controle competentes, nos termos da legislação, a partir de avaliação técnica, sem qualquer tipo de antecipação.
Em relação à eventual substituição da entidade executora, o Ministério da Cultura informa que não há previsão de convocação automática de outra organização. O edital de chamamento público que originou a parceria teve sua vigência encerrada em novembro de 2025, não produzindo efeitos para novas convocações.
O Ministério destaca ainda que o Programa Nacional dos Comitês de Cultura segue ativo no estado por meio da atuação dos Agentes Territoriais de Cultura. Atualmente, o estado conta com onze agentes, distribuídos em nove regiões, incluindo Manaus, Parintins, Tefé, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira.
Esses agentes desenvolvem ações em diálogo com diversos segmentos culturais, beneficiando comunidades urbanas e rurais, povos indígenas, populações ribeirinhas, mulheres negras e indígenas, mestres e mestras das culturas populares, produtores culturais independentes, coletivos e Pontos de Cultura.
Para 2026, o Ministério da Cultura informa que está em elaboração uma estratégia de fortalecimento das organizações sociais da cultura no estado do Amazonas, reafirmando o compromisso com a continuidade e a capilaridade das políticas culturais no território.
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