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Ministério da Cultura lança Programa de Intercâmbio Cultural

A cada seleção há uma busca em contemplar projetos que tenham o potencial de enriquecer a diversidade cultural brasileira

O Ministério da Cultura lançou o Programa de Intercâmbio Cultural, uma iniciativa que tem como objetivo difundir a riqueza da cultura brasileira não só em território nacional, mas também no exterior.

Diferente de muitos programas de intercâmbio, esse não é exclusivo para artistas renomados, mas sim para todos aqueles que desejam apresentar seus trabalhos, trocar experiências e contribuir para a interseção entre cultura, meio ambiente, educação e ciência. A inovação e a transversalidade são os pilares que o MinC busca valorizar.

Vale destacar que a iniciativa não estabelece um prazo final para as inscrições, trata-se de um edital de fluxo contínuo, permitindo seleções periódicas conforme o volume de demanda, garantindo que a diversidade de expressões culturais seja representada. A cada seleção há uma busca em contemplar projetos que tenham o potencial de enriquecer a diversidade cultural brasileira.

A seleção mais recente, em vinte e cinco de novembro, contemplou cento e trinta pessoas, entre grupos e indivíduos, de todas as regiões do país. Esses selecionados terão a oportunidade de participar de eventos fora de suas localidades, contribuindo para a difusão cultural e artística em âmbito nacional e internacional.

O programa vai além de apenas promover intercâmbio cultural. Ele é uma plataforma inclusiva, com ações afirmativas. A diretora de Fomento Direto do Ministério da Cultura, Teresa Cristina Rocha Azevedo, explica a iniciativa. “Então, nós temos cotas para pessoas negras, cotas para pessoas indígenas, cotas para pessoas com deficiência, temos bonificação para pessoas idosas, para a cultura urbana, enfim, é uma grande plataforma em que pode se convergir diversas manifestações culturais. E a nossa intenção é que possamos cada vez mais o Brasil conhecer o Brasil e o Brasil se projetar no mundo”.

Em resumo, o programa de intercâmbio cultural do Ministério da Cultura é uma iniciativa que visa construir pontes entre diferentes expressões culturais, promovendo a diversidade e fortalecendo a presença da cultura brasileira no cenário global.

Para outras informações acesse www.gov.br/cultura.

Fonte: Brasil61

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Guerra no Oriente Médio encarece transporte de mercadorias para mais da metade das indústrias, revela CNI

Impacto sobre o petróleo encarece fretes, pressiona a inflação e ameaça a competitividade das exportações

Guerra no Oriente Médio encarece transporte de mercadorias para mais da metade das indústrias, revela CNI

Os custos com o transporte de mercadorias aumentaram para 95% das empresas industriais consultadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores. Segundo o levantamento, mais da metade das empresas (52%) atribui a alta dos gastos com frete, seguro e logística aos efeitos da guerra no Oriente Médio, que provocou um choque nos preços internacionais do petróleo e de outros insumos estratégicos para a indústria brasileira.

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales Rios, destaca que o Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo, o que faz com que eventuais interrupções no comércio da commodity tenham repercussões globais.

“Quando há um impacto na comercialização do petróleo, os preços internacionais sobem e isso gera um efeito cascata sobre outros insumos, como fertilizantes, plásticos, etc. Assim, os custos se espalham por todas as etapas da cadeia produtiva, inclusive o transporte”, explica.

Segundo ele, o Brasil é particularmente vulnerável a esse cenário devido à predominância do modal rodoviário no escoamento da produção. Como a maior parte das mercadorias é transportada por caminhões movidos a derivados de petróleo, a elevação dos combustíveis acaba pressionando toda a logística nacional.

O especialista alerta ainda que, em algum momento, as empresas terão de repassar parte desse aumento de custos para os produtos.

“O impacto na economia vai começar a ser sentido em breve, com uma inflação um pouco mais alta e menor poder de compra do consumidor. Do lado das empresas, há perda de competitividade, principalmente das indústrias exportadoras, pois os produtos começam a ficar mais caros em relação a concorrentes de outros países”, avalia.

Transporte pesa no custo das empresas

Segundo a pesquisa, 56% das indústrias consultadas classificaram como “forte” o gasto com transporte de mercadorias. Entre as empresas exportadoras, o percentual chega a 59%, enquanto, entre as importadoras, 61% relataram forte encarecimento dos custos logísticos no primeiro trimestre.

A associação entre o conflito no Oriente Médio e a alta dos custos de transporte é ainda mais evidente entre as empresas que atuam no comércio internacional.

Entre as indústrias exportadoras, 60% afirmam que o aumento dos custos está fortemente relacionado ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. No caso das importadoras, esse percentual sobe para 62%.

Medidas do governo devem ter efeito limitado

Na avaliação dos empresários, as medidas adotadas pelo governo para conter a alta dos custos — como a subvenção ao diesel e a suspensão temporária de tributos federais sobre os combustíveis — terão impacto limitado.

Para 54% das empresas consultadas, as ações terão pouca eficácia para reduzir os custos do transporte nos próximos meses. Outros 16% consideram as medidas ineficazes. Já 27% acreditam que elas terão efeito moderado e apenas 3% avaliam que serão efetivas.

“Na percepção dos empresários, essas medidas podem ter pouco efeito prático por conta do não repasse desse benefício para a frente na cadeia, chegando até o posto de combustível e o consumidor final. Por isso, eles alertaram bastante sobre a necessidade de uma fiscalização maior sobre o setor para que isso seja de fato efetivo e que os custos possam ser mitigados no tempo”, afirma Rafael Sales Rios.

Segundo o especialista, também há preocupação entre os empresários com os impactos fiscais das medidas.

“Se essas ações forem pouco eficazes, surge o questionamento sobre a conveniência de ampliar os gastos públicos nesse contexto. Afinal, isso pode se traduzir, no futuro, em aumento de impostos ou até na criação de novos tributos”, pondera.

Tributação também pressiona os custos

Além dos efeitos da guerra no Oriente Médio, os empresários apontaram outros fatores que contribuíram para o aumento dos custos no período. Entre eles, destacam-se:

●    tributação sobre o setor (36%);
●    custos com fornecedores e serviços logísticos (26%);
●    fiscalização ou regulação do transporte (25%);
●    gastos com mão de obra (24%).

VEJA MAIS:

●   Royalties do petróleo atingem recorde de R$ 8,2 bilhões em maio
●   Insegurança patrimonial encarece produção da indústria e piora competitividade, diz CNI
 

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Inclusão em debate: avanços e desafios marcam o mês de conscientização do autismo no Brasil em 2026

Da redação (04/04/2026)– Abril, mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reacende um debate essencial no Brasil: a inclusão de alunos autistas nas escolas. Entre avanços legais e desafios práticos, especialistas, professores e famílias apontam que o país vive um momento de transição — com conquistas importantes, mas também com retrocessos preocupantes.

Nos últimos anos, a legislação brasileira avançou ao reforçar o direito à educação inclusiva, garantindo matrícula de alunos autistas em escolas regulares e acesso a profissionais de apoio. No entanto, na prática, a inclusão ainda enfrenta barreiras estruturais.

“Colocar o aluno autista dentro da sala não é inclusão. Inclusão é garantir que ele aprenda, se desenvolva e seja respeitado em sua individualidade”, afirma uma professora da rede pública em reportagem recente sobre o tema.

A fala reflete um sentimento recorrente entre educadores: a inclusão, muitas vezes, tem sido tratada apenas como presença física.

De acordo com lideranças da causa autista, um dos principais problemas é a falta de preparo das escolas.

“O Brasil avançou na lei, mas não acompanhou na formação dos professores”, aponta um especialista ouvido em reportagem nacional sobre educação inclusiva. “Sem capacitação adequada, o professor fica sobrecarregado e o aluno não recebe o suporte necessário.”

Outro ponto crítico está nas mudanças recentes em políticas educacionais, que, segundo entidades, têm gerado insegurança. Há preocupação de que interpretações mais flexíveis da legislação possam abrir espaço para a segregação indireta de alunos com deficiência.

“Existe um risco de retrocesso quando se relativiza o direito à inclusão plena”, alertou uma liderança do movimento autista em entrevista à imprensa.

Apesar disso, experiências bem-sucedidas mostram que a inclusão é possível — desde que estruturada corretamente. Escolas que investem em formação continuada, adaptação curricular e acompanhamento individual têm apresentado resultados positivos tanto para alunos autistas quanto para a comunidade escolar como um todo.

Inclusão Precisa Ir Além da Presença Física

Para a professora especialista em inclusão Damares Gois, que atua há mais de 10 anos com alunos autistas em sala de aula, é preciso repensar o modelo atual.

“A inclusão precisa ser real e responsável. Não basta inserir o aluno na sala comum sem preparo. É necessário investir em formação contínua de professores, oferecer suporte individual ao aluno, adaptar materiais pedagógicos e, em alguns casos, criar espaços estruturados — como salas de apoio — que respeitem o ritmo e as necessidades de cada criança.”

A perspectiva da análise do comportamento aplicada (ABA) também reforça a necessidade de um suporte mais estruturado. A professora e especialista comportamental Helielma da Silva Barcellos Menezes da Costa, com mais de 10 anos de experiência em intervenções baseadas em evidências para crianças com TEA e atuação em programas educacionais e equipes multidisciplinares, destaca que a inclusão precisa ir além da sala de aula.

“Uma inclusão verdadeira exige a presença de profissionais especializados em comportamento acompanhando cada criança de forma individualizada. Não apenas durante as aulas, mas também nas interações sociais, nos momentos de convivência e no desenvolvimento das habilidades de comunicação e autonomia. Sem esse suporte, a inclusão se torna incompleta e muitas vezes ineficaz.”

Famílias Relatam Falta de Suporte

Pais também relatam desafios no dia a dia. Muitos apontam a ausência de profissionais de apoio, dificuldades na adaptação de atividades e até resistência de escolas em lidar com casos mais complexos.

“Meu filho está matriculado, mas não está aprendendo como deveria. Falta suporte”, relatou uma mãe em reportagem recente.

Por outro lado, há também relatos de transformação. Professores destacam que a convivência com alunos autistas promove empatia, respeito às diferenças e desenvolvimento social para toda a turma.

“A inclusão beneficia todos, não só o aluno com autismo”, disse uma educadora em entrevista.

O Desafio da Inclusão em 2026

Em 2026, o consenso entre especialistas é claro: a inclusão precisa evoluir do papel para a prática. Isso passa por investimento público, políticas consistentes e, principalmente, mudança de mentalidade.

Enquanto o mês de conscientização traz visibilidade ao tema, o desafio permanece ao longo de todo o ano: construir uma escola que não apenas aceite, mas que realmente acolha e desenvolva cada aluno em sua singularidade.

Afinal, como resume uma frase recorrente entre defensores da causa:

“Inclusão de verdade não é só estar junto — é fazer parte.”

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CNI premia lideranças que fortalecem integração entre Brasil e EUA

Premiação inédita reuniu empresários, universidades e instituições de ciência e tecnologia durante o Brasil U.S. Industry Day, em Nova York

CNI premia lideranças que fortalecem integração entre Brasil e EUA

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) premiou, na última segunda-feira (11), 18 lideranças empresariais e institucionais do Brasil e dos Estados Unidos (veja lista abaixo) que contribuem de forma estratégica para o fortalecimento das relações econômicas bilaterais

A primeira edição do Brasil–U.S. Industry Award fez parte da programação do Brasil-U.S. Industry Day, evento que reuniu mais 500 lideranças empresariais, em Nova York, para discutir sobre a ampliação da integração produtiva entre setores estratégicos.

A premiação reconhece iniciativas do setor privado, universidades e instituições de ciência e tecnologia (ICTs), tanto brasileiras quanto estadunidenses, que impulsionam a integração produtiva, a inovação e a transformação industrial. Os homenageados foram divididos em três categorias: Integração Econômica Brasil–Estados Unidos, Inovação e Transformação Industrial e Diplomacia Institucional

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o prêmio marca um novo capítulo na relação entre Brasil e EUA.

“O Brasil-U.S. Industry Award evidencia a excelência e a visão estratégica de lideranças que fazem a diferença na nossa indústria. É um reconhecimento fundamental para aqueles que promovem a integração econômica e a inovação, garantindo que a parceria bilateral seja um motor de desenvolvimento tecnológico e de transformação para o setor industrial“, destaca.

A gerente de comércio e integração internacional da CNI, Constanza Negri, ressalta que o reconhecimento surge em um cenário decisivo para as relações entre Brasil e EUA, diante das transformações globais.

“A premiação nasce em um momento em que a parceria bilateral ganha ainda mais relevância diante dos desafios do atual contexto internacional, um contexto marcado por transformações econômicas, tecnológicas, energéticas e geopolíticas, que vem redefinindo prioridades e exigindo maior cooperação entre países e setores produtivos”, reforça.

Lista de premiados por categoria

Integração Econômica Brasil-Estados Unidos

  • Francisco Gomes, presidente e CEO da Embraer
  • Wesley Batista, acionista e conselheiro da JBS
  • Marcos Molina, fundador e presidente do Conselho MBRF Global Foods Company
  • Alexandre Bettamio, chairman de Global Corporate & Investment Banking do BofA Securities
  • Paula Bellizia, vice-presidente da AWS para a América Latina
  • André Gerdau, presidente do Conselho de Administração da Gerdau S.A.

Inovação e Transformação Industrial

  • Marco Stefanini, fundador e CEO Global do Grupo Stefanini
  • Daniel Godinho, vice-presidente de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG
  • Jenelle Krishnamoorthy, vice-presidente e chefe de Políticas Públicas Globais na Merck & Co.
  • Bruce Rastetter, fundador e presidente-executivo do Summit Agricultural Group

Diplomacia Institucional

  • Alvaro Prata, presidente da Embrapii
  • Thomas Shannon, embaixador
  • Michael McKinley, embaixador e conselheiro sênior e líder da prática de América Latina no The Cohen Group
  • Toni Harrington, embaixador e sócio-fundador do DGA-Albright Stonebridge Group
  • Ilan Goldfajn, presidente do BID
  • Rui Gomes, CEO da InvestSP
  • Liliana Ayalde, embaixadora
  • Tom Madrecki, vice-presidente sênior de Assuntos Públicos da Consumer Brands Association

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Ministério da Cultura lança programa de intercâmbio cultural

O foco dos chamamentos são intercâmbio cultural, intercâmbio audiovisual e intercâmbio para circulação audiovisual no exterior

O programa de intercâmbio cultural do Ministério da Cultura está de volta. Três editais direcionados à difusão e ao intercâmbio de atividades culturais no Brasil e no exterior estão com inscrições abertas. Os investimentos são de R$ 4 milhões.

O foco dos chamamentos são intercâmbio cultural, intercâmbio audiovisual e intercâmbio para circulação audiovisual no exterior.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, considera que a volta do programa de intercâmbio cultural entre as políticas públicas executadas pela pasta, coincide com um grande momento vivido pelo país. “Então, esse projeto, a volta desse edital é muito importante, porque esse é um bom momento, é um grande momento pro Brasil nessa retomada e para o ano, tem várias coisas acontecendo já, mais a nível internacional, devido ao nosso presidente realmente, ele traz isso para pra nós, é um legado do governo do presidente Lula, porque tem essa sensibilidade dele de buscar e a sensibilidade do mundo também de compreender que visão é essa de política que o presidente Lula traz quando ele procura para fortalecer os laços e relações institucionais com todos os países”.

O edital de intercâmbio cultural recebe, este ano, o investimento de R$ 2,5 milhões, do Fundo Nacional da Cultura. Por meio dele, será concedida bolsa a agentes culturais com trabalho próprio, que queiram participar de eventos, festivais, feiras de negócios e outras atividades no Brasil e no exterior.

As inscrições podem ser feitas pelo sistema mapas da cultura, na internet.

O edital tem vigência até dezembro de 2026 e as inscrições ficam permanentemente abertas, com seleções periódicas, organizadas de acordo com o volume de demanda e data de viagem.

O valor individual do apoio financeiro, para custeio de despesas de inscrição, deslocamento e permanência é de sete mil reais, para destinos nacionais, e dezessete mil para destinos no exterior.

No caso de grupos, os limites do apoio são R$ 68 mil para os nacionais e R$ 148 para viagem ao exterior.

Pessoas dos estados da Amazônia Legal – Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso – receberão um valor adicional de R$ 1.500.

Entre as ações afirmativas previstas no edital intercâmbio cultural, estão pontuação diferenciada para propostas que tenham como protagonistas ou lideranças, mulheres (cis e trans), idosos, indivíduos ou grupos de cultura urbana, pessoas lgbtqiapmais, populações periféricas, bem como propostas direcionadas a quem mora em territórios periféricos.

Também há reserva de cotas para valorizar o protagonismo de agentes culturais e equipes compostas, de forma representativa, por pessoas negras, indígenas e com deficiência.

O secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, destaca a simplicidade do edital que, não tem muita burocracia e é contínuo, o que representa sempre uma porta aberta ao setor cultural. “É um edital muito simples, ministra, de entrada, e é simples de saída. E é isso o que eu acho que faz a diferença. Você tem uma simplicidade de acesso. É um edital contínuo, que não tem o período de inscrição. Você está sempre com aquela porta aberta, esperando que as demandas cheguem. E é um edital simples de saída também, na prestação de contas, porque não tem muita burocracia para que a pessoa possa prestar contas, dado o recurso que recebeu. Esse edital pessoal foi criado em 2005, tem muito tempo já. Infelizmente, ele foi interrompido pelos governos que nos antecederam, e agora, com a ministra Margareth, a gente retoma um ativo da produção cultural brasileira e queria até, nesse momento, falando da produção cultural brasileira, dar o meu abraço à produção cultural brasileira que está recebendo esse benefício e essa possibilidade de acesso.

Os outros dois editais de intercâmbio cultural abertos pelo Ministério da Cultura são voltados ao segmento audiovisual: formação audiovisual e circulação audiovisual no exterior.

Para a secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, é necessário destacar a importância da retomada dos editais de intercâmbio, que representa uma demanda antiga do setor audiovisual. “É necessário destacar aqui a importância da retomada dos editais de intercâmbio, que representa uma demanda antiga do setor audiovisual. A produção brasileira tem alcançado o mundo e é essencial que possamos promover e apoiar nossos realizadores, assegurando que possam estar presentes nos eventos e espaços de formação no exterior. Especificamente em relação ao edital de circulação, destaco que essa ação de mobilização como elemento de política pública estratégico que viabiliza primeiramente a difusão e a promoção do audiovisual brasileiro e de seus agentes no cenário internacional, mas também tem um importante objetivo de possibilitar o estabelecimento de novas parcerias, negócios e co-produções com impactos significativos no aquecimento da economia criativa e na geração de emprego, renda e oportunidades e, naturalmente, no fortalecimento do nosso potencial artístico, simbólico e cultural.

O Edital Formação Audiovisual no exterior vai conceder recursos na modalidade de bolsa cultural, para o pagamento de mensalidade de ações formativas, no regime de fluxo contínuo.

A ação é voltada à formação de estudantes e profissionais do segmento e disponibiliza apoio para a realização de ações formativas, de médio e longo prazos, fora do país. As inscrições também devem ser feitas por meio do sistema mapa da cultura.

O aporte financeiro é de R$ 1 milhão advindos do Fundo Nacional de Cultura.

As propostas podem ser apresentadas apenas por pessoa física, brasileira nata ou naturalizada, maior de 18 anos. Os valores que cada proponente vai receber variam em função da carga horária das ações de formação.

Entre 300 e 600 horas o valor máximo é de R$ 30 mil. Acima disso, o valor máximo destinado será de R$ 40 mil.

Já o edital circulação audiovisual no exterior prevê a concessão de recursos financeiros, por meio de bolsa cultural, para a participação e circulação de profissionais do setor em festivais, mostras, eventos de mercado e seminários. O objetivo é a promoção e a difusão da cultura audiovisual brasileira e de seus agentes fora do país.

O edital dispõe de R$ 500 mil, advindos do Fundo Nacional da Cultura.

Com a bolsa será possível custear itens como hospedagem, alimentação, passagens aéreas e deslocamento terrestre.

Poderão ser beneficiadas pessoas físicas, brasileiras natas ou naturalizadas, maiores de dezoito anos, agentes culturais do segmento audiovisual. A inscrição é gratuita e deve ser feita no sistema mapa da cultura, na internet.

O valor da bolsa depende do local do evento: R$ 7 mil para a América do Sul; R$ 10 mil para as Américas do Norte e Central, R$ 15 mil para a Europa e; R$ 20 mil para África, Ásia e Oceania.

No âmbito das políticas afirmativa, regional e multilateral, o edital traz pontuação adicional para grupos vulnerabilizados, para fomentar sua participação em eventos realizados em países com parceria multilateral com o brasil. E também promover a participação de agentes de todo o país, capitais e interior, com indutores voltados para regionalização e interiorização. A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destaca a importância da iniciativa. “Quanto ao edital de formação, a segunda linha do edital de intercâmbio da sav, destaco que essa política pública é muito importante para a estruturação e qualificação da cadeia produtiva do setor audiovisual, ou seja, para ganho de escala e de qualidade técnica e estética para a produção brasileira”.

Interrompido em 2015, o programa de intercâmbio cultural foi realizado pelo Ministério da Cultura entre 2007 e 2015 no período, chegou a beneficiar 7 mil pessoas.

Uma delas foi o bandolinista Hamilton de Holanda. Ele fala como o incentivo do Ministério da Cultura, nos anos 2000, possibilitou que, no início de sua carreira internacional, pudesse ir à África do Sul, fazer uma turnê. “Eu, que fui agraciado no ano 2000, estava no começo da minha carreira internacional e fui agraciado com passagens aéreas para a África do Sul. Fiz uma turnê na África do Sul. Na época, aquilo foi fundamental para mim. Então, é muito bom. Vocês estão dando um passo maravilhoso. A história vai agradecer vocês. Tenho certeza. Como diria meu amigo Beto Almeida, a cultura é a ecologia da alma.

O músico Henrique Lima Santos Filho, conhecido como reco do bandolim, considera que o lançamento do programa de intercâmbio pelo Ministério da Cultura, permite o intercâmbio entre as pessoas e pode ser uma maneira muito positiva de se delimitar o território cultural do povo brasileiro. “O fato de nós termos ficado 4 anos sem o Ministério da Cultura tem um significado muito nefasto para o povo. Eu acho que nesses tempos de globalização que a gente vive, a globalização que é muito sedutora, que aproxima, que dá acesso, é você ter acesso ao mundo inteiro através da globalização, mas é fundamental que a gente não perca a noção do nosso território cultural. Eu acho que esse projeto, esse edital de intercâmbio possibilita exatamente o encontro dos povos para que cada qual possa se manifestar, se distinguir, manifestar e delimitar seu território cultural. A graça do mundo está justamente aí. Você sai aqui do Brasil, chega em Portugal. Você ouve o Fábio, você tem contato com a culinária de Portugal, você chega na Espanha e você vê o flamenco, vê a dança, vê a música flamenca, você chega no Brasil… então esse projeto de editais que permite esse intercâmbio entre as pessoas, pode ser uma maneira muito positiva de fortalecer essa possibilidade que a gente tem”.

Os editais do programa de intercâmbio cultural podem ser acessados na página do Ministério da Cultura na internet. No endereço www.gov.br/cultura.

Esta é uma realização do Ministério da Cultura por meio das secretarias de Economia Criativa e Fomento Cultural e Secretaria do Audiovisual.

Fonte: Brasil61

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Guerra no Oriente Médio encarece transporte de mercadorias para mais da metade das indústrias, revela CNI

Impacto sobre o petróleo encarece fretes, pressiona a inflação e ameaça a competitividade das exportações

Guerra no Oriente Médio encarece transporte de mercadorias para mais da metade das indústrias, revela CNI

Os custos com o transporte de mercadorias aumentaram para 95% das empresas industriais consultadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores. Segundo o levantamento, mais da metade das empresas (52%) atribui a alta dos gastos com frete, seguro e logística aos efeitos da guerra no Oriente Médio, que provocou um choque nos preços internacionais do petróleo e de outros insumos estratégicos para a indústria brasileira.

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales Rios, destaca que o Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo, o que faz com que eventuais interrupções no comércio da commodity tenham repercussões globais.

“Quando há um impacto na comercialização do petróleo, os preços internacionais sobem e isso gera um efeito cascata sobre outros insumos, como fertilizantes, plásticos, etc. Assim, os custos se espalham por todas as etapas da cadeia produtiva, inclusive o transporte”, explica.

Segundo ele, o Brasil é particularmente vulnerável a esse cenário devido à predominância do modal rodoviário no escoamento da produção. Como a maior parte das mercadorias é transportada por caminhões movidos a derivados de petróleo, a elevação dos combustíveis acaba pressionando toda a logística nacional.

O especialista alerta ainda que, em algum momento, as empresas terão de repassar parte desse aumento de custos para os produtos.

“O impacto na economia vai começar a ser sentido em breve, com uma inflação um pouco mais alta e menor poder de compra do consumidor. Do lado das empresas, há perda de competitividade, principalmente das indústrias exportadoras, pois os produtos começam a ficar mais caros em relação a concorrentes de outros países”, avalia.

Transporte pesa no custo das empresas

Segundo a pesquisa, 56% das indústrias consultadas classificaram como “forte” o gasto com transporte de mercadorias. Entre as empresas exportadoras, o percentual chega a 59%, enquanto, entre as importadoras, 61% relataram forte encarecimento dos custos logísticos no primeiro trimestre.

A associação entre o conflito no Oriente Médio e a alta dos custos de transporte é ainda mais evidente entre as empresas que atuam no comércio internacional.

Entre as indústrias exportadoras, 60% afirmam que o aumento dos custos está fortemente relacionado ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. No caso das importadoras, esse percentual sobe para 62%.

Medidas do governo devem ter efeito limitado

Na avaliação dos empresários, as medidas adotadas pelo governo para conter a alta dos custos — como a subvenção ao diesel e a suspensão temporária de tributos federais sobre os combustíveis — terão impacto limitado.

Para 54% das empresas consultadas, as ações terão pouca eficácia para reduzir os custos do transporte nos próximos meses. Outros 16% consideram as medidas ineficazes. Já 27% acreditam que elas terão efeito moderado e apenas 3% avaliam que serão efetivas.

“Na percepção dos empresários, essas medidas podem ter pouco efeito prático por conta do não repasse desse benefício para a frente na cadeia, chegando até o posto de combustível e o consumidor final. Por isso, eles alertaram bastante sobre a necessidade de uma fiscalização maior sobre o setor para que isso seja de fato efetivo e que os custos possam ser mitigados no tempo”, afirma Rafael Sales Rios.

Segundo o especialista, também há preocupação entre os empresários com os impactos fiscais das medidas.

“Se essas ações forem pouco eficazes, surge o questionamento sobre a conveniência de ampliar os gastos públicos nesse contexto. Afinal, isso pode se traduzir, no futuro, em aumento de impostos ou até na criação de novos tributos”, pondera.

Tributação também pressiona os custos

Além dos efeitos da guerra no Oriente Médio, os empresários apontaram outros fatores que contribuíram para o aumento dos custos no período. Entre eles, destacam-se:

●    tributação sobre o setor (36%);
●    custos com fornecedores e serviços logísticos (26%);
●    fiscalização ou regulação do transporte (25%);
●    gastos com mão de obra (24%).

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Inclusão em debate: avanços e desafios marcam o mês de conscientização do autismo no Brasil em 2026

Da redação (04/04/2026)– Abril, mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reacende um debate essencial no Brasil: a inclusão de alunos autistas nas escolas. Entre avanços legais e desafios práticos, especialistas, professores e famílias apontam que o país vive um momento de transição — com conquistas importantes, mas também com retrocessos preocupantes.

Nos últimos anos, a legislação brasileira avançou ao reforçar o direito à educação inclusiva, garantindo matrícula de alunos autistas em escolas regulares e acesso a profissionais de apoio. No entanto, na prática, a inclusão ainda enfrenta barreiras estruturais.

“Colocar o aluno autista dentro da sala não é inclusão. Inclusão é garantir que ele aprenda, se desenvolva e seja respeitado em sua individualidade”, afirma uma professora da rede pública em reportagem recente sobre o tema.

A fala reflete um sentimento recorrente entre educadores: a inclusão, muitas vezes, tem sido tratada apenas como presença física.

De acordo com lideranças da causa autista, um dos principais problemas é a falta de preparo das escolas.

“O Brasil avançou na lei, mas não acompanhou na formação dos professores”, aponta um especialista ouvido em reportagem nacional sobre educação inclusiva. “Sem capacitação adequada, o professor fica sobrecarregado e o aluno não recebe o suporte necessário.”

Outro ponto crítico está nas mudanças recentes em políticas educacionais, que, segundo entidades, têm gerado insegurança. Há preocupação de que interpretações mais flexíveis da legislação possam abrir espaço para a segregação indireta de alunos com deficiência.

“Existe um risco de retrocesso quando se relativiza o direito à inclusão plena”, alertou uma liderança do movimento autista em entrevista à imprensa.

Apesar disso, experiências bem-sucedidas mostram que a inclusão é possível — desde que estruturada corretamente. Escolas que investem em formação continuada, adaptação curricular e acompanhamento individual têm apresentado resultados positivos tanto para alunos autistas quanto para a comunidade escolar como um todo.

Inclusão Precisa Ir Além da Presença Física

Para a professora especialista em inclusão Damares Gois, que atua há mais de 10 anos com alunos autistas em sala de aula, é preciso repensar o modelo atual.

“A inclusão precisa ser real e responsável. Não basta inserir o aluno na sala comum sem preparo. É necessário investir em formação contínua de professores, oferecer suporte individual ao aluno, adaptar materiais pedagógicos e, em alguns casos, criar espaços estruturados — como salas de apoio — que respeitem o ritmo e as necessidades de cada criança.”

A perspectiva da análise do comportamento aplicada (ABA) também reforça a necessidade de um suporte mais estruturado. A professora e especialista comportamental Helielma da Silva Barcellos Menezes da Costa, com mais de 10 anos de experiência em intervenções baseadas em evidências para crianças com TEA e atuação em programas educacionais e equipes multidisciplinares, destaca que a inclusão precisa ir além da sala de aula.

“Uma inclusão verdadeira exige a presença de profissionais especializados em comportamento acompanhando cada criança de forma individualizada. Não apenas durante as aulas, mas também nas interações sociais, nos momentos de convivência e no desenvolvimento das habilidades de comunicação e autonomia. Sem esse suporte, a inclusão se torna incompleta e muitas vezes ineficaz.”

Famílias Relatam Falta de Suporte

Pais também relatam desafios no dia a dia. Muitos apontam a ausência de profissionais de apoio, dificuldades na adaptação de atividades e até resistência de escolas em lidar com casos mais complexos.

“Meu filho está matriculado, mas não está aprendendo como deveria. Falta suporte”, relatou uma mãe em reportagem recente.

Por outro lado, há também relatos de transformação. Professores destacam que a convivência com alunos autistas promove empatia, respeito às diferenças e desenvolvimento social para toda a turma.

“A inclusão beneficia todos, não só o aluno com autismo”, disse uma educadora em entrevista.

O Desafio da Inclusão em 2026

Em 2026, o consenso entre especialistas é claro: a inclusão precisa evoluir do papel para a prática. Isso passa por investimento público, políticas consistentes e, principalmente, mudança de mentalidade.

Enquanto o mês de conscientização traz visibilidade ao tema, o desafio permanece ao longo de todo o ano: construir uma escola que não apenas aceite, mas que realmente acolha e desenvolva cada aluno em sua singularidade.

Afinal, como resume uma frase recorrente entre defensores da causa:

“Inclusão de verdade não é só estar junto — é fazer parte.”

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CNI premia lideranças que fortalecem integração entre Brasil e EUA

Premiação inédita reuniu empresários, universidades e instituições de ciência e tecnologia durante o Brasil U.S. Industry Day, em Nova York

CNI premia lideranças que fortalecem integração entre Brasil e EUA

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) premiou, na última segunda-feira (11), 18 lideranças empresariais e institucionais do Brasil e dos Estados Unidos (veja lista abaixo) que contribuem de forma estratégica para o fortalecimento das relações econômicas bilaterais

A primeira edição do Brasil–U.S. Industry Award fez parte da programação do Brasil-U.S. Industry Day, evento que reuniu mais 500 lideranças empresariais, em Nova York, para discutir sobre a ampliação da integração produtiva entre setores estratégicos.

A premiação reconhece iniciativas do setor privado, universidades e instituições de ciência e tecnologia (ICTs), tanto brasileiras quanto estadunidenses, que impulsionam a integração produtiva, a inovação e a transformação industrial. Os homenageados foram divididos em três categorias: Integração Econômica Brasil–Estados Unidos, Inovação e Transformação Industrial e Diplomacia Institucional

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o prêmio marca um novo capítulo na relação entre Brasil e EUA.

“O Brasil-U.S. Industry Award evidencia a excelência e a visão estratégica de lideranças que fazem a diferença na nossa indústria. É um reconhecimento fundamental para aqueles que promovem a integração econômica e a inovação, garantindo que a parceria bilateral seja um motor de desenvolvimento tecnológico e de transformação para o setor industrial“, destaca.

A gerente de comércio e integração internacional da CNI, Constanza Negri, ressalta que o reconhecimento surge em um cenário decisivo para as relações entre Brasil e EUA, diante das transformações globais.

“A premiação nasce em um momento em que a parceria bilateral ganha ainda mais relevância diante dos desafios do atual contexto internacional, um contexto marcado por transformações econômicas, tecnológicas, energéticas e geopolíticas, que vem redefinindo prioridades e exigindo maior cooperação entre países e setores produtivos”, reforça.

Lista de premiados por categoria

Integração Econômica Brasil-Estados Unidos

  • Francisco Gomes, presidente e CEO da Embraer
  • Wesley Batista, acionista e conselheiro da JBS
  • Marcos Molina, fundador e presidente do Conselho MBRF Global Foods Company
  • Alexandre Bettamio, chairman de Global Corporate & Investment Banking do BofA Securities
  • Paula Bellizia, vice-presidente da AWS para a América Latina
  • André Gerdau, presidente do Conselho de Administração da Gerdau S.A.

Inovação e Transformação Industrial

  • Marco Stefanini, fundador e CEO Global do Grupo Stefanini
  • Daniel Godinho, vice-presidente de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG
  • Jenelle Krishnamoorthy, vice-presidente e chefe de Políticas Públicas Globais na Merck & Co.
  • Bruce Rastetter, fundador e presidente-executivo do Summit Agricultural Group

Diplomacia Institucional

  • Alvaro Prata, presidente da Embrapii
  • Thomas Shannon, embaixador
  • Michael McKinley, embaixador e conselheiro sênior e líder da prática de América Latina no The Cohen Group
  • Toni Harrington, embaixador e sócio-fundador do DGA-Albright Stonebridge Group
  • Ilan Goldfajn, presidente do BID
  • Rui Gomes, CEO da InvestSP
  • Liliana Ayalde, embaixadora
  • Tom Madrecki, vice-presidente sênior de Assuntos Públicos da Consumer Brands Association

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