O preço do boi gordo abre esta quarta-feira (21) em alta de 0,74%. A arroba é negociada a R$ 321,00, no estado de São Paulo.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
DATA
VALOR R$*
VAR./DIA
VAR./MÊS
VALOR US$*
20/01/2026
321,00
0,74%
0,56%
59,69
19/01/2026
318,65
0,19%
-0,17%
59,41
16/01/2026
318,05
0,06%
-0,36%
59,21
15/01/2026
317,85
-0,22%
-0,42%
59,28
14/01/2026
318,55
-0,03%
-0,20%
59,00
Preço do frango congelado e resfriado
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,25, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,32.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ – ESTADO SP
DATA
VALOR R$
VAR./DIA
VAR./MÊS
20/01/2026
7,25
0,00%
-10,71%
19/01/2026
7,25
-0,41%
-10,71%
16/01/2026
7,28
-0,82%
-10,34%
15/01/2026
7,34
0,00%
-9,61%
14/01/2026
7,34
-2,00%
-9,61%
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ – ESTADO SP
DATA
VALOR R$
VAR./DIA
VAR./MÊS
20/01/2026
7,32
0,00%
-10,07%
19/01/2026
7,32
-0,27%
-10,07%
16/01/2026
7,34
-0,94%
-9,83%
15/01/2026
7,41
0,00%
-8,97%
14/01/2026
7,41
-1,98%
-8,97%
Preço da carcaça suína especial e do suíno vivo
A carcaça suína especial também volta a apontar queda de 5,35% no preço, sendo negociada a R$ 11,68 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
DATA
MÉDIA
VAR./DIA
VAR./MÊS
20/01/2026
11,68
-5,35%
-9,18%
19/01/2026
12,34
0,65%
-4,04%
16/01/2026
12,26
-1,53%
-4,67%
15/01/2026
12,45
0,00%
-3,19%
14/01/2026
12,45
-0,64%
-3,19%
O preço do suíno vivo registra queda de 2,64% em Minas Gerais,de 0,77% no Paraná, de 0,89% no Rio Grande do Sul, de 0,52% em Santa Catarina e de 2,82% em SãoPaulo. As mercadorias variam entre R$ 7,70 e R$ 7,92.
O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
Diferenças entre frango congelado e frango resfriado
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
Dólar hoje: moeda fecha o último pregão aos R$ 5,19, após alta com discurso do Fed em Jackson Hole
Divisa norte-americana avançou diante da expectativa e, posteriormente, da repercussão, do discurso do presidente do Federal Reserve
O dólar fechou o último pregão cotado a R$ 5,19, após operar em alta ao longo da sessão.
No início dos negócios, a moeda norte-americana se aproximou dos R$ 5,20, em meio à expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, Kevin Warsh, durante o simpósio de Jackson Hole.
Os investidores buscavam indicações sobre os próximos passos da política monetária norte-americana, especialmente diante da possibilidade de uma mudança de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na próxima reunião.
Durante a sessão, o dólar ampliou os ganhos e chegou a R$ 5,21, com alta de 1,07%, após o discurso de Warsh. O presidente do Fed afirmou que a inflação nos Estados Unidos ainda está acima da meta de 2% e que o banco central precisa estar confiante de que os preços estão desacelerando de forma significativa.
O cenário reforçou a atenção dos investidores para a trajetória dos juros nos Estados Unidos e para os próximos indicadores da economia norte-americana.
Cotação do euro
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,02.
Cotações
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
Ibovespa fecha o último pregão aos 175.665 pontos, após queda com expectativa de alta nos juros dos EUA
Discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, elevou as apostas de aperto monetário na próxima reunião do banco central americano
O Ibovespa fechou o último pregão aos 175.664,62 pontos, após operar em alta durante a manhã e inverter a direção ao longo da sessão.
Por volta das 10h40, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,29%, aos 175.650 pontos. A alta era sustentada principalmente pelas ações de bancos, Petrobras e Vale.
O cenário mudou após o discurso do presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, Kevin Warsh, em Jackson Hole. As declarações aumentaram as apostas dos investidores de que o Fed pode elevar os juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião.
Segundo o CME FedWatch Tool, as chances de alta da taxa em setembro passaram para 55,5%, enquanto a possibilidade de manutenção ficou em 44,5%. Até o dia anterior, as projeções eram de 35,4% para alta e 64,6% para manutenção.
A mudança nas expectativas sobre os juros americanos pressionou os mercados e contribuiu para a queda do Ibovespa durante a sessão.
Maiores altas e quedas
Ações em alta no Ibovespa
Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) +28,57%
Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos S.A. (ONCO11F) +24,00%
Ações em queda no Ibovespa
Azevedo & Travassos SA (AZEV3) -50,89%
Azevedo & Travassos SA (AZEV3F) -49,94%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.805.519.278, em meio a 3.265.971 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O que é o Ibovespa e como ele funciona?
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Fim da “taxa das blusinhas” pode eliminar 109 mil empregos, alerta CNI
Entidade estima que retirada do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 também reduzirá em R$ 21,8 bilhões a produção doméstica
O fim da chamada “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 109 mil empregos e reduzir em cerca de R$ 21,8 bilhões a produção doméstica. O alerta é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacado em nota técnica que analisa os efeitos da retirada do Imposto de Importação sobre o volume e o valor das compras internacionais de até US$ 50.
Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, antes da retirada do imposto, parte do consumo que hoje é destinado a compras internacionais, por meio do Programa Remessa Conforme (PRC), seria direcionada a produtos e serviços produzidos no Brasil.
“A retirada do Imposto de Importação sobre o Programa Remessa Conforme, a ‘taxa das blusinhas’, acelera o aumento do volume importado pelo programa. Esse crescimento já vinha acontecendo: um número maior de compras de pequeno valor vem sendo importado e mais dinheiro é enviado para fora. Com a retirada do imposto, esse movimento é acelerado”, afirma.
Azevedo destaca ainda que os produtos nacionais estão sujeitos a uma carga tributária maior do que os importados, o que amplia a diferença de competitividade entre eles. Na avaliação do economista, a “taxa das blusinhas” contribui para reduzir parte dessa assimetria.
“Por isso, a retirada do imposto torna ainda mais explícita essa diferença entre a taxação imposta aos produtos nacionais e aquela incidente sobre os importados. Sem isso, há um incentivo maior à compra de produtos importados — em razão dessa diferença de tributos e, consequentemente, de preços, que muitas vezes é considerável. Isso contribui para o crescimento cada vez maior do volume de importações pelo Programa Remessa Conforme”, explica.
O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, também alerta para os impactos da aprovação da Medida Provisória 1.357/2026, que prevê o fim da cobrança do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.
“Zerar o imposto sobre produtos de até US$ 50 estabelece um tratamento tributário diferenciado para as importações. Isso prejudica o mercado interno, viola a isonomia, a livre concorrência e o preceito constitucional de proteção do mercado interno como patrimônio nacional. A retomada da cobrança do imposto é fundamental para que a indústria brasileira recupere a competitividade”, avalia.
Fim do imposto deve elevar importações
Segundo projeções da CNI, cerca de 249,5 milhões de encomendas de pequeno valor devem entrar no país por meio do Programa Remessa Conformeneste ano, alta de 56,3% em relação a 2025. Em valor, as importações devem somar US$ 4,6 bilhões, aumento de 65,7% na comparação anual.
No entanto, esse crescimento seria menor caso o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 fosse mantido. Nesse cenário, parte dos consumidores teria maior incentivo para adquirir produtos no mercado nacional, em vez de realizar compras internacionais.
Com a manutenção da tributação, a CNI projeta 194,9 milhões de remessas e US$ 3,2 bilhões em valor importado em 2026. Os números representariam altas de 22,1% na quantidade de encomendas e de 16,2% no valor importado em relação a 2025.
Portanto, na comparação entre os dois cenários projetados pela CNI, o fim da “taxa das blusinhas” deve elevar em 28% o número de remessas e em 42,6% o valor importado em relação ao que seria registrado caso a tributação sobre compras de até US$ 50 fosse mantida.
Indústria de transformação será a mais afetada
De acordo com o levantamento, para cada R$ 1 importado por meio do Programa Remessa Conforme, deixam de ser gerados R$ 3,11 ao longo das cadeias produtivas no país.
O impacto se concentra principalmente na indústria de transformação. Como boa parte dos produtos adquiridos pelo programa — como eletrônicos, vestuário e outros bens de consumo — concorre diretamente com itens fabricados no Brasil, cerca de dois terços do efeito total recaem sobre o segmento.
Segundo a CNI, o fim da “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 70 mil empregos na indústria de transformação e reduzir em R$ 15,5 bilhões a produção do setor.
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