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Fumo e soja tiveram maiores aumentos no valor das exportações no terceiro trimestre de 2023

As exportações do setor do fumo e seus produtos cresceram 38%, somando US$ 723,77 milhões — impulsionadas principalmente pelo fumo não- manufaturado

Fumo e soja tiveram  maiores aumentos no valor das exportações no terceiro trimestre de 2023

O setor de fumo e o complexo soja registraram os maiores aumentos em valor de exportações no terceiro trimestre de 2023. As exportações do setor do fumo e seus produtos cresceram 38% somando US$ 723,77 milhões impulsionadas principalmente pelo fumo não manufaturado.

Sérgio Leusin, do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), atribui o crescimento de 3,5% do complexo soja no trimestre ao aumento na quantidade embarcada de soja em grãos, apesar de uma queda aproximada de 18% nos preços médios.

“Apesar da queda nos preços médios e nos embarques do óleo de soja, o crescimento na produção de soja da safra 2023 foi de 35%, o que possibilitou o desempenho positivo do setor”, avalia.

No terceiro trimestre de 2023, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul alcançaram US$ 4,6 bilhões, uma leve alta de 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com a queda nos preços médios dos principais produtos. Os dados são do boletim Indicadores do Agronegócio do RS, divulgado na última terça-feira (14) pelo DEE/SPGG.

Sérgio destaca a relevância da agropecuária na economia regional, ressaltando que, de acordo com as estatísticas do PIB, o setor foi responsável por mais de 30% da atividade econômica em 264 municípios do Rio Grande do Sul, e ultrapassou 50% em 69 deles. Essa tendência é particularmente comum em municípios interioranos com menos de 5 mil habitantes.

Otto Nogami economista esclarece que uma parcela significativa do crescimento observado é explicada pelo retorno à média dos níveis de produtividade da safra de 2021, somada à variação dos preços médios do produto em dólar, fruto da dinâmica do mercado internacional.

“As perspectivas para o agronegócio no Rio Grande do Sul nos próximos meses são positivas, segundo especialistas, a safra de verão 2023/2024 deve ser promissora. A expectativa é que a produção da soja, milho e arroz seja maior do que a safra anterior”, comenta.

Acumulado de 2023

Em 2023, as exportações do agronegócio gaúcho alcançaram US$ 12 bilhões, representando 73,1% do total exportado pelo Rio Grande do Sul. Houve um crescimento de 3,1% em valor, equivalente a US$ 366,3 milhões, em comparação com o mesmo período de 2022. Apesar da safra menor que a recorde de 2021, os valores exportados nos últimos dois anos foram notáveis, beneficiados pela alta nos preços médios e expansão nas vendas de vários setores.

Os principais setores exportadores foram o complexo soja (US$ 4,4 bilhões), carnes (US$ 2,0 bilhões), fumo e seus produtos (US$ 1,8 bilhão), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,2 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,0 bilhão). Fumo e soja impulsionaram o desempenho positivo, enquanto produtos florestais e cereais tiveram as maiores reduções em valor.

O setor do fumo atingiu o maior valor nominal exportado desde 1997, com 337,0 mil toneladas exportadas, superando a produção de 298,1 mil toneladas. O Rio Grande do Sul, como principal produtor e exportador, também processa matéria-prima de outros estados, sendo responsável por 91,4% das exportações nacionais do setor, embora represente cerca de 44,1% da produção brasileira de fumo.

Principais destinos das exportações

Entre janeiro e setembro de 2023, os principais destinos das exportações do agronegócio gaúcho foram China (28,2%), União Europeia (15,4%), Estados Unidos (5,2%), Vietnã (4,6%), Indonésia (3,2%), Emirados Árabes Unidos (2,5%), Coreia do Sul (2,5%) e México (2,4%). Esses mercados juntos compuseram 64% do total exportado pelo Rio Grande do Sul no acumulado do ano.

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Fonte: Brasil61

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Sobe para 17 o número de mortes por dengue no estado de São Paulo

Desde 1º de janeiro deste ano, estado confirmou 75.568 casos

Sobe para 17 o número de mortes por dengue no estado de São Paulo

O número de mortos por dengue no estado de São Paulo neste ano subiu para 17, informou nesta quarta-feira (21) a Secretaria Estadual da Saúde.

As mortes foram registradas nas cidades de Bauru (1), Batatais (1), Bebedouro (1), Franca (1), Guarulhos (1), Matão (1), Marília (2), Parisi (1), Pederneiras (2), Pindamonhangaba (2), Tremembé (1), Taubaté (2) e São Paulo (1).

Entre os dias 1º de janeiro e esta quarta-feira, foram confirmados 75.568 casos de dengue em todo o estado, de acordo com o painel de monitoramento da Secretaria de Saúde. Segundo a secretaria, 52.792 casos estão em investigação. Em todo o ano passado, o estado registrou 321.289 casos de dengue.

A dengue é uma doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares. Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando focos de água parada ou objetos que acumulem água, como pratos de plantas ou pneus usados.

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MJ determina reforço da segurança em penitenciárias federais

Medida é tomada após fuga de presos de penintenciária em Mossoró

MJ determina reforço da segurança em penitenciárias federais

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), determinou que as diretorias das cinco penitenciárias federais em funcionamento no Brasil reforcem a vigilância nas unidades – consideradas de segurança máxima.

Entre as medidas está a realização de revistas diárias em celas, pátios e outros espaços dos presídios de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Catanduvas (PR), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO). Segundo o ministério, o número de policiais penais também deve ser reforçado.

O ministério também indica a necessidade de melhorias na iluminação no interior das celas, bem como em pontos estratégicos das unidades, onde deverão ser instalados mais refletores, lâmpadas e luminárias. Outras medidas estruturais preveem a melhoria do sistema de videomonitoramento e a identificação de estruturas por onde os presos possam tentar escapar, como dutos, tubulações e sistemas de ventilação e elétrico.

As providências foram determinadas nesta terça-feira (20) e tornadas públicas hoje (21). O objetivo das ações é evitar novas fugas, como a que ocorreu em Mossoró (RN), na semana passada.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento escaparam da unidade potiguar no último dia 14. Apontados como membros de uma facção criminosa, eles respondem por crimes como homicídio, roubo, latrocínio, tráfico de drogas e organização criminosa. Até o momento da publicação desta reportagem, eles não tinham sido recapturados. Cerca de 600 agentes de segurança participam das buscas aos dois fugitivos.

Processo administrativo e inquérito da Polícia Federal (PF) foram instaurados para apurar as circunstâncias e responsabilidades. Esta foi a primeira fuga registrada no sistema penitenciário federal, coordenado pela Senappen, desde que o sistema foi criado, em 2006, para isolar lideranças de organizações criminosas e presos de alta periculosidade.

No dia seguinte à fuga, o ministro Ricardo Lewandowski anunciou uma série de medidas para modernizar o sistema de videomonitoramento, aperfeiçoar o controle de acesso às unidades, inclusive com reconhecimento facial, e ampliar os sistemas de alarmes e sensores de presença.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC

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Governo do Rio fecha acordo para não apreender jovens sem flagrante

Medida só pode ser tomada em situação de flagrante

Governo do Rio fecha acordo para não apreender jovens sem flagrante

O governo do estado do Rio de Janeiro e a prefeitura da capital fluminense entraram em acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública estadual nesta quarta-feira (21) para que não haja mais apreensão e condução de adolescentes para a delegacia sem flagrante ou decisão judicial.

A apreensão para fins de averiguação estava prevista na Operação Verão, promovida por estado e município nas praias cariocas. O MPF e a defensoria acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida.

Um acordo foi alcançado em conciliação mediada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira.

As autoridades fluminenses concordaram com o restabelecimento da decisão da 1ª Vara de Infância, Juventude e Idoso do Rio, que havia suspendido as apreensões pelos agentes de segurança. Essa decisão havia sido derrubada pela presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), mas agora volta a vigorar de modo parcial.

Pelo acordo, as apreensões somente ficam autorizadas em hipótese de flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária.

Outro ponto do entendimento prevê um prazo de 60 dias para apresentar um plano de segurança pública voltado para a repressão de adolescentes em conflito com a lei, bem como um plano de abordagem social que não viole os direitos constitucionais e legais de crianças e adolescentes, especialmente o direito de ir e vir.

Argumentos

Para apreender os adolescentes, as autoridades estaduais e municipais alegaram que não poderia deixar que jovens em situação de vulnerabilidade vagassem pelas ruas “sem identificação e desacompanhados”, em respeito ao próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em resposta, o MPF e a defensoria apontaram que o Supremo já se debruçou sobre o assunto e decidiu serem inconstitucionais as apreensões sem flagrante delito. A decisão do STF reforçou que nenhuma criança pode sofrer interferências arbitrárias ou ilegais na liberdade de locomoção.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC

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