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Mato Grosso do Sul intensifica ações de combate à dengue e alerta para eliminação de criadouros do mosquito

Segundo a Secretaria de Saúde do MS, 492 casos prováveis de dengue e 43 casos confirmados foram notificados durante as primeiras semanas de janeiro

Mato Grosso do Sul intensifica ações de combate à dengue e alerta para eliminação de criadouros do mosquito

A melhor forma de combate e prevenção para a dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Nesse sentido, o governo do Mato Grosso do Sul tem intensificado as ações de combate ao vetor da doença.

Dentre as medidas está o trabalho de orientação a população quanto aos cuidados que devem ser mantidos para a eliminação dos possíveis criadouros do mosquito, como explica a enfermeira da coordenadoria de Vigilância Epidemiológca da SES-MS, Bianca Modafari.

“No que compete à vigilância epidemiológica, nós temos desenvolvido ações de sensibilização à população no combate ao mosquito. Estamos realizando reuniões de alinhamento e monitoramento do número de casos, tanto com o Ministério da Saúde como com os municípios. Os municípios têm realizado campanhas de educação nas escolas. Também temos programado capacitações sobre manejo clínico dos profissionais de saúde e também estamos fazendo a revisão e a atualização do plano de contingência estadual e de todos os planos de contingência dos 79 municípios”, destaca.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela SES-MS, foram notificados 492 casos prováveis de dengue no estado em 2024. Destes, 43 casos foram confirmados. Os municípios com mais casos notificados foram: Sete Quedas (80 casos), Aral Moreira (68), Dourados (30), Maracaju (29) e Laguna Carapã (25). Até o momento, o estado não registrou mortes pela doença.

De acordo com o coordenador de Controle de Vetores da SES-MS, Mauro Lúcio Rosário, 90% dos focos positivo da dengue estão dentro das residências. Ele orienta a população sobre os cuidados que devem ser mantidos.

“Elimine água armazenada que possam tornar possíveis criadouros. Deixe sempre bem tampados e lave com bucha as paredes internas da caixa d’água, poços, cacimbas, tambores de águas ou tonéis, cisternas, jarras e filtros. Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas. Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água. Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo. Entregue os pneus velhos ao serviço de limpeza urbana. Caso precise mantê-los guarde local coberto. Deixe a tampa dos vasos sanitários sempre fechada em banheiros pouco usados. Limpe frequentemente as calhas e as lajes das casas. Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e livre uma vez por semana”, cita.

“É muito importante também nesse período que as pessoas, quando avistarem o fumacê passando em frente à sua casa, abra todas as portas e janelas para que o inseticida faça efeito e elimine os mosquitos. Infelizmente, muitas pessoas quando ouvem ou vê o fumacê, fecham todas as casas. Quando isso acontece, estaremos protegendo o mosquito. Nada podemos fazer se não tivermos a ajuda da população. A saúde tem que ser feita com todos, sem exceção”, ressalta o coordenador.

Conforme o governo do estado, foram destinados R$ 4 milhões para custeio de ações de vigilância, prevenção e atenção à saúde para o enfrentamento às Arboviroses – Dengue, Chikungunya e Zika – em municípios do estado.

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Secretário dos EUA: sem paz, é impossível avançar em agendas sociais

Blinken destacou reuniões com Lula sobre conflitos em Gaza

Secretário dos EUA: sem paz, é impossível avançar em agendas sociais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony J. Blinken, disse nesta quinta-feira (22) que se os organismos multilaterais não conseguirem solucionar conflitos pelo mundo, será impossível avançar em outras agendas como mudanças climáticas e desenvolvimento social. A declaração foi dada em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, no dia em que foi concluída a primeira reunião de ministros das relações exteriores do G20 sob presidência do Brasil.

Um dos principais tópicos abordados pelo secretário foi a situação da guerra na Faixa de Gaza. Essa semana, os EUA rejeitaram pela terceira vez uma proposta de cessar-fogo no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Blinken afirmou que o foco agora é a libertação dos reféns feitos pelo Hamas.

“A melhor forma de encerrar o conflito é trabalhar em relação aos reféns. Estamos constantemente discutindo isso. É o caminho mais rápido e eficiente pra chegarmos aonde queremos. Queremos o fim desse conflito o mais rápido possível. E que cesse o sofrimento dos inocentes, pegos nesse fogo cruzado do Hamas. E devemos pensar no período pós-guerra, em uma paz sustentável, duradoura e genuína”, disse o secretário.

O secretário dos EUA esteve nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Blinken falou sobre a declaração de Lula, que comparou as ações de Israel em Gaza com o Holocausto.

“Primeiro, queria agradecer ao presidente Lula pelo tempo e conversas que tivemos. Temos muitas agendas em comum. Mas eu discordo plenamente e profundamente sobre a comparação feita com o Holocausto. Mas isso acontece com os amigos. Podemos ter discordâncias e ao mesmo tempo trabalharmos juntos. E concordamos que precisamos agir em conjunto para tirar os reféns de Gaza e terminar o conflito”. disse Blinken.

Ainda sobre a conversa com o presidente Lula, Blinken destacou pontos que foram priorizados, como investimos para preservar a floresta Amazônica, para combater a fome, formas para melhorar a produtividade dos solos, a proteção dos direitos dos trabalhadores, e ações para diminuir as desigualdades raciais. Disse também que os EUA vão apoiar o Brasil e assegurar que presidência do país no G20 seja um sucesso.

Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, o secretário voltou a qualificar como agressões as ações russas e disse que o encontro de chanceleres no G20 foi mais uma oportunidade para mostrar que o mundo está se voltando contra o país.

“Houve discursos veementes não só do G7, mas de outros países para que chegue ao fim a agressão russa. E que os ucranianos possam decidir sobre a sua própria paz. Vale como reflexão para a Rússia sobre o que o mundo pensa. Essa agressão tem gerado consequências para outros países e povos, como o aumento nos custos de alimentos e do petróleo. Tem acontecido todo um impacto na cadeia de abastecimento. Sobre as novas sanções, fiquem atentos. Elas virão”, disse Blinken.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC

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À frente do combate aos crimes ambientais, Ibama completa 35 anos

Autarquia enfrenta desafios de reestruturação

À frente do combate aos crimes ambientais, Ibama completa 35 anos

Atuando na linha de frente do combate aos crimes ambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chega nesta quinta-feira (22) aos 35 anos em meio a conquistas e desafios de restruturação após passar por uma tentativa de desmonte no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O órgão é apontado como um dos principais responsáveis pela queda de 50% no desmatamento da Amazônia Legal em 2023, em comparação com 2022, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para o presidente do instituto, Rodrigo Agostinho, os desafios apontados para o Ibama passam pela necessidade de valorização dos servidores e aporte orçamentário.

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R$ 17 bilhões que eram para a Covid só podem ser gastos em saúde

Dinheiro que “sobrou” nos cofres de estados e municípios para combater pandemia deve ser usado até 31 de dezembro; veja onde recurso pode ser aplicado

R$ 17 bilhões que eram para a Covid só podem ser gastos em saúde

Os recursos financeiros — que ainda não foram gastos — encaminhados pelo governo federal para o combate à pandemia da Covid-19 só podem ser aplicados na área de saúde. É o que determina a Portaria 3.139, publicada no último dia 8 de fevereiro, pelo Ministério da Saúde. O documento orienta que o dinheiro deve ser usado “exclusivamente, para despesas com ações e serviços públicos de saúde”.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), as “sobras” ultrapassem R$ 17 bilhões. O dinheiro foi repassado pelo Fundo Nacional de Saúde para enfrentamento da pandemia, entre 2020 e 2022. Os especialistas em gestão César Lima e Eduardo Galvão alertam que os prefeitos e governadores têm até 31 de dezembro para usar o dinheiro.

“Não havendo mais a emergência, esses recursos ficaram congelados nas contas dos estados e dos municípios. Mas, no final do ano passado, a Emenda Constitucional 132 de 2023 possibilitou que esses saldos fossem utilizados até o final desse ano”, explica o consultor de Orçamentos César Lima. Ele acrescenta ainda que “o Ministério da Saúde exarou uma portaria 3.139, que explica que esses saldos podem ser utilizados tanto para custeio, quanto para investimentos”.

“Ou seja: eles podem ser utilizados no pagamento de água, luz, medicamentos, insumos e também para investimentos como obras, compras de equipamentos”, detalha Lima. “O que os municípios devem fazer é incluir a utilização desses valores no relatório de gestão, que deve ser feito no final do ano e encaminhado ao Ministério da Saúde”.

Para o professor de políticas públicas do Ibmec Brasília, Eduardo Galvão, a autorização para se usarem os recursos em outras áreas da saúde além da pandemia é uma ótima notícia: “É uma oportunidade incrível para melhorar a assistência à população”, comemora.

Como acessar o dinheiro

Perguntado sobre como os gestores devem fazer para acessarem esses recursos, Galvão adiantou que é preciso dar atenção a algumas regras. “Primeiro, eles têm que mostrar como o dinheiro foi usado, incluindo essas informações no relatório anual de gestão. Isso é importante para garantir que o dinheiro está sendo bem aplicado, de acordo com as necessidades da saúde pública”, observou.

“Além disso, o uso desse recurso precisa estar alinhado com as diretrizes nacionais de saúde. Isso quer dizer que os municípios devem planejar bem como vão usar a verba e garantirem que ela realmente contribua para melhorar os serviços de saúde para a população”, orientou Galvão.

Detalhamento e legislação

  • Para acessar a Portaria 3.139 do Ministério da Saúde (de 8 de fevereiro de 2024) que dispõe sobre a aplicação dos recursos e a ampliação do prazo, clique aqui.
  • A prorrogação até 31/12/2024 foi garantida pela Emenda Constitucional 132/2023 e vale para recursos ainda em conta nos fundos de saúde e assistência social dos municípios, conforme as Portarias 369/2020, 378/2020 e 884/2023.

Fonte: Brasil61

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