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Educação

Jovem Aprendiz é destaque em podcast da CNI sobre formação, inclusão e mercado de trabalho

Programa de aprendizagem profissional oferece oportunidades reais para jovens e ganhos estratégicos para empresas

Jovem Aprendiz é destaque em podcast da CNI sobre formação, inclusão e mercado de trabalho

O início da vida profissional costuma ser cercado de inseguranças e dúvidas, especialmente para quem busca o primeiro emprego. Mas existe um caminho que pode transformar esse desafio em oportunidade: o Programa Jovem Aprendiz, tema do episódio #59 do podcast Indústria de A a Z, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O episódio reuniu quatro convidados que vivem na prática tudo que o programa proporciona aos jovens e às empresas: o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Felipe Morgado; o diretor de Políticas de Trabalho para a Juventude no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), João Vitor Mota; a ex-jovem aprendiz e hoje retificadora ferramenteira na Bosch, Thais Fischer; e o ex-aprendiz e atual coordenador da Escola de Aprendizes da Bosch em Curitiba, Fábio Silveira. Eles mostraram como o Jovem Aprendiz pode ser uma porta de entrada para o mundo do trabalho, além de ser também uma ponte para sonhos, oportunidades e conquistas.

Jovem Aprendiz: um programa que forma talentos e muda trajetórias

O programa Jovem Aprendiz é uma política de Estado que busca integrar educação, capacitação técnica e inclusão social. No Brasil, mais de 400 mil jovens participam da iniciativa, sendo grande parte deles atendidos por instituições como o SENAI, referência na formação de mão de obra para a indústria.

A Aprendizagem Profissional é uma política prevista na legislação trabalhista que permite (em alguns casos, exige) que empresas contratem jovens de 14 a 24 anos. O objetivo é promover a formação profissional de forma integrada à prática no ambiente de trabalho. Nesse modelo, teoria e prática se complementam de maneira simultânea e contínua, garantindo aos jovens uma oportunidade estruturada de qualificação e crescimento. Para as empresas, o programa possibilita o desenvolvimento de trilhas de capacitação alinhadas às suas necessidades de médio e longo prazo.

Para o superintendente do SENAI, mais do que cumprir a cota exigida por lei, o programa Jovem Aprendiz pode ser uma ferramenta estratégica para atrair e desenvolver talentos. “As empresas que olharem a aprendizagem como um processo de formação dessa mão de obra, de uma maneira mais estratégica, elas vão ver que a produtividade delas vai crescer, e isso vai fazer com que todos ganhem. O jovem ganha uma oportunidade no mercado de trabalho, a empresa ganha produtividade e o Brasil ganha com desenvolvimento”, avalia Felipe Morgado.

O diretor de Políticas de Trabalho para a Juventude do MTE destaca a aprendizagem como uma política pública importante para oferecer formação técnica com qualidade. “Quando a gente pensa nas políticas públicas para a juventude, a aprendizagem é, na média, uma política pública muito conhecida.  Então, é muito importante que a gente garanta esse conhecimento pleno e garanta também que as pessoas conheçam a boa aprendizagem, a aprendizagem que é feita com qualidade, que é feita com o pensamento de uma construção de um profissional de uma forma integral, que prepare ele para o mundo do trabalho da melhor forma possível”, pontua João Vitor Mota. 

Jovem Aprendiz: experiências que vão além do crachá

A Bosch conta com uma escola de aprendizes dentro da organização. Segundo Fábio Silveira, é um ambiente simulado, que conta hoje com mais de 100 aprendizes e a empresa dispõe de um espaço com máquinas, salas de aula e instrutores de aprendizagem, que são colaboradores da Bosch. Esses profissionais têm o trabalho exclusivo de proporcionar a continuidade do desenvolvimento dos jovens aprendizes, em parceria com o Senai. 

Os ex-aprendizes que participaram do podcast abordaram a insegurança que costuma atingir os jovens no início da jornada profissional. Eles se lembraram como o medo de errar, a falta de experiência e a pressão para corresponder às expectativas podem gerar ansiedade e dúvidas sobre suas próprias capacidades. 

“O que eu percebo é que o jovem se cobra demais. Então, ele muitas vezes coloca patamares de uma expectativa de atingimento de um resultado muito alto, que nós educadores, às vezes, não colocamos. A gente vê os erros como uma oportunidade de aprendizado maravilhosa. E na nossa escola, a gente valoriza também uma coisa muito importante, que é: cada jovem tem o seu tempo de aprendizagem”, ressaltou Fábio Silveira.

Para Thaís Fischer, o Jovem Aprendiz foi essencial para o seu crescimento profissional. “Participar do programa de aprendizado foi uma base pra mim, porque hoje eu atuo numa área muito técnica. Então, tudo que eu aprendi na aprendizagem, eu consigo aplicar hoje onde eu trabalho”, completa. 

Indústria de A a Z: sobre o podcast

O Indústria de A a Z é uma produção quinzenal da Agência de Notícias da Indústria. O programa discute os principais temas da indústria brasileira, com convidados especialistas e histórias inspiradoras.

O podcast está disponível nos principais tocadores e no YouTube da CNI.
 

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Educação

Programa oferece mais de 1,5 mil vagas gratuitas em cursos profissionalizantes

Iniciativa da Petrobras, em parceria com SESI e SENAI, oferece bolsa-auxílio e oportunidades em seis estados, com foco no setor industrial

Programa oferece mais de 1,5 mil vagas gratuitas em cursos profissionalizantes

O Programa Autonomia e Renda Petrobras está com novo edital aberto com oferta de 1.540 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional. As oportunidades são destinadas aos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. As inscrições seguem abertas até 23 de abril.

A iniciativa é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) e tem como objetivo ampliar as oportunidades de capacitação e inserção no mercado de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O foco principal é atender às demandas do setor industrial, especialmente em áreas ligadas ao segmento de óleo e gás.

Entre os cursos disponíveis estão:

  • Caldeiraria
  • Montador de andaimes
  • Formas e escoramento
  • Operador de hidrojato
  • Pintor industrial 
  • Sinaleiro amarrador, entre outros

A gerente de Projetos Sociais da Petrobras, Marcela Levigard, afirma que a companhia possui projetos de investimento no segmento de óleo e gás, mas enfrenta a falta de mão de obra qualificada nas regiões onde atua.

“É um segmento que frequentemente traz para a companhia e para sua cadeia de fornecedores projetos de investimento ambiciosos para os próximos anos. No entanto, não há, nesses territórios, mão de obra qualificada em quantidade para atender a essa demanda. O programa surge nesse sentido, promovendo qualificação, melhorando a renda dessas comunidades e a qualidade de vida nesses territórios”, destaca.

Os interessados devem consultar o edital específico de cada estado para verificar os cursos ofertados, a carga horária, a localidade e os pré-requisitos exigidos.

Bolsa-auxílio e inclusão social

Os estudantes selecionados receberão uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 660. No caso de mulheres com filhos de até 11 anos completos, o valor sobe para R$ 858, como forma de incentivar a permanência e a conclusão dos estudos.

Além da formação técnica, o programa inclui uma carga horária dedicada às oficinas de Desenvolvimento Humano, metodologia aplicada pelo SESI voltada ao fortalecimento de competências socioemocionais. Essas habilidades são consideradas fundamentais para o aumento da empregabilidade e para o desenvolvimento pessoal dos participantes.

As vagas do Programa Autonomia e Renda estão distribuídas em diversos municípios localizados em regiões próximas às operações da Petrobras em todo o país. Um dos critérios estabelecidos em edital é que o candidato resida nas áreas de abrangência do programa.

Além disso, a iniciativa prioriza a participação de públicos historicamente sub-representados, como mulheres, pessoas trans, indígenas, quilombolas, pretos e pardos, migrantes, refugiados e pessoas com deficiência.

Formação abre novos caminhos

O caldeireiro Luis Fernando Barbosa, de 43 anos, morador da comunidade Mangueirinha, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, concluiu recentemente o curso de Caldeiraria oferecido pelo programa. Ele conta que encontrou a oportunidade enquanto buscava recomeçar a vida.

“Eu saí do sistema penitenciário há dois anos, onde eu fiquei sete anos. Eu não tinha perspectiva nenhuma. Um dia, eu estava navegando na internet e vi o programa Autonomia e Renda que oferecia uma bolsa. Falei: ‘vou fazer’”, relata. 

Agora formado, Luis aguarda a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. “O trabalho vem. E vai vir. Eu tenho certeza que vai vir. Mas isso aqui, me trazer para a sociedade de novo, alguém me ver, ter um olhar de admiração, isso não tem preço”, relata.

Para se inscrever gratuitamente, os interessados devem acessar os editais disponíveis no site oficial do Programa Autonomia e Renda Petrobras.

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Escolas Conectadas: mais de 70% das escolas públicas de Minas Gerais já têm acesso à internet

Parceria entre ministérios das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC) já beneficia cerca de 24 milhões de estudantes no país; estratégia é voltada à inclusão digital em todo o território nacional

Escolas Conectadas: mais de 70% das escolas públicas de Minas Gerais já têm acesso à internet

A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), dos ministérios das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC), já garante internet de qualidade para uso pedagógico em 73,5% das escolas públicas de Minas Gerais. Das 12.070 unidades de ensino do estado, 8.874 contam com conexão adequada, ampliando o acesso a recursos digitais em sala de aula.
 
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a iniciativa possibilita que milhões de crianças e jovens da rede pública de ensino tenham a mesma oportunidade de aprendizado. Na avaliação dele, a medida promove a inclusão digital.
 
“Conectando as escolas públicas, o Governo do Brasil garante que milhões de crianças e jovens tenham a mesma oportunidade de aprendizado, independentemente da sua origem ou da renda de suas famílias. Por isso, o Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério da Educação, a Anatel, os estados e municípios, tem transformado esse compromisso em infraestrutura, de fato, com planejamento, execução e resultados visíveis em todo o território nacional, porque acreditamos que a infraestrutura digital é tão estratégica quanto estradas, energia e saneamento”, destacou o ministro.
 
Conforme Frederico de Siqueira Filho, o objetivo do programa Escolas Conectadas é garantir o acesso à internet de qualidade para os estudantes da rede pública de ensino.
 
“Por meio dele, não queremos transformar apenas o presente desses meninos e meninas, mas redefinir o futuro do nosso país. Levar internet às escolas é levar o mundo inteiro de aprendizado para dentro da sala de aula”, ressaltou o ministro.
 
Além de ampliar a infraestrutura, a estratégia também tem como objetivo integrar a tecnologia ao processo de ensino, com vistas a promover inovação pedagógica, além de reduzir desigualdades educacionais. 

Expansão da conectividade em salas de aulas pelo país 

Segundo o MCom, o aumento do acesso à internet nas unidades educacionais mineiras acompanha o movimento nacional de expansão da conectividade nas salas de aula.
 
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, anunciou que mais de 72% das escolas públicas do Brasil estão conectadas.

Segundo o governo, em 2026, o Brasil registrou mais de 99 mil escolas públicas com internet para uso pedagógico. A medida já beneficia cerca de 24 milhões de estudantes pelo país. 

Desde o lançamento do programa Escolas Conectadas, mais de 31 mil escolas passaram a ter acesso à internet.

 A iniciativa possui um investimento total previsto de R$ 8,8 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões provenientes do Novo PAC. As ações do programa também incluem a aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos eletrônicos.

Novas contratações

O Ministério das Comunicações anunciou, ainda, a contratação de serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas em todo o país. A ação integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), coordenada pelos ministérios das Comunicações e da Educação.

Transformação digital na educação 

Com foco na transformação digital da educação, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma das principais políticas públicas do governo federal voltadas à área educacional.
 
A proposta vai além da ampliação do acesso à internet, com a promoção da inserção da educação digital e midiática nos currículos, além da formação de professores e gestores, assegurando a preparação dos estudantes em uma sociedade cada vez mais digitalizada.
 

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Escolas Conectadas: mais de 70% das escolas públicas de Mato Grosso já têm acesso à internet

Parceria entre ministérios das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC) já beneficia cerca de 24 milhões de estudantes no país; estratégia é voltada à inclusão digital em todo o território nacional

Escolas Conectadas: mais de 70% das escolas públicas de Mato Grosso já têm acesso à internet

A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), dos ministérios das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC), já garante internet de qualidade para uso pedagógico em 76,6% das escolas públicas de Mato Grosso. Das 2.237 unidades de ensino do estado, 1.713 contam com conexão adequada, ampliando o acesso a recursos digitais em sala de aula.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a iniciativa possibilita que milhões de crianças e jovens da rede pública de ensino tenham a mesma oportunidade de aprendizado. Na avaliação dele, a medida promove a inclusão digital.

“Conectando as escolas públicas, o Governo do Brasil garante que milhões de crianças e jovens tenham a mesma oportunidade de aprendizado, independentemente da sua origem ou da renda de suas famílias. Por isso, o Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério da Educação, a Anatel, os estados e municípios, tem transformado esse compromisso em infraestrutura, de fato, com planejamento, execução e resultados visíveis em todo o território nacional, porque acreditamos que a infraestrutura digital é tão estratégica quanto estradas, energia e saneamento”, destacou o ministro.

Conforme Frederico de Siqueira Filho, o objetivo do programa Escolas Conectadas é garantir o acesso à internet de qualidade para os estudantes da rede pública de ensino. 

“Por meio dele, não queremos transformar apenas o presente desses meninos e meninas, mas redefinir o futuro do nosso país. Levar internet às escolas é levar o mundo inteiro de aprendizado para dentro da sala de aula”, ressaltou o ministro.

Além de ampliar a infraestrutura, a estratégia também tem como objetivo integrar a tecnologia ao processo de ensino, com vistas a promover inovação pedagógica, além de reduzir desigualdades educacionais.

Expansão da conectividade em salas de aulas pelo país

Segundo o MCom, o aumento do acesso à internet nas unidades educacionais mato-grossenses acompanha o movimento nacional de expansão da conectividade nas salas de aula.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, anunciou que mais de 72% das escolas públicas do Brasil estão conectadas. 

Segundo o governo, em 2026, o Brasil registrou mais de 99 mil escolas públicas com internet para uso pedagógico. A medida já beneficia cerca de 24 milhões de estudantes pelo país.

Desde o lançamento do programa Escolas Conectadas, mais de 31 mil escolas passaram a ter acesso à internet.

A iniciativa possui um investimento total previsto de R$ 8,8 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões provenientes do Novo PAC. As ações do programa também incluem a aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos eletrônicos.

Novas contratações

O Ministério das Comunicações anunciou, ainda, a contratação de serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas em todo o país. A ação integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC), coordenada pelos ministérios das Comunicações e da Educação.

Transformação digital na educação

Com foco na transformação digital da educação, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma das principais políticas públicas do governo federal voltadas à área educacional.

A proposta vai além da ampliação do acesso à internet, com a promoção da inserção da educação digital e midiática nos currículos, além da formação de professores e gestores, assegurando a preparação dos estudantes em uma sociedade cada vez mais digitalizada.
 

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