Artistas visuais de Goiás interessados em integrar a programação do 27º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026) têm até as 17h do dia 13 de maio para se inscrever no edital aberto pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet.
A chamada pública vai selecionar projetos para compor a programação de exposições do festival, que acontece entre 16 e 21 de junho, de forma presencial, na cidade de Goiás. A iniciativa busca valorizar a produção artística no estado e faz parte das ações culturais do Fica, que conecta cinema, artes visuais, meio ambiente e sustentabilidade.
Fica 2026: quem pode participar e como se inscrever?
Podem participar artistas que residem em Goiás, tanto na cidade de Goiás quanto em outros municípios. Ao todo, serão escolhidas dez propostas, distribuídas em três categorias: artistas da cidade de Goiás, do interior (exceto Goiânia) e artistas de qualquer região do estado. Cada selecionado receberá R$ 4 mil, em valor bruto, pela participação.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma Plateia Editais. O processo seletivo terá duas etapas: habilitação e avaliação artística, conduzidas por comissões específicas, conforme as regras do edital.
O cronograma prevê a divulgação do resultado preliminar da habilitação em 16 de maio, com prazo para recursos no dia seguinte, e resultado final no dia 19. Já a avaliação artística terá resultado preliminar em 22 de maio e resultado final em 26 de maio.
Sobre as exposições
As exposições serão realizadas, prioritariamente, nas salas do Museu Palácio Conde dos Arcos, no Centro Histórico da cidade de Goiás, com visitação gratuita durante todo o festival.
As propostas podem abranger diferentes linguagens das artes visuais, como pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, videoarte, objetos e instalações, desde que dialoguem com o tema “Água e Clima no Brasil das Nascentes”.
O edital completo, com regras, critérios e documentação exigida, está disponível no site oficial do Fica e na plataforma de inscrições.
O Fica
Considerado um dos principais eventos do país na área, o Fica reúne cinema, cultura e meio ambiente em uma programação gratuita, incentivando debates contemporâneos e o intercâmbio entre artistas, pesquisadores e público.
Na 27ª edição, o festival conta com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o apoio de diferentes órgãos do Governo de Goiás, como as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Retomada, Saúde (SES), Esporte e Lazer (Seel), Educação (Seduc), Desenvolvimento e Inovação (Secti) e Desenvolvimento Social (Seds).
Também participam da realização instituições como o programa Goiás Social, a Saneago, o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, a Universidade Estadual de Goiás (UEG), o Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e a Prefeitura de Goiás, reforçando o caráter colaborativo do evento.
Programa da Biblioteca Nacional abre inscrições para levar autores brasileiros ao exterior
Com apoio financeiro a editoras estrangeiras, iniciativa do Ministério da Cultura impulsiona a tradução e a publicação de obras nacionais no mercado internacional; inscrições vão até 13 de setembro
A literatura brasileira pode ganhar ainda mais espaço nas prateleiras de outros países.
A Fundação Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura, lançou o edital de dois mil e vinte e seis do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior.
A iniciativa é voltada a editoras estrangeiras interessadas em traduzir e publicar obras de autores brasileiros que já tenham sido lançadas em português no Brasil. As inscrições ficam abertas até o dia 13 de setembro.
Criado em 1991, o programa concede apoio financeiro para ampliar a circulação do patrimônio literário brasileiro no exterior.
A ação é realizada pela Fundação Biblioteca Nacional em cooperação com a Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura e com o Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores.
Depois da seleção e da habilitação, as editoras contempladas assinam um Termo de Compromisso com a Biblioteca Nacional. O apoio é pago em duas parcelas, sendo a segunda liberada após a comprovação da publicação da obra traduzida.
Em 35 anos, o programa já viabilizou quase 1.600 projetos, em cerca de 70 países e mais de 50 idiomas.
Só em 2025, foram quase 250 inscrições, com 133 projetos apoiados em 35 países.
Você sabe o que é o FSA? Entenda com o Fundo impacta no desenvolvimento do audiovisual brasileiro
Recurso pode ser utilizado para produção, distribuição e comercialização, infraestrutura, capacitação e pesquisa e novos mercados
O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é a principal fonte de recursos para o financiamento e desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do audiovisual no Brasil. O FSA é a espinha dorsal do setor, podendo ser utilizado não só em produções audiovisuais, mas também para a distribuição e comercialização, exibição e infraestrutura de serviços, desde que seja utilizado diferentes instrumentos financeiros, como investimentos, financiamentos e apoio não reembolsável, além de capacitação e pesquisa e novos mercados de jogos eletrônicos.
Criado pela Lei nº 11.437 de 28 de dezembro de 2006 e regulamentado pelo Decreto nº 6.299 de 12 de dezembro de 2007, o fundo compõe o Fundo Nacional de Cultura (FNC) e tem gestão operacional, técnica e administrativa da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Já as regras, estratégias e destino do dinheiro ficam sob a responsabilidade do Comitê Gestor (CGFSA).
Segundo a lei que institui o fundo, o total de recursos da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) é destinado ao FNC e é “alocado em categoria de programação específica, denominada Fundo Setorial do Audiovisual, e utilizado no financiamento de programas e projetos voltados para o desenvolvimento das atividades audiovisuais”. Apesar disso, o FSA tem outras fontes de receita.
De 2023 até o primeiro semestre deste ano, mais de R$ 5 bilhões do fundo foram investidos no audiovisual brasileiro, sendo R$ 3 bilhões do FSA, em 39 editais, além de mais de R$ 1,2 bilhão por meio de linhas de créditos e R$ 360 mil em parcerias junto a RioFilme, SPCine e secretarias dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Diretrizes:
Garantir a equalização da situação orçamentária e financeira do FSA;
Ampliar o retorno financeiro do FSA;
Mitigar os riscos dos investimentos do FSA;
Promover o desenvolvimento de todos os elos da cadeia.
Objetivos estratégicos:
Promover a presença da produção nacional em todos os segmentos de mercado e seu acesso pela sociedade brasileira;
Impulsionar o crescimento econômico do setor audiovisual brasileiro;
Estimular a inserção internacional do setor audiovisual brasileiro;
Promover a regionalização do fomento ao setor audiovisual brasileiro;
Prazo para aferição da execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc em 2026 começa em setembro
Etapa voltada aos municípios está prevista para começar no mês 12
De acordo com o Comunicado nº 5/2026 do Comitê Gestor da Política Nacional Aldir Blanc, se aproxima o prazo para que Estados e Distrito Federal comprovem a execução dos recursos repassados pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura no exercício de 2026. A verificação será feita no dia 30 de setembro.
As datas definidas para a aferição são:
Estados e Distrito Federal: 30 de setembro de 2026
Municípios e Distrito Federal: 14 de dezembro de 2026
Conforme previsto no Decreto nº 11.740/2023, a execução de, no mínimo, 60% dos recursos recebidos é requisito obrigatório para o recebimento da próxima parcela da Política Nacional Aldir Blanc.
Para acompanhar a execução financeira dos recursos pelos entes federativos, o Ministério da Cultura disponibiliza o Painel de Dados da Política Nacional Aldir Blanc, ferramenta que reúne informações atualizadas sobre a aplicação dos recursos.
A recomendação é que Estados, Municípios e o Distrito Federal adotem as medidas necessárias para garantir o cumprimento dos percentuais exigidos dentro dos prazos estabelecidos.
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