Na manhã deste domingo (4), o Corinthians foi dominado pelo Novorizontino, que venceu por 3 a 1 na Neo Química Arena, em São Paulo, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. A quarta derrota seguida aumenta a pressão sobre o técnico Mano Menezes, ainda mais porque o próximo compromisso é o clássico contra o Santos, quarta-feira (7), às 19h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro.
O tropeço em casa mantém o Corinthians com três pontos, na lanterna do Grupo C e a terceira pior campanha geral do Estadual – os dois últimos caem para a Série A2, a segunda divisão do Paulistão. A equipe pode entrar na zona de rebaixamento na sequência da rodada, caso o Ituano pontue diante do Botafogo-SP ainda neste domingo, às 18h (horário de Brasília), no Estádio Novelli Júnior, em Itu (SP).
Já o Tigre sobe provisoriamente para segundo no Grupo D, com nove pontos, a um ponto do líder São Paulo, mas com a possibilidade de ainda ser ultrapassado por São Bernardo e Botafogo-SP. Os dois primeiros de cada uma das quatro chaves vão às quartas de final.
O Novorizontino abriu o marcador aos 46 minutos do primeiro tempo, com Jenison. O atacante, que estava há um ano sem balançar as redes, concluiu um cruzamento do meia Willeam Lepo pela direita e deu fim ao jejum.
O gol serviu para o camisa 91 do Novorizontino desencantar. Na volta do intervalo, aos dois minutos, o meia Rômulo foi lançado pelo volante Geovane e desviou na saída do goleiro Cássio. A bola parou na trave, mas sobrou com Jenison, que ampliou para os visitantes. Aos 12, o atacante aproveitou cruzamento rasteiro de Rômulo e marcou o terceiro na partida. O Corinthians descontou com o centroavante Yuri Alberto, de cabeça, aos 27 minutos.
Também neste domingo pela manhã, o Red Bull Bragantino visitou o Santo André no Estádio Bruno José Daniel e ganhou por 2 a 1. O meia Gustavinho, com um chute forte de longe, colocou o Massa Bruta à frente, aos 23 minutos do segundo tempo. O Ramalhão igualou aos Bruno Michel, aos 36, na sobra de um escanteio. Dois minutos depois, o também atacante Eduardo Sasha, aproveitando rebote do goleiro Luiz Daniel, deu a vitória à equipe de Bragança Paulista (SP).
O Bragantino assumiu a liderança do Grupo C, com sete pontos, ultrapassando Mirassol e Inter de Limeira. O Santo André segue com dois pontos, em último no Grupo A e com a pior campanha geral.
A quinta rodada do Paulistão começou na noite de sábado (3), com a vitória do Água Santa sobre o Mirassol, por 2 a 1, de virada, no Canindé, em São Paulo. O zagueiro Lucas Gazal colocou os visitantes à frente, mas o atacante Bruno Xavier e o volante Thiaguinho garantiram o triunfo do Netuno, atual vice-campeão estadual, que teve de levar o jogo à capital porque a Arena Inamar, em Diadema (SP), está interditado, devido às condições do gramado.
Campeonato Mineiro
A noite de sábado também foi marcada pelo clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. Na casa do maior rival, o time celeste venceu por 2 a 0, gols do atacante João Pedro e do zagueiro Zé Ivaldo. O técnico da seleção brasileira, Dorival Júnior, acompanhou o duelo no estádio.
A partida contou apenas com torcedores do Atlético, após os clubes entrarem em acordo para realização dos clássicos com torcida única, do time mandante, nas temporadas 2024 e 2025. A medida gerou críticas, como as do técnico Luiz Felipe Scolari, do Galo, que considerou a decisão “ridícula”.
Ainda no sábado, o Ipatinga recebeu o Pouso Alegre no Ipatingão e venceu por 1 a 0. Mesmo placar dos triunfos do Democrata, fora de casa, sobre o Uberlândia, no Parque do Sabiá; e do Tombense para cima do Athletic, no Almeidão, em Tombos (MG). No Independência, em Belo Horizonte, o América-MG não saiu do zero com o Itabirito. Por fim, neste domingo de manhã, o Villa Nova-MG derrotou o Patrocinense por 1 a 0 no Estádio Pedro Alves do Nascimento, em Patrocínio (MG).
O Cruzeiro lidera o Grupo A do Mineiro, com os mesmos sete pontos do Tombense, ficando à frente no número de gols. O Atlético está em segundo no Grupo B, com três pontos, a três do Villa Nova, que está na ponta. O América, com sete pontos, encabeça o Grupo C, seguido pelo Patrocinense, com cinco. O primeiro de cada uma das três chaves vai às semifinais. A quarta vaga será destinada à melhor campanha entre os segundos colocados.
Campeonato Gaúcho
O Grêmio reassumiu a liderança do Campeonato Gaúcho na noite de sábado, ao superar o Avenida por 1 a 0, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul (RS). O atacante Nathan Fernandes fez o gol do triunfo do Tricolor, que foi a 12 pontos, dois a frente do rival Internacional, que já havia batido o Caxias mais cedo, por 2 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Quem também venceu por 1 a 0 no sábado foi o Novo Hamburgo, que recebeu o São Luiz no Estádio do Vale. O Nóia foi a oito pontos, provisoriamente em terceiro, podendo ser ultrapassado na sequência da rodada. O Rubro – que era o único invicto do Gauchão – segue com seis pontos.
Copa do Nordeste
Duas partidas movimentaram a primeira rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste na noite de sábado. O CRB visitou o Itabaiana no Batistão e ganhou por 2 a 0. O atacante Léo Pereira e o zagueiro Fábio Alemão decretaram o triunfo do Galo no interior sergipano. No Amigão, em Campina Grande (PB), o Treze bateu o River-PI por 1 a 0, com gol do volante Edmundo.
Inclusão em debate: avanços e desafios marcam o mês de conscientização do autismo no Brasil em 2026
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Da redação(04/04/2026)– Abril, mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reacende um debate essencial no Brasil: a inclusão de alunos autistas nas escolas. Entre avanços legais e desafios práticos, especialistas, professores e famílias apontam que o país vive um momento de transição — com conquistas importantes, mas também com retrocessos preocupantes.
Nos últimos anos, a legislação brasileira avançou ao reforçar o direito à educação inclusiva, garantindo matrícula de alunos autistas em escolas regulares e acesso a profissionais de apoio. No entanto, na prática, a inclusão ainda enfrenta barreiras estruturais.
“Colocar o aluno autista dentro da sala não é inclusão. Inclusão é garantir que ele aprenda, se desenvolva e seja respeitado em sua individualidade”, afirma uma professora da rede pública em reportagem recente sobre o tema.
A fala reflete um sentimento recorrente entre educadores: a inclusão, muitas vezes, tem sido tratada apenas como presença física.
De acordo com lideranças da causa autista, um dos principais problemas é a falta de preparo das escolas.
“O Brasil avançou na lei, mas não acompanhou na formação dos professores”, aponta um especialista ouvido em reportagem nacional sobre educação inclusiva. “Sem capacitação adequada, o professor fica sobrecarregado e o aluno não recebe o suporte necessário.”
Outro ponto crítico está nas mudanças recentes em políticas educacionais, que, segundo entidades, têm gerado insegurança. Há preocupação de que interpretações mais flexíveis da legislação possam abrir espaço para a segregação indireta de alunos com deficiência.
“Existe um risco de retrocesso quando se relativiza o direito à inclusão plena”, alertou uma liderança do movimento autista em entrevista à imprensa.
Apesar disso, experiências bem-sucedidas mostram que a inclusão é possível — desde que estruturada corretamente. Escolas que investem em formação continuada, adaptação curricular e acompanhamento individual têm apresentado resultados positivos tanto para alunos autistas quanto para a comunidade escolar como um todo.
Inclusão Precisa Ir Além da Presença Física
Para a professora especialista em inclusão Damares Gois, que atua há mais de 10 anos com alunos autistas em sala de aula, é preciso repensar o modelo atual.
“A inclusão precisa ser real e responsável. Não basta inserir o aluno na sala comum sem preparo. É necessário investir em formação contínua de professores, oferecer suporte individual ao aluno, adaptar materiais pedagógicos e, em alguns casos, criar espaços estruturados — como salas de apoio — que respeitem o ritmo e as necessidades de cada criança.”
A perspectiva da análise do comportamento aplicada (ABA) também reforça a necessidade de um suporte mais estruturado. A professora e especialista comportamental Helielma da Silva Barcellos Menezes da Costa, com mais de 10 anos de experiência em intervenções baseadas em evidências para crianças com TEA e atuação em programas educacionais e equipes multidisciplinares, destaca que a inclusão precisa ir além da sala de aula.
“Uma inclusão verdadeira exige a presença de profissionais especializados em comportamento acompanhando cada criança de forma individualizada. Não apenas durante as aulas, mas também nas interações sociais, nos momentos de convivência e no desenvolvimento das habilidades de comunicação e autonomia. Sem esse suporte, a inclusão se torna incompleta e muitas vezes ineficaz.”
Famílias Relatam Falta de Suporte
Pais também relatam desafios no dia a dia. Muitos apontam a ausência de profissionais de apoio, dificuldades na adaptação de atividades e até resistência de escolas em lidar com casos mais complexos.
“Meu filho está matriculado, mas não está aprendendo como deveria. Falta suporte”, relatou uma mãe em reportagem recente.
Por outro lado, há também relatos de transformação. Professores destacam que a convivência com alunos autistas promove empatia, respeito às diferenças e desenvolvimento social para toda a turma.
“A inclusão beneficia todos, não só o aluno com autismo”, disse uma educadora em entrevista.
O Desafio da Inclusão em 2026
Em 2026, o consenso entre especialistas é claro: a inclusão precisa evoluir do papel para a prática. Isso passa por investimento público, políticas consistentes e, principalmente, mudança de mentalidade.
Enquanto o mês de conscientização traz visibilidade ao tema, o desafio permanece ao longo de todo o ano: construir uma escola que não apenas aceite, mas que realmente acolha e desenvolva cada aluno em sua singularidade.
Afinal, como resume uma frase recorrente entre defensores da causa:
“Inclusão de verdade não é só estar junto — é fazer parte.”
CNI premia lideranças que fortalecem integração entre Brasil e EUA
Premiação inédita reuniu empresários, universidades e instituições de ciência e tecnologia durante o Brasil U.S. Industry Day, em Nova York
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) premiou, na última segunda-feira (11), 18 lideranças empresariais e institucionais do Brasil e dos Estados Unidos (veja lista abaixo) que contribuem de forma estratégica para o fortalecimento das relações econômicas bilaterais.
A primeira edição do Brasil–U.S. Industry Award fez parte da programação do Brasil-U.S. Industry Day, evento que reuniu mais 500 lideranças empresariais, em Nova York, para discutir sobre a ampliação da integração produtiva entre setores estratégicos.
A premiação reconhece iniciativas do setor privado, universidades e instituições de ciência e tecnologia (ICTs), tanto brasileiras quanto estadunidenses, que impulsionam a integração produtiva, a inovação e a transformação industrial. Os homenageados foram divididos em três categorias: Integração Econômica Brasil–Estados Unidos, Inovação e Transformação Industrial e Diplomacia Institucional.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o prêmio marca um novo capítulo na relação entre Brasil e EUA.
“O Brasil-U.S. Industry Award evidencia a excelência e a visão estratégica de lideranças que fazem a diferença na nossa indústria. É um reconhecimento fundamental para aqueles que promovem a integração econômica e a inovação, garantindo que a parceria bilateral seja um motor de desenvolvimento tecnológico e de transformação para o setor industrial“, destaca.
A gerente de comércio e integração internacional da CNI, Constanza Negri, ressalta que o reconhecimento surge em um cenário decisivo para as relações entre Brasil e EUA, diante das transformações globais.
“A premiação nasce em um momento em que a parceria bilateral ganha ainda mais relevância diante dos desafios do atual contexto internacional, um contexto marcado por transformações econômicas, tecnológicas, energéticas e geopolíticas, que vem redefinindo prioridades e exigindo maior cooperação entre países e setores produtivos”, reforça.
Lista de premiados por categoria
Integração Econômica Brasil-Estados Unidos
Francisco Gomes, presidente e CEO da Embraer
Wesley Batista, acionista e conselheiro da JBS
Marcos Molina, fundador e presidente do Conselho MBRF Global Foods Company
Alexandre Bettamio, chairman de Global Corporate & Investment Banking do BofA Securities
Paula Bellizia, vice-presidente da AWS para a América Latina
André Gerdau, presidente do Conselho de Administração da Gerdau S.A.
Inovação e Transformação Industrial
Marco Stefanini, fundador e CEO Global do Grupo Stefanini
Daniel Godinho, vice-presidente de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG
Jenelle Krishnamoorthy, vice-presidente e chefe de Políticas Públicas Globais na Merck & Co.
Bruce Rastetter, fundador e presidente-executivo do Summit Agricultural Group
Diplomacia Institucional
Alvaro Prata, presidente da Embrapii
Thomas Shannon, embaixador
Michael McKinley, embaixador e conselheiro sênior e líder da prática de América Latina no The Cohen Group
Toni Harrington, embaixador e sócio-fundador do DGA-Albright Stonebridge Group
Ilan Goldfajn, presidente do BID
Rui Gomes, CEO da InvestSP
Liliana Ayalde, embaixadora
Tom Madrecki, vice-presidente sênior de Assuntos Públicos da Consumer Brands Association
Brasil e EUA debatem novos caminhos para fortalecer cooperação econômica bilateral
Brasil-U.S. Industry Day reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades, em Nova York, para discutir fortalecimento da integração produtiva entre setores
Mais de 500 empresários, investidores e autoridades participaram, na última segunda-feira (11), em Nova York, do Brasil-U.S. Industry Day, encontro voltado à ampliação da cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos e ao fortalecimento da integração produtiva entre setores estratégicos.
Em entrevista coletiva, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a expectativa é reforçar a ligação entre as empresas brasileiras e estadunidenses em áreas consideradas estratégicas.
“O assunto de terras raras sempre esteve na mesa. Nós temos temas tradicionais, como o etanol, que precisamos discutir para encontrarmos novos mercados e não disputarmos os nossos próprios mercados. O Brasil tem muita demanda de investimento em infraestrutura. E nós temos também a área de data centers e inteligência artificial, que também vão demandar [investimentos]”, afirmou.
Alban também destacou a importância da complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países para ampliar o comércio bilateral de forma sustentável.
“Complementaridade é fundamental para que possamos ter, efetivamente, uma relação de ganha-ganha, com comércio sustentável e encadeamentos produtivos. Isso é algo estratégico para que nós possamos ter alternativas de dependências, não só tecnológicas, mas também relacionadas a riscos geopolíticos”, disse.
Segundo o dirigente, o objetivo não é inverter a balança comercial em favor do Brasil, mas ampliar as relações econômicas bilaterais. Ele destacou que o mercado brasileiro é um importante importador de serviços estadunidenses.
Para Alban, o fortalecimento da parceria entre os dois países pode ampliar a segurança no fornecimento de insumos, estimular investimentos e impulsionar setores como minerais críticos, energia, saúde e inovação.
O vice-presidente e diretor internacional da U.S. Chamber of Commerce, John Murphy, afirmou que “o melhor da parceria entre Brasil e Estados Unidos ainda está por vir”. Segundo ele, esse é o momento de olhar para o futuro e aproveitar as novas oportunidades de cooperação entre os dois países.
Parcerias estratégicas e ambiente de investimentos
A programação foi dividida em dois painéis temáticos. No primeiro, “Prioridades para o fortalecimento econômico Brasil-EUA”, os participantes defenderam o aprofundamento do diálogo bilateral e a construção de novas parcerias, destacando que Brasil e EUA têm potencial para ampliar ganhos se caminharem mais juntos.
No segundo painel, “Financiando o futuro: oportunidades de investimento no Brasil”, os debatedores ressaltaram a necessidade de criar cenários seguros e reduzir a burocracia para atrair investimentos e destravar o crescimento econômico brasileiro.
Segundo os organizadores, mais de 30% dos inscritos no evento eram estadunidenses, o que mostra o interesse dos dois países em fortalecer a parceria bilateral.
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