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CNI: 20 setores industriais estão pouco confiantes, diz pesquisa

Segmentos otimistas em janeiro somam apenas nove e se concentram nas regiões Nordeste e Centro-Oeste

CNI: 20 setores industriais estão pouco confiantes, diz pesquisa

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) mostra que o número de segmentos industriais otimistas em janeiro de 2026 subiu de sete para nove em relação a dezembro do ano passado. Apesar do avanço, 20 setores industriais estão pessimistas. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados sinalizam uma melhora no sentimento dos empresários no início do ano. Porém, a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, analisa que os resultados de janeiro não trazem mudanças significativas em comparação ao que foi observado na falta de confiança ao longo de 2025.

“Ainda é cedo para enxergar uma reversão desse quadro, uma vez que, embora o índice geral de confiança do empresário industrial tenha mostrado um avanço na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, o estado geral continua sendo de falta de confiança. Então, ainda seria muito precoce apostar em uma continuidade, uma vez que o cenário não mudou de forma relevante em janeiro, na comparação com o que se apresentou ao longo de 2025 como um todo”, diz.

O ICEI varia de 0 a 100 pontos. Os valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário. Já os valores abaixo de 50 demonstram falta de confiança do empresário.

Segmentos pessimistas e otimistas

O índice de confiança da indústria caiu em 15 dos 29 setores industriais analisados, enquanto 14 setores registraram avanço em janeiro de 2026. Os resultados mostram que quatro setores passaram do cenário de falta de confiança para confiança e que dois setores fizeram a transição contrária, de confiança para falta de confiança.

O ICEI Setorial aponta que quatro setores estão com o menor índice de otimismo em janeiro. Entre os setores menos confiantes estão: Metalurgia (43,7 pontos); Couros e artefatos de couro (44,9 pontos); Celulose e papel (45 pontos); Vestuário e acessórios (45,5 pontos).

Já os setores mais confiantes, com índice acima de 50, são:

  • Impressão e reprodução: 53,4 pontos;
  • Perfumaria, limpeza e higiene pessoal: 52,6 pontos;
  • Farmoquímicos e farmacêuticos: 52,4 pontos;
  • Extração de minerais não-metálicos: 51,8 pontos.

Entre as pequenas indústrias, o ICEI continuou em 47,9 pontos. Em relação às de médio porte, o indicador subiu 0,7 ponto, para 49 pontos. Já entre as grandes empresas, o índice subiu 0,4 ponto, para 49,5 pontos. Apesar dos avanços, todos os portes de empresa continuam abaixo dos 50 pontos. Conforme a CNI, o fenômeno indica que os empresários seguem pessimistas. 

A publicação destaca que a falta de confiança tem se tornado menos intensa e disseminada entre as médias e grandes empresas.

Recorte regional

O cenário com predominância da falta de confiança entre os industriais também é observado no recorte por região geográfica. A região Nordeste foi a única a demonstrar confiança durante todo o ano de 2025 e manteve a maior alta do ICEI em janeiro de 2026, com avanço de 1,4 ponto, chegando aos 55,1 pontos. Já entre as indústrias localizadas no Centro-Oeste, o ICEI subiu 0,7 ponto, para 51,4 pontos.  

Em contrapartida, os empresários das demais regiões do país seguem sem confiança. No Sul o pessimismo é mais intenso. Entre os sulistas, o ICEI subiu 0,6 pontos, para 46,4 pontos. O Sudeste, por sua vez, teve alta sutil de 0,1 ponto, atingindo 47,3 pontos. 

A única região que apresentou variação negativa de 0,1 ponto foi a Região Norte, cujo ICEI alcançou 48,7 pontos. De acordo com o levantamento, o Norte do país apresenta falta de confiança há seis meses.

ICEI Setorial

Na atual edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.642 empresas, sendo 671 de pequeno porte; 587 de médio porte; e 384 de grande porte, entre 5 e 14 de janeiro de 2026.
 

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Almoço fora de casa já passa de R$ 600 por mês e pressiona orçamento do trabalhador, aponta FAC-SP

Índice Prato Feito (IPF), criado pela Faculdade do Comércio de São Paulo, mostra que custos como energia, aluguel e logística têm aumentado valor das refeições na rua

Almoço fora de casa já passa de R$ 600 por mês e pressiona orçamento do trabalhador, aponta FAC-SP

Comer fora de casa ficou mais caro no início de 2026. O trabalhador que almoça fora cinco vezes por semana já desembolsa cerca de R$ 605 por mês. É o que aponta o Índice Prato Feito (IPF), criado pela Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e integrante do sistema da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) para medir o custo da alimentação fora de casa no país. O levantamento aponta que o preço médio do tradicional “prato feito” subiu 1,67% entre janeiro e março, passando de R$ 29,77 para R$ 30,27. 

Segundo o IPF, o valor mensal desembolsado por brasileiros para comer fora de casa no almoço teve um aumento de R$ 10 em apenas dois meses.

O Índice Prato Feito, realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da FAC-SP, é preliminar e considera o 1º trimestre de 2026. Para análise, o levantamento de março considerou os preços coletados em 359 estabelecimentos do país e revela que a conta vai além dos alimentos.

O indicador considera toda a cadeia de custos da operação de um restaurante, como  energia, aluguel, transporte, mão de obra, tributos e logística. O levantamento considera que toda a cadeia influência no preço final da refeição – e não apenas a inflação dos alimentos.

O diretor da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC – SP), Wilson Victorio Rodrigues, destaca o papel do Índice Prato Feito para compreender o que envolve o custo pela refeição.

“A importância do índice econômico Prato Feito, que a Faculdade do Comércio lançou recentemente, é que ele demonstra a variação do preço do prato feito, a inflação do prato feito, contemplando, portanto, todos esses serviços, todos esses elementos que estão orbitando em torno da alimentação”, diz.

Ele analisa que a inflação é a principal responsável pelo aumento do preço da alimentação fora do lar logo nos primeiros meses de 2026. “A inflação atinge todos esses itens, não só o alimento, e não há outro efeito senão o repasse disso para o consumidor.”

Custo de vida

Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março de 2026. Neste cenário de dívidas familiares, aliado à alta da inflação e aos juros altos, Wilson avalia que a economia “está realmente acendendo um sinal vermelho”.

Segundo a FAC-SP, o índice busca mostrar como a inflação e os custos operacionais impactam diretamente o preço das refeições. 

O economista e responsável técnico pelo indicador, Rodrigo Simões Galvão, explica que a análise aponta caminhos para entender o custo de vida dos brasileiros. “Quando acompanhamos o preço dessa refeição, conseguimos enxergar de forma muito concreta como o custo de vida chega à mesa do consumidor”.

A FAC-SP explica que o IPF não substitui o IPCA, que segue sendo o indicador oficial de inflação no Brasil. Wilson diferencia as duas ferramentas, destacando que o IPF é um indicador mais próximo da realidade do consumidor. 

“O IPCA continua sendo o índice oficial de medição da inflação, mas o IPCA não faz essa conjugação de elementos como faz o índice Prato Feito. O IPCA é uma coisa mais isolada, isto é, não faz essa análise conjugada do alimento com todos os custos da operação comercial de um restaurante, por exemplo; aqui não, o índice Prato Feito é uma visão mais expandida de quem se alimenta fora de casa, e mais próxima da realidade ”, afirma Wilson.

Impactos do fim da jornada 6×1 

Na avaliação de Wilson, hoje, a tributação é o item que mais preocupa os donos de restaurantes no cotidiano comercial. Rodrigues também cita possíveis impactos de mudanças nas relações de trabalho sobre o setor de alimentação com o fim da escala 6×1 – em análise na Câmara dos Deputados. Ele analisa que, caso a mudança seja aprovada, pode implicar no aumento de mão de obra e no repasse dos valores para os consumidores.

“O setor de bares e restaurantes populares ou mais sofisticados serão diretamente impactados em caso de aprovação do fim da escala 6×1. Isso vai ser, sem dúvida alguma, repassado ao consumidor”, pontua.

Índice Prato Feito

A expectativa da FAC-SP é divulgar o IPF mensalmente, com consolidados trimestrais, para acompanhar a evolução do custo da alimentação fora de casa e seus impactos no orçamento dos brasileiros.
 

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Banco da Amazônia aposta em modernização para agilizar crédito e serviços na Região Norte

Estratégia de transformação digital foi debatida no Temenos Community Forum 2026, em Copenhagen, Dinamarca, e prevê modernização dos sistemas, atendimento mais simples e soluções personalizadas para pessoas físicas, produtores rurais e empreendedores

Banco da Amazônia aposta em modernização para agilizar crédito e serviços na Região Norte

O Banco da Amazônia pretende acelerar a modernização dos serviços bancários na Região Norte com o uso de inteligência artificial, simplificação do atendimento digital e lançamento de um super app. As estratégias foram discutidas durante o Temenos Community Forum 2026, realizado em Copenhagen, na Dinamarca. O evento internacional reuniu bancos e empresas de tecnologia para debater o futuro do setor financeiro.

A agenda de transformação digital da instituição aposta no uso de novas tecnologias para agilizar a concessão de crédito, modernizar sistemas e ampliar a eficiência dos serviços bancários na Amazônia, sobretudo para pessoas físicas, produtores do agronegócio e empreendedores locais.

O Temenos Community Forum 2026 foi realizado de 5 a 7 de maio e reuniu especialistas em tecnologia financeira, executivos e representantes de instituições bancárias do mundo inteiro. Ao longo do evento, representantes do Banco da Amazônia discutiram soluções baseadas em inteligência artificial capazes de automatizar análises, organizar informações e acelerar processos internos. 

Segundo o banco, a participação no encontro reforça o compromisso institucional com a modernização do core bancário e a evolução dos canais digitais.

Um dos eixos da conferência focou na necessidade dos bancos irem além da oferta tradicional de produtos financeiros, com ênfase na oferta de soluções personalizadas e conectadas ao dia a dia dos clientes.

Para o Banco da Amazônia, a abordagem fortalece a atuação digital que apoia os clientes Pessoa Física, Pessoa Jurídica, Agro, Private e demais segmentos em relação às necessidades financeiras, produtivas e de desenvolvimento de cada um. 

O presidente do Banco da Amazônia destacou a importância das estratégias discutidas no evento. “As soluções que vimos na conferência são base para a consolidação e alavancagem das operações digitais no Banco e cada vez mais acelerar o propósito que é impulsionar quem cria o futuro da Amazônia”, disse Lessa.

Na área de crédito, foi discutido o chamado “Lending assistido por IA” – modelo em que ferramentas inteligentes apoiam desde a análise de risco até a liberação e o monitoramento do crédito.

A estratégia permite transformar o crédito em uma jornada personalizada e proativa, especialmente para clientes Private, PJ e Agro. O objetivo da medida é conceder o crédito correto, no momento ideal, com a estrutura adequada aos clientes e com controle dos riscos.

Modernização do atendimento digital

A instituição também aposta na evolução do atendimento digital por meio de um super app, que deve concentrar diferentes serviços financeiros em uma única plataforma. A ferramenta será nova, contendo melhorias e atualizações do sistema atual. O super app ainda não tem data oficial para ser disponibilizado aos clientes.

Com o lançamento do super app, a proposta é simplificar a experiência do usuário, facilitar o onboarding digital e permitir interações mais naturais entre clientes e banco, com uso de linguagem conversacional.

Para o Banco da Amazônia, a evolução dos canais digitais é relevante para ampliar a eficiência, criar novos negócios e melhorar a experiência de relacionamento.

Segundo a instituição financeira, a modernização dos sistemas busca tornar o atendimento mais ágil, personalizado e conectado à realidade econômica da Amazônia – especialmente para segmentos ligados ao agro e aos negócios locais.

Além da inteligência artificial, o evento internacional debateu temas como segurança digital, governança de dados e o conceito de “beyond banking”, em que os bancos ampliam sua atuação no cotidiano dos clientes para oferecer soluções integradas. Entre as soluções estão gestão financeira, apoio ao empreendedorismo e serviços digitais.

Segurança digital 

A discussão também englobou a necessidade da adoção da inteligência artificial ocorrer com responsabilidade, transparência e supervisão. O compromisso do setor financeiro é de que a IA seja adotada com segurança, confiança e aderência ao ambiente regulado do setor.

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Mega-Sena 3007 hoje (12/05): resultado e números!

Confira aqui o resultado do sorteio que ocorre nesta terça-feira (12), no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP)

Mega-Sena 3007 hoje (12/05): resultado e números!

O concurso 3007 da Mega-Sena foi realizado nesta terça-feira (12/05/2026), no Espaço da Sorte, em São Paulo, e divulgado pela Caixa Econômica Federal. O sorteio não teve vencedores na faixa principal.

O próximo sorteio está marcado para quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60.000.000,00. Aproveite a oportunidade e faça sua aposta para concorrer.

Números sorteados Mega-Sena 3007

17 – 19 – 27 – 32 – 38 – 44

Prêmios do concurso 3007

  • Sena (6 acertos): Não houve ganhadores
  • Quina (5 acertos): 89 apostas ganhadoras, cada uma recebendo R$ 23.778,68
  • Quadra (4 acertos): 5.035 apostas ganhadoras, cada uma recebendo R$ 692,83

Como jogar na Mega-Sena

Para participar, basta escolher de 6 a 15 números entre os 60 disponíveis no volante. A aposta mínima custa R$ 5,00, e quanto mais números você marcar, maior o preço — mas também maiores as chances de ganhar. Os sorteios acontecem três vezes por semana, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h (horário de Brasília).

Probabilidades de acerto

Números apostados Probabilidade de acertar 6 dezenas
6 números 1 em 50.063.860
7 números 1 em 7.151.980
8 números 1 em 1.787.995
9 números 1 em 595.998
10 números 1 em 238.399
15 números 1 em 10.003

Bolão

Para aumentar as chances de ganhar, é possível participar de bolões organizados pelas lotéricas ou formar um grupo de apostas. O valor mínimo por cota é de R$ 6,00, e o bolão pode ter de 2 a 100 cotas.

Facilite sua aposta na loteria com Surpresinha e Teimosinha

Quer apostar sem complicação? Use a Surpresinha e deixe o sistema escolher os números para você — uma forma prática e rápida de participar dos sorteios.

Prefere insistir nos seus números da sorte? Aposte com a Teimosinha e concorra com a mesma combinação por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou até 12 concursos seguidos, aumentando suas chances de ganhar sem precisar refazer a aposta a cada sorteio.

Curiosidade: para onde vai o dinheiro arrecadado?

Parte da arrecadação das apostas da Mega-Sena é destinada a programas sociais do governo federal, como:

  • Educação (FIES)
  • Esporte (comitês olímpico e paralímpico)
  • Cultura e segurança pública
  • Saúde e seguridade social
     

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