O maior desastre climático da história gaúcha afetou 478 municípios e causou bilhões em perdas. Engenheiros agrônomos peritos avaliam lavouras inundadas para quantificar danos, viabilizar indenizações de seguros e embasar políticas públicas de recuperação.
Três meses após as enchentes catastróficas que atingiram o Rio Grande do Sul entre o final de abril e o início de maio de 2024, classificadas pelo governo como a maior catástrofe climática já registrada no estado, técnicos de campo correm contra o tempo para dimensionar os prejuízos no setor agropecuário.
Com 478 municípios afetados e 183 mortes confirmadas, as cheias deixaram cerca de 2,4 milhões de pessoas atingidas e provocaram perdas econômicas na casa dos bilhões de reais.
Levantamentos iniciais indicam que os danos se concentram especialmente na zona rural. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estimou mais de R$10 bilhões em prejuízos totais, incluindo pelo menos R$2,3 bilhões em perdas na agricultura, o setor privado mais impactado pelo desastre.
Diante desse cenário, peritos agrícolas e engenheiros agrônomos especializados em avaliação de danos percorrem as propriedades devastadas para inspecionar lavouras, rebanhos e infraestruturas afetadas, em um trabalho minucioso essencial para viabilizar indenizações de seguro e orientar ações de recuperação pós-desastre.
Mapa de satélite elaborado pela Conab mostra, em laranja, as áreas alagadas nas enchentes de abril/maio de 2024 no Rio Grande do Sul, destacando as principais lavouras afetadas: arroz irrigado (em verde) e soja (em azul), submersas nas regiões centrais do estado. As precipitações volumosas provocaram alagamentos generalizados, resultando em graves danos nas áreas cultivadas e comprometendo a infraestrutura de transporte e armazenagem agrícola.
A Depressão Central Gaúcha, extensa planície de baixa altitude, foi uma das regiões mais prejudicadas: cidades inteiras ficaram submersas, e lavouras de arroz, feijão, milho e soja que ainda não haviam sido colhidas foram destruídas em muitos locais. Técnicos estimam que, em algumas áreas, choveu em poucos dias o equivalente a vários meses de precipitação, ultrapassando recordes históricos de nível de rios e barragens.
Entre os profissionais mobilizados na força-tarefa de avaliação está Luiz Carlos Gondim Filho, engenheiro agrônomo e perito agrícola com 20 anos de experiência em perícias rurais. Sócio de uma consultoria agronômica e credenciado como regulador de sinistros do setor, Gondim Filho já atuou na apuração de danos causados por secas, granizo e outras catástrofes naturais, mas afirma que nunca viu nada de proporções similares às enchentes de 2024 no RS.
“Nós encontramos propriedades totalmente arrasadas. Em algumas, lavouras inteiras de arroz ficaram cobertas por areia e destroços trazidos pela correnteza, tornando o solo improdutivo até que se faça a devida recuperação”, descreve o perito. Segundo ele, plantações de inverno recém-semeadas também foram perdidas em áreas alagadas, assim como pastagens inteiras e animais de criação.
“Nosso trabalho é quantificar essas perdas com rigor técnico, medir quantos hectares foram afetados, estimar a produtividade que deixou de ser colhida, para que cada produtor possa acionar seu seguro rural e receber a indenização correta”, explica Gondim Filho, enquanto fotografa silos avariados e colheitas arruinadas em uma propriedade na Região Central. Munidos de trena, GPS e formulários padronizados, ele e outros peritos inspecionam os campos e emitirão laudos detalhados que servirão de base tanto para os pagamentos das seguradoras quanto para futuros programas públicos de auxílio aos agricultores atingidos.
Os prejuízos na produção agrícola ainda estão sendo consolidados, mas estimativas iniciais apontam que cerca de 10% a 20% das lavouras que ainda não haviam sido colhidas foram perdidas, principalmente as de soja tardia, mais afetadas pelas inundações. Culturas como arroz e milho, por outro lado, tiveram perdas menores, já que a maior parte da safra desses grãos havia sido colhida antes das chuvas excepcionais.
“Felizmente, a colheita já estava avançada em grande parte das propriedades quando as enchentes vieram, o que limitou a destruição”, comenta um agrônomo da Emater/RS (Assistência Técnica e Extensão Rural) envolvido no levantamento de safras.
Ainda assim, os impactos são significativos: projeções da consultoria Datagro indicam uma quebra de 3% a 6% na safra de soja no Rio Grande do Sul (equivalente a uma perda de até 155 mil toneladas, ou cerca de R$ 150 milhões) e de 10% a 11% na produção de arroz, gerando um prejuízo estimado em R$ 68 milhões aos orizicultores. Parte dessas perdas se deve não apenas às plantações submersas, mas também à interrupção prolongada da colheita e à deterioração da qualidade dos grãos colhidos sob excesso de umidade.
“Há produtores que perderam praticamente toda a parte final da safra. Nossa perícia comprova esses estragos, e isso subsidia tanto o pagamento do seguro rural quanto eventuais políticas de apoio do governo”, ressalta Gondim Filho. Cada laudo emitido por ele funciona como documento-chave para que o agricultor receba indenizações justas e para que as autoridades tenham uma dimensão precisa das perdas no setor.
Do ponto de vista do mercado segurador, a atuação dos peritos de campo é igualmente crucial. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) informou que já foram abertos mais de 23 mil avisos de sinistro relacionados às enchentes no estado apenas nas primeiras semanas após o evento. Esse volume de ocorrências fez do desastre no RS o maior sinistro já enfrentado pelo setor de seguros no Brasil, segundo a entidade.
Até o final de maio, os pedidos de indenização pelas chuvas ultrapassavam R$1,6 bilhão em diversas modalidades de apólice, residencial, automóveis, rural e empresarial, e devem crescer ainda mais conforme novos prejuízos são contabilizados.
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, destacou que as seguradoras estão mobilizadas para agilizar os reembolsos e enfatizou a tendência de aumento na frequência de eventos climáticos extremos. “Certamente, a tragédia atual será o maior evento do setor segurador. O que nós já sabemos é que eventos climáticos serão cada vez mais frequentes e mais severos”, afirmou Oliveira.
Ele frisou que, graças aos mecanismos de resseguro e às reservas técnicas robustas, as companhias terão capacidade financeira para arcar com a avalanche de indenizações sem risco de insolvência. Porém, o executivo ponderou que o choque de realidade trazido pelas enchentes deve servir de alerta para fortalecer a gestão de riscos climáticos no país.
Lavoura de milho alagada nas proximidades de Lajeado, no Vale do Taquari, um dos municípios mais duramente atingidos. Peritos agrícolas inspecionam o campo após a baixa das águas, observando sinais de apodrecimento das plantas e deposição de sedimentos. A validação técnica desses danos in loco é fundamental tanto para acionar a cobertura do seguro agrícola quanto para orientar medidas de apoio, como distribuição de sementes para replantio e concessão de crédito emergencial aos produtores.
Especialistas ressaltam que, em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, o trabalho dos peritos agrícolas de campo ganha uma importância estratégica. “A avaliação técnica in loco é a base de todo o processo de recuperação pós-desastre”, defende Luiz Carlos Gondim Filho, acrescentando que, sem um levantamento confiável, não há como calcular indenizações de forma justa, nem como o poder público planejar ações efetivas de socorro e prevenção.
A presença dos peritos nas áreas rurais logo após a tragédia também traz confiança para os produtores, que veem suas perdas sendo reconhecidas e documentadas oficialmente. “O laudo pericial é o documento que dá voz ao agricultor atingido, traduzindo a realidade do campo em números e evidências técnicas”, destaca Gondim.
As informações coletadas alimentam não apenas as seguradoras, mas também órgãos governamentais, como o Ministério da Agricultura e a Defesa Civil, que podem, a partir desses dados, dimensionar programas de auxílio financeiro, renegociação de dívidas e políticas de reconstrução das infraestruturas danificadas.
Enquanto comunidades rurais gaúchas ainda lutam para se reerguer após as enchentes históricas, o trabalho incansável de peritos e técnicos de instituições como a Emater/RS segue lançando luz sobre a real extensão dos estragos e apontando caminhos seguros para a recuperação do agro no Rio Grande do Sul.
Brasil e Alemanha firmam acordo para produção de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte
Durante missão empresarial, representantes discutiram com a Câmara Brasil-Alemanha oportunidades de parcerias para federações industriais brasileiras
Durante a missão empresarial liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na Alemanha, realizada na última semana, a indústria brasileira e o país alemão firmaram um acordo para a criação do empreendimento Morro Pintado, da empresa Brazil Green Energy. O projeto prevê a instalação de uma fábrica de produção de hidrogênio verde e amônia no Rio Grande do Norte.
“O Rio Grande do Norte tem um grande potencial de energias renováveis. Na semana passada nós mapeamos os principais oásis de vento ou as áreas prioritárias onde esse potencial estava para a geração de hidrogênio. E esse potencial foi definido em 89 milhões de toneladas [por ano] — um dos maiores potenciais que existem no Brasil”, afirmou.
Serquiz também destacou a importância do acordo para o fortalecimento da relação entre os dois países.
“A relação com a Alemanha, um dos líderes na industrialização mundial, traz confiança, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nós temos esse olhar muito positivo para essas parcerias, sobretudo com países como a Alemanha”, ressaltou.
Oportunidades de parcerias para federações industriais brasileiras
Também na semana passada, o presidente da CNI, Ricardo Alban, o diretor de Desenvolvimento Industrial da entidade, Jefferson Gomes, e o assessor internacional da CNI, Frederico Lamego, juntamente com nove presidentes de federações estaduais das indústrias, participaram de uma reunião com a Câmara Brasil-Alemanha (AHK), durante a Feira de Hannover.
Na ocasião, a instituição apresentou à CNI oportunidades de parcerias para federações industriais brasileiras em projetos com estados alemães, como Baviera, Baden-Württemberg e Baixa Saxônia, onde está localizada a cidade de Hannover.
Alban ressaltou a importância de missões empresariais como a realizada na Alemanha para aproximar as empresas brasileiras dos ambientes internacionais de promoção de negócios.
Indústria debate oportunidades do acordo Mercosul–UE em encontro na Itália
Fluxo comercial entre Brasil e Itália alcançou US$ 12,4 bilhões em 2025 e tende a crescer com novo acordo
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Na última quinta-feira (23), a Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) sediou, em Roma, o 1º Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália–Mercosul. O evento reuniu lideranças industriais da Itália e dos países do Mercosul, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a poucos dias da aplicação provisória do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia (UE).
Presente no encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que o diálogo entre lideranças industriais é essencial para transformar o acordo comercial em resultados concretos.
“A entrada em vigor do acordo Mercosul-UE abre uma janela histórica de oportunidades. O diálogo direto entre as indústrias é fundamental para que possamos identificar prioridades, superar desafios e garantir que os benefícios previstos no tratado se traduzam em mais investimentos, comércio e competitividade para nossas economias”, avalia.
Além de fortalecer o diálogo estratégico entre o Mercosul e a Itália, o encontro também ampliou a cooperação institucional entre entidades industriais. Entre as iniciativas discutidas está a parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), voltada à qualificação profissional em setores como têxtil, moda e couro.
Os participantes também debateram oportunidades de integração produtiva, avanços na transição verde e na transformação digital, além da criação de mecanismos de cooperação entre empresas.
Relação comercial Brasil e Itália
O encontro evidenciou ainda a relevância da relação bilateral entre Brasil e Itália. Segundo levantamento da CNI com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2025, o fluxo comercial entre os dois países somou US$ 12,4 bilhões, um aumento de 14,4% em relação a 2024.
A indústria de transformação desempenha papel central nessa parceria, respondendo por quase metade das exportações brasileiras e pela maior parte das importações provenientes da Itália.
Acordo Mercosul-UE
Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Eurostat, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, previsto para entrar em vigor no próximo mês de maio, deverá abranger um mercado com mais de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em cerca de US$ 22,4 trilhões.
Na prática, o tratado prevê a eliminação de tarifas sobre cerca de 95% dos bens exportados para a UE, além de avanços em áreas como desenvolvimento sustentável, facilitação de comércio e propriedade intelectual.
A expectativa é que 82,7% das exportações brasileiras para o bloco europeu passem a ser isentas de imposto de importação já a partir do próximo mês.
Missão empresarial segue na Alemanha
Também na quinta-feira (23), a missão empresarial liderada pela CNI e pela ApexBrasil, na Alemanha, visitou a fábrica da Airbus, em Hamburgo. A unidade é uma das principais plantas da fabricante europeia de aeronaves e produz, em média, 60 aviões por mês, dos modelos A321 e A319.
O grupo, formado por 48 empresários, acompanhou todo o processo de fabricação e montagem das aeronaves, desde as etapas finais de produção até a entrega aos principais clientes, que são as grandes companhias aéreas.
Mais de 260 representantes da indústria brasileira, entre empresários e executivos, permanecem na Alemanha até sexta-feira (24), quando se encerra a Hannover Messe, considerada a maior feira de tecnologia industrial do mundo.
Missão empresarial à Alemanha busca ampliar parcerias e dobrar comércio bilateral
Liderada pela CNI em parceria com a ApexBrasil, delegação brasileira participa da Hannover Messe e destaca biocombustíveis como oportunidade estratégica para novos investimentos
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera uma missão empresarial à Alemanha entre os dias 19 e 24 de abril, reunindo mais de 260 representantes da indústria brasileira, entre empresários e executivos. A iniciativa inclui a participação na Hannover Messe, considerada a maior feira de tecnologia industrial do mundo, e a realização do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, principal fórum bilateral do setor produtivo dos dois países.
A programação é voltada para resultados práticos e inclui reuniões de negócios, mesas redondas empresariais e visitas técnicas a indústrias como Airbus, Mercedes-Benz e Volkswagen. A missão empresarial é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A empreitada ocorre em um contexto de fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha. Segundo levantamento da CNI, em 2025 o comércio bilateral entre os países alcançou US$ 20,9 bilhões. Desse total, US$ 6,5 bilhões correspondem às exportações brasileiras para o mercado alemão — crescimento de 11,6% — enquanto as importações somaram US$ 14,4 bilhões. A Alemanha também ocupa a posição de oitavo maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de US$ 38,5 bilhões em 2024.
CNI propõe dobrar comércio bilateral em cinco anos
No primeiro dia da missão, representantes dos governos e das indústrias brasileira e alemã participaram da 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), realizada em Hannover, para discutir temas centrais da agenda bilateral. Na ocasião, a CNI apresentou a proposta de intensificar esforços para dobrar o volume do comércio entre os países nos próximos cinco anos.
O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que o Brasil pode se consolidar como parceiro estratégico da Alemanha ao oferecer previsibilidade, estabilidade democrática e segurança energética. Segundo ele, os brasileiros buscam ampliar sua participação na cadeia produtiva, deixando de atuar apenas como fornecedor de insumos e passando a se posicionar como parceiro na agregação de valor e no desenvolvimento tecnológico.
Nesse contexto, Alban destacou a matriz energética brasileira como um diferencial importante para a descarbonização da indústria europeia. Entre os destaques, está o potencial dos biocombustíveis produzidos a partir de fontes diversificadas e sustentáveis, como o etanol de milho e o etanol de agave, que ajudam a reduzir as preocupações ambientais do mercado europeu.
“O biocombustível é o caminho do Brasil para atender a uma demanda mundial. É algo que nos aproxima do mercado e dos parceiros alemães, no qual podemos e devemos agregar valor. O Brasil não pode mais repetir a política em que atuava apenas como exportador de commodities. Queremos continuar exportando commodities, mas agregar valor a elas”, afirmou.
O dirigente também chamou atenção para entraves nas relações econômicas, como a ausência de um acordo para evitar a bitributação entre os países. Segundo ele, o principal desafio nas negociações está na regulamentação dos serviços técnicos, ponto considerado essencial para destravar investimentos e simplificar regras.
Alban reforçou ainda a necessidade de aproveitar a janela de oportunidades criada pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, pela reorganização das cadeias globais de produção e pela transição energética.
Defesa da produção brasileira de biocombustíveis
Durante a abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizada na segunda-feira (20), o presidente da CNI afirmou que o avanço da integração entre os países depende da superação de percepções equivocadas sobre a produção brasileira de biocombustíveis.
“Há dados e informações transparentes confirmando que o Brasil produz biocombustíveis de forma sustentável e dispõe de outras fontes renováveis de energia que são cruciais para a descarbonização da indústria global”, enfatizou Alban.
Ele também destacou a relevância dos minerais críticos para o fortalecimento da parceria bilateral. Segundo ele, o Brasil possui reservas expressivas desses insumos estratégicos para a transição energética e para setores de alta tecnologia.
Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou o potencial do biocombustível brasileiro para atender à demanda europeia e destacou o histórico de cooperação entre os dois países. “Quem quiser produzir com energia barata e limpa vem buscar no Brasil, que temos muitas oportunidades”, acrescentou.
Acordo prevê produção de hidrogênio verde
Na terça-feira (21), foi assinado o acordo para criação do empreendimento Morro Pintado, da empresa Brasil Green Energy. O projeto prevê a instalação de uma fábrica de produção de hidrogênio verde e amônia no estado do Rio Grande do Norte.
Segundo a CNI, a iniciativa representa um exemplo concreto do potencial de expansão dos negócios entre Brasil e Alemanha e reforça a meta de duplicar o comércio bilateral em cinco anos.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, destacou a importância do acordo para a relação bilateral entre os países.
“A relação com a Alemanha, um dos líderes na industrialização mundial, traz confiança, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nós temos esse olhar muito positivo para essas parcerias, sobretudo com países como a Alemanha”, afirmou.
Parceria com Volkswagen amplia formação profissional
Na quarta-feira (22), a CNI, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Conselho Nacional do SESI firmaram uma parceria com a Volkswagen voltada à formação e qualificação profissional alinhadas às transformações da indústria automotiva no Brasil.
O acordo prevê:
desenvolvimento de projetos de educação profissional com foco em pesquisa e desenvolvimento (P&D);
implementação de programas educacionais voltados às competências do futuro;
estímulo a investimentos em inovação, tecnologia e ambientes de aprendizagem;
ampliação do acesso à educação profissional de qualidade.
O chairman executivo da Volkswagen Região América do Sul, Alexander Seitz, disse que a iniciativa contribuirá para preparar trabalhadores diante das mudanças aceleradas do setor automotivo, impulsionadas pela digitalização e pela produção de veículos elétricos e híbridos.
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