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Economia

ApexBrasil aponta oportunidades de exportação na Europa, Japão e África

Estudos elaborados pela Agência mapeiam perspectivas de negócios promissores que aproximam mercados do Brasil com o de outros países

ApexBrasil aponta oportunidades de exportação na Europa, Japão e África

As relações comerciais mantidas pelo Brasil com outros países ampliam as oportunidades para que empresas nacionais levem seus produtos ao mercado externo. Nesse cenário, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) desenvolveu estudos estratégicos voltados à identificação de mercados e oportunidades de negócios para o setor produtivo brasileiro.

Um desses levantamentos é voltado para o mercado europeu. Com o acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia, espera-se um favorecimento da expansão comercial de produtos brasileiros para o continente. O objetivo é mapear perspectivas de negócios que aproximem os mercados dos dois blocos.

Denominado “Estudo de Oportunidades Mercosul–União Europeia”, o levantamento revela perspectivas de negócios em 25 países europeus. As oportunidades estão organizadas em quatro grandes regiões do continente, distribuídas da seguinte forma:

  • Europa Ocidental – 266 oportunidades e US$ 27,6 bilhões em importações anuais;
  • Europa Meridional – 123 oportunidades e US$ 7,8 bilhões em importações anuais;
  • Europa Oriental – 101 oportunidades e US$ 6,4 bilhões em importações anuais;
  • Europa Setentrional – 53 oportunidades e US$ 1,9 bilhão em importações anuais.

De acordo com o estudo, os setores com maior potencial para impulsionar a atividade exportadora são Máquinas e equipamentos de transporte; Artigos manufaturados; Produtos químicos; Obras diversas, como partes para calçados, óculos de sol e joias de ouro ou prata.

De maneira geral, esses produtos representam um mercado potencial de US$ 43,9 bilhões em importações anuais da União Europeia. Atualmente, o Brasil exporta cerca de US$ 1,1 bilhão desses itens para o bloco.

A União Europeia é apontada como o maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque superior a US$ 464 bilhões em Investimento Direto Estrangeiro (IED), o que corresponde a mais de 40% do total recebido pelo país.

Na avaliação do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o acordo representa um marco para o comércio exterior brasileiro, pois amplia a previsibilidade e oferece maior segurança jurídica às relações comerciais. Segundo ele, isso aumenta as perspectivas de crescimento econômico do Brasil.

“Nós temos muito potencial ao longo do tempo para crescer, porque a participação dos produtos brasileiros na União Europeia ainda tem uma margem muito grande para isso. Vamos pegar um exemplo: o nosso mercado de exportação de mel é de 100 milhões de dólares. A União Europeia impõe uma barreira sanitária ao nosso mel que não tem explicação, pois é quase uma barreira econômica. Assim, estamos praticamente 100% fora da União Europeia. Com o acordo, poderemos exportar mel para lá”, destaca.

O levantamento indica que o acordo cria um mercado integrado de aproximadamente 720 milhões de consumidores. Além disso, os dois blocos formarão um PIB agregado estimado em US$ 22 trilhões, contribuindo para o reposicionamento do Brasil no maior mercado importador do mundo, sobretudo por meio da eliminação tarifária imediata em diversos setores.

Oportunidades de negócio no Japão

A ApexBrasil também identificou oportunidades de negócio no continente asiático. Ao todo, foram mapeados 309 produtos com potencial no Japão. Muitos deles estão relacionados a matérias-primas, como madeira e amendoim. Destacam-se também alimentos, como concentrado de café e mel, além de máquinas, equipamentos e ferramentas.

Atualmente, doze projetos setoriais da ApexBrasil atuam no mercado japonês, com foco em:

  • Agronegócio;
  • Economia criativa;
  • Serviços;
  • Tecnologia;
  • Multissetorial.

O estudo “Perfil de Comércio e Investimentos Japão 2026” apresenta dados sobre comércio bilateral, investimentos e oportunidades para produtos brasileiros. No ano passado, a corrente de comércio Brasil–Japão atingiu US$ 11,6 bilhões. As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$ 5,5 bilhões.

Entre os principais produtos comercializados estão café; minério de ferro; carnes de aves; carnes suínas; e alumínio. Esses itens representam mais da metade das vendas brasileiras ao Japão.

VEJA MAIS:

Presidente da ApexBrasil destaca otimismo com futuro do Acordo Mercosul–UE e promoção do Brasil na Europa

ApexBrasil anuncia programa na África para ampliar exportações em saúde e segurança alimentar

Mesmo com crescimento moderado do consumo interno japonês — estimado em 0,8% ao ano entre 2021 e 2025 — o país permanece como um dos principais consumidores globais de alimentos. A previsão é que, em 2026, 17,8% do orçamento familiar japonês seja destinado à alimentação.

Oportunidades de negócio na África

Os empresários brasileiros interessados em expandir seus negócios também podem consultar o estudo “Oportunidades de Exportação e Investimentos – África”, que apresenta os setores e regiões mais promissores no continente.

Ao todo, foram identificadas 5.504 oportunidades de negócios. Os setores com maior destaque são produtos alimentícios; máquinas e equipamentos; combustíveis minerais; e artigos manufaturados. Também se sobressaem os seguinte produtos:

  • Farelo de soja;
  • Partes para veículos automotivos;
  • Óleos combustíveis;
  • Papel e cartão.

 Paralelamente, a ApexBrasil conduz 20 projetos setoriais em 16 países africanos, com o objetivo de ampliar a presença brasileira em áreas como alimentos, agronegócio, construção, economia criativa, máquinas, moda e saúde.

Em 2024, a África foi o terceiro destino das exportações brasileiras e o 14º maior fornecedor do Brasil. As exportações brasileiras para o continente atingiram US$ 15,9 bilhões, com destaque para commodities como açúcares e melaços, milho, minério de ferro e petróleo.

Segundo a ApexBrasil, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) africano no Brasil atingiu US$ 1,5 bilhão em 2023. Entre 2015 e 2025, foram registrados 21 investimentos greenfield, totalizando aproximadamente US$ 3 bilhões, com destaque para os setores de mineração e telecomunicações.
 

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Altas temperaturas e chuvas escassas e irregulares prejudicam lavouras em MS

Cenário atrapalha momento decisivo para ganho de produtividade, especialmente para soja com semeadura mais tardia

Altas temperaturas e chuvas escassas e irregulares prejudicam lavouras em MS

Temperaturas mais elevadas somadas ao baixo volume e irregularidade das chuvas prejudicam a produtividade das principais culturas em Mato Grosso do Sul. Esse cenário atrapalha o início do cultivo do milho de segunda safra e, especialmente, a colheita das lavouras de soja com semeadura mais tardia, justamente no período decisivo para a formação de componentes de rendimento, como o número de grãos por vagem e o peso de grãos. 

A situação mais crítica ocorre no setor sul e sudeste do estado, onde o déficit hídrico vem sendo observado de forma mais constante, com perdas de produtividade estimada em até 35% pelo Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO). O programa, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), utiliza indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo, para avaliar o impacto das condições meteorológicas sobre o desenvolvimento das culturas.

A situação não melhora nas áreas localizadas mais ao norte de Mato Grosso do Sul, ainda que viessem apresentando condições de umidade favoráveis. O clima virou e já são registrados déficits hídricos que resultam em produtividades 26,8% abaixo do esperado.

Previsão

Para dar um alívio aos agricultores sul-matogrossenses, o déficit hídrico não deve se intensificar uma vez que há previsão de novas chuvas, pelo menos para os próximos dias. No centro‑norte, leste e em áreas do Pantanal são esperados acumulados elevados, variando entre 80 e 200 mm, ainda que as temperaturas médias devam se manter acima dos 26 ºC. Esse cenário pode favorecer as lavouras de segunda safra e pastagens e, ao mesmo tempo, dificultar operações em campo.

A situação no sul do estado, entretanto, não deve melhorar. A região deve seguir recebendo baixos volumes de chuva, contribuindo para a manutenção do déficit hídrico no solo e possíveis perdas nas lavouras. Assim, o planejamento das atividades agrícolas na área, juntamente com o acompanhamento das atualizações meteorológicas e das condições de umidade do solo, se fazem ainda mais necessários para nortear a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar as operações de campo.

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Ibovespa volta a cair com aversão a risco e Petrobras

Índice voltou a fechar em baixa, de 0,91%, aos 177.653 pontos

Ibovespa volta a cair com aversão a risco e Petrobras

O Ibovespa voltou a fechar o pregão em baixa, de 0,91%, aos 177.653 pontos, acumulando perda de 0,95% na semana. O desempenho do índice foi influenciado pela piora no clima de aversão a risco no exterior causado pela escalada nas tensões no Oriente Médio e pela disparada dos preços do petróleo.

Em reação às declarações da última quinta-feira (12) do líder supremo do Irã, que disse que manteria o Estreito de Ormuz fechado como “instrumento de pressão contra os EUA e Israel”, o presidente Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (13), que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Trump declarou ainda, em entrevista à Fox News, que as forças militares estadunidenses atacarão o Irã “com muita força” na próxima semana.

No cenário doméstico, os investidores voltaram a repercutir o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado na quinta-feira (12). A Petrobras anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias.

Em sessão marcada pelo clima de aversão a risco, as ações da Petrobras também encerraram em tom negativo, após o aumento do preço do diesel. Os papéis da petroleira caíram 0,10% e 0,53%.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A (SOND5): +18,54%

  • Fictor Alimentos SA (FICT3): +8,51%

Ações em queda no Ibovespa

  • Belora RDVC City Desenvolvimento Imobiliario S.A. (CCTY3): -20,42%

  • Manufatura de Brinquedos Estrela SA Pfd (ESTR4): -16,25%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.446.219.557, em meio a 4.400.643 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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ApexBrasil reforça iniciativas para ampliar participação feminina no comércio exterior

Entre as ações organizadas pela Agência está o Programa Elas Exportam, que conecta empresárias com experiência em comércio exterior a empreendedoras interessadas em iniciar ou ampliar suas exportações

ApexBrasil reforça iniciativas para ampliar participação feminina no comércio exterior

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) avançou na definição de ações voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no comércio exterior. Como parte desse esforço, o Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) realizou uma oficina estratégica para consolidar o plano de ação dos ciclos de 2026 e 2027.

Durante o encontro, participantes discutiram propostas de iniciativas alinhadas aos objetivos do programa, considerando a continuidade de ações já em andamento e a criação de novas frentes de atuação. As sugestões foram analisadas com base em critérios de impacto e viabilidade, com o objetivo de definir prioridades e garantir a execução das iniciativas dentro da capacidade operacional do programa.

A atividade também incluiu uma etapa de validação colaborativa entre os grupos, que sugeriram ajustes e identificaram possíveis lacunas. Os insumos gerados irão subsidiar a versão final do plano de ação do MNI, fortalecendo a governança e o alinhamento entre estratégia e execução.

Vale destacar que, nos dias 19 e 20 de março, a ApexBrasil realizará o Encontro Mulheres e Negócios Internacionais: inserção, empoderamento e impacto. O evento será na sede da Agência, em Brasília (DF), e reunirá empresárias, lideranças institucionais e parceiros para marcar os três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais. A iniciativa reafirma o compromisso da ApexBrasil com a ampliação da presença feminina no comércio exterior.

Segundo a diretora de Negócios da Agência, Ana Repezza, o momento também vai celebrar três anos de atuação da iniciativa. “Nesses três anos, a gente já atendeu mais de 7 mil empresas lideradas por mulheres e a grande maioria delas, cerca de 61%, são empresas de micro, pequeno ou médio porte”, destacou.

“Esse é um programa que nós criamos em 2023 pensando em incluir ainda mais mulheres no esforço exportador, no comércio exterior e fazer com que elas tenham maior empoderamento, maior liberdade nas suas decisões e, obviamente, que isso contribua para o desenvolvimento do país, com mais geração de emprego, geração de renda, especialmente entre as minorias”, complementou.

Ampliação da presença feminina em diferentes setores

As ações do programa ganham ainda mais relevância no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A data reforça a importância de ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina em diferentes setores, incluindo o comércio exterior, historicamente marcado pela predominância masculina.

VEJA MAIS: 

Entre as iniciativas da ApexBrasil voltadas ao tema está o Programa Mulheres e Negócios Internacionais, que incentiva e apoia a internacionalização de empresas lideradas por mulheres. O programa já foi reconhecido com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, e no WTPO Awards 2024, premiação do International Trade Centre voltada a iniciativas que promovem inclusão de gênero e desenvolvimento sustentável.

“Atualmente, mais de 7 mil empresas lideradas por mulheres recebem apoio da ApexBrasil, e os resultados demonstram a relevância das iniciativas voltadas à internacionalização de negócios”, destacam Ana Claudia e Maira Pinto, responsáveis pelo projeto.

Elas Exportam

Outra iniciativa é o Elas Exportam, programa de mentoria e capacitação que conecta empresárias com experiência em comércio exterior a empreendedoras interessadas em iniciar ou ampliar suas exportações.

A iniciativa também recebeu reconhecimento internacional da Organização Mundial do Comércio com o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras.

Para a coordenação de eventos nacionais e digitais da ApexBrasil, representada por Dea Alves, o avanço da participação feminina no setor é perceptível.

“A mudança mais marcante é o aumento da representatividade e o reconhecimento da capacidade técnica e de liderança das mulheres. Ainda há desafios, mas é inspirador ver como estamos conquistando espaço em um setor tão dinâmico e importante para o país”, afirma.

Com iniciativas de capacitação, mentoria e promoção comercial, a ApexBrasil busca ampliar a presença de mulheres no comércio exterior e contribuir para um ecossistema exportador mais diverso e inclusivo
 

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