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Economia

“Taxa das blusinhas”: CACB pede que Congresso rejeite a isenção do imposto

Entidade, que representa mais de 2,3 mil associações e 2 milhões de empreendedores, defende tratamento isonômico entre empresas nacionais e estrangeiras

“Taxa das blusinhas”: CACB pede que Congresso rejeite a isenção do imposto

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) entregou a parlamentares, na segunda-feira (31), uma nota pública pela rejeição ou tratamento isonômico em relação à isenção da chamada “Taxa das Blusinhas”. O conteúdo da carta foi lido no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (1º) pela deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP).

O documento, protocolado nos gabinetes dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), da comissão que analisa o tema, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e da relatora da Medida Provisória nº 1.357/2026, a senadora Leila Barros (PDT-DF), pede ao Congresso Nacional para derrubar a MP e restabelecer o regime da Lei nº 14.902/2024, aprovada pelo Legislativo e sancionada pela presidência da República.

Caso o Congresso mantenha a isenção aos produtos importados, o setor produtivo solicita que a desoneração seja estendida, em igualdade de condições, à mercadoria idêntica vendida pelo comércio brasileiro. A entidade representa mais de 2.300 associações comerciais e mais de 2 milhões de empreendedores.

“O que a CACB pede é tratamento igual, não proteção. Se o governo entende que a compra de até US$ 50 merece desoneração, que estenda o mesmo benefício à mesma mercadoria vendida pelo comércio nacional”, leu a parlamentar. “Aprovada, a medida consagrará uma distorção inaceitável: o Estado brasileiro cobrando do seu próprio empreendedor o imposto que dispensa da mercadoria idêntica vendida de fora do país”, acrescenta.

Sem esse mecanismo, Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), teme que o setor produtivo nacional não seja capaz de enfrentar a concorrência internacional e pede por uma contramedida que reequilibre o mercado.

“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança”, afirma o executivo.

Eleições

A Medida Provisória, prevista para perder a validade no próximo dia 8 de setembro, zera a alíquota de importação para compras até 50 dólares em plataformas de e-commerce, anteriormente definida em 20% sobre o valor do produto. Criada em 2024 com a intenção declarada de proteger o comércio nacional, a taxa foi suspensa pelo próprio governo em maio deste ano.

Para Cotait Neto, o momento em que a discussão é feita também é prejudicial. O representante empresarial entende que o período eleitoral dificulta a análise racional e de impactos que a volta da isenção do imposto pode ter sobre toda a cadeia produtiva brasileira.

“Tudo que é no momento eleitoral tem vários significados. Por isso é que eu acho que é inadequado, e foi inadequado, o governo ter retirado a taxa. Mandaram uma Medida Provisória para o Congresso que está vencendo exatamente por causa do momento eleitoral. Então, a volta, se houver, é mais uma questão de justiça, de você voltar a tentar blindar e defender um pouco as empresas brasileiras”, conclui.

Compensação

Diante das reações e pressões do setor produtivo, parlamentares governistas anunciaram que devem inserir no relatório um dispositivo que permita a compensação à indústria e varejo nacionais. A ideia é determinar a reavaliação da medida periodicamente pelo Ministério da Fazenda para constatar os impactos e, em caso de prejuízos consideráveis, disponibilizar formas de compensação.

A previsão era que o relatório fosse lido na comissão que analisa a MP na segunda-feira. No entanto, após impasses, reuniões com as lideranças do Congresso e dois adiamentos, uma nova sessão do colegiado foi marcada para esta quarta-feira (2) para que o parecer seja discutido.

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Economia

Crédito rural: Região Sul lidera liberação de recursos e Nordeste registra maior valor médio na safra 2026/2027

Produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais produtores contrataram R$ 65,7 bilhões em operações nos dois primeiros meses da safra; confira distribuição regional do financiamento

Crédito rural: Região Sul lidera liberação de recursos e Nordeste registra maior valor médio na safra 2026/2027

As operações de crédito rural contratadas nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, somaram R$ 65,7 bilhões. O montante contempla operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores rurais. 

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e são baseados em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

Distribuição por região

Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos e o maior volume de crédito. Foram 22.631 operações, que registraram R$ 11,7 bilhões em crédito. 

Confira o ranking regional de em concessões no bimestre por região:

  • Sul: R$ 11,7 bilhões
  • Sudeste: R$ 9,6 bilhões;
  • Centro-Oeste: R$ 7,2 bilhões;
  • Nordeste: R$ 3,2 bilhões;
  • Norte: R$ 1,7 bilhão

O levantamento aponta diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste registrou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão. Em seguida, o Centro-Oeste alcançou o montante de R$ 1,03 milhão.

No entanto, apesar da Região Sul registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.

Segmentação

Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões. O montante equivale a 33,5% do total concedido no período. Já o Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.

Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Do total, 23.478 foram operações de Cédulas de Produto Rural (CPRs) –  que são títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários.

Segundo o Mapa, as CPRs se destacaram com uma parcela significativa das contratações realizadas no bimestre. As Cédulas responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no período, o equivalente a 49,2% das operações. 

Os dados mostram que o volume superou as operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, o que representou 34,9% do total.

Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a mais da metade do custeio contratado (52,2%).

Já os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.

Em relação à comercialização da produção agropecuária no período, R$ 4 bilhões foram contratados em crédito. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Nas duas segmentações, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.

E as operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações. Por outro lado, o RenovAgro somou R$ 413 milhões.

Fontes de recursos

Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões.

Já a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões.

Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

A previsão de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Segundo o Mapa, os valores são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
 

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Geração 60+ chefia 32% dos lares brasileiros e enfrenta sobrecarga familiar e informalidade

Levantamento mostra que 21,6 milhões de domicílios são chefiados por pessoas com 60 anos ou mais, que também registram perda real de 4% nos rendimentos na última década

Geração 60+ chefia 32% dos lares brasileiros e enfrenta sobrecarga familiar e informalidade

Os brasileiros com 60 anos ou mais têm papel cada vez maior na gestão dos lares. Com renda média mensal de R$ 3.865,00, a mais alta do país, essa parcela da população chefia cerca de 21,6 milhões de domicílios. O número representa 32% dos lares brasileiros. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

O estudo identificou que o papel dos 60+ no orçamento familiar vem, em muitos casos, acompanhado de sobrecarga familiar. Além disso, há informalidade entre aqueles que trabalham.

Apesar da maior renda, o grupo não ganhou mais nos últimos anos. O levantamento aponta que entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais. Em contrapartida, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865,00 por mês, a Geração 60+ segue com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas. 

Chefia ou gestão compartilhada dos domicílios

Segundo a Nexus, as pessoas com 60 anos ou mais são responsáveis pela chefia ou gestão compartilhada do orçamento doméstico em 87% dos lares em que vivem.

O levantamento mostra, ainda, o papel da Geração 60+ na organização financeira das famílias. No estudo, o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destacou que a participação desse grupo na manutenção dos lares vai além dos benefícios, previdenciários ou não.

“A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observou Tokarski. 

Mercado de trabalho e informalidade

De acordo com a Nexus, 8,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estão no mercado de trabalho. O número representa 24,4%. Do total, mais da metade é empreendedora (50,6%) – equivalente a 4,3 milhões de pessoas.

O relatório evidencia que a maior parte das atividades acontece sem formalização. Considerando trabalhadores por conta própria e empregadores, 72% dos empreendedores 60+ atuavam sem CNPJ em 2025, totalizando 3,1 milhões de pessoas. 

Número de pessoas 60+ morando sozinhas cresce

Em uma década, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais vivendo sozinhas cresceu 75%. O movimento é liderado pelas mulheres, que representam 62% do total.

Os dados identificaram que a maior parcela dos chefes de domicílio da Geração 60+ não mora sozinha. Apenas 32% das pessoas dessa faixa etária que chefiam seus domicílios vivem por conta própria, já nos outros 68%, há duas ou mais pessoas morando na mesma residência.

No recorte regional, o maior número de 60+ que moram sozinhas está concentrado nas regiões Sudeste e Nordeste, 4,7 milhões de pessoas – o equivalente a 72,6% do grupo. 

As mulheres são maioria em praticamente todas as regiões e chegam a representar 67% das pessoas 60+ que vivem sozinhas no Sul. A única exceção é a Região Norte, onde há equilíbrio entre homens e mulheres: cada grupo representa 50% das pessoas 60+ que moram sozinhas. 

Entre as unidades da Federação, as mulheres são maioria em 23 das 27 UFs. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 45% desse contingente – o que representa 2,89 milhões de pessoas. 

Metodologia

O levantamento foi baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A análise da Nexus considerou dados de 2015 a 2025 sobre renda, composição e chefia dos domicílios, arranjos de moradia e participação da população com 60 anos ou mais no mercado de trabalho. 
 

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Goiás tem prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês com restrição da UE à carne brasileira

Fieg aponta impacto sobre frigoríficos e recomenda busca por mercados alternativos

Goiás tem prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês com restrição da UE à carne brasileira

A suspensão das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia (UE) deve gerar um prejuízo estimado em US$ 16,8 milhões por mês aos exportadores de Goiás. A projeção é de uma análise de impacto elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)

Segundo a entidade, em 2025, Goiás exportou US$ 190 milhões em produtos de origem animal para o mercado europeu. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 96 milhões, cerca de 14% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. As carnes bovinas responderam por 90% das exportações de 2025, o equivalente a US$ 171 milhões

A análise da Fieg estima que o potencial de exportação perdido entre setembro e dezembro de 2026 seja de US$ 3,83 milhões por mês. Para 2027, a projeção é de US$ 11,5 milhões mensais. Somados, os valores indicam um impacto potencial de US$ 16,8 milhões por mês, equivalente a 8,1% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal

Entre os frigoríficos que devem ser mais afetados estão unidades da JBS, em Mozarlândia, e da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. Segundo a Fieg, as duas empresas têm produção destinada ao mercado europeu de maior valor agregado

Restrição europeia

Desde 3 de setembro, produtos brasileiros como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo (aquicultura), mel, equinos, ovos e envoltórios (tripas) estão restritos de entrar no mercado europeu. A medida decorre da aplicação do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece restrições ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal, incluindo antibióticos

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que as exigências estão sendo efetivamente cumpridas ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais até o abate. 

Em nota, o analista econômico da Fieg, Saulo Nogueira, afirma que a medida pode levar outros países a questionarem as condições de produção e a situação sanitária dos produtos brasileiros, com risco de redução ou até interrupção das importações

“Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a questionarem a decisão e a adotarem posturas semelhantes, como no caso da Noruega, que também anunciou a mesma restrição por precaução”, destaca.

No setor de carne de frango, a expectativa é de que a suspensão seja revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia. Para a carne bovina, no entanto, o período de restrição pode ser mais longo

O produto brasileiro pode permanecer fora do mercado europeu até meados de 2028, em razão do tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências. O ciclo de vida dos bovinos pode durar de 24 a 36 meses. Por isso, ainda não há previsão de uma auditoria europeia específica, já que o Brasil ainda não teria animais com o ciclo completo após a adoção do novo protocolo. 

A sanção deve permanecer em vigor até que o país consiga comprovar o cumprimento das exigências documentais ao longo de todo o ciclo produtivo. 

“Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira”, salienta Saulo Nogueira.

Mercados alternativos

Segundo a Fieg, as exportações de produtos de origem animal de Goiás e do Brasil para a União Europeia estão em trajetória de crescimento desde 2023. Por isso, a federação avalia que o impacto comercial da restrição sobre o estado pode ser ainda maior do que o estimado inicialmente

Como alternativa, a federação recomenda que os exportadores goianos busquem diversificar os mercados de destino e redirecionem parte da produção para a China, maior compradora de carne bovina brasileira, além dos Estados Unidos, que vêm ampliando as importações. 

A Fieg também cita oportunidades em mercados asiáticos, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, como alternativas para reduzir a dependência do mercado europeu. 

Medidas e recomendações

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal no país e estabelece novos procedimentos de controle para a certificação sanitária

Desde 3 de setembro, os produtos de origem animal destinados ao mercado europeu só recebem a certificação sanitária internacional mediante comprovação do cumprimento das exigências da União Europeia. O Mapa também se comprometeu a encaminhar ao bloco a documentação atualizada e a reforçar os mecanismos de controle

Para a Fieg, o setor bovino de Goiás deve destacar ativos que podem facilitar a adaptação às exigências europeias, entre eles a rastreabilidade individual pelo Sisbov, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e a estrutura de controle sanitário reconhecida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa)

A federação recomenda ainda que os exportadores:

  • conheçam detalhadamente as exigências europeias, 
  • adequem os processos de produção e certificação, 
  • planejem as operações com antecedência,
  • ampliem a busca por mercados alternativos no exterior. 

Segundo a entidade, a estratégia pode reduzir os impactos da restrição e diminuir a dependência do mercado europeu

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