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Educação

SP: SESI abre 8 mil vagas gratuitas para EJA Profissionalizante no estado; confira cursos oferecidos

A iniciativa é voltada para jovens com idade entre 18 e 29 anos que não concluíram a Educação Básica. A metodologia disponibiliza 80% dos estudos a distância

SP: SESI abre 8 mil vagas gratuitas para EJA Profissionalizante no estado; confira cursos oferecidos

O Serviço Social da Indústria (SESI) está com 8 mil vagas abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) Profissionalizante, em São Paulo. O acesso é gratuito, oferecido pelo programa SEJA PRO+ Trabalho e Emprego. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site do SESI-SP para o ingresso da primeira turma, que vai começar em fevereiro de 2026. 



O objetivo da iniciativa é oferecer uma oportunidade para que jovens, com idade entre 18 e 29 anos, concluam a Educação Básica, se qualifiquem tecnicamente e ampliem o acesso ao mundo do trabalho. É o que explica o superintendente de Educação do SESI Nacional, Wisley Pereira.



“O programa oferta cursos técnicos de qualificação, alinhados diretamente com a demanda da indústria. O objetivo desse programa só será atingido com a empregabilidade dessa juventude de 18 a 29 anos. É um programa pelo qual queremos devolver para esse público um direito que não foi adquirido na idade correta. Não só em relação à escolarização, mas também acesso ao emprego”, destaca.



“Também estamos focando naqueles trabalhadores da indústria que estão empregados, mas que não concluíram a Educação Básica. A ideia é que possa terminar sua escolarização e melhorar sua qualificação técnica profissional e ter um crescimento dentro da própria instituição na qual ele atua”, complementa Pereira.

O programa foi lançado no último dia 20 de outubro pelo Serviço Social da Indústria e Conselho Nacional do SESI (CN-SESI), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Inicialmente, as vagas estão disponíveis em 36 unidades do SESI-SP localizadas em 35 municípios paulistas e na capital. (ver lista abaixo). 

Confira os endereços das unidades do SESI-SP: 

  • ARARAQUARA (SP): AV. OCTAVIANO ARRUDA CAMPOS, 686, BAIRRO JARDIM FLORIDIANA           
  • ARARAS (SP): AV. MELVIN JONES, 2600, BAIRRO HEITOR VILLA LOBOS 
  • BAURU (SP): RUA RUBENS ARRUDA, 8-50, BAIRRO ALTOS DA CIDADE
  • BIRIGUI (SP): AV. JOSÉ AGOSTINHO ROSSI, 620, BAIRRO JARDIM PINHEIROS     
  • CAMPINAS (SP): AV. DAS AMOREIRAS, 450, BAIRRO PARQUE ITÁLIA    
  • COTIA (SP): RUA MESOPOTÂMIA, 300, BAIRRO MOINHO VELHO     
  • DIADEMA (SP): AV. PARANAPANEMA, 1500, BAIRRO TABOÃO
  • FRANCA (SP): AV. SANTA CRUZ, 2870, BAIRRO JARDIM CENTENÁRIO    
  • GUARULHOS (SP): RUA BENEDICTO CAETANO DA CRUZ, 100, BAIRRO  
  • ITAPETININGA (SP): AV. PADRE ANTONIO BRUNETTI, 1360, BAIRRO VILA RIO BRANCO        
  • ITU (SP): RUA JOSÉ BRUNI, 201, BAIRRO CENTRO        
  • JACAREÍ (SP): RUA ANTÔNIO FERREIRA RIZZINI, 600, BAIRRO JD. ELZA MARIA            
  • JAÚ (SP): AV. JOÃO LOURENÇO PIRES DE CAMPOS, 600, BAIRRO JARDIM PEDRO OMETTO           
  • LIMEIRA (SP): AV.  MAJOR JOSÉ LEVY SOBRINHO, 2415, BAIRRO ALTO DA BOA VISTA          
  • MARÍLIA (SP): AV. JOÃO RAMALHO, 1.306, BAIRRO JARDIM CONQUISTA 
  • MAUÁ (SP): AV. PRESIDENTE CASTELO BRANCO, 237, BAIRRO JARDIM ZAIRA
  • MOGI DAS CRUZES (SP): RUA VALMET, 171, BAIRRO BRÁS CUBAS       
  • MOGI GUAÇU (SP): RUA EDUARDO FIGUEIREDO, 300, BAIRRO PARQUE ZANIBONI III
  • OSASCO (SP): RUA CALIXTO BARBIERI, 23/83, BAIRRO I.A.P.I           
  • PRESIDENTE PRUDENTE (SP): AVENIDA IBRAIM NOBRE, 585, BAIRRO PARQUE FURQUIM    
  • RIBEIRÃO PRETO (SP): RUA DOM LUIZ DO AMARAL MOUSINHO, 3465, BAIRRO CASTELO BRANCO      
  • RIO CLARO (SP): AV. M-29, 441, BAIRRO JARDIM FLORIDIANA         
  • JUNDIAÍ (SP): AVENIDA ANTÔNIO SEGRE, 695, BAIRRO JARDIM BRASIL 
  • SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP): RUA SUÉCIA, 900, BAIRRO ASSUNÇÃO     
  • SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP): AV. CIDADE JARDIM, 4389, BAIRRO BOSQUE DOS EUCALIPTOS          
  • SANTO ANDRÉ (SP): PRAÇA DR. ARMANDO ARRUDA PEREIRA, 100, BAIRRO SANTA TEREZINHA
  • SANTOS (SP): AV. NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, 366, BAIRRO JARDIM SANTA MARIA           
  • SÃO CARLOS (SP): RUA CEL. JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA SALES, 1325, BAIRRO VILA IZABEL
  • SERTÃOZINHO (SP): RUA JOSÉ RODRIGUES GODINHO, 100, BAIRRO COHAB MAURÍLIO BIAGI
  • SOROCABA (SP): RUA DUQUE DE CAXIAS, 494, BAIRRO MANGAL 
  • SUZANO (SP): AV. SENADOR ROBERTO SIMONSEN, 550, BAIRRO JARDIM IMPERADOR        
  • TATUÍ (SP): AVENIDA SÃO CARLOS, 900, BAIRRO VILA DOUTOR LAURINDO
  • SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP): AV. DUQUE DE CAXIAS, 4656, BAIRRO VILA ELVIRA  
  • SÃO PAULO (SP): RUA BOM PASTOR, 654, BAIRRO IPIRANGA          
  • SÃO PAULO (SP): RUA CARLOS WEBER, 835, BAIRRO VILA LEOPOLDINA
  • SÃO PAULO (SP): RUA DEODATO SARAIVA DA SILVA, 110, BAIRRO A.E. CARVALHO (PARQUE DAS PAINEIRAS)

Além do estado de São Paulo, o programa também será lançado em outras unidades da federação ainda este ano, como no Ceará, em 4 de novembro, e em Santa Catarina, em 26 de novembro. Ao todo, mais de 25 mil estudantes serão beneficiados.

EJA Profissionalizante: cursos


A EJA Profissionalizante ofertada pelo SESI-SP abrange os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, em parceria com o SENAI-SP.  Confira a lista de alguns cursos disponíveis:

  • Almoxarife
  • Assistente de RH
  • Assistente de controle de qualidade
  • Controlador e Programador de produção
  • Costureiro sob medida
  • Desenhista de moda
  • Eletricista Instalador Residencial
  • Inspetor de Qualidade
  • Operador de computador
  • Pintor Imobiliário

De acordo com o SESI-SP, essa oferta visa atender as necessidades dos jovens com foco na elevação da escolaridade e na empregabilidade. A metodologia utilizada valoriza as experiências de vida dos estudantes, além de ser flexível com 80% dos estudos à distância.

 Lançamento do SEJA PRO+ Trabalho e Emprego 
O lançamento do programa SEJA PRO+ em São Paulo foi realizado na Escola SESI São Bernardo do Campo.

O evento contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Para ele, essa união de esforços dá condições para o cidadão continuar evoluindo no mundo do trabalho.

“O estudo é a chave que abre portas. É fundamental que o trabalhador esteja preparado para enfrentar o mercado de forma atualizada para acessar as melhores oportunidades. Com emprego de qualidade e salário digno, ele pode planejar sua vida com mais segurança, autonomia e dignidade”, destacou Marinho.



O evento também contou com a presença do secretário Nacional da Juventude, Ronald Sorriso; do presidente do CN-SESI, Fausto Augusto Junior; do diretor superintendente do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol; e do superintendente do SESI São Paulo, Alexandre Pflug.

Na avaliação do diretor superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól, a iniciativa contribui para a reintegração de jovens e adultos ao sistema educacional, por meio da ampliação do acesso à formação básica e técnica.



“O nosso principal compromisso é proporcionar novas oportunidades para que jovens e adultos tenham acesso a uma educação de qualidade, possibilitando uma inserção produtiva ao mundo do trabalho”, afirmou. 

Após a conclusão dos cursos, o SESI vai encaminhar ao ministério as informações dos estudantes formados para que eles sejam inscritos nas agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE), com o objetivo de agilizar a inserção desses profissionais no mercado de trabalho. 

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Educação

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Rede de educação tem oportunidades da Educação Infantil ao Ensino Médio e EJA; confira as oportunidades por estado

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027 em diferentes estados brasileiros. As oportunidades incluem bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria, conforme os critérios estabelecidos por cada departamento regional.

A oferta varia de acordo com a unidade e pode abranger Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os interessados devem consultar os canais oficiais do Serviço Social da Indústria (SESI) em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.

Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.

Ensino com foco em ciência, tecnologia e inovação

A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.

Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.

“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente”, afirma.

Confira as oportunidades por estado

  • Alagoas

As Escolas SESI Alagoas já iniciaram o processo de matrícula e anunciaram a ampliação da unidade Benedito Bentes, em Maceió, que passará a atender estudantes a partir do 3º ano do Ensino Fundamental.

A rede oferece descontos para matrículas antecipadas: até 25% na primeira parcela e 30% para ingressantes na 1ª série do Ensino Médio. O material didático está incluído na mensalidade.

Outras informações estão disponíveis no site das Escolas SESI Alagoas.

  • Bahia

A Escola SESI Bahia abriu inscrições para 295 bolsas integrais destinadas a novos estudantes da 1ª série do Ensino Médio com Formação Técnica e Profissional em 2027. As oportunidades estão distribuídas em 11 escolas de nove municípios baianos.

Desse total, 35 bolsas são destinadas à unidade de Jequié, que será inaugurada em 2027. A escola terá 216 vagas, do 6º ano do Ensino Fundamental à 1ª série do Ensino Médio, com atividades de robótica educacional e incentivo à iniciação científica.

Podem concorrer às bolsas candidatos cuja renda familiar líquida seja de até 2,5 salários mínimos. As inscrições são gratuitas e vão até 22 de outubro, às 23h59, no horário de Brasília. O prazo pode ser encerrado antecipadamente caso seja atingido o limite de inscritos por curso. A prova presencial está prevista para 22 de novembro.

Consulte o edital e faça sua inscrição no site da Escola SESI Bahia.

  • Tocantins

O SESI Tocantins abriu inscrições para 38 vagas gratuitas em 2027, com isenção das taxas de matrícula e das mensalidades, além de material didático gratuito. Todas as vagas são para o turno vespertino, com aulas das 13h às 18h20.

Em Araguaína, são oito vagas para a 1ª série do Ensino Médio. Em Palmas, há oito vagas para a 2ª série, no itinerário de Ciências Humanas e Linguagens. Já Gurupi oferece 14 vagas para a 1ª série do Ensino Médio e oito para o Ensino Fundamental, sendo duas para cada ano, do 6º ao 9º.

As oportunidades priorizam dependentes de trabalhadores da indústria e também contemplam famílias de baixa renda, conforme os critérios socioeconômicos e escolares previstos nos editais. A seleção inclui análise documental, provas de Linguagens e Matemática e redação.

As inscrições terminam em 22 de outubro em Palmas e Araguaína. Em Gurupi, as inscrições já encerraram no dia 21. As provas serão realizadas em 3 de novembro, em Gurupi, e em 13 de novembro, nas outras duas cidades.

As matrículas regulares também estão abertas à comunidade, conforme a disponibilidade de vagas. 

Consulte os editais de Gurupi, Palmas e Araguaína.

  • Distrito Federal

A Rede SESI-DF atende estudantes no Gama, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), em Sobradinho e em Taguatinga. A rede também conta com unidades reconhecidas como Microsoft Showcase Schools. No Ensino Médio, os estudantes podem optar por cursos técnicos do SENAI.

As matrículas antecipadas para a rede regular oferecem descontos de até 30%. Além disso, o SESI-DF anunciou 360 vagas gratuitas remanescentes destinadas a estudantes de baixa renda, sendo 284 para a 1ª série do Ensino Médio e 76 para o 6º ano do Ensino Fundamental. O edital prevê isenção das mensalidades e fornecimento gratuito de material didático.

Consulte as condições de matrícula e os editais no site do SESI-DF.

  • Goiás

O SESI Goiás abriu 13.390 vagas na educação básica. Para 2027, um dos destaques é a inauguração da Escola SESI SENAI Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia. O complexo recebeu investimento superior a R$ 70 milhões e terá capacidade para atender 1,3 mil novos alunos.

A rede também disponibiliza 800 bolsas de estudo, com foco no Ensino Médio, e 3.994 vagas gratuitas na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outra opção oferecida é o exame internacional de proficiência em inglês TOEFL.

Saiba mais em sesigoias.com.br/matriculas2027.

  • Mato Grosso do Sul

A Escola SESI ampliará sua presença em Mato Grosso do Sul e chegará a dez unidades em 2027, com a abertura de escolas em Rio Verde de Mato Grosso e Paranaíba.

A rede integra recursos tecnológicos e ações voltadas ao desenvolvimento socioemocional às atividades pedagógicas. Dependentes de trabalhadores da indústria têm acesso a condições especiais.

Consulte as opções de matrícula no site da Escola SESI de Mato Grosso do Sul.

  • Rio Grande do Sul

O SESI-RS oferece oportunidades da Educação Infantil ao Ensino Médio, além de atividades no Contraturno Tecnológico.

Entre os destaques estão as bolsas de estudo de até 100% para o Ensino Médio em turno estendido e para o contraturno. A prioridade é destinada a dependentes de trabalhadores da indústria.

Saiba mais em educacao.sesirs.org.br ou pelo WhatsApp: (51) 9226-3846.

  • Santa Catarina

O SESI-SC abriu matrículas para a nova Escola de Referência em Jaraguá do Sul, com inauguração prevista para fevereiro de 2027. Na primeira etapa, serão oferecidas 701 vagas, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

O prédio terá quatro pavimentos, 32 salas de aula, cozinha experimental e espaços destinados a oficinas de contraturno escolar nas áreas de robótica, games e invenções.

Consulte as condições de matrícula no site do SESI-SC.

  • Rio de Janeiro

As Escolas Firjan SESI estão com inscrições abertas para o processo de admissão de novos estudantes em 2027. A seleção é composta por três etapas: visita à escola, Avaliação Diagnóstica de Ingresso e preenchimento de questionário sobre a trajetória acadêmica e familiar do candidato.

Para participar, as famílias devem agendar uma visita à unidade de interesse e consultar a disponibilidade de vagas para a série desejada. A rede também oferece desconto de 40% para quem antecipa o pagamento da mensalidade de janeiro de 2027, conforme as condições estabelecidas pela escola.

Saiba mais em escolafirjansesi.com.br ou pelo telefone: 0800 0231 231.

  • São Paulo

O SESI-SP abriu as inscrições para beneficiários em 6 de outubro e para o público em geral em 19 de outubro. A participação de não beneficiários depende da disponibilidade de vagas nas unidades e nos anos escolares em que não houver demanda de candidatos das categorias prioritárias.

As novas vagas para o 1º ano do Ensino Fundamental estão distribuídas em 127 escolas. Para os demais anos escolares, a oferta depende da disponibilidade em cada uma das 137 unidades da rede.

Têm prioridade os filhos de trabalhadores de empresas industriais contribuintes do SESI-SP e os dependentes legais de funcionários do SESI-SP, SENAI-SP, FIESP, CIESP e IRS. Os demais candidatos podem ser atendidos conforme a disponibilidade de vagas após o atendimento das categorias prioritárias.

O ingresso na Educação Infantil e no 1º ano do Ensino Fundamental é definido por sorteio. Do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental e na 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, o preenchimento das vagas ocorre por processo seletivo.

Saiba mais em hotsite.sesisp.org.br/processoseletivo.

Rematrícula para 2027

Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.

A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.

O material didático integra a proposta pedagógica da rede, mas as condições de fornecimento podem variar conforme o estado e a unidade. A orientação é confirmar, diretamente com a escola, as regras de matrícula e as eventuais despesas adicionais.

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Educação

WorldSkills: mais de 80% dos medalhistas brasileiros estudaram em escolas públicas

Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral da competição realizada em Xangai

WorldSkills: mais de 80% dos medalhistas brasileiros estudaram em escolas públicas

Mais de 80% dos brasileiros que conquistaram medalhas na WorldSkills Shanghai 2026 estudaram o Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, em escolas públicas. Dos 41 medalhistas da delegação brasileira, 33 passaram pela rede pública nessa etapa da educação, enquanto oito estudaram em escolas particulares.

A competição foi realizada em Xangai, na China, entre 22 e 27 de setembro, e reuniu cerca de 1,4 mil competidores de 70 países. Na classificação geral por pontos, o Brasil terminou em segundo lugar, atrás apenas da China. Os brasileiros conquistaram duas medalhas de prata, seis de bronze e 29 medalhas de excelência.

Entre os 71 competidores que representaram o país na competição, 76% vieram da rede pública de ensino. Os dados mostram a presença da formação técnica na trajetória educacional de jovens que chegaram à etapa internacional da WorldSkills.

No Brasil, a preparação para a competição é conduzida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Segundo o diretor-geral do SENAI, Leone Andrade, os resultados evidenciam a importância da integração entre a educação básica e a educação profissional.

“Quando conectamos a escola pública às trilhas técnicas do SENAI, ampliamos o acesso, desenvolvemos competências de alto nível e criamos caminhos concretos para o emprego de qualidade. Nosso compromisso é ampliar essas parcerias com estados e municípios, para que mais estudantes transformem potencial em carreira”, destaca.

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Na avaliação do superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Carlos Braguini, o desempenho dos participantes brasileiros reforça que a experiência desses jovens não se limita à participação na competição.

“Ter 33 dos nossos 41 estudantes medalhistas vindos de escolas públicas mostra a força da integração entre a educação pública e a formação profissional de excelência. Esse é o compromisso do SENAI: formar pessoas com autonomia para transformar suas vidas e contribuir para um país mais produtivo e com mais oportunidades”, pontua.

“É um país com muitos talentos espalhados de norte a sul do Brasil, que comprovam que ao receber educação de qualidade amplificam a sua capacidade de brilhar, seja numa competição internacional como essa, seja dentro do Brasil, seja na própria família, onde ao estudarem, ao irem para o mundo do trabalho e ao continuarem os estudos têm mais acesso à renda, ao trabalho, à emancipação e à autonomia”, complementa. 

Braguini considera ainda o ensino técnico e profissionalizante como um caminho para a inserção dos jovens no mercado de trabalho e para o desenvolvimento de talentos. Segundo ele, a formação também permite que os estudantes façam escolhas mais conscientes sobre suas carreiras.

Para o superintendente, a experiência prática adquirida durante a formação ajuda a dar sentido à continuidade dos estudos e aproxima o aprendizado na graduação e na pós-graduação dos desafios encontrados no trabalho.

Maior delegação brasileira da história da WorldSkills

Os jovens brasileiros que participaram da WorldSkills têm entre 18 e 24 anos. A delegação enviada a Xangai foi a maior já formada pelo Brasil na história da competição e teve representantes nas 64 ocupações disputadas.

A seleção começou nas escolas e passou por etapas estaduais e pela disputa nacional. As provas foram elaboradas com base em situações relacionadas aos desafios encontrados no mercado de trabalho. Os competidores selecionados chegaram à etapa internacional para representar o Brasil na competição.

Vale destacar que aproximadamente 66% dos participantes são oriundos da gratuidade regimental, que garante vagas sem custo em cursos de educação profissional financiados pelo SENAI.

Ao todo, a comitiva brasileira contou com 209 pessoas. Do total, 71 são competidores — 62 do SENAI e nove do Senac —, 64 são experts, profissionais que atuaram como técnicos e árbitros; seis são team leaders, responsáveis pela organização dos grupos e pelos processos burocráticos; e 46 são intérpretes e tradutores, além das equipes de apoio técnico e comunicação.

SENAI

O SENAI atua na formação profissional e na área de inovação tecnológica. Desde a fundação, em 1942, a instituição já qualificou mais de 95,3 milhões de trabalhadores.

Presente nos 26 estados e no Distrito Federal, o SENAI disponibiliza cursos técnicos, de aprendizagem, graduação e pós-graduação, além de soluções em tecnologia para a indústria.

A instituição registra mais de 3,2 milhões de matrículas por ano e mantém uma rede de 1.034 unidades escolares.
 

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Educação

Escolaridade brasileira não acompanha demanda por profissionais qualificados, aponta CNI

Estudo alerta que baixos níveis de aprendizagem e formação insuficiente em áreas STEM limitam produtividade e inovação na indústria

Escolaridade brasileira não acompanha demanda por profissionais qualificados, aponta CNI

O aumento da escolaridade dos brasileiros nas últimas décadas não foi suficiente para acompanhar a crescente demanda por profissionais qualificados. Embora o país tenha ampliado o acesso à Educação Básica e ao Ensino Superior, os baixos níveis de aprendizagem e a limitada produtividade do trabalho ainda representam obstáculos à competitividade da indústria brasileira. 

As informações são do estudo “Uma Revolução na Educação Brasileira: Propostas para uma agenda STEM integrada da base ao ensino superior” elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

O documento defende que a educação deve ser tratada como uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento do país. A análise alerta que, apesar da expansão do acesso à escola, o Brasil ainda convive com uma “escolaridade sem aprendizagem suficiente”, cenário que pode comprometer a preparação do país para as transições digital e verde. 

O coordenador técnico do estudo, Rafael Grilli Felizardo, destaca o impacto da falta de profissionais qualificados sobre a capacidade de inovação da indústria. 

“As fábricas estão se automatizando, adotando inteligência artificial e correndo para reduzir suas emissões. Comprar tecnologia é a parte fácil. A questão é que a máquina só traz produtividade se tivermos pessoas preparadas para operar, consertar e melhorar essa tecnologia”, ressalta. 

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, as transformações tecnológicas exigem uma mudança na forma como a educação é encarada ao longo da vida profissional. 

“A antiga fórmula de estudar, conseguir um emprego e aposentar-se foi destroçada pelas transformações tecnológicas. Hoje, a educação precisa ser o sistema operacional de toda a vida do trabalhador. A nova etapa do desenvolvimento brasileiro dependerá da nossa capacidade de transformar conhecimento em inovação e em produtividade“, afirma.

Crise na Educação Básica

Segundo o estudo, a baixa aprendizagem na Educação Básica é um dos principais entraves à formação de profissionais qualificados no país. 

O documento apresenta dados do Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS 2021), que avalia a compreensão de leitura de alunos do 4º ano do Ensino Fundamental. No levantamento mais recente, o Brasil ficou na 52ª posição entre 57 países ou regiões avaliadas. Cerca de 38% das crianças brasileiras não atingiram sequer o nível básico de leitura.

O cenário também é preocupante em matemática. Na edição de 2023 do Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (TIMSS), 62% dos estudantes brasileiros do 8º ano ficaram abaixo do nível básico de proficiência em matemática, enquanto a média internacional foi de 19%. Apenas 1% alcançou o nível máximo de desempenho. 

O déficit de aprendizagem permanece entre os estudantes mais velhos. Segundo o PISA 2022, 73% dos brasileiros de 15 anos avaliados ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência em matemática. O resultado é pior do que o registrado em países vizinhos como Chile, Uruguai e Colômbia.

Em leitura, 50% dos estudantes brasileiros apresentaram desempenho insuficiente, enquanto, em ciências, o percentual chegou a 55%. No outro extremo, menos de 3% alcançaram os níveis mais altos de proficiência em matemática e menos de 6% em ciências. 

Baixa formação em áreas STEM 

Além das deficiências de aprendizagem na Educação Básica, o estudo aponta que o Brasil ainda forma poucos profissionais em áreas consideradas estratégicas para uma economia cada vez mais tecnológica. No Ensino Superior, o gargalo aparece principalmente nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês). 

Em 2023, apenas 15,6% dos diplomados brasileiros em cursos de bacharelado se formaram nessas áreas. O resultado colocou o Brasil na 47ª posição entre 48 países com dados disponíveis no relatório Education at a Glance, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A formação de professores nessas áreas também apresenta queda. O número de concluintes de licenciaturas em Biologia, Computação, Física, Matemática e Química caiu de 36 mil, em 2010, para 28 mil, em 2024. 

Para a CNI, ampliar a formação de profissionais nessas áreas é necessário não apenas para atender à demanda do setor produtivo, mas também para fortalecer o ensino de matemática, ciências e computação desde a Educação Básica. 

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação feminina nas carreiras tecnológicas. Em 2024, as mulheres representaram 26% dos concluintes de Engenharia e 19% dos formandos em Computação e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Na Engenharia, a participação feminina também recuou em relação a 2018, quando as mulheres representavam 32% dos concluintes.

Recomendações da CNI

Para que o país possa avançar em termos de produtividade, inovação e renda, o estudo propõe uma agenda integrada, da Educação Básica ao Ensino Superior, com ações voltadas à melhoria da aprendizagem, à formação de professores, à expansão do ensino técnico e ao desenvolvimento de competências necessárias às transições digital e verde.

A análise também defende que os recursos destinados à educação sejam articulados de acordo com os resultados que se pretende alcançar, em vez de serem tratados como programas isolados. 

A CNI organiza as propostas em quatro frentes de atuação, com o objetivo de aproximar a formação dos estudantes das necessidades do setor produtivo e preparar os trabalhadores para as transformações tecnológicas e ambientais: 

  • Financiamento orientado a resultados: articular recursos já existentes, como Fundeb, Salário-Educação, Sistema S e Juros por Educação, direcionando-os para a melhoria da aprendizagem, a permanência dos estudantes e a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT); 
  • Valorização e formação docente: fortalecer a formação inicial e continuada de professores e incorporar competências digitais, metodologias baseadas em projetos, cultura maker e pensamento computacional; 
  • Expansão da Educação Profissional e Tecnológica: ampliar a oferta de formação técnica articulada ao Ensino Médio e aproximá-la das demandas do setor produtivo. Na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a proposta inclui formatos flexíveis, módulos curtos, reconhecimento de conhecimentos prévios e certificações intermediárias; 
  • Competências para as transições digital e verde: ampliar a formação em áreas ligadas à digitalização e desenvolver cursos e microcredenciais voltados à eficiência energética, economia circular, bioeconomia e descarbonização, além de promover a requalificação (reskilling) e o aperfeiçoamento (upskilling) dos trabalhadores.

“O tempo corre. A criança que está sendo alfabetizada hoje só vai chegar ao mercado de trabalho na próxima década. E é por isso que as mudanças precisam ser um projeto de país, capazes de maturar ao longo do tempo e sobreviver a ciclos políticos”, afirma Felizardo.

O estudo completo está disponível na página de Publicações do Portal da Indústria. 

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