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Salão do Turismo: trilhas e pesca sustentável impulsionam turismo comunitário em várias regiões do Brasil

Experiências apresentadas no Salão do Turismo evidenciam geração de renda, preservação ambiental e protagonismo das comunidades locais

Salão do Turismo: trilhas e pesca sustentável impulsionam turismo comunitário em várias regiões do Brasil

O turismo de base comunitária, que une preservação ambiental e geração de renda em territórios locais, foi um dos principais temas discutidos durante o Salão do Turismo, realizado em Fortaleza, no Ceará.

Em diferentes painéis, especialistas apresentaram experiências que mostram como trilhas de longa distância e o turismo de pesca sustentável vêm transformando realidades em áreas rurais, comunidades tradicionais e regiões de alta relevância ambiental.

As discussões destacaram ainda que o crescimento do turismo de natureza tem se consolidado como alternativa econômica em territórios como a Serra da Ibiapaba e a Amazônia, com forte participação das comunidades locais na gestão e nos benefícios das atividades.

Na avaliação de Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo (MTur), o setor tem buscado ir além da visitação convencional, dando maior destaque para o que temos de melhor no Brasil.

“A gente tem um grande potencial aqui no Brasil para explorar e é isso que a gente está fazendo por meio dessa política pública, ampliando esses percursos para que o turista possa, não ir para fora, mas conhecer dentro do país as melhores trilhas do mundo, que com certeza estão aqui”, pontuou.

Trilhas de longo curso

Um dos painéis reuniu representantes de diferentes rotas brasileiras de caminhada, como a Caminhos da Ibiapaba (Ceará e Piauí), a Trilha Amazônia Atlântica (Pará) e o Caminho da Fé (Minas Gerais e São Paulo). As iniciativas conectam municípios, unidades de conservação e comunidades locais por meio de percursos de longa distância.

Atualmente, o Brasil conta com 22 trilhas homologadas pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, iniciativa federal voltada à integração de paisagens e à promoção do turismo sustentável.

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De acordo com os participantes, essas rotas têm impulsionado economias locais por meio de hospedagem familiar, alimentação, produção artesanal e serviços de condução turística, além de fortalecerem vínculos de pertencimento nas comunidades envolvidas.

“O turismo de base comunitária é o que hoje o turista está buscando cada vez mais”, afirmou Waldemar Justo, gestor do Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no sudeste do estado do Piauí. Ele destacou que os percursos “agregam pertencimento dentro de uma comunidade local, além de gerar emprego e renda para as famílias”, destacou.

“São vários empregos indiretos que são gerados, e a parte de empreendedorismo mesmo, que é a parte do turismo de base comunitária, geração de parte de hospedagem na casa dessas comunidades ou até mesmo que começaram a construir alguns campings dentro dessas comunidades para recepcionar esses visitantes”, complementou Justo.

Já o diretor de planejamento da Trilha Amazônia Atlântica, Júlio Meyer, ressaltou o papel da tecnologia no desenvolvimento das rotas. “Toda trilha que nasce hoje, já nasce com aplicativo e site. Isso é maravilhoso e essencial para o turismo de base comunitária”, disse, citando a Plataforma eTrilhas.

No caso do Caminho da Fé, que liga o Santuário Nacional de Aparecida a cidades do interior paulista e mineiro, a coordenadora Ana Paula Rinaldi destacou a internacionalização da rota e a formação de redes empreendedoras ao longo do trajeto. O percurso conta com sinalização a cada dois quilômetros e já está presente em plataformas internacionais de caminhadas.

“A minha cidade é antes do Caminho da Fé e depois do Caminho da Fé”, afirmou Ana Paula Rinaldi, ao comentar os impactos sociais e econômicos percebidos nas comunidades.

Pesca esportiva e sustentabilidade

Outro eixo do debate tratou do turismo de pesca esportiva na Região Norte, especialmente nos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá. As experiências mostram como a atividade pode contribuir para a conservação ambiental e para a geração de renda em comunidades ribeirinhas.

Dados apresentados pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas indicam que o estado recebe cerca de 35 mil turistas ligados à pesca esportiva, dentro de um universo de aproximadamente 405 mil visitantes.

“Para ter nossa floresta de pé, a gente precisa conservar. A pesca esportiva tem essa força”, destacou Ana Cláudia, diretora de marketing do órgão, ao reforçar a relação entre preservação ambiental e atividade turística.

O painel contou ainda com a participação de representantes da Secult Roraima, Secult Amapá e da FishTV, além de Alexandre Resende. O grupo reforçou a importância da participação das comunidades na construção dos produtos turísticos.

Lariessa Moura, coordenadora do Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do Ministério da Pesca e Aquicultura, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento do pescador amador e à construção do Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva. 

Sobre o evento

O Salão do Turismo foi promovido pelo Ministério do Turismo, com apoio do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza. O evento, realizado entre os dias 7 e 9 de maio, reuniu experiências das 27 unidades da Federação e combinou cultura, gastronomia, artesanato e inovação, funcionando como vitrine do turismo brasileiro.
 

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Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato

Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de gestão; Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concedeu vista coletiva e retomará a discussão nesta quarta-feira (4)

Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou a votação do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026, que permite a governadores e prefeitos contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de mandato. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou relatório favorável ao projeto. 

Após debate, foi concedida vista coletiva e a reunião deve ser retomada nesta quarta-feira (4). A previsão da nova reunião consta na agenda legislativa no site oficial do Senado Federal.

De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), a proposta altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções.

O projeto acrescenta uma nova possibilidade: operações destinadas exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá resultar em aumento do endividamento nem permitir a liberação de recursos para outras despesas.

Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos.

Relator da proposta, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou a necessidade de cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e defendeu a análise rápida do texto.

Durante a discussão, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) considerou a proposta importante, especialmente para estados com alto nível de endividamento.

O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A reunião foi presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

A reunião de terça-feira (3) foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta-feira (4).
 

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Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores

O PL 2.830/2019 prevê que o trabalhador poderá se opor ao pagamento por e-mail ou aplicativos de mensagens; proposta aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores

A recusa da contribuição sindical pelos trabalhadores poderá ser simplificada, como prevê o projeto de lei (PL 2.830/2019). Pela proposta, os trabalhadores poderão se opor ao pagamento por e-mail ou por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. O texto aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

A redação original, apresentada pelo senador Styvenson Valentim (Pode-RN) em 2019, previa redução do prazo para execução de dívidas trabalhistas de 45 para 15 dias. Porém, na CCJ, a proposta ganhou do relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), dispositivos para regulamentar a possibilidade de recusa da contribuição assistencial devida a sindicatos.

No parecer, Marinho destacou que a oposição ao pagamento será simplificada, podendo ocorrer até mesmo via e-mail ou mensagem instantânea, como por WhatsApp, além de pessoalmente, desde que por escrito.

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um pedido para suprimir as regras sobre a recusa à contribuição assistencial e manter apenas a parte processual das execuções trabalhistas. A emenda apresentada por Paim foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora a CCJ precisa votar o relatório relacionado à emenda para retornar a proposta à pauta do Plenário.

Em Plenário, em votação final, os senadores decidirão o texto que seguirá para a Câmara dos Deputados. 

Ausência de regras claras sobre o direito de recusa

No voto, Marinho ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como constitucional a cobrança até mesmo de não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Apesar disso, o parlamentar salientou no relatório a ausência de regras claras de como exercer esse direito.

O senador tambpem defendeu que as normas propostas no projeto devem propiciar segurança jurídica para que os trabalhadores, inclusive os membros não associados, tenham o direito individual de oposição respeitado.

O texto está pronto para integrar a pauta na CCJ.
 

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Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV

INCC-M acelera em relação a setembro, quando avançou 0,25%, e acumula alta de 6,75% em 12 meses

Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV

O custo da construção no país subiu 0,35% em outubro, mais do que os 0,25% de setembro, de acordo com o INCC-M, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 27 de outubro. O índice acumula alta de 6,75% em 12 meses e de 6,23% no ano.

Materiais e serviços puxam a alta

O avanço do índice veio dos materiais, equipamentos e serviços, grupo que subiu 0,40% em outubro, ante 0,17% em setembro. Dentro dele, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para os materiais para estrutura, que saltaram de 0,07% para 0,72%. Os serviços também aceleraram, de 0,15% para 0,31%, com o item projetos subindo de 0,10% para 0,44%.

A mão de obra seguiu caminho contrário e perdeu força: o grupo avançou 0,27% em outubro, depois de 0,37% em setembro.

Itens que mais subiram

Entre os itens de maior impacto de alta no mês estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).

Cinco de sete capitais aceleram

Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aumento no custo da construção em outubro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro repetiu a taxa do mês anterior, de 0,20%.

Em São Paulo, o custo da construção subiu 0,34% em outubro. A capital paulista acumula alta de 6,88% no ano e de 7,60% em 12 meses, acima da média nacional no período.

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