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No Salão do Turismo, brasileiro que conheceu 196 países em tempo recorde aponta crescimento do setor no Brasil

Robson Jesus compartilhou no evento os desafios da viagem, a conquista do Guinness e a aposta no potencial turístico do Brasil

No Salão do Turismo, brasileiro que conheceu 196 países em tempo recorde aponta crescimento do setor no Brasil

De vendedor de objetos da própria casa a recordista mundial de viagens, o influenciador Robson Jesus emocionou o público do Salão do Turismo, em Fortaleza, ao contar como saiu da periferia de Osasco para conhecer todos os países do mundo em tempo recorde.

No último dia 9 de maio, durante o evento realizado pela primeira vez no Nordeste, Robson participou do painel “Turismo na Prática” e compartilhou os bastidores da jornada que o levou aos 196 países do planeta em apenas 2 anos e 42 dias — marca reconhecida oficialmente pelo Guinness Book em outubro de 2024.

A viagem começou na Tailândia e terminou no Brasil. Segundo ele, o objetivo sempre foi mostrar que pessoas de origem humilde também podem alcançar grandes sonhos.

“Ninguém acreditava! Comecei a vender tudo o que eu tinha na minha casa. Vendi geladeira, vendi fogão, vendi moto. Minha mãe achava que eu estava louco. Juntei quase R$ 90 mil. Era tudo o que eu tinha na vida. Noventa mil para uma viagem orçada em R$ 500 mil. Parei, pensei: ‘beleza!’ Agora só faltam R$ 410 mil. Vamos lá!”, contou Robson.

Nascido em Osasco, o influenciador relembrou as dificuldades do início da viagem. Para economizar, dividia quartos de hostel com dezenas de pessoas e recorria a refeições mais baratas.

“Dividia hostel com 20 pessoas. Comi bastante fast food para economizar. Mas depois de dez meses, já tinha feito meu primeiro milhão de reais. Só com celular. Comecei a criar conteúdo na internet, a fazer vídeos. Passei a receber diversos convites de empresas”, comentou.

Ao longo do percurso, Robson visitou 35 países das Américas, 49 da Europa, 54 da África, 44 da Ásia e 14 da Oceania. Entre todos os destinos, ele destacou três favoritos: Tailândia, pelas paisagens naturais; Japão, pela cultura; e Vietnã, pela culinária.

Turismo de experiência

Durante o painel, o influenciador também falou sobre o crescimento do chamado turismo de experiência — modalidade em que o viajante busca vivências marcantes além dos pontos turísticos tradicionais.

“Aquele país, aquela cidade que oferece mais que o destino proporciona, se destaca. As pessoas estão em busca de uma experiência inesquecível. Uma culinária surpreendente, uma natureza exuberante, uma cultura pulsante e viva. Tudo ajuda a transformar o roteiro. Eu já visitei muitas cavernas, dormi numa casa na árvore… As pessoas querem ter boas histórias para contar”, apontou.

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Robson afirmou ainda que ficou impressionado com o debate sobre o setor durante o Salão do Turismo, em Fortaleza.

“Foi um prazer muito grande estar aqui, fomentando o turismo, discutindo melhorias para o setor. Participei de alguns debates e foi muito produtivo. A gente vê que o turismo no Brasil vem crescendo, alcançando importantes números, e isso é bom pra todos”, declarou.

Para ele, a América do Sul deve ganhar protagonismo no turismo internacional nos próximos anos, especialmente o Brasil.

“Acho que teve aquele hype da Europa, de ir pra França, Inglaterra, Portugal. Aí tivemos o boom da Ásia. Todo mundo querendo ir para a Tailândia, todo mundo querendo ir para Bali, Indonésia. Na minha opinião, nos próximos cinco anos, a América do Sul vai estar na rota do mundo e o Brasil vai liderar isso. Temos um potencial enorme, de muitos destinos ligados às belezas naturais e culturais. Chegou a nossa vez”, finalizou.
 

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Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato

Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de gestão; Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concedeu vista coletiva e retomará a discussão nesta quarta-feira (4)

Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou a votação do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026, que permite a governadores e prefeitos contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de mandato. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou relatório favorável ao projeto. 

Após debate, foi concedida vista coletiva e a reunião deve ser retomada nesta quarta-feira (4). A previsão da nova reunião consta na agenda legislativa no site oficial do Senado Federal.

De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), a proposta altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções.

O projeto acrescenta uma nova possibilidade: operações destinadas exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá resultar em aumento do endividamento nem permitir a liberação de recursos para outras despesas.

Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos.

Relator da proposta, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou a necessidade de cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e defendeu a análise rápida do texto.

Durante a discussão, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) considerou a proposta importante, especialmente para estados com alto nível de endividamento.

O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A reunião foi presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

A reunião de terça-feira (3) foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta-feira (4).
 

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Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores

O PL 2.830/2019 prevê que o trabalhador poderá se opor ao pagamento por e-mail ou aplicativos de mensagens; proposta aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores

A recusa da contribuição sindical pelos trabalhadores poderá ser simplificada, como prevê o projeto de lei (PL 2.830/2019). Pela proposta, os trabalhadores poderão se opor ao pagamento por e-mail ou por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. O texto aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

A redação original, apresentada pelo senador Styvenson Valentim (Pode-RN) em 2019, previa redução do prazo para execução de dívidas trabalhistas de 45 para 15 dias. Porém, na CCJ, a proposta ganhou do relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), dispositivos para regulamentar a possibilidade de recusa da contribuição assistencial devida a sindicatos.

No parecer, Marinho destacou que a oposição ao pagamento será simplificada, podendo ocorrer até mesmo via e-mail ou mensagem instantânea, como por WhatsApp, além de pessoalmente, desde que por escrito.

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um pedido para suprimir as regras sobre a recusa à contribuição assistencial e manter apenas a parte processual das execuções trabalhistas. A emenda apresentada por Paim foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora a CCJ precisa votar o relatório relacionado à emenda para retornar a proposta à pauta do Plenário.

Em Plenário, em votação final, os senadores decidirão o texto que seguirá para a Câmara dos Deputados. 

Ausência de regras claras sobre o direito de recusa

No voto, Marinho ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como constitucional a cobrança até mesmo de não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Apesar disso, o parlamentar salientou no relatório a ausência de regras claras de como exercer esse direito.

O senador tambpem defendeu que as normas propostas no projeto devem propiciar segurança jurídica para que os trabalhadores, inclusive os membros não associados, tenham o direito individual de oposição respeitado.

O texto está pronto para integrar a pauta na CCJ.
 

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Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV

INCC-M acelera em relação a setembro, quando avançou 0,25%, e acumula alta de 6,75% em 12 meses

Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV

O custo da construção no país subiu 0,35% em outubro, mais do que os 0,25% de setembro, de acordo com o INCC-M, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 27 de outubro. O índice acumula alta de 6,75% em 12 meses e de 6,23% no ano.

Materiais e serviços puxam a alta

O avanço do índice veio dos materiais, equipamentos e serviços, grupo que subiu 0,40% em outubro, ante 0,17% em setembro. Dentro dele, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para os materiais para estrutura, que saltaram de 0,07% para 0,72%. Os serviços também aceleraram, de 0,15% para 0,31%, com o item projetos subindo de 0,10% para 0,44%.

A mão de obra seguiu caminho contrário e perdeu força: o grupo avançou 0,27% em outubro, depois de 0,37% em setembro.

Itens que mais subiram

Entre os itens de maior impacto de alta no mês estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).

Cinco de sete capitais aceleram

Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aumento no custo da construção em outubro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro repetiu a taxa do mês anterior, de 0,20%.

Em São Paulo, o custo da construção subiu 0,34% em outubro. A capital paulista acumula alta de 6,88% no ano e de 7,60% em 12 meses, acima da média nacional no período.

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