Projeto Circular Campina Cidade Velha realiza quarta edição de 2025 no próximo domingo (5), em Belém (PA)
Evento conta com patrocínio do Banco da Amazônia e tem programação diversa e gratuita; atrações e espaços culturais são abertos ao público, com atividades de gastronomia, música, artesanato e roteiro geo-turístico
Com a proposta de estimular a apropriação e a utilização dos espaços culturais de Belém (PA), o projeto Circular Campina Cidade Velha realiza a quarta edição de 2025 no próximo domingo (5). O evento reúne dezenas de expositores, empreendedores locais e iniciativas de diversas áreas da economia criativa, como museus e galerias, e é voltado a promover a sustentabilidade do Centro Histórico da cidade e fortalecer conexões entre artistas e comunidade.
O Circular tem 11 anos de história e conta com o patrocínio do Banco da Amazônia desde 2015. A coordenadora do projeto, Adelaide Oliveira, afirma que o Banco da Amazônia é a instituição patrocinadora mais longeva do Circular. Ela diz que a instituição financeira tem um papel fundamental para o projeto ao possibilitar a realização da programação das edições ao longo desses anos.
“A cada dois meses, o Circular convida para que as pessoas, mesmo quem mora na cidade, possam ver a cidade através de um novo olhar, abraçar a cidade, e obviamente isso só é possível com recursos. O Banco da Amazônia vem e fortalece esse compromisso com o Centro Histórico através também do projeto Circular Campina Cidade Velha. É uma parceria que tem dado certo nos últimos anos, é uma parceria que é cada vez mais comprometida, madura, verdadeira e isso traz para a gente uma certa tranquilidade na hora de executar as nossas ações”, compartilha.
Para Adelaide, o apoio do Banco da Amazônia fortalece o compromisso tanto do projeto quanto da instituição, com a democratização do acesso à cultura e aos espaços da cidade.
“Esse recurso oportuniza que a gente garanta as ações com muito mais maturidade, levando educação patrimonial para crianças de 6 a 12, 13 anos, por exemplo, através da equipe do Circuitinho, que a gente possa garantir os shows de graça com uma programação que é inclusiva, que é muito mais democrática. Isso é super importante e isso só acontece graças a esse recurso que vem do Banco da Amazônia”, destaca Adelaide.
O Circular vai realizar cinco edições bimestrais em 2025, e com o patrocínio do banco, entre outras ações, são realizados shows na praça do Carmo e na calçada do Banco da Amazônia.
A idealizadora do Projeto Circular, Makiko Akao, da Galeria Kamara Kó, destaca o objetivo da iniciativa. “Fomentar as atividades artísticas e culturais no centro histórico de Belém, singularizando Campina e Cidade Velha como bairros culturais, além de comerciais, fortalecendo as atividades dessa natureza que ali se desenvolvem e estreitando relações entre moradores.”
Catalisador da cultura e da economia criativa de Belém
Tendo em vista que em novembro Belém será palco da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima da ONU – um encontro anual global que deve reunir mais de 40 mil visitantes durante os principais dias, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – o Circular avalia que pode ser um catalisador da cultura e da economia criativa da cidade.
A partir do estímulo à arte, cultura, educação patrimonial e exploração da cidade ao longo dos circuitos, bem como o fomento ao turismo sustentável, o projeto vai intensificar a promoção das atividades culturais e de economia criativa no Centro Histórico de Belém. Em 2025, a iniciativa almeja consolidar o Centro Histórico como área de produção e difusão de arte e bens culturais.
Entre os princípios do Circular estão contribuir para um ambiente favorável à sustentabilidade do Centro Histórico e de seu patrimônio material e imaterial, e estimular atividades culturais e de economia criativa de baixo impacto.
Os ideais do projeto vão ao encontro das temáticas que guiam os patrocínios do Banco da Amazônia, que dãoprioridade às iniciativas nas áreas social, cultural, esportiva, ambiental e de exposição que visam o desenvolvimento sustentável e a valorização da Amazônia Legal.
O projeto e a instituição financeira também estão em consonância com os valores sustentáveis, reforçando o compromisso do Banco da Amazônia com a sustentabilidade.
No que diz respeito à contrapartida ambiental, o Circular acredita que pode contribuir com ações para que o Centro Histórico seja reconhecido pela comunidade como um “laboratório de boas práticas sustentáveis”, conforme o projeto.
Nesse sentido, o Circular busca incentivar e ampliar campanhas de coleta seletiva junto a moradores, visitantes e parceiros da iniciativa – com atividades voltadas a estimular a separação e destinação correta dos resíduos sólidos, como a coleta pelo poder público.
Programação
A programação é totalmente gratuita e aberta ao público nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto. As atividades incluem a gastronomia, artesanato, música e artes visuais.
Passeio
Os interessados também podem realizar o Roteiro Geo-turístico pelos caminhos da COP 30. A rota vai do Parque Linear ao Centro Histórico de Belém, consolidando o novo roteiro do Projeto de Extensão Roteiros Geo-turísticos da UFPA.
O passeio vai estimular o público a observar a cidade e perceber as transformações no espaço urbano no ano em que a COP 30 será realizada na capital paraense, como reforça a coordenadora de comunicação do projeto, Luciana Medeiros:
“O roteiro geo-turístico convida as pessoas a percorrer a cidade e perceber de perto como as obras e transformações ligadas à conferência impactam o centro histórico, o patrimônio e a vida cotidiana. E além do Roteiros, projeto da professora Goreti Tavares, da Faculdade de Geografia da UFPSA, temos também o Circuitinho, que convida as crianças a conhecer o patrimônio e preservar o meio ambiente ”, salienta Luciana.
Ainda sobre a COP 30, será realizada uma roda de conversa destinada a refletir a respeito de como os megaeventos mobilizam expectativas e transformações, promovendo um diálogo com os desafios e esperanças em torno da COP30 na cidade. O encontro vai acontecer no Instituto de Ciências das Artes (ICA), na Praça da República, em frente ao Theatro da Paz, das 16h às 19h.
Luciana Medeiros compartilha que o público vai prestigiar uma ocupação cultural intensa do bairro, que deve valorizar os espaços públicos.
“Uma oportunidade de circular pelos casarões e espaços que fazem parte da memória da cidade. É um convite a redescobrir a Campina e a Cidade Velha sob vários olhares, em contato com artistas, coletivos e iniciativas que dão vida ao centro histórico. A participação é simples, basta chegar; a programação é gratuita e aberta e em alguns casos específicos, como roteiros ou oficinas, pode haver inscrição antecipada, mas em geral é só se deixar levar pelo circuito e aproveitar”, diz Luciana.
Rouanet Centro-Oeste recebe 1.270 propostas para projetos culturais
Goiás concentrou o maior número de propostas. Iniciativas habilitadas passarão por avaliação técnica, e o resultado está previsto para dezembro de 2026.
O Programa Rouanet Centro-Oeste recebeu 1,2 mil propostas culturais válidas.
Goiás registrou o maior número de propostas, com quatrocentas e vinte e nove inscrições. Em seguida aparecem o Distrito Federal, com trezentas e quarenta e sete; Mato Grosso, com duzentas e cinquenta e oito; e Mato Grosso do Sul, com duzentas e trinta e seis propostas.
Entre as iniciativas comparadas, fica atrás apenas do Rouanet Nordeste, que recebeu duas mil e oitocentas propostas.
O Rouanet Centro-Oeste busca fomentar o setor cultural da região por meio da seleção de propostas que receberão apoio financeiro com recursos incentivados.
O programa prevê um aporte de R$ 29 milhões e poderá contemplar até 91 projetos culturais.
O edital abrange projetos nas áreas de artes cênicas, artes visuais, audiovisual, humanidades, música e patrimônio cultural.
Com a iniciativa, o Ministério da Cultura busca ampliar o acesso ao mecanismo federal de incentivo à cultura e estimular a produção cultural nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.
Encerrado o período de inscrições, as propostas passarão pelas etapas de avaliação técnica. A divulgação do resultado está prevista para dezembro de 2026.
A relação completa de propostas habilitadas e desabilitadas, além de outras informações sobre o Programa Rouanet Centro-Oeste, está disponível no portal gov.br/cultura.
O objetivo é auxiliar os participantes em todas as etapas da inscrição, desde a criação do usuário até a apresentação completa do projeto cultural.
O manual explica como cadastrar o responsável jurídico e inserir o portfólio de atuação cultural. O documento também orienta sobre o preenchimento do resumo da proposta, dos objetivos, da justificativa, do plano de distribuição e do orçamento.
O guia traz ainda instruções sobre as medidas de acessibilidade e as ações de democratização do acesso público que devem ser apresentadas no projeto.
As inscrições para o Rouanet nas Favelas 2 permanecem abertas até o dia 13 de outubro de 2026.
O programa vai selecionar propostas culturais desenvolvidas em favelas e periferias urbanas de Belém, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, São Luís, São Paulo, Vitória e do Distrito Federal.
Podem ser inscritas propostas nas áreas de artes cênicas, artes visuais, audiovisual, humanidades, música, patrimônio cultural e museus.
O edital também contempla iniciativas relacionadas à arte religiosa, à cultura afro-brasileira, à cultura urbana, às tradições populares, à infância, à acessibilidade e aos saberes de mestras e mestres da cultura.
As propostas selecionadas poderão receber apoio financeiro por meio de recursos incentivados. A iniciativa busca ampliar o acesso ao mecanismo federal de incentivo à cultura e apoiar projetos realizados nos territórios de favelas e periferias urbanas.
O manual do proponente, o edital completo e as orientações para inscrição estão disponíveis no portal do Ministério da Cultura.
Edital Biblioteca Comunitária é Cultura Viva está com inscrições abertas
Iniciativas mantidas pela sociedade civil podem solicitar, em um único processo, a certificação como Biblioteca Comunitária e Ponto de Cultura; inscrições são gratuitas, realizadas pela internet e seguem em fluxo contínuo
Iniciativas mantidas pela sociedade civil podem solicitar a certificação como Biblioteca Comunitária e Ponto de Cultura em um único processo. A adesão é gratuita, realizada exclusivamente pela internet e segue em fluxo contínuo, sem prazo de encerramento.
A ação integra o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e está relacionada às ações locais de incentivo à leitura.
Como funciona a dupla certificação
O processo ocorre em duas etapas:
Biblioteca Comunitária: a documentação é analisada pela equipe técnica do SNBP.
Ponto de Cultura: após a certificação como Biblioteca Comunitária, a documentação passa a ser analisada pela Comissão Técnica de Habilitação, que verifica o atendimento aos critérios para a certificação como Ponto de Cultura.
A dupla certificação permite que a iniciativa passe a integrar o mapeamento oficial de iniciativas culturais do Governo Federal e tenha acesso a ações de formação, oficinas e intercâmbios promovidos pelas políticas públicas. A certificação também possibilita a utilização dos selos oficiais de Ponto de Cultura e Biblioteca Comunitária, além de pontuação adicional em determinadas seleções públicas, conforme as regras de cada edital.
Quem pode participar
Podem participar bibliotecas comunitárias mantidas por:
organizações da sociedade civil (OSCs), associações e organizações não governamentais (ONGs);
grupos de bairro ou coletivos culturais, com ou sem CNPJ.
Requisitos
Comprovação de atuação: ter pelo menos dois anos de atividades contínuas de incentivo à leitura. Podem ser apresentados relatórios, fotos, matérias de imprensa, listas de presença, entre outros.
Regularidade: a entidade proponente não pode possuir impedimentos legais para celebrar parcerias ou receber recursos da Administração Pública.
Como se inscrever
O procedimento é realizado pela internet, por meio do sistema de cadastro do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Bibliotecas que já têm cadastro no SNBP:
Acesse o sistema e atualize os dados e documentos da biblioteca;
Manifeste o interesse formal na certificação como Ponto de Cultura.
Bibliotecas que ainda não têm cadastro:
Acesse a plataforma e clique em “Solicitar Cadastramento”;
Preencha os campos iniciais e aguarde a liberação do acesso;
Com o acesso liberado, faça o login usando sua conta Gov.br;
Preencha o formulário, marque o campo específico de interesse na certificação como Ponto de Cultura e anexe os documentos exigidos.
Análise e resultados
As solicitações são analisadas por ordem de envio, em lotes. Caso a equipe técnica identifique pendências na primeira ou na segunda etapa, a pessoa responsável será notificada pelo próprio sistema para realizar os ajustes.
Os resultados das certificações serão divulgados periodicamente nos canais oficiais.
Em caso de indeferimento, poderá ser apresentado recurso administrativo, observadas as orientações e os prazos informados na respectiva notificação.
Serviço
Edital: Biblioteca Comunitária é Cultura Viva
Inscrições: permanentes e gratuitas, em fluxo contínuo e exclusivamente pela internet
Informações: Coordenação-Geral de Leitura e Bibliotecas (CGLEB)
E-mail: bibliotecaculturaviva@cultura.gov.br
Telefone: (61) 2024-2649
Acesse aqui todas as informações, o edital e os documentos: Edital Biblioteca Comunitária é Cultura Viva.
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