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MTE, MinC e Senac lançam trilha nacional de qualificação em gestão cultural

Com 3.800 vagas em EAD, iniciativa amplia acesso à formação e propõe reconhecimento de mestres e mestras no mercado de trabalho

MTE, MinC e Senac lançam trilha nacional de qualificação em gestão cultural

Parceria firmada nesta terça-feira (22) entre o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o diretor-geral do Departamento Nacional do Senac, Marcus Fernandes, vai ampliar a qualificação de trabalhadores e trabalhadoras da cultura em todo o país. A iniciativa, lançada durante o lançamento nacional da Trilha Formativa em EAD de Gestão Cultural, oferecerá cursos gratuitos voltados à atuação em eventos e produção cultural, ampliando as oportunidades de geração de renda e inserção produtiva. O evento contou com a participação de representantes do setor cultural, e os cursos serão ofertados nos 26 estados e no Distrito Federal.

A iniciativa prevê a oferta de 3.800 vagas para o curso de Produção Cultural na modalidade a distância, estruturado em 12 cursos livres, com carga horária de 20 horas cada, no âmbito do Programa de Qualificação Profissional do MTE.

Além disso, o MTE e o MinC firmaram um protocolo de intenções para propor a inclusão, no Código Brasileiro de Ocupações (CBO), de profissões relacionadas a mestras e mestres das culturas tradicionais e populares. A medida também busca ampliar o acesso desses trabalhadores à Rede Sine e fomentar iniciativas de qualificação profissional.

Durante o evento, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância da qualificação profissional como estratégia para ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda no setor cultural. Segundo ele, a oferta dos cursos contribuirá para fortalecer a inclusão produtiva e democratizar o acesso ao trabalho. “Quando falamos de trabalho, falamos de distribuição de renda e inclusão”, afirmou.

O ministro também voltou a defender o fim da escala 6×1 e a promoção de condições dignas de trabalho, ao criticar a concentração de renda no país. “Um país rico com uma concentração de renda perversa é um tema que precisamos aprofundar e propor mudanças”, destacou.

Margareth Menezes ressaltou que o Ministério da Cultura busca compreender as demandas da sociedade para orientar a formulação de políticas públicas. “Quem sabe é quem vive a realidade. Por isso, ouvimos a sociedade, que pede reconhecimento das profissões para gerar emprego e renda”, afirmou.

O diretor-geral do Senac lembrou que a Trilha Formativa em Gestão Cultural foi lançada nacionalmente no ano passado e será ampliada em 2026. “Essa parceria vai formar profissionais mais preparados, capazes de estruturar projetos, acessar recursos e fortalecer a economia criativa”, disse.

Representantes do setor cultural também ressaltaram a relevância da iniciativa para o fortalecimento da área. Rafael Rafugi, fundador do Museu da Cultura Hip-Hop do Rio Grande do Sul, destacou que a falta de conhecimento técnico muitas vezes limita o acesso do setor a benefícios e parcerias. O DJ, produtor e músico Clemente Nascimento afirmou que a formação contribuirá para que produtores independentes desenvolvam e qualifiquem seus projetos. Já Fernanda Machado, coordenadora do Ponto de Cultura e Estudos e Memória Ancestral Samba de Biloca, enfatizou a importância do reconhecimento das profissões de mestres e mestras no Código Brasileiro de Ocupações (CBO).

Confira os cursos gratuitos da Trilha Formativa em Gestão Cultural e inscreva-se.

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Duas novas rádios comunitárias são autorizadas a funcionar na Amazônia Legal

Aval do Ministério das Comunicações deve beneficiar cerca de 680 mil pessoas em Sinop (MT) e Porto Velho (RO)

Duas novas rádios comunitárias são autorizadas a funcionar na Amazônia Legal

Ampliar o acesso à informação, cultura local e serviços de utilidade pública na Amazônia Legal. Foi com este objetivo que o Ministério das Comunicações autorizou a instalação de duas novas rádios comunitárias nos municípios de Sinop (MT) e Porto Velho (RO). A medida tem o potencial de beneficiar cerca de 680 mil pessoas. 

As portarias de autorização foram publicadas no Diário Oficial da União na última quarta-feira (6). A iniciativa é voltada para associações comunitárias sem fins lucrativos, responsáveis por operar as emissoras e produzir conteúdos voltados às necessidades das próprias comunidades. 

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira FIlho, reforça que o compromisso do governo é ampliar cada vez mais o acesso à comunicação de qualidade. “A gente entende que a radiodifusão beneficia a população com entretenimento, com o jornalismo seguro, com combate a fake news, com combate a desinformação. Então, a gente está valorizando a radiodifusão no Brasil”, afirmou.

Rádio comunitária

A rádio comunitária é uma estação de baixa potência que leva informação e integração social à comunidade onde está inserida, estimulando a difusão de ideias, cultura e tradições. Dessa forma, fortalece o convívio social e contribui para o desenvolvimento local.

Qualquer comunidade do Brasil pode solicitar a abertura de uma emissora, desde que cumpra requisitos e formalidades exigidos pelo Ministério das Comunicações.

Além disso, o ministério disponibiliza o Espaço do Radiodifusor, onde uma equipe especializada fica disponível para tirar as dúvidas em relação à obtenção de outorga para rádio comunitária. O serviço funciona tanto de forma presencial, na sede do órgão, em Brasília (DF), quanto por telefone ou e-mail: (61) 2027-6397 e espacodoradiodifusor@mcom.gov.br. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 13h às 18h.

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Estão abertas as inscrições para o II Edital Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura

Chamamento tem como finalidade reconhecer e integrar experiências formativas que atuam em consonância com os princípios da educação popular e da diversidade cultural

Estão abertas as inscrições para o II Edital Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura

Com inscrições abertas até 8 de junho, o II Edital Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura está no ar. Realizado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), o chamamento é uma oportunidade para organizações da sociedade civil sem fins lucrativos como Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura, com vistas à ampliação e ao fortalecimento da Rede Nacional de Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura receberem certificação federal. 

“Participar do edital significa entrar para uma Rede Nacional de Escolas Livres reconhecida pelo Ministério da Cultura, e isso abre portas para futuras parcerias e formações com o MinC, para o fomento direto por estados e municípios e para a articulação com outras escolas em todo o país. Uma Escola Livre sozinha é uma experiência, somente. Uma Rede Nacional de Escolas Livres, articulada, em diálogo e troca constante de saberes, é uma política pública”, afirma o diretor de Educação e Formação Artística Sefli do MinC, Rafael Maximiniano. 

A partir da aprovação, as OSCs receberão Certificado de Adesão ao Programa Nacional de Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura, conforme Instrução Normativa MinC nº 24, de 2025; poderão identificar-se como Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura em suas ações institucionais; terão seus dados publicados no Cadastro Nacional de Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura, divulgado na página do Ministério da Cultura na internet; e comporão a Rede Nacional Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura. 

Além disso, os espaços certificados passam a experiências formativas que atuam em consonância com os princípios da educação popular, da diversidade cultural e dos direitos culturais, fortalecendo o Sistema Nacional de Cultura (SNC) e a execução das metas do Plano Nacional de Cultura (PNC)

A certificação como Escola Livre de Formação em Arte e Cultura não implica em qualquer repasse de recursos do Ministério da Cultura à organização da sociedade civil, sendo de caráter voluntário sua adesão ao Programa, atendidos os requisitos dispostos na Instrução Normativa MinC nº 24, de 2025, e no edital.  

Critérios 

Poderão participar da Chamada Pública, as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atendam, cumulativamente, aos seguintes requisitos:  mínimo de 3 anos de existência formal; não estejam em situação de inidoneidade declarada por órgão de controle; mínimo de 1  ano de experiência comprovada no campo da formação artística e cultural; mínimo de 1 ano de experiência comprovada no campo da democratização do acesso à cultura, com relevância na promoção de cidadania cultural e direitos humanos. 

Inscrições 

As inscrições podem ser realizadas no período de 04/05/2026 a 08/06/2026 aqui. As organizações interessadas deverão apresentar, em linhas gerais, as informações sobre a OSC e suas atividades, a partir da documentação comprobatória. Cada uma poderá apresentar apenas uma candidatura por CNPJ. 

Mais informações 

Para saber mais, encaminhar dúvida para o E-mail editalescolaslivres@cultura.gov.br.  

Conheça as Escolas Livres, clicando aqui.

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Artes Negras em Perspectivas Contemporâneas são tema de curso gratuito

Inscrições vão até o dia 28 de julho e podem ser feitas pelo site site escult.cultura.gov.br

Artes Negras em Perspectivas Contemporâneas são tema de curso gratuito

Estão abertas, a partir do dia 28 de abril, as inscrições para o curso Artes Negras em Perspectivas Contemporâneas, oferecido pela Escult – Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa. A formação é gratuita, realizada na modalidade de Educação a Distância (EaD) e os interessados podem se inscrever até o dia 28 de julho pelo site.

A iniciativa é fruto da cooperação entre o Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Ministério da Cultura (MinC). O curso propõe uma atualização técnica e conceitual sobre a produção artística negra na diáspora, com foco especial na realidade brasileira. Com uma carga horária de 160 horas, o programa é estruturado em quatro trilhas fundamentais: Cinema Negro, Afrofuturismo, Artes Visuais Negras e Musicalidades Negras.

O corpo docente é formado pelos especialistas Kleyson Assis, Luis Ferreira e Marcos Santos, que conduzirão os módulos integrando teoria e prática. Os estudantes terão acesso a materiais didáticos exclusivos, vídeos de apresentação e encontros síncronos em plataforma online, permitindo uma imersão em temas como imaginação emancipatória, pensamento radical negro e visualidades contemporâneas.

Ao final da formação, espera-se que os participantes desenvolvam competências em criticidade curatorial, percepção auditiva ampliada e uma perspectiva estética racializada, qualificando sua atuação profissional no campo das artes.

Com mais de 184 mil estudantes cadastrados na plataforma, a Escult consolida-se como um espaço estratégico de qualificação para o mundo do trabalho em cultura. Parte do Programa de Capacitação e Qualificação Profissional da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura, a escola tem como missão democratizar o acesso ao conhecimento técnico e criativo, oferecendo cursos livres, de formação inicial e continuada e de pós-graduação. Através de sua plataforma, a instituição busca fortalecer a rede de profissionais da cultura e promover o desenvolvimento da economia criativa em todo o território nacional.

Inscrições abertas

Além do curso de Artes Negras em Perspectivas Contemporâneas, a formação Economia Cultural e Criativa, Indicadores e Patrimônio Cultural também está com inscrições abertas. O objetivo é capacitar profissionais para uma leitura estratégica sobre as dinâmicas econômicas que regem o setor cultural, integrando o uso de dados e estatísticas no planejamento de projetos e políticas públicas. Todos os cursos contam com ferramentas de acessibilidade comunicacional, como legendas, audiodescrição e tradução em Libras, e oferecem certificação.

Serviço

  • O quê: Curso Artes Negras em Perspectivas Contemporâneas 
  • Carga horária: 160 horas
  • Modalidade: EaD com aulas síncronas e assíncronas
  • Docentes: Kleyson Assis, Luis Ferreira e Marcos Santos
  • Inscrições: de 28 de abril a 28 de julho de 2026 em escult.cultura.gov.br
  • Quanto: Gratuito
  • Acessibilidade: Libras, legendas e audiodescrição
  • Realização: Cecult/UFRB e Ministério da Cultura

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