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Cotidiano

La Niña: fenômeno provoca perdas de até 50% na produtividade da soja no RS

A irregularidade das chuvas e as altas temperaturas também limitam o potencial produtivo das lavouras

La Niña: fenômeno provoca perdas de até 50% na produtividade da soja no RS

A safra de verão 2025/2026 na Região Sul do Brasil tem sido marcada por desafios causados por uma queda de braço entre a produtividade e o clima. Sob a influência do fenômeno La Niña, que historicamente reduz o volume de chuvas na parte meridional do país, produtores gaúchos, catarinenses e paranaenses enfrentam um ciclo de chuvas mais irregulares e a redução dos acumulados em relação às taxas normais para o período, impactando boa parte da safra.

O monitoramento do Inmet indicou que, apesar das dificuldades, o centro-sul e leste da região ainda conseguiram volumes pontuais de até 457,4 mm em estações como Morretes (PR), devido a instabilidades locais, contrastando com o quadro geral de seca imposto pelo fenômeno de larga escala.

No Rio Grande do Sul, o impacto do fenômeno foi sentido com maior rigor. O estado registrou volumes de chuva consideravelmente inferiores à média histórica durante meses cruciais para o enchimento de grãos. Embora fevereiro de 2026 tenha apresentado uma leve melhora em relação a janeiro, as precipitações ocorreram de forma concentrada, mantendo períodos prolongados de solo seco. Esse cenário de escassez hídrica severa resultou em perdas irreversíveis na produção de soja, especialmente nas regiões oeste e noroeste do estado, onde o armazenamento de água no solo caiu para níveis críticos.

Em Santa Catarina, a irregularidade das chuvas também impôs desafios severos às colônias agrícolas. No extremo oeste catarinense, os acumulados de chuva ficaram abaixo de 150 mm, o que limitou o potencial produtivo das lavouras de primeira safra. As temperaturas máximas médias elevadas, que em algumas localidades superaram os 33 °C , aceleraram a evapotranspiração, reduzindo rapidamente a reserva hídrica disponível. O cenário só não foi mais grave devido a pancadas de verão isoladas que, embora intensas em curto período, garantiram uma sobrevivência mínima em áreas do centro-leste do estado.

No Paraná, o panorama apresentou maior contraste regional. Enquanto o centro-sul e o leste paranaense conseguiram manter níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo (acima de 70%), beneficiando a maturação e colheita, as porções oeste e noroeste sofreram com a influência direta do tempo seco. Em Marechal Cândido Rondon, por exemplo, as temperaturas máximas chegaram a médias de 34,4 °C, intensificando o estresse térmico sobre as plantas. O tempo firme, se por um lado agilizou a entrada das colheitadeiras no campo, por outro, limitou drasticamente o estabelecimento inicial das culturas de segunda safra.

La Niña

O fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, foi o principal motor dessa dinâmica. Mesmo em fase de transição para a neutralidade climática no final do primeiro trimestre de 2026, os efeitos residuais da seca acumulada durante o verão deixaram um rastro de prejuízos.

O Inmet aponta que a baixa trafegabilidade e as janelas de plantio apertadas para a safrinha são consequências diretas desse ciclo, exigindo que o agricultor sulista adote, cada vez mais, estratégias de manejo de solo e seguro agrícola para mitigar a volatilidade climática que se tornou a marca desta temporada.

 

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Cotidiano

PREVISÃO DO TEMPO: nuvens e poucas chuvas para a Região Sul nesta segunda-feira (13)

A previsão é de pancadas de chuva somente para o extremo-noroeste do PR; temperaturas variam entre 15°C e 29°C

PREVISÃO DO TEMPO: nuvens e poucas chuvas para a Região Sul nesta segunda-feira (13)

A previsão do tempo para o Sul do país, nesta segunda-feira (13), indica céu de muitas nuvens para quase toda a região — exceto pelo nordeste do Paraná —, e sem chance de precipitações para a maior parte do território.

Somente o extremo-noroeste do Paraná tem previsão de pancadas de chuva isoladas, mas sem trovoadas.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 15°C, em Curitiba. Já a máxima pode chegar até 29°C, em Florianópolis. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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PREVISÃO DO TEMPO: segunda-feira (13) de chuvas fortes na maior parte do Centro-Oeste

Chuvas intensas e trovoadas cobrem quase toda a região durante todo o dia; temperaturas variam entre 18°C e 34°C

PREVISÃO DO TEMPO: segunda-feira (13) de chuvas fortes na maior parte do Centro-Oeste

A previsão do tempo para a Região Centro-Oeste, nesta segunda-feira (13), indica a presença de muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas para quase toda a região ao longo do dia — à exceção do Distrito Federal, centro-norte de Goiás e porção central do extremo-leste de Mato Grosso, onde não deve chover.

As chuvas devem ser mais intensas e acompanhadas de trovoadas no noroeste de Mato Grosso e na coluna central de Mato Grosso do Sul.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 18°C em Brasília. Já a máxima pode chegar até 34°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 100%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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PREVISÃO DO TEMPO: segunda-feira (13) de céu aberto e poucas chuvas no Sudeste

Há previsão de pancadas de chuva isoladas para os extremos-nordeste e oeste de MG e extremo-oeste de SP; temperaturas variam entre 15°C e 29°C

PREVISÃO DO TEMPO: segunda-feira (13) de céu aberto e poucas chuvas no Sudeste

A previsão do tempo para a Região Sudeste do país, nesta segunda-feira (13), é de céu aberto e de poucas nuvens para a maior parte da região, quase sem chuvas.

Há previsão de pancadas de chuva isoladas para os extremos-nordeste e oeste de Minas Gerais, nas tangentes com a Bahia e com Goiás, e para o extremo-oeste de São Paulo.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 15°C em Belo Horizonte. Já a máxima pode chegar até 29°C, também em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

 

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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