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Diabetes não controlado pode causar problemas cardiovasculares

Especialista recomenda que as pessoas façam check-ups periódicos

No Dia Nacional do Diabetes, comemorado nesta quarta-feira (26), o cardiologista Flávio Cure, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Europeia de Cardiologia, chamou a atenção para complicações cardiovasculares que o diabetes não controlado com medicamentos, atividade física e alimentação saudável pode causar. Entre elas, citou hipertensão, infarto do miocárdio, angina de peito, acidente vascular cerebral e aneurisma vascular.

O Diabetes Mellitus é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina no organismo ou de sua incapacidade de exercer adequadamente seus efeitos, causando altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente. Muitas pessoas desconhecem que têm diabetes porque os sintomas dessa doença muitas vezes passam despercebidos.

Por isso, Cure, também coordenador do Centro de Estudos do Hospital CopaStar da Rede D’Or, recomendou que as pessoas façam check-ups periódicos com clínico geral, que fará a triagem do paciente. “Todo mundo deve fazer. Um sintoma do diabetes que é muito frequente e que, às vezes, passa despercebido, é que a pessoa começa a ficar com mais sede e urinar mais. Na maioria das vezes, em sua fase inicial, o diabetes tipo 2 é assintomático”, disse o cardiologista à Agência Brasil.

Além de sede frequente e vontade de urinar diversas vezes, os sintomas do diabetes incluem cansaço crônico e falta de energia para atividades corriqueiras, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). “Em homens e mulheres diabéticos, a incidência de infarto agudo do miocárdio e AVC é semelhante, mas representa o dobro quando comparada a pessoas sem diabetes. Em mulheres, o quadro tende a ser mais grave, com maior mortalidade”, alertou Cure.

Segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF, do nome em inglês), o Brasil é o quinto país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos entre 20 e 79 anos, perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões.

Dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem por causas relacionadas a problemas cardíacos. Em nível global, os índices superam os óbitos decorrentes de HIV, tuberculose e câncer de mama. Flávio Cure insistiu que pacientes com diabetes podem evitar o risco de infarto controlando os fatores de risco, “tentando normalizar o nível de glicose, controlando o nível de colesterol, fazendo exercícios”. Isso sem falar em eliminar o hábito de fumar. “Cigarro faz mal para todo mundo. Não tem sentido fumar hoje em dia”, afirmou.

Nas pessoas diabéticas, a neuropatia autonômica, disfunção que afeta o sistema nervoso simpático e parassimpático, pode causar síncopes, ou seja, desmaios. Outro problema importante é o acidente vascular cerebral (AVC) que, no diabético, pode ser confundido com uma hipoglicemia. “A pessoa fica confusa, com mal estar. Mas a hipoglicemia responde rapidamente à reposição de açúcar e a pessoa volta ao normal”. Cure advertiu ainda para a insuficiência vascular periférica, quando artérias que nutrem os membros inferiores são obstruídas, levando à gangrena e a amputações dos membros inferiores. “Dá problema vascular, os vasos ficam ruins, o sangue não circula, dá gangrena e tem que tirar (o membro). Mas, hoje em dia, se a pessoa se cuidar, não chega a isso.”

O cardiologista lembrou a importância do paciente com diabetes controlar o peso, diminuir o ingesto de carboidratos, exercitar o máximo possível e procurar o médico periodicamente.

Saúde renal

O presidente da Sociedade de Nefrologia do Rio de Janeiro (Sonerj), Pedro Tulio Rocha, nefrologista do Hospital São Lucas Copacabana, destaca que o aumento dos níveis de açúcar no sangue afeta o organismo de uma forma sistêmica, sobrecarregando, principalmente, os rins. Tanto que é uma das principais causas de doença renal crônica e, por consequência, de transplante desse órgão. Segundo o último Censo Brasileiro de Diálise, de 2023, publicado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, 32% dos pacientes em diálise têm diabetes.

O doutor Pedro Tulio Rocha explicou à Agência Brasil que o diabetes afeta o rim por uma série de fatores. “A glicose em excesso é filtrada pelos rins e é lesiva às células dos túbulos renais e glomérulo (principal unidade de filtração do rim). O diabetes aumenta a deposição de colesterol nas paredes dos vasos. Esse processo é chamado de aterosclerose e o rim, por ser um órgão muito vascularizado, sofre com isto”. Ressaltou que existem também efeitos do diabetes em outros órgãos, como o coração e o fígado, que podem levar a consequências danosas para os rins.

A longo prazo, pode ocorrer doença renal pelo diabetes, levando à doença renal crônica. O presidente da Sonerj observou ainda que o diabetes, junto com a hipertensão, são as principais doenças que levam à necessidade de diálise. Comentou ainda que pode ocorrer lesão renal no pré- diabetes, porém a progressão para doença renal mais avançada se dá com a presença do diabetes já estabelecido.

Estudo

Estudo publicado recentemente no British Journal of Sports Medicine revela que pessoas que praticam mais exercícios, de intensidade moderada a vigorosa, têm menor probabilidade de desenvolver diabetes mellitus tipo 2, principalmente aquelas com alto risco genético.

Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a doutora Rosita Fontes afirma que a prática de atividades físicas previne e controla os níveis de açúcar quando os músculos estão trabalhando, ou seja, usando a glicose do sangue para produzir energia. Em consequência, a insulina que o corpo fabrica age melhor e as taxas de glicemia diminuem.

A especialista lembra que o exercício físico é sempre saudável, mesmo para quem não pode praticá-lo por períodos mais longos e para quem não emprega tanta intensidade durante a atividade, pois existe o benefício da prevenção do diabetes. Ela recomenda que, para sair do sedentarismo, o indicado é começar com exercícios leves e breves, como pequenas caminhadas, e ir aumentando gradativamente tanto a duração do exercício como sua intensidade.

Segundo a endocrinologista, o exercício físico também é essencial para quem já tem diabetes (do tipo 2 ou do tipo 1), porque ajuda a controlar a doença, potencializando o tratamento medicamentoso. A médica recomendou que antes de iniciar a prática de exercícios físicos, é importante que a pessoa consulte o médico pois este poderá avaliar, em função das condições físicas do paciente, do peso e de doenças existentes, como poderá se beneficiar das atividades, em que grau elas podem ser praticadas e durante quanto tempo por dia.

Rosita Fontes informou que o diabetes tipo 2 é aquele no qual o pâncreas produz insulina, às vezes até em quantidades aumentadas, mas ela não é adequadamente aproveitada pelo corpo. É o tipo mais frequente, que corresponde a 90% dos casos, com maior incidência em adultos. Já o diabetes tipo 1 costuma ocorrer em pessoas mais jovens; o organismo não consegue produzir a insulina necessária para funcionar adequadamente.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC

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Radar Geopolítico da Indústria: Tarifas dos EUA e concorrência chinesa estão entre os desafios do setor até 2027

Novo levantamento da CNI reúne 17 riscos e oportunidades para orientar decisões sobre comércio exterior, investimentos e competitividade

Radar Geopolítico da Indústria: Tarifas dos EUA e concorrência chinesa estão entre os desafios do setor até 2027

Uma publicação inédita para auxiliar o setor produtivo brasileiro a encontrar oportunidades no mercado global em um cenário repleto de turbulências geopolíticas. É isso o que promete o Radar Geopolítico da Indústria, lançado nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A publicação inédita funciona como um guia estratégico na tomada de decisão empresarial até 2027, conectando análises da CNI a levantamentos globais de referência, como o Global Risks Report 2026 do Fórum Econômico Mundial, dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), do McKinsey Global Institute e do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília (CEG/UnB). 

O objetivo é munir líderes empresariais com uma visão macro diante de um cenário dinâmico, auxiliando na priorização de ações, no monitoramento de riscos e na identificação de oportunidades estratégicas, com medidas esperadas tanto das empresas quanto de entidades representativas e governos. A análise já leva em conta o resultado da eleição presidencial brasileira.

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, o mapeamento inédito feito pela indústria reforça a importância de que as variáveis geopolíticas estejam nas mesas de discussão do setor produtivo. “A geopolítica global vive um momento de profundas reconfigurações que passaram a orientar o ritmo do comércio internacional. O Radar Geopolítico da Indústria nasce para entregar aos empresários brasileiros inteligência antecipatória, permitindo transformar incertezas em estratégias concretas de negócios, diversificação de mercados e atração de investimentos para o Brasil”, afirma o executivo.

O painel resume os principais riscos e oportunidades geoeconômicos para a indústria brasileira no horizonte 2026–2027. São 17 itens (veja lista abaixo), organizados por grau de urgência (verde, amarelo e vermelho) e de impacto sobre comércio, investimentos, cadeias produtivas e competitividade. 

Os temas vão desde medidas nacionais, como a projeção da taxa básica de juros, passa por iniciativas comerciais e regulatórias, como as tarifas dos EUA e o Mecanismo de Ajustamento de Carbono na Fronteira (CBAM) da União Europeia para incorporar nos valores pagos pelas importações as emissões de carbono do produto, à concorrência chinesa, além de fatores estruturais ligados à logística, à tecnologia, à segurança econômica e à integração regional. 

Frederico Lamego, assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da CNI destaca que as análises ainda serão aprofundadas setorialmente, mas que já servem de guia em momentos de incerteza. “Não se trata apenas de entender que existe, por exemplo, uma crise no Irã que está aumentando o preço do petróleo, mas, sobretudo, para que as empresas e os empresários entendam que existe uma correlação entre diversas variáveis e que, se essas variáveis forem previamente entendidas, é possível antecipar riscos e isso vai possibilitar para as empresas navegar num cenário de menos incerteza”, afirma.

Diplomacia Industrial

O lançamento do relatório fez parte do Fórum da Diplomacia Industrial, realizado nesta quarta (4) na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu cerca de 180 participantes, entre embaixadores de mercados estratégicos, lideranças empresariais, autoridades do governo federal e representantes da academia, para impulsionar negócios, atração de investimentos e cooperação internacional em ciência e tecnologia.

Lamego conta que a seleção da agenda e dos convidados seguiu uma lógica de interesses estratégicos para a indústria brasileira. “Temas como minerais críticos, transição energética, defesa, começam a entrar na pauta e aqueles países que souberem aproveitar essa onda buscando projetos e parcerias de transferência de tecnologia e de cooperação vão ser aqueles que vão se projetar melhor nesse cenário de incerteza”, conclui.
 
A proposta do encontro é consolidar uma plataforma contínua de diálogo entre o setor privado e o corpo diplomático em Brasília, transformando essas relações em oportunidades concretas de negócios e parcerias tecnológicas.

O Radar

Confira os principais riscos e oportunidades para a indústria brasileira no horizonte 2026–2027 mapeados pelo Radar Geopolítico da Indústria:

  • Tarifas dos Estados Unidos: tarifas adicionais de até 37,5% sobre produtos brasileiros ameaçam a competitividade das exportações e exigem estratégias para reduzir os impactos comerciais.
  • Taxação de carbono da União Europeia (CBAM): o mecanismo aumenta os custos de exportação de produtos como ferro-gusa, aço e alumínio, conforme as emissões de carbono incorporadas.
  • Alta dos fretes marítimos: conflitos no Oriente Médio elevam custos de transporte, pressionam preços de insumos importados e reduzem margens das exportações brasileiras.
  • Sobrecapacidade mundial em aço e manufaturados: excesso de produção global, especialmente na China, aumenta o risco de entrada de produtos importados a preços competitivos e pressiona a indústria nacional.
  • Proliferação de medidas de defesa comercial: tarifas, medidas antidumping e salvaguardas fragmentam mercados e podem desviar exportações de grandes economias para o Brasil, ampliando a concorrência interna.
  • Custo de capital elevado: juros altos até 2027 encarecem financiamentos, capital de giro e investimentos, limitando a capacidade produtiva da indústria.
  • Restrições chinesas às terras raras: o controle da China sobre o refino e a fabricação de ímãs permanentes ameaça o fornecimento de insumos estratégicos para motores elétricos, energia eólica e eletrônicos.
  • Tensões no Estreito de Taiwan: eventual conflito ou interrupção logística na região pode comprometer o fornecimento mundial de semicondutores e afetar cadeias industriais brasileiras.
  • Disputa comercial entre Brasil e Argentina: acordos argentinos com os Estados Unidos e o avanço da China no mercado vizinho podem reduzir o espaço brasileiro no comércio regional e tensionar o Mercosul.
  • Insegurança cibernética: ataques a sistemas industriais e infraestruturas críticas elevam riscos operacionais, financeiros e de interrupção das atividades produtivas.
  • Sanções internacionais e crime organizado: mudanças nas classificações e sanções impostas pelos Estados Unidos podem ampliar exigências de compliance e expor empresas brasileiras a riscos jurídicos e financeiros.
  • Regulação e riscos da inteligência artificial: novas exigências regulatórias e a concentração do desenvolvimento tecnológico em poucas empresas podem aumentar custos e dependência de fornecedores estrangeiros.
  • Minerais críticos e hidrogênio verde: a demanda global e a reorganização das cadeias produtivas abrem oportunidades para atrair investimentos, ampliar a produção nacional e fornecer insumos estratégicos.
  • Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE): a precificação do carbono no Brasil poderá reduzir custos associados ao mecanismo europeu CBAM e favorecer exportadores de aço e alumínio.
  • Novos mercados por meio de acordos do Mercosul: tratados comerciais com União Europeia, Singapura e EFTA, além de negociações com outros países, ampliam destinos para produtos brasileiros de maior valor agregado.
  • Integração comercial regional: o baixo comércio entre países da América Latina revela espaço para ampliar negócios, fortalecer cadeias produtivas e explorar um mercado regional de aproximadamente 660 milhões de pessoas.
  • Corredores bioceânicos: novas rotas de infraestrutura entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile podem reduzir custos logísticos, facilitar o acesso aos mercados asiáticos e fortalecer a integração sul-americana.

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ApexBrasil leva mais de 100 empresas para a maior feira de alimentos do mundo em Paris

Pela primeira vez, cooperativas da agricultura familiar compõem comitiva que pode fazer US$ 3,5 bilhões em negócios

ApexBrasil leva mais de 100 empresas para a maior feira de alimentos do mundo em Paris

O Brasil chega à SIAL Paris (Salon International de l’Alimentation, em francês), de 17 a 21 de outubro, com uma delegação de 156 empresas coordenadas em conjunto pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e parceiros. A expectativa é alcançar US$ 3,5 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros.

Das 156 companhias, 109 são coordenadas pela ApexBrasil, incluindo dez cooperativas, 22 pela ABIEC e 25 pela ABPA. Estarão lado a lado grandes cadeias exportadoras, médias e pequenas empresas e cooperativas da agricultura familiar, todas em busca de ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Isso vale tanto para os que já contam com tarifas zeradas ou reduzidas quanto para os que têm potencial de conquistar espaço nas prateleiras.

O grande destaque desta edição é a estreia das dez cooperativas da agricultura familiar, que terão estandes próprios pela primeira vez, com apoio da ApexBrasil. A ação integra o programa Cooperar para Exportar e leva à feira produtos associados à biodiversidade brasileira, à sustentabilidade, ao comércio justo, à bioeconomia e ao desenvolvimento regional. 

“Estamos levando para um dos principais palcos mundiais de alimentos produtos que expressam a diversidade e a biodiversidade brasileiras dentro das tendências globais de consumo. É uma oportunidade para mostrar que a agricultura familiar brasileira pode e deve ocupar espaços cada vez maiores no comércio global, com produtos de qualidade, origem, sustentabilidade e valor agregado, além de aproximar essas cooperativas de compradores internacionais e gerar negócios”, afirma o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Mercosul-União Europeia

O evento é a primeira edição após a entrada em vigor provisória, em 1º de maio de 2026, do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a corrente de comércio entre Brasil e UE alcançou US$ 49,7 bilhões entre maio e setembro de 2026. As exportações brasileiras somaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% sobre o mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%, o que resultou em superávit de US$ 4,7 bilhões.

A França, sede da feira, é a segunda maior economia da UE, com PIB de US$ 3,4 trilhões, população de 66,7 milhões de habitantes e US$ 762 bilhões em importações de bens em 2024. O Perfil de Comércio e Investimentos (PCI) França 2026, da área de Inteligência da ApexBrasil, identificou 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros. Em 2025, o comércio bilateral somou US$ 10,3 bilhões, dos quais US$ 3,1 bilhões foram exportações brasileiras.

SIAL

A SIAL Paris (Salon International de l’Alimentation) é considerada a maior feira profissional do setor agroalimentar do mundo. São esperados cerca de 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países, entre importadores, distribuidores, varejistas, redes de supermercados, indústrias, profissionais de foodservice, restaurantes, hotéis e tomadores de decisão, em busca de novos produtos, fornecedores e tendências.

O Brasil estreou na feira em 2008, com 80 empresas, e chegou a 110 em 2010. Nas edições seguintes, foram 82 em 2012, 84 em 2014, 102 em 2016 e 128 em 2018. Em 2020, a participação caiu para 70 empresas por causa da pandemia, e depois subiu para 130 em 2022 e 139 em 2024. Com 156 empresas, 2026 tem o maior número da história. O valor de negócios gerados passou de US$ 603 milhões em 2008 para US$ 3,2 bilhões em 2024.

Cronograma

A feira funciona das 10h às 18h30. No dia 17, a abertura oficial da SIAL Paris ocorre às 10h, e a do Pavilhão Brasil, às 11h, no Hall 4, com o presidente da ApexBrasil, representantes do corpo diplomático, entidades setoriais, cooperativas, empresas e parceiros. O público poderá conhecer e provar produtos de cooperativas que refletem diferentes biomas, territórios e cadeias produtivas. Às 12h, Müller concede entrevista e, às 13h, visita os pavilhões nos Halls 4, 5, 6 e 8.

De 18 a 21 de outubro, as manhãs reservam entrevistas com integrantes das cooperativas que participam pela primeira vez, com a delegação focada em inovação e com a vencedora do SIAL Innovation Awards 2026, além de visita ao Brazil Trade Lounge (BTL), voltado a comerciais exportadoras. A vencedora é a AMZ Tropical, fabricante de bebidas fundada na Amazônia e única brasileira entre as 28 premiadas, na categoria Bebidas. Ao meio-dia há degustações no Pavilhão Brasil, e as tardes são dedicadas a visitas aos pavilhões e a agendamentos prévios com participantes.

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ApexBrasil leva startups brasileiras a eventos de inovação em Portugal e Emirados Árabes

Web Summit Lisboa e GITEX Expand North Star, em Dubai, vão conectar empresas brasileiras a investidores, clientes e parceiros estrangeiros

ApexBrasil leva startups brasileiras a eventos de inovação em Portugal e Emirados Árabes

O segundo semestre de 2026 reserva duas oportunidades para startups brasileiras apresentarem suas soluções ao mercado internacional, acompanharem tendências e se conectarem a alguns dos principais ecossistemas globais de tecnologia e empreendedorismo. 

Em novembro, a agenda será no Web Summit Lisboa 2026, em Portugal. No mês seguinte, empreendedores brasileiros participarão da GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. 

As iniciativas fazem parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de mercados internacionais. 

A proposta é apoiar empresas e ambientes de inovação na apresentação de tecnologias e soluções desenvolvidas no país e, ao mesmo tempo, facilitar o contato com tendências, modelos de negócios, investidores e potenciais parceiros capazes de contribuir para o crescimento e a internacionalização dos negócios. 

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destaca que a participação em eventos internacionais pode abrir portas para além da captação de investimentos. 

“Você sabe o que todo investidor procura quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem”, enfatiza.

Web Summit Lisboa

O Web Summit Lisboa 2026 será realizado entre 9 e 12 de novembro, na capital portuguesa. A conferência internacional reunirá startups, investidores, empresas e especialistas para discutir tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Nesta edição, a ApexBrasil busca ampliar a presença internacional não apenas de startups individualmente, mas também dos ecossistemas dos quais elas fazem parte. Para isso, cada ambiente de inovação selecionado deverá indicar cinco startups de seu ecossistema para participar da missão. 

Juntos, ambiente e empresas terão um dia de exposição no Pavilhão Brasileiro, formando uma vitrine para apresentar ao público internacional diferentes polos de desenvolvimento tecnológico existentes no país. 

A participação em Lisboa dá continuidade à atuação da ApexBrasil no Web Summit Rio 2026, realizado em junho deste ano. Na ocasião, a agência apoiou quase 100 startups brasileiras em uma programação que incluiu apresentações para investidores, pitches, rodadas de negócios e conexões com o mercado internacional. 

Missão para Dubai 

Entre 5 e 15 de dezembro, a ApexBrasil promoverá a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. 

A iniciativa selecionará 30 startups brasileiras para uma programação que vai além da participação no evento. As empresas passarão por uma etapa de preparação para a missão e contarão com espaço no Pavilhão do Brasil, serviço de matchmaking com potenciais clientes, investidores e parceiros estratégicos, além da possibilidade de participar da competição internacional de pitches Supernova Challenge. 

A agenda também inclui visitas técnicas ao ecossistema de inovação dos Emirados Árabes Unidos nos dias 14 e 15 de dezembro. A proposta é permitir que os participantes conheçam de perto o ambiente local, realizem benchmarking e identifiquem oportunidades para validação de mercado, desenvolvimento de projetos-piloto e expansão internacional. 

A presença em Dubai também reforça a conexão construída pela ApexBrasil com o ecossistema de inovação da região. Na GITEX Expand North Star 2025, a agência organizou a participação brasileira no evento, reunindo startups e hubs de inovação para apresentar soluções e estabelecer contatos com atores internacionais. 

Ecossistema brasileiro em expansão

O ecossistema de tecnologia e empreendedorismo brasileiro é formado por mais de 13 mil startups, mais de 120 fundos de venture capital, mais de 200 empresas, mais de 250 hubs de inovação e mais de 30 unicórnios, segundo levantamento da ApexBrasil. 

Em 2024, o país recebeu US$ 2,135 bilhões em investimentos de venture capital, distribuídos em 386 operações. 

Nesse cenário, a ApexBrasil busca aproximar empresas brasileiras de oportunidades de internacionalização e, ao mesmo tempo, conectar investidores estrangeiros ao potencial de negócios e inovação do país. 

Entre os serviços oferecidos pela agência estão o fornecimento de informações de mercado, ações de networking, conexão com potenciais parceiros e investidores e iniciativas de soft landing, voltadas a apoiar empresas em seu processo de entrada e adaptação a novos mercados. 

A presença internacional da ApexBrasil também contribui para ampliar essas conexões. A agência mantém escritórios no Brasil e no exterior, incluindo unidades em mercados estratégicos como Lisboa e Dubai, além de cidades como Bruxelas, Miami, São Francisco, Pequim e Xangai. 

Saiba mais em apexbrasil.com.br.

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