No Dia Mundial do Brincar, comemorado em 28 de maio, o mundo lembra que brincar é um direito fundamental da infância. A data foi criada em 1999 pela International Toy Library Association para reforçar como as brincadeiras favorecem o desenvolvimento cognitivo, motor e emocional das crianças. Também é momento de pensar a inclusão: projetos como o programa Boa Praça, da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, entregam playgrounds reformados em São Paulo com brinquedos inclusivos para crianças com necessidades específicas, mostrando que as praças podem ser espaços onde todas as crianças correm, fantasiam e convivem com a natureza.
Para entender como as atividades físicas lúdicas podem favorecer crianças autistas, convidamos a professora Michele Fatima de Almeida Lafraia, especialista em Educação Física para TEA. Formada em Educação Física em 2002, licenciada em Pedagogia em 2023 e com extensões em Adequação no Autismo e Necessidades Educacionais Especiais, Michele trabalha há duas décadas em escolas e coordena equipes pedagógicas. A seguir, ela responde em entrevista sobre a importância do brincar e comenta pesquisas, projetos e experiências.
Brincar como motor do cérebro
Pergunta: Qual o papel das brincadeiras para o desenvolvimento motor e social das crianças, especialmente as autistas?
Michele Lafraia: “Brincar é a primeira linguagem da criança. Quando pulamos, imitamos animais ou fazemos circuitos com cones e cordas, estamos estimulando coordenação, lateralidade e equilíbrio. Para a criança autista, esse movimento organizado é uma ponte para o social; cada salto é também um convite para olhar nos olhos e interagir. Por isso, a educação física precisa integrar o lúdico ao currículo.”
Pesquisa da Pastoral da Criança confirma a visão de Michele. Para a pedagoga Priscila do Rocio Costa, “o brincar é o combustível do cérebro na primeira infância” e contribui para desenvolver memória, controle emocional e raciocínio lógico. A docente explica que cidades “amigas da criança” precisam de praças seguras, calçadas acessíveis e contato com a natureza, pois o contato com terra, plantas e água reduz estresse e obesidade.
Inclusão: adaptar, não normalizar
Pergunta: Como tornar as brincadeiras inclusivas para crianças com Transtorno do Espectro Autista?
Michele: “O primeiro passo é respeitar o jeito de cada criança brincar. Algumas preferem movimentos repetitivos, outras gostam de água ou de tocar instrumentos. O papel do educador é propor atividades que dialoguem com esses interesses e oferecer pistas visuais e sensoriais claras. Ao mesmo tempo, explicamos aos colegas que cada um tem seu tempo. Em nossos projetos, as crianças aprendem a esperar a vez, a dividir brinquedos e a celebrar cada avanço.”
O professor Pablo Lopes, multiplicador da Pastoral da Criança, ressalta que as crianças neurodivergentes “não deixam de saber brincar; elas brincam de formas diferentes” e que a inclusão acontece quando as diferenças são compreendidas e respeitadas. Ele orienta as famílias a validar o jeito de cada criança brincar, adaptar o ambiente e promover atividades cooperativas. Maria Cristina da Silva, líder da Pastoral, lembra que os pais precisam reservar pelo menos 30 minutos diários para brincar, pois é assim que percebem dificuldades e identificam se há necessidade de acompanhamento especializado. Maria José, outra líder, reforça que “todas as crianças têm direito de brincar”, inclusive aquelas com diferenças no funcionamento do cérebro, e recomenda descobrir os interesses da criança e criar jogos de interação.
Evidências científicas e projetos
Estudos recentes mostram que a atividade física traz benefícios reconhecidos para pessoas com TEA. Uma meta-análise de Sowa e Meulenbroek (2012), citada no Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo do Ministério do Esporte, demonstrou efeitos positivos em vários domínios, sobretudo nos funcionamentos motor e social; intervenções individuais geraram melhores resultados do que as em grupo. Pesquisas brasileiras relatam que programas de 48 semanas de exercícios reduziram comportamentos repetitivos e melhoraram a qualidade de vida de crianças autistas. A professora Paloma Herginzer, especialista em educação inclusiva, defende que a atividade física é mais do que desenvolvimento motor: ela é instrumento de socialização e autoestima, pois o movimento é forma de expressão e integração com o mundo. Paloma lembra que cabe ao professor criar oportunidades de interação e adaptar atividades para valorizar as conquistas de cada aluno.
O programa Boa Praça, citado no início desta reportagem, é uma dessas iniciativas que buscam transformar espaços públicos em territórios de inclusão. A Fundação Setúbal reforma praças e instala brinquedos acessíveis, com o compromisso de entregar pelo menos um playground por ano e envolver a comunidade na manutenção. A própria fundação destaca que as praças são lugares onde a criança se movimenta, socializa e fantasia, demonstrando saúde em sua plenitude.
Educação física e o brincar no autismo
Pergunta: Que exemplos práticos você pode destacar de atividades lúdicas que funcionam com crianças autistas?
Michele: “Gosto de trabalhar com brincadeiras sensoriais. Montamos circuitos com obstáculos de texturas diferentes, usamos massinha de farinha para treinar força e coordenação fina e fazemos jogos de imitação ao som de músicas. A água também é uma aliada – no tanque ou na piscina, o corpo se movimenta de outra forma, e a sensação calmante ajuda na autorregulação. Recentemente adaptamos o jogo ‘circuito da natureza’, no qual as crianças percorrem caminhos desenhados no chão e param em estações de equilíbrio, respiração ou alongamento. O importante é que a proposta seja previsível, divertida e gradativa.”
Pergunta: O que o Dia Mundial do Brincar representa para você como profissional?
Michele: “Vejo essa data como um chamado coletivo para olhar o brincar com seriedade. Quando celebramos o Dia Mundial do Brincar, falamos de inclusão, de direito e de saúde. Quero que cada praça, escola ou parque ofereça experiências lúdicas que respeitem as necessidades sensoriais e sociais das crianças autistas. Para isso, precisamos de políticas públicas, formação continuada dos educadores e diálogo constante com as famílias. Brincar não é mero passatempo; é exercício de cidadania.”
Na contramão do turismo tradicional, agência de Porto Seguro movimenta mais de R$ 20 milhões em vendas de passeios
Com 100% das vendas atuais originadas em canais próprios, Porto Seguro Roteiros atende cerca de 15 mil passageiros por ano e alcança aproximadamente 5 milhões de visualizações mensais
Em um setor historicamente marcado pela participação de agências, operadoras e receptivos na distribuição de produtos turísticos, uma agência de turismo em Porto Seguro, no sul da Bahia, decidiu seguir um caminho diferente.
Em sete anos de operação, a Porto Seguro Roteiros movimentou mais de R$ 20 milhões em vendas de passeios. Segundo a empresa, atualmente 100% das vendas são originadas em canais próprios, sem depender de agências externas para gerar demanda.
A estratégia foi construir audiência na internet, alcançar o turista ainda durante o planejamento da viagem e transformar conteúdo em um canal direto de aquisição de clientes.
Hoje, a operação atende cerca de 15 mil passageiros por ano, enquanto seus conteúdos sobre Porto Seguro e região alcançam aproximadamente 5 milhões de visualizações mensais.
Conteúdo como canal de distribuição
A estratégia acompanha uma mudança no comportamento do turista. Antes de chegar ao destino, o viajante pesquisa praias, assiste a vídeos, consulta avaliações e compara experiências pelo celular.
A Porto Seguro Roteiros passou a produzir conteúdos sobre praias, gastronomia, marés, atrações e passeios em Porto Seguro, buscando alcançar o viajante ainda durante o planejamento da viagem.
Com o crescimento da audiência, o conteúdo deixou de funcionar apenas como divulgação e passou a exercer também uma função comercial. A empresa gera a demanda em seus próprios canais e conduz internamente o atendimento e a venda dos passeios.
A presença digital também permite que informações sobre o destino cheguem ao viajante antes do desembarque, aproximando a pesquisa sobre Porto Seguro da contratação das experiências que farão parte da viagem.
Passeios em Porto Seguro também entraram na estratégia
A mudança não ficou restrita à forma de vender.
Porto Seguro é um destino consolidado, com passeios turísticos comercializados há décadas. Para evitar uma disputa baseada apenas em preço, a empresa passou a buscar adaptações em horários, logística, tempo de permanência, serviços agregados e formatos de experiência.
O contato direto com os turistas também permitiu utilizar dúvidas, avaliações e preferências dos clientes para ajustar os produtos.
Na prática, a estratégia aproximou três etapas que muitas vezes estão separadas no turismo: comunicação, venda e operação da experiência.
Uma agência de turismo que nasceu digital
A Porto Seguro Roteiros surgiu há sete anos, quando seu fundador, Thalisson Lage, então com 22 anos, decidiu apostar na internet como principal caminho para alcançar turistas interessados em conhecer Porto Seguro.
A proposta era utilizar os canais digitais não apenas para anunciar passeios, mas para construir uma audiência própria em torno do destino.
O modelo ganhou escala e permitiu que a empresa desenvolvesse sua própria capacidade de distribuição, mantendo o relacionamento com o consumidor desde a pesquisa da viagem até a contratação dos passeios em Porto Seguro e região.
Uma mudança na distribuição do turismo
O caso ajuda a ilustrar uma transformação mais ampla no setor.
Redes sociais, pagamentos digitais, avaliações online e atendimento por aplicativos deram às empresas que operam nos destinos novas formas de chegar diretamente ao viajante.
Isso não elimina o papel de agências, operadoras e receptivos, mas cria uma alternativa para negócios locais que antes dependiam desses canais para alcançar consumidores.
No caso da Porto Seguro Roteiros, a combinação entre conteúdo, venda direta e operação turística permitiu construir uma estrutura própria de distribuição e movimentar mais de R$ 20 milhões em vendas de passeios em sete anos.
Em um mercado cada vez mais influenciado pela maneira como o turista pesquisa e planeja suas férias, o modelo mostra como uma agência de turismo em Porto Seguro pode utilizar audiência digital não apenas como divulgação, mas como parte da própria estrutura comercial.
Busca por tratamento especializado cresce e amplia o debate sobre dependência química
A busca por informações relacionadas à dependência química tem aumentado à medida que famílias procuram compreender melhor os caminhos disponíveis para quem enfrenta problemas associados ao consumo de álcool ou outras substâncias. Nesse cenário, conteúdos jornalísticos e materiais educativos podem ajudar a esclarecer dúvidas sobre tratamento, acompanhamento profissional e diferentes modalidades de cuidado.
A dependência química pode produzir impactos em diferentes áreas da vida, envolvendo aspectos relacionados à saúde, aos relacionamentos familiares, à rotina profissional e à convivência social. Por esse motivo, a procura por atendimento deve considerar as características individuais de cada pessoa.
Famílias procuram informações sobre clínicas especializadas
Uma das principais dúvidas de familiares está relacionada à escolha de um serviço adequado para acompanhamento. A expressão clínicas de recuperação de dependentes químicos aparece com frequência nas pesquisas realizadas por pessoas que procuram conhecer diferentes possibilidades de atendimento.
Antes de escolher uma instituição ou modalidade de tratamento, é importante buscar informações claras sobre a estrutura oferecida, profissionais envolvidos, métodos de acompanhamento e condições de atendimento. A avaliação individual também deve fazer parte desse processo.
Não existe uma única alternativa adequada para todos os casos. O tratamento pode variar conforme o histórico de uso de substâncias, condições de saúde, necessidades psicológicas e contexto familiar.
O tratamento precisa considerar cada pessoa
A dependência química é uma condição complexa e pode apresentar características diferentes de uma pessoa para outra. Por isso, a definição de uma estratégia de cuidado deve ser realizada de maneira individualizada.
O tratamento de dependentes químicos pode envolver diferentes profissionais e modalidades de acompanhamento, conforme a avaliação realizada. Médicos, psicólogos, enfermeiros e outros profissionais podem participar do cuidado quando houver indicação.
Além do acompanhamento profissional, a participação da família pode ser importante. Familiares frequentemente precisam de orientação para compreender melhor a situação e identificar maneiras adequadas de oferecer apoio.
Informação ajuda na tomada de decisões
Com a facilidade de acesso à internet, muitas famílias iniciam suas pesquisas online antes de conversar com profissionais de saúde. Entretanto, é importante diferenciar conteúdos educativos de uma avaliação clínica.
Informações encontradas em sites, redes sociais e portais de notícias podem contribuir para ampliar o conhecimento sobre o assunto, mas não devem ser utilizadas para estabelecer diagnósticos ou decidir sozinhas qual tratamento será realizado.
Também é recomendável desconfiar de conteúdos que prometam resultados garantidos ou apresentem soluções rápidas para problemas complexos. A recuperação pode envolver diferentes etapas e exigir acompanhamento contínuo.
O alcoolismo também exige atenção especializada
O consumo problemático de álcool é outra questão que pode levar famílias a procurar serviços especializados. Quando o uso começa a provocar prejuízos persistentes na saúde, nos relacionamentos ou na rotina, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender a situação.
Uma clínica de reabilitação para tratamento de alcoolismo pode fazer parte das alternativas pesquisadas por famílias que buscam informações sobre acompanhamento especializado. A indicação de uma modalidade específica, entretanto, depende da avaliação das necessidades de cada pessoa.
O alcoolismo não deve ser tratado apenas como uma questão de força de vontade. Em determinadas situações, pode ser necessário acompanhamento profissional para avaliar aspectos físicos, psicológicos e sociais relacionados ao consumo.
O papel da família durante o processo
Quando uma pessoa enfrenta dificuldades relacionadas ao álcool ou a outras substâncias, familiares também podem experimentar preocupação, insegurança e dificuldades para saber como agir.
Uma comunicação respeitosa e a busca por orientação podem ajudar a família a compreender melhor a situação. O objetivo não deve ser substituir os profissionais, mas criar uma rede de apoio compatível com as necessidades do paciente.
Também é importante respeitar os limites individuais e evitar julgamentos. O preconceito pode dificultar a procura por ajuda e contribuir para o isolamento de quem precisa de acompanhamento.
Internação deve ser analisada com responsabilidade
Em algumas situações, familiares pesquisam informações sobre diferentes formas de internação. Entretanto, decisões relacionadas à internação precisam observar as condições clínicas e legais aplicáveis a cada caso.
A internação involuntária de dependentes químicos e alcoólatras, por exemplo, não deve ser tratada como uma decisão exclusivamente familiar ou administrativa. A legislação brasileira estabelece critérios e procedimentos específicos para esse tipo de medida, além de exigir participação de profissionais habilitados.
Por esse motivo, famílias que se encontram diante de uma situação complexa devem buscar orientação profissional e jurídica adequada antes de tomar decisões.
Informação responsável pode facilitar a busca por ajuda
A expansão de conteúdos sobre dependência química contribui para que mais pessoas tenham acesso a informações sobre prevenção, tratamento e recuperação. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de avaliar cuidadosamente a qualidade das informações encontradas.
Conhecer diferentes modalidades de atendimento, conversar com profissionais qualificados e considerar as necessidades específicas do paciente são medidas importantes para uma busca responsável por tratamento.
A recuperação pode ser um processo gradual, que envolve acompanhamento, participação da família e reorganização de diferentes aspectos da vida. Por isso, o acesso à informação deve servir como ponto de partida para decisões conscientes, e não como substituto da avaliação profissional.
Para famílias que enfrentam dúvidas sobre dependência química ou alcoolismo, procurar ajuda especializada pode ser um passo importante para compreender as possibilidades existentes e identificar os cuidados mais adequados para cada situação.
Dependência química: informação e acompanhamento podem transformar a busca por ajuda
A dependência química é um problema de saúde que pode afetar diferentes aspectos da vida de uma pessoa, incluindo relações familiares, rotina profissional, estudos, saúde física e bem-estar emocional. Por isso, reconhecer os sinais de que existe uma relação problemática com determinadas substâncias e buscar informações confiáveis pode ser um passo importante para encontrar caminhos de cuidado.
O processo de recuperação não é necessariamente igual para todas as pessoas. A avaliação das condições individuais, do histórico de uso de substâncias, das necessidades de saúde e do contexto familiar ajuda a definir quais formas de acompanhamento podem ser mais adequadas.
Quando procurar ajuda profissional
Muitas famílias enfrentam dificuldades para compreender quando o consumo de álcool ou outras substâncias deixou de ser ocasional e passou a provocar prejuízos significativos. Mudanças de comportamento, dificuldades nas relações, problemas relacionados ao trabalho ou aos estudos e perda de controle sobre o consumo podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional.
Nessas situações, procurar informações sobre tratamento para dependência química pode ajudar familiares e pacientes a conhecer as possibilidades existentes e entender que o acompanhamento deve considerar as necessidades específicas de cada pessoa.
Uma avaliação realizada por profissionais habilitados pode contribuir para identificar o quadro apresentado e orientar os próximos passos. Dependendo da situação, podem ser considerados atendimentos ambulatoriais, acompanhamento psicológico, acompanhamento médico, participação em grupos de apoio ou programas estruturados de tratamento.
O papel do acompanhamento multidisciplinar
A dependência química possui diferentes dimensões e, por isso, o acompanhamento pode envolver profissionais de diversas áreas. Médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e outros profissionais podem participar do processo de acordo com as necessidades identificadas.
Informações sobre serviços especializados, como as apresentadas pelo Hospital Dependência Química, podem ajudar famílias que estão procurando compreender melhor as alternativas disponíveis para acompanhamento e recuperação.
O objetivo de um atendimento estruturado é oferecer suporte adequado durante as diferentes etapas do processo, sempre respeitando as características individuais do paciente.
A família também precisa de orientação
Quando uma pessoa apresenta problemas relacionados ao uso de álcool ou outras drogas, os impactos frequentemente alcançam toda a família. Pais, filhos, irmãos, cônjuges e outros familiares podem experimentar preocupação, insegurança e dificuldade para saber como agir.
Buscar orientação profissional pode ser importante para que os familiares compreendam o problema e aprendam formas mais adequadas de oferecer apoio. A participação da família, quando indicada pelos profissionais responsáveis, pode contribuir para a continuidade do cuidado e para a construção de uma rotina mais favorável à recuperação.
Também é importante evitar julgamentos. A dependência química não deve ser tratada simplesmente como falta de força de vontade. Trata-se de uma condição complexa que pode exigir acompanhamento profissional e suporte contínuo.
Tratamento deve considerar cada pessoa
Não existe uma única estratégia que seja adequada para todos os casos. A definição do tratamento depende de fatores como o tipo de substância utilizada, frequência e padrão de consumo, histórico de saúde, condições psicológicas, presença de outras necessidades clínicas e suporte familiar disponível.
Por esse motivo, informações encontradas na internet devem servir principalmente para orientar a busca por atendimento profissional, e não para substituir uma avaliação individual.
Instituições e grupos especializados também podem disponibilizar informações sobre modalidades de tratamento e formas de acompanhamento. O Grupo Casoto é um exemplo de organização que apresenta informações relacionadas ao atendimento de pessoas que buscam alternativas para enfrentar problemas associados ao uso de substâncias.
Informação de qualidade ajuda na tomada de decisão
Em momentos de preocupação, familiares podem encontrar na internet uma grande quantidade de informações sobre dependência química. Entretanto, é importante verificar a procedência dos conteúdos e evitar promessas de resultados rápidos ou garantias de recuperação.
Uma decisão responsável deve considerar a avaliação de profissionais habilitados, a estrutura disponível para o atendimento, a modalidade de acompanhamento indicada e as necessidades específicas do paciente.
Também é importante compreender que a recuperação pode ser um processo contínuo. O acompanhamento posterior ao tratamento, quando indicado, pode ter papel relevante na manutenção dos cuidados e na adaptação da pessoa à rotina.
Buscar ajuda pode ser o primeiro passo
A informação pode ajudar a família a reconhecer que existem caminhos de cuidado e que a procura por atendimento profissional não precisa acontecer somente quando os problemas já atingiram uma dimensão grave.
Ao perceber sinais de uso problemático de álcool ou outras drogas, conversar com um profissional de saúde pode ser uma maneira responsável de entender a situação e conhecer as alternativas existentes.
Para famílias que estão pesquisando diferentes possibilidades de atendimento, também pode ser útil consultar informações sobre clínicas de recuperação e outras modalidades de acompanhamento especializado.
O mais importante é que cada caso seja analisado individualmente, com respeito, responsabilidade e atenção às necessidades da pessoa e de sua família.
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