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Dia Mundial do Brincar: entrevista com Michele Lafraia

Dia Mundial do Brincar: entrevista com Michele Lafraia

(28/05/2025) Por: Bianca Lima

No Dia Mundial do Brincar, comemorado em 28 de maio, o mundo lembra que brincar é um direito fundamental da infância. A data foi criada em 1999 pela International Toy Library Association para reforçar como as brincadeiras favorecem o desenvolvimento cognitivo, motor e emocional das crianças. Também é momento de pensar a inclusão: projetos como o programa Boa Praça, da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, entregam playgrounds reformados em São Paulo com brinquedos inclusivos para crianças com necessidades específicas, mostrando que as praças podem ser espaços onde todas as crianças correm, fantasiam e convivem com a natureza.

Para entender como as atividades físicas lúdicas podem favorecer crianças autistas, convidamos a professora Michele Fatima de Almeida Lafraia, especialista em Educação Física para TEA. Formada em Educação Física em 2002, licenciada em Pedagogia em 2023 e com extensões em Adequação no Autismo e Necessidades Educacionais Especiais, Michele trabalha há duas décadas em escolas e coordena equipes pedagógicas. A seguir, ela responde em entrevista sobre a importância do brincar e comenta pesquisas, projetos e experiências.

Brincar como motor do cérebro

Pergunta: Qual o papel das brincadeiras para o desenvolvimento motor e social das crianças, especialmente as autistas?

Michele Lafraia: “Brincar é a primeira linguagem da criança. Quando pulamos, imitamos animais ou fazemos circuitos com cones e cordas, estamos estimulando coordenação, lateralidade e equilíbrio. Para a criança autista, esse movimento organizado é uma ponte para o social; cada salto é também um convite para olhar nos olhos e interagir. Por isso, a educação física precisa integrar o lúdico ao currículo.”

Pesquisa da Pastoral da Criança confirma a visão de Michele. Para a pedagoga Priscila do Rocio Costa, “o brincar é o combustível do cérebro na primeira infância” e contribui para desenvolver memória, controle emocional e raciocínio lógico. A docente explica que cidades “amigas da criança” precisam de praças seguras, calçadas acessíveis e contato com a natureza, pois o contato com terra, plantas e água reduz estresse e obesidade.

Inclusão: adaptar, não normalizar

Pergunta: Como tornar as brincadeiras inclusivas para crianças com Transtorno do Espectro Autista?

Michele: “O primeiro passo é respeitar o jeito de cada criança brincar. Algumas preferem movimentos repetitivos, outras gostam de água ou de tocar instrumentos. O papel do educador é propor atividades que dialoguem com esses interesses e oferecer pistas visuais e sensoriais claras. Ao mesmo tempo, explicamos aos colegas que cada um tem seu tempo. Em nossos projetos, as crianças aprendem a esperar a vez, a dividir brinquedos e a celebrar cada avanço.”

O professor Pablo Lopes, multiplicador da Pastoral da Criança, ressalta que as crianças neurodivergentes “não deixam de saber brincar; elas brincam de formas diferentes” e que a inclusão acontece quando as diferenças são compreendidas e respeitadas. Ele orienta as famílias a validar o jeito de cada criança brincar, adaptar o ambiente e promover atividades cooperativas. Maria Cristina da Silva, líder da Pastoral, lembra que os pais precisam reservar pelo menos 30 minutos diários para brincar, pois é assim que percebem dificuldades e identificam se há necessidade de acompanhamento especializado. Maria José, outra líder, reforça que “todas as crianças têm direito de brincar”, inclusive aquelas com diferenças no funcionamento do cérebro, e recomenda descobrir os interesses da criança e criar jogos de interação.

Evidências científicas e projetos

Estudos recentes mostram que a atividade física traz benefícios reconhecidos para pessoas com TEA. Uma meta-análise de Sowa e Meulenbroek (2012), citada no Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo do Ministério do Esporte, demonstrou efeitos positivos em vários domínios, sobretudo nos funcionamentos motor e social; intervenções individuais geraram melhores resultados do que as em grupo. Pesquisas brasileiras relatam que programas de 48 semanas de exercícios reduziram comportamentos repetitivos e melhoraram a qualidade de vida de crianças autistas. A professora Paloma Herginzer, especialista em educação inclusiva, defende que a atividade física é mais do que desenvolvimento motor: ela é instrumento de socialização e autoestima, pois o movimento é forma de expressão e integração com o mundo. Paloma lembra que cabe ao professor criar oportunidades de interação e adaptar atividades para valorizar as conquistas de cada aluno.

O programa Boa Praça, citado no início desta reportagem, é uma dessas iniciativas que buscam transformar espaços públicos em territórios de inclusão. A Fundação Setúbal reforma praças e instala brinquedos acessíveis, com o compromisso de entregar pelo menos um playground por ano e envolver a comunidade na manutenção. A própria fundação destaca que as praças são lugares onde a criança se movimenta, socializa e fantasia, demonstrando saúde em sua plenitude.

Educação física e o brincar no autismo

Pergunta: Que exemplos práticos você pode destacar de atividades lúdicas que funcionam com crianças autistas?

Michele: “Gosto de trabalhar com brincadeiras sensoriais. Montamos circuitos com obstáculos de texturas diferentes, usamos massinha de farinha para treinar força e coordenação fina e fazemos jogos de imitação ao som de músicas. A água também é uma aliada – no tanque ou na piscina, o corpo se movimenta de outra forma, e a sensação calmante ajuda na autorregulação. Recentemente adaptamos o jogo ‘circuito da natureza’, no qual as crianças percorrem caminhos desenhados no chão e param em estações de equilíbrio, respiração ou alongamento. O importante é que a proposta seja previsível, divertida e gradativa.”

Pergunta: O que o Dia Mundial do Brincar representa para você como profissional?

Michele: “Vejo essa data como um chamado coletivo para olhar o brincar com seriedade. Quando celebramos o Dia Mundial do Brincar, falamos de inclusão, de direito e de saúde. Quero que cada praça, escola ou parque ofereça experiências lúdicas que respeitem as necessidades sensoriais e sociais das crianças autistas. Para isso, precisamos de políticas públicas, formação continuada dos educadores e diálogo constante com as famílias. Brincar não é mero passatempo; é exercício de cidadania.”

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Planos de Saúde Expandem Cobertura para as Clínicas de Recuperação Casoto

Planos de Saúde Expandem Cobertura para as Clínicas de Recuperação Casoto

Descubra como funciona a cobertura nas clínicas de recuperação Casoto de planos de saúde para tratamento de dependência química e saúde mental. Veja os locais de atendimento de Bradesco, Amil, SulAmérica e outros.

A busca por tratamentos de reabilitação e saúde mental teve um crescimento significativo nos últimos anos. Diante dessa realidade, o acesso a clínicas especializadas por meio de convênios médicos tornou-se um direito fundamental para milhares de famílias que buscam suporte para a dependência química, o alcoolismo e outros transtornos psiquiátricos.

Muitas pessoas ainda desconhecem que os principais planos de saúde do país oferecem cobertura integral ou parcial para internações e tratamentos terapêuticos. Abaixo, destacamos como os maiores convênios do Brasil estruturam o suporte para essas especialidades.

Cobertura dos Principais Convênios Médicos

Para facilitar a busca por atendimento especializado, separamos as principais redes credenciadas e plataformas de direcionamento por operadora:

Grandes Operadoras Nacionais

Planos Corporativos e Autogestão

  • Caixa Saúde: Destinado aos funcionários da Caixa Econômica Federal e dependentes, garantindo suporte integral. Conheça as Clínicas de Recuperação Caixa Saúde.
  • Geap: Uma das operadoras mais importantes para servidores públicos federais. Consulte as Clínicas de Recuperação Geap.
  • Cassi: O plano dos funcionários do Banco do Brasil possui uma rede consolidada voltada à saúde mental. Acesse o suporte da Cassi.
  • Itaú: Colaboradores do setor bancário privado também contam com cobertura especializada através do plano Itaú.

Seguradoras e Planos Especializados

  • Mediservice: Operadora do grupo Bradesco que foca no mercado corporativo de grandes empresas. Conheça as Clínicas de Recuperação Mediservice.
  • Samaritano: Conhecido pela excelência e hotelaria hospitalar diferenciada no atendimento a transtornos. Veja os detalhes em Samaritano.
  • Fusex: O Fundo de Saúde do Exército assegura o atendimento de militares e seus dependentes em clínicas parceiras. Acesse o portal da Fusex.

Como Funciona o Direito à Internação pelo Plano?

Nota Importante: De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde são obrigados a cobrir o tratamento de saúde mental e dependência química, desde que haja um pedido médico detalhando a necessidade da intervenção (seja ela ambulatorial ou de internação).

Para iniciar o processo, a família ou o próprio paciente deve passar por uma avaliação com um médico psiquiatra. Com o laudo em mãos, basta entrar em contato com a operadora ou com as clínicas parceiras listadas acima para verificar a disponibilidade de vagas e os critérios de acomodação (enfermaria ou quarto privativo) previstos em cada contrato.

As clínicas de recuperação Casoto são referência em tratamento, qualidade e maior rede de atendimento de forma particular ou através de planos de saúde acesse o site e tenha mais informações.

Conheça: www.clinicacasoto.com.br

WhatsApp: (11)93418-1314

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Estratégias com Dados para Evitar Recaídas em Clínicas de Recuperação em SP, MG, PR, SC e RJ

Estratégias com Dados para Evitar Recaídas em Clínicas de Recuperação em SP, MG, PR, SC e RJ

O uso de dados na área da saúde comportamental vem se consolidando como um dos principais avanços no tratamento da dependência química em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em grandes centros como São Paulo (capital), bairros como Moema, Perdizes, Tatuapé, Itaquera, Lapa e Santana já utilizam tecnologias avançadas para acompanhamento clínico, assim como cidades como Campinas, Sorocaba, Osasco, Guarulhos, Carapicuíba e São Bernardo do Campo.

Em Minas Gerais, cidades como Belo Horizonte, Contagem, Betim, Uberlândia, Juiz de Fora, Montes Claros e bairros como Savassi, Pampulha e Barreiro também passam a integrar sistemas inteligentes no tratamento de dependentes químicos e alcoólatras.

No Paraná, regiões como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e bairros como Batel, Água Verde e Portão seguem a mesma evolução tecnológica. Já em Santa Catarina, cidades como Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí e bairros como Trindade, Itacorubi e Centro ampliam o uso de dados na reabilitação.

No Rio de Janeiro, tanto a capital quanto cidades como Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Méier e Tijuca também adotam modelos baseados em dados para prever recaídas em clínicas de recuperação que aceitam convênio médico.

A coleta estruturada de dados no acompanhamento clínico

Clínicas de recuperação em todas essas regiões vêm estruturando dados clínicos de forma estratégica. Informações sobre comportamento, adesão ao tratamento, participação em terapias e evolução emocional são registradas em tempo real.

Esse modelo é aplicado tanto em bairros centrais quanto periféricos, como Capão Redondo em São Paulo, Venda Nova em Belo Horizonte, CIC em Curitiba, Ingleses em Florianópolis e Campo Grande no Rio de Janeiro.

Digitalização de históricos e evolução do paciente

A digitalização permite acompanhar o histórico completo do paciente, criando uma linha do tempo detalhada. Em cidades como Ribeirão Preto, Uberaba, Londrina, Joinville e Petrópolis, esse modelo já melhora significativamente a tomada de decisão clínica.

Com isso, episódios de recaída podem ser analisados com base em fatores anteriores, como mudanças comportamentais, emocionais e sociais, aumentando a precisão das intervenções.

Análise de padrões e identificação de riscos

O uso de algoritmos permite identificar padrões de risco em pacientes em tratamento. Em regiões metropolitanas como Grande São Paulo, Grande BH, Região Metropolitana de Curitiba, Grande Florianópolis e Região Metropolitana do Rio de Janeiro, essa tecnologia já é amplamente utilizada.

Os sistemas analisam dados como frequência em terapias, isolamento social, mudanças de humor e comportamento, ajudando a prever possíveis recaídas com maior antecedência.

Automação de alertas e intervenções preventivas

Clínicas em bairros como Vila Mariana, Centro de Belo Horizonte, Centro de Curitiba, Centro de Florianópolis e Centro do Rio de Janeiro utilizam sistemas automatizados para gerar alertas em tempo real.

Esses alertas permitem intervenções rápidas, reduzindo significativamente os riscos de recaída e melhorando os resultados do tratamento.

Integração de dados e protocolos terapêuticos

A integração de dados clínicos, sociais e comportamentais permite a criação de protocolos personalizados. Em cidades como Santos, Uberlândia, Maringá, Blumenau e Niterói, clínicas já utilizam essa abordagem para aumentar a eficácia dos tratamentos.

O tratamento deixa de ser padronizado e passa a ser individualizado, considerando o histórico completo do paciente.

Desafios e limites do uso de dados na reabilitação

Apesar dos avanços, ainda existem desafios importantes, especialmente relacionados à privacidade, ética e interpretação dos dados. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro já discutem regulamentações mais rígidas para proteção de informações sensíveis.

Além disso, o fator humano continua sendo essencial. A tecnologia deve ser utilizada como apoio, nunca como substituição do acompanhamento profissional especializado.

O futuro das clínicas de reabilitação nessas regiões aponta para uma integração cada vez maior entre tecnologia, dados e cuidado humano, aumentando significativamente as chances de recuperação e reduzindo recaídas.

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Novo portal Centro de Recuperação amplia acesso a informações sobre tratamento de dependentes químicos e alcoólatras no Brasil

Novo portal Centro de Recuperação amplia acesso a informações sobre tratamento de dependentes químicos e alcoólatras no Brasil

Portal Centro de Recuperação reúne informações e orientação sobre tratamento de dependência química e alcoolismo, incluindo modalidades de internação e apoio às famílias.

São Paulo – O crescimento dos casos de dependência química e alcoolismo no Brasil tem levado cada vez mais famílias a buscar orientação profissional e acesso a tratamentos especializados. Nesse cenário, plataformas digitais voltadas à informação e ao encaminhamento terapêutico têm desempenhado um papel importante na conscientização sobre a doença e na busca por ajuda qualificada.

Com o objetivo de ampliar o acesso a conteúdos informativos e orientar pessoas que enfrentam os desafios da dependência química, o portal Centro de Recuperação surge como uma nova referência online para quem procura informações seguras sobre tratamento de dependentes químicos e alcoólatras.

A dependência de álcool e outras drogas é considerada uma doença complexa, que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. Por isso, o tratamento deve ser conduzido por profissionais qualificados e estruturado em diferentes etapas, incluindo avaliação clínica, desintoxicação supervisionada, acompanhamento terapêutico e estratégias de reinserção social.

Entre os conteúdos disponíveis no portal estão orientações sobre modalidades de tratamento, tipos de internação e informações relevantes para familiares que buscam entender melhor o processo de recuperação. O site também explica as diferenças entre internação voluntária, involuntária e compulsória, modalidades previstas na legislação brasileira e utilizadas conforme avaliação médica e critérios legais.

Especialistas destacam que a informação correta é um dos primeiros passos para que pacientes e familiares possam tomar decisões mais seguras em relação ao tratamento. A conscientização sobre a dependência química como uma doença tratável contribui para reduzir o estigma e incentivar a busca por ajuda profissional.

Além de abordar temas relacionados à recuperação, o portal também apresenta conteúdos educativos sobre saúde mental, prevenção de recaídas e apoio familiar, fatores considerados essenciais para o sucesso do tratamento a longo prazo.

Com a ampliação do acesso à informação e a criação de plataformas especializadas, iniciativas como o Centro de Recuperação contribuem para fortalecer o debate sobre dependência química no Brasil e facilitar o acesso a caminhos seguros para a recuperação.

WhatsApp: (11) 93418- 1314

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