A bolsa de valores brasileira fechou em baixa, nesta quarta-feira (22). Com perdas de 0,30%, o Ibovespa chegou aos 122,9 mil pontos.
Mais um pregão marcado pela calmaria, ainda no aguardo de medidas econômicas energéticas que devem ser tomadas pelo recém-empossado presidente norte-americano Trump.
No cenário doméstico, a expectativa é outra. Por aqui a apreensão sobre as contas públicas ainda é o assunto mais importante do mercado e os dados da arrecadação fiscal são esperados com ansiedade.
Mais uma queda do minério de ferro na China derrubou as ações da Vale, que encerrou o dia com perdas de 2,52%. A Petrobras perdeu 0,56%. BRF fechou positiva, com mais 1,33%, e Lojas Renner com avanço de 4,87%.
Os dados da bolsa de valores brasileira podem ser consultados no site da B3.
Dólar fecha último pregão em leva queda, a R$ 5,17
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,99
Índice
Próximo à estabilidade, o dólar fechou o último pregão em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,17. O resultado interrompeu uma sequência de três sessões de valorização.
O mercado levou em conta perspectivas de provável avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Além disso, ainda há cautela dos investidores, que aguardam a divulgação dos dados referentes a inflação no Brasil e no país norte-americano, previstos para os próximos dias.
Vale destacar que os indicadores de inflação podem influenciar as expectativas para a trajetória dos juros.
Cotação do euro
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,99.
Cotações
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
Em alta, Ibovespa encerra última sessão aos 169.813 pontos
O resultado foi obtido após uma sequência de três pregões de quedas
Índice
O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão cotado em alta de 0,68%, aos 169.813 pontos.
O resultado foi obtido após uma sequência de três pregões de perdas.
O salto foi influenciado, sobretudo, pelas ações dos grandes bancos e da Vale, diante do monitoramento dos investidores acerca do conflito no Oriente Médio.
As perspectivas para a inflação também tiveram participação na movimentação do mercado.
Maiores altas e quedas do Ibovespa
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira (CEDO3F) +100,00%
Joao Fortes Engenharia S.A.(JFEN3) +17,65%
Ações em queda no Ibovespa
Revee SA (RVEE3) −18,52%
Porto Sudeste VM SA (PSVM11) −17,65%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 25.496.243.381, em meio a 3.132.138 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O que é o Ibovespa e como ele funciona?
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Certificação de armazéns passa a ser opcional após sanção de nova lei
Mudança nas regras de certificação pretende acelerar a implantação de novos armazéns e fortalecer a logística do agronegócio
A certificação de unidades armazenadoras de produtos agropecuários deixou de ser obrigatória no Brasil. A mudança foi oficializada com a sanção da Lei nº 15.429/2026 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A medida integra a estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de simplificar regras para o setor, estimular investimentos e ampliar a capacidade de armazenagem no país.
Com a nova legislação, a certificação passa a ser voluntária. O procedimento continuará disponível para empresas interessadas em comprovar o cumprimento de requisitos técnicos, operacionais e documentais relacionados à recepção, armazenagem, conservação e expedição de produtos agropecuários.
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a mudança elimina entraves regulatórios que dificultavam novos investimentos. “Estamos retirando um gargalo burocrático para acelerar investimentos em armazenagem, fortalecer a logística do agro e dar mais competitividade ao Brasil, sem abrir mão da qualidade e da segurança sanitária”, afirmou.
A alteração ocorre em um cenário de crescimento da produção agropecuária superior à expansão da infraestrutura de armazenagem. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que, nos últimos 10 anos, a produção de grãos aumentou, em média, 6,72% ao ano, enquanto a capacidade de armazenamento teve um salto de 2,38% no mesmo período.
Atualmente, o país dispõe de espaço para armazenar entre 60% e 63% da produção anual de grãos, o que representa um déficit superior a 130 milhões de toneladas.
A expectativa é que a flexibilização das exigências regulatórias contribua para acelerar a implantação de novos armazéns, ampliar a oferta de infraestrutura, reduzir perdas pós-colheita e melhorar a logística do agronegócio.
A mudança também deve reduzir custos para parte do setor. Até então, a certificação obrigatória era realizada por organismos privados credenciados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), gerando despesas adicionais para empreendimentos e agentes da cadeia produtiva.
Com a adesão facultativa, produtores e empresas passam a ter maior autonomia para decidir pela certificação de acordo com suas necessidades comerciais e exigências de mercado.
Atualmente, somente 17,6% dos armazéns instalados no país possuem certificação, percentual que, segundo o governo, demonstra a existência de outros mecanismos capazes de garantir padrões operacionais e de qualidade nas atividades de armazenagem.
Qualidade sanitária e acesso aos mercados
A nova lei não altera os mecanismos de fiscalização sanitária nem os procedimentos de controle aplicados aos produtos agropecuários armazenados. Isso porque a certificação das unidades armazenadoras está relacionada principalmente às condições estruturais e operacionais das instalações.
Além disso, a qualidade e a sanidade dos produtos continuam sendo verificadas por instrumentos regulatórios permanentes, como os padrões oficiais de Classificação Vegetal do Mapa, auditorias conduzidas por tradings, cooperativas e indústrias, além de exigências contratuais ligadas à rastreabilidade e às Boas Práticas de Armazenagem.
A mudança também não interfere no acesso dos produtos do Brasil ao mercado externo. A certificação continuará disponível para atender exigências específicas de compradores ou mercados, quando necessário.
As condições sanitárias e fitossanitárias exigidas pelos principais parceiros comerciais do Brasil, entre eles União Europeia e China, permanecem respaldadas por instrumentos independentes da certificação de armazéns. Entre eles estão o Certificado Fitossanitário emitido pelo Mapa, os laudos de conformidade para organismos geneticamente modificados (OGM) e as análises referentes aos Limites Máximos de Resíduos (LMR).
O desempenho do agronegócio brasileiro em 2025 também é apontado como indicativo da capacidade de controle e monitoramento do setor. No período, as exportações superaram US$ 169 bilhões, enquanto o superávit comercial ficou próximo de US$ 149 bilhões.
Com a entrada em vigor da Lei nº 15.429/2026, o governo espera ampliar os investimentos em infraestrutura de armazenagem e reduzir obstáculos regulatórios para o crescimento da atividade agropecuária.
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