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Canais públicos de TV serão retransmitidos em cidades do Paraná

Objetivo é expandir sinais de emissoras públicas; mas há previsão de contemplar, também, em algumas localidades, TVs comerciais

Canais públicos de TV serão retransmitidos em cidades do Paraná

Mais 80 cidades brasileiras vão contar, em breve, com novas opções de canais digitais de TV. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, assinou dois novos contratos, no valor total de R$ 32 milhões, para a instalação de estações transmissoras em municípios que ainda não contam com canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ou da Rede Legislativa.

Os recursos do programa são do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A iniciativa faz parte do Programa Brasil Digital, que já está em expansão e prevê beneficiar, no total, 250 cidades em todo o território nacional. Os equipamentos serão instalados em espaços cedidos por órgãos públicos, promovendo economia e agilidade na implementação.

No Paraná, os moradores dos municípios de Campo Mourão, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Paranaguá, Paranavaí e Ponta Grossa serão beneficiados. O programa vai chegar também a outros 72 municípios do país.

“Levar o sinal digital de TV para todos os cantos do país, especialmente nas regiões mais remotas, é uma das metas do governo. A população tem o direito de acessar informação de qualidade, cultura e serviços públicos na tela da TV”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Com a ampliação, milhões de brasileiros poderão acompanhar a programação de canais públicos como TV Brasil, TV Educação, TV Saúde, Canal GOV, além das emissoras da Rede Legislativa, que transmitem conteúdos da Câmara dos Deputados, Senado Federal, câmaras municipais e assembleias legislativas.

Cidades contempladas

Os novos contratos contemplam municípios em 16 estados, com destaque para, além de Minas, Pará (10), Piauí (11) e São Paulo (8). Todos os locais passarão por vistorias técnicas para confirmação da viabilidade de instalação. As estruturas poderão, ainda, ser compartilhadas com outras emissoras, públicas ou privadas, caso haja capacidade disponível.

A empresa contratada, Kokusai Denki Electric Linear S/A, será responsável pela instalação das estações. A ação segue as diretrizes da Portaria nº 13.345, publicada em maio de 2023, que rege o Brasil Digital.

A lista de cidades pode sofrer alterações conforme os critérios técnicos da vistoria. A expectativa é que as transmissões estejam em funcionamento nos próximos meses, ampliando o alcance da TV Digital pública e fortalecendo o papel da comunicação como serviço essencial à cidadania.

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No Salão do Turismo, brasileiro que conheceu 196 países em tempo recorde aponta crescimento do setor no Brasil

Robson Jesus compartilhou no evento os desafios da viagem, a conquista do Guinness e a aposta no potencial turístico do Brasil

No Salão do Turismo, brasileiro que conheceu 196 países em tempo recorde aponta crescimento do setor no Brasil

De vendedor de objetos da própria casa a recordista mundial de viagens, o influenciador Robson Jesus emocionou o público do Salão do Turismo, em Fortaleza, ao contar como saiu da periferia de Osasco para conhecer todos os países do mundo em tempo recorde.

No último dia 9 de maio, durante o evento realizado pela primeira vez no Nordeste, Robson participou do painel “Turismo na Prática” e compartilhou os bastidores da jornada que o levou aos 196 países do planeta em apenas 2 anos e 42 dias — marca reconhecida oficialmente pelo Guinness Book em outubro de 2024.

A viagem começou na Tailândia e terminou no Brasil. Segundo ele, o objetivo sempre foi mostrar que pessoas de origem humilde também podem alcançar grandes sonhos.

“Ninguém acreditava! Comecei a vender tudo o que eu tinha na minha casa. Vendi geladeira, vendi fogão, vendi moto. Minha mãe achava que eu estava louco. Juntei quase R$ 90 mil. Era tudo o que eu tinha na vida. Noventa mil para uma viagem orçada em R$ 500 mil. Parei, pensei: ‘beleza!’ Agora só faltam R$ 410 mil. Vamos lá!”, contou Robson.

Nascido em Osasco, o influenciador relembrou as dificuldades do início da viagem. Para economizar, dividia quartos de hostel com dezenas de pessoas e recorria a refeições mais baratas.

“Dividia hostel com 20 pessoas. Comi bastante fast food para economizar. Mas depois de dez meses, já tinha feito meu primeiro milhão de reais. Só com celular. Comecei a criar conteúdo na internet, a fazer vídeos. Passei a receber diversos convites de empresas”, comentou.

Ao longo do percurso, Robson visitou 35 países das Américas, 49 da Europa, 54 da África, 44 da Ásia e 14 da Oceania. Entre todos os destinos, ele destacou três favoritos: Tailândia, pelas paisagens naturais; Japão, pela cultura; e Vietnã, pela culinária.

Turismo de experiência

Durante o painel, o influenciador também falou sobre o crescimento do chamado turismo de experiência — modalidade em que o viajante busca vivências marcantes além dos pontos turísticos tradicionais.

“Aquele país, aquela cidade que oferece mais que o destino proporciona, se destaca. As pessoas estão em busca de uma experiência inesquecível. Uma culinária surpreendente, uma natureza exuberante, uma cultura pulsante e viva. Tudo ajuda a transformar o roteiro. Eu já visitei muitas cavernas, dormi numa casa na árvore… As pessoas querem ter boas histórias para contar”, apontou.

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Robson afirmou ainda que ficou impressionado com o debate sobre o setor durante o Salão do Turismo, em Fortaleza.

“Foi um prazer muito grande estar aqui, fomentando o turismo, discutindo melhorias para o setor. Participei de alguns debates e foi muito produtivo. A gente vê que o turismo no Brasil vem crescendo, alcançando importantes números, e isso é bom pra todos”, declarou.

Para ele, a América do Sul deve ganhar protagonismo no turismo internacional nos próximos anos, especialmente o Brasil.

“Acho que teve aquele hype da Europa, de ir pra França, Inglaterra, Portugal. Aí tivemos o boom da Ásia. Todo mundo querendo ir para a Tailândia, todo mundo querendo ir para Bali, Indonésia. Na minha opinião, nos próximos cinco anos, a América do Sul vai estar na rota do mundo e o Brasil vai liderar isso. Temos um potencial enorme, de muitos destinos ligados às belezas naturais e culturais. Chegou a nossa vez”, finalizou.
 

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IA usada pela segurança pública de Goiás ajuda solucionar mais de 1,3 mil casos em quatro meses

Ferramenta reúne câmeras, monitoramento e análise de dados para auxiliar investigações, localizar suspeitos e acelerar ações policiais no estado

IA usada pela segurança pública de Goiás ajuda solucionar mais de 1,3 mil casos em quatro meses

O programa IA Contra o Crime, utilizado pelas forças de segurança de Goiás, contribuiu para a solução de mais de 1,3 mil ocorrências nos quatro primeiros meses de funcionamento. Lançada oficialmente em janeiro, a plataforma usa inteligência artificial, videomonitoramento e cruzamento de dados para apoiar operações policiais em diferentes regiões do estado.

Segundo o governador Daniel Vilela, o sistema ampliou a capacidade de monitoramento das forças de segurança. “A plataforma representa um grande salto tecnológico na forma como o governo de Goiás combate o crime”, disse.

Conforme destacou o governador, a tecnologia auxilia no fechamento de rotas utilizadas por criminosos. “Formamos um cinturão digital em Goiás, com câmeras e inteligência artificial conectadas em rede para identificar movimentos fora do padrão, localizar veículos e suspeitos e orientar as equipes em tempo real”, pontuou.  

A ideia é fechar rotas usadas pelo crime, especialmente nas divisas e nas áreas de maior circulação, com resposta mais rápida e mais precisa”, complementou Vilela.
Além dos casos solucionados, o balanço do programa aponta outros resultados operacionais. De acordo com os dados divulgados, mais de 880 veículos foram recuperados e 830 pessoas presas, sendo mais de 180 por cumprimento de mandado judicial.

Integração de dados e monitoramento em tempo real

A plataforma integra imagens de câmeras de segurança, análise de informações e ferramentas de inteligência artificial para auxiliar o trabalho das equipes policiais. O sistema permite cruzar dados a partir de informações parciais, o que ajuda na identificação de suspeitos e no direcionamento das operações em campo.

O modelo também possibilita o compartilhamento de alertas em tempo real entre diferentes unidades e municípios, o que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, contribui para respostas mais rápidas e maior eficiência na elucidação de crimes.

Para o secretário de Segurança Pública de Goiás, Renato Brum, a ferramenta representa uma mudança na atuação das forças policiais. Ele explica que a ideia não é substituir o trabalho policial, mas ampliar a capacidade de resposta.

“Com o programa, conseguimos atuar com mais agilidade, precisão e inteligência, reduzindo o tempo entre o registro da ocorrência e a resposta nas ruas. É um avanço que fortalece a segurança pública e entrega resultados concretos para a população”, pontuou.

Casos recentes

Entre os casos citados pelas autoridades está a investigação de um homicídio registrado em 9 de abril, no Setor Central de Goiânia. A vítima era um homem em situação de rua. Após análise de imagens de câmeras da região, equipes de inteligência identificaram características do veículo utilizado no crime e localizaram dois suspeitos, presos no mesmo dia.

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Cinco dias depois, a tecnologia também foi usada em uma operação contra o tráfico de drogas em Goiânia e na região metropolitana. Com apoio do sistema de inteligência artificial, equipes da Rotam conseguiram antecipar a movimentação de um esquema de entrega de entorpecentes e prender um suspeito em flagrante no Parque Oeste Industrial, além de apreender drogas e outros materiais ilícitos.

Já em janeiro, um dia após o lançamento oficial do programa, policiais localizaram uma quadrilha especializada no golpe do falso bilhete premiado. O grupo, vindo do Rio Grande do Sul, passou a ser monitorado após uma ocorrência registrada na capital goiana. Segundo as autoridades, os suspeitos já tinham histórico de atuação em outros estados e haviam aplicado um golpe de R$ 35 mil contra uma idosa. Quatro pessoas foram presas.

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Brasil avança em política nacional para minerais críticos e estratégicos

Projeto aprovado pela Câmara cria fundo garantidor com aporte inicial de R$ 2 bilhões e prevê incentivos à industrialização mineral no país

Brasil avança em política nacional para minerais críticos e estratégicos

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A iniciativa é voltada ao fortalecimento da cadeia mineral brasileira em setores essenciais para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país, como defesa, inovação e transição energética. O PL 2780/2024 segue agora para análise do Senado Federal. 

Um dos principais pontos do texto é a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que contará com aporte inicial de R$ 2 bilhões da União. O objetivo é oferecer garantias financeiras e mecanismos de mitigação de risco para empreendimentos ligados à produção de minerais críticos e estratégicos

O projeto também prevê um programa de incentivo ao beneficiamento e à industrialização desses minerais no próprio território nacional, com a concessão de até R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos. 

Relator da proposta, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) disse que o Brasil precisa avançar além da exportação de commodities minerais e transformar seu potencial geológico em instrumento de desenvolvimento.

O que são minerais críticos e estratégicos 

Os minerais críticos são aqueles cuja disponibilidade está sujeita a risco de desabastecimento na cadeia de suprimentos, podendo afetar setores considerados prioritários para a economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e segurança nacional. 

Já os minerais estratégicos são aqueles considerados relevantes para o Brasil devido à existência de reservas significativas e ao seu potencial de geração de superávit da balança comercial, desenvolvimento tecnológico e redução das emissões de gases de efeito estufa

Além da mineração tradicional, esses materiais possuem aplicações diretas em tecnologias consideradas centrais para a economia global contemporânea. Entre os principais usos estão: 

  • Baterias de íon-lítio (lítio, níquel, cobalto, grafita, manganês)
  • Veículos elétricos (lítio, terras raras, cobre, níquel, alumínio)
  • Turbinas eólicas (terras raras como neodímio e disprósio para ímãs permanentes)
  • Painéis solares fotovoltaicos (silício, prata, índio, telúrio)
  • Hidrogênio verde (platina, irídio para eletrolisadores)
  • Smartphones, computadores e tablets (terras raras, tântalo, lítio, estanho)
  • Semicondutores e chips (gálio, germânio, silício)
  • Data centers e infraestrutura de internet (cobre, níquel, grafita)
  • Ímãs permanentes de alta performance (neodímio, praseodímio)
  • Motores de aeronaves e mísseis (titânio, nióbio, terras raras)
  • Sistemas guiados e radares (gálio, germânio)
  • Satélites e equipamentos espaciais (terras raras, lítio, berílio)
  • Blindagens e ligas especiais (níquel, manganês)
  • Aços especiais e superligas (níquel, manganês, nióbio)
  • Redes elétricas e transmissão (cobre, alumínio)
  • Robótica e automação industrial (titânio, alumínio)
  • Equipamentos médicos de alta precisão
  • Fertilizantes (potássio, fósforo)
  • Micronutrientes agrícolas (zinco, manganês)

Fundo Garantidor da Atividade Mineral

Além dos recursos da União, o FGAM poderá receber aportes voluntários de estados, municípios, organismos internacionais, bancos multilaterais e até de outros países. 

O fundo deverá apoiar apenas projetos considerados prioritários pela futura política nacional do setor. Essa definição ficará a cargo do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), órgão também previsto no projeto. 

Entre as atribuições do conselho estará a atualização, a cada quatro anos, da lista oficial de minerais críticos e estratégicos do país. 

Segundo o texto aprovado na Câmara, os recursos do FGAM poderão ser usados na cobertura de risco de crédito ou para bancar instrumentos de mitigação de riscos, como hedge de preços, liquidez ou performance contratual.

O fundo também poderá atuar em parceria com instituições financeiras públicas e privadas, fundos soberanos, bancos multilaterais e agências de desenvolvimento

O estatuto do FGAM ainda deverá regulamentar critérios de elegibilidade, exigências de contrapartida, formas de remuneração da instituição administradora e mecanismos de seleção dos projetos apoiados. 

As receitas obtidas pelo fundo terão isenção de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), condicionada à previsão na Lei Orçamentária. 

Participação das empresas

Pelo período de seis anos após a regulamentação da lei, empresas de pesquisa mineral, lavra, beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos deverão destinar: 

  • 0,2% da receita operacional bruta ao FGAM;
  • 0,3% a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

Após esse período, o percentual total de 0,5% poderá ser direcionado integralmente a projetos de inovação ou ao próprio FGAM, conforme regulamentação futura. 

O projeto também prevê que o Cimce estabelecerá o aporte mínimo necessário para que as empresas tenham acesso aos recursos do fundo. 

Leilões e pesquisa mineral 

O texto determina prioridade, nos leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM), para áreas com potencial de produção de minerais críticos e estratégicos, inclusive áreas desoneradas — aquelas cujo direito minerário foi extinto e retornou ao controle da agência. 

A ANM também deverá estabelecer preços mínimos para essas áreas com base em diretrizes do conselho nacional. 

Já as autorizações de pesquisa mineral em áreas com potencial para minerais críticos ou estratégicos terão prazo máximo improrrogável de dez anos, desconsiderando o período necessário para obtenção da licença de operação. Caso o relatório final de pesquisa não seja apresentado nesse prazo, o direito minerário será extinto. 

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