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Economia

Dólar fecha em leve alta após pesquisa eleitoral reduzir diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula

Moeda norte-americana sobe 0,18%, a R$ 5,02, após levantamento da Quaest apontar diferença de um ponto percentual entre os dois pré-candidatos

Dólar fecha em leve alta após pesquisa eleitoral reduzir diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula

O dólar à vista encerrou o pregão desta quarta-feira (21), em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0272.

Segundo o levantamento da Investing.com, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente, com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula (PT-SP). Brancos, nulos e entrevistados que afirmaram não votar somam 9%, enquanto 2% permanecem indecisos. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

Nos pregões anteriores, o dólar havia recuado em meio à percepção de parte do mercado financeiro de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia manter vantagem na disputa eleitoral. Essa leitura está associada à expectativa de alguns investidores de que um eventual governo do senador adotaria maior controle das contas públicas. Até o momento, porém, segundo as informações divulgadas, não foram apresentadas propostas concretas de ajuste fiscal pelo candidato ou por seus representantes econômicos.

A nova pesquisa eleitoral da Quaest mostrou uma redução da diferença entre os dois nomes, o que repercutiu no mercado cambial durante a sessão. Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar acumula queda de 8,41% em 2026.

No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro, o mais negociado na B3, recuava 0,04% às 17h15, cotado a R$ 5,0335.

O comportamento da moeda norte-americana segue sujeito a fatores políticos e econômicos, incluindo as expectativas dos investidores sobre a política fiscal e o cenário eleitoral brasileiro.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,76 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,64.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1990 0,1771 0,1485 31,4805 0,1641 0,2795 0,2831
USD 5,0239 1 0,8902 0,7465 158,16 0,8244 1,4043 1,4228
EUR 5,6468 1,1233 1 0,8386 177,65 0,9260 1,5774 1,5982
GBP 6,7289 1,3396 1,1925 1 211,85 1,1043 1,8810 1,9059
JPY 3,17647 0,632291 0,56292 0,472032 1 0,5212 0,88796 0,89969
CHF 6,0940 1,2130 1,0797 0,9056 191,84 1 1,7036 1,7259
CAD 3,5773 0,7120 0,6337 0,5316 112,63 0,5871 1 1,0131
AUD 3,5328 0,7029 0,6257 0,5247 111,16 0,5794 0,9870 1

 

Os dados são da Investing.com. 

 

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Economia

Ibovespa recua 0,92% e encerra o dia aos 206.379 pontos

Volume total negociado na B3 foi de R$ 36.991.000.408, em meio a 4.767.764 de negócios

Ibovespa recua 0,92% e encerra o dia aos 206.379 pontos

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou o pregão desta quarta-feira (21) em baixa de 0,92%, aos 206.379,95 pontos.

O resultado representa uma perda de 1.916,03 pontos em relação ao fechamento anterior, quando o índice encerrou o dia aos 208.295,98 pontos.

Durante a sessão, o Ibovespa registrou máxima de 209.244,70 pontos e mínima de 205.988,00 pontos, refletindo as oscilações do mercado financeiro ao longo do pregão.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11) +28,57%
  • Azevedo & Travassos SA (AZEV3) +25,37%

Ações em queda no Ibovespa

  • Wetzel S.A. Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (MWET4F) -29,73%
  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F) -28,57%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 36.991.000.408, em meio a 4.767.764 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

 

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Economia

Crédito para mulheres empreendedoras mobiliza empresárias e parlamentares em Brasília

Encontro do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal dá continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas para acompanhar projetos de lei e cobrar políticas públicas

Crédito para mulheres empreendedoras mobiliza empresárias e parlamentares em Brasília

O avanço de políticas públicas para mulheres empreendedoras esteve entre os temas discutidos nesta terça-feira (20), em Brasília, durante encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal (CMEC-DF). A reunião deu continuidade à articulação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, lançada em São Paulo no dia 13 de outubro, com a participação de representantes do setor produtivo e do Legislativo.

A rede é uma iniciativa do CMEC, ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em conjunto com o Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O objetivo é aproximar parlamentares e lideranças empresariais para acompanhar projetos em tramitação no Congresso Nacional e ampliar o espaço de propostas voltadas à autonomia econômica das mulheres.

Entre as prioridades estão a ampliação do acesso ao crédito, a criação de mecanismos de financiamento para negócios liderados por mulheres, a qualificação profissional e o combate à violência patrimonial. A proposta é transformar demandas apresentadas pelo setor produtivo em medidas legislativas e políticas públicas.

 

Articulação entre empresárias e Congresso

A presidente nacional do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destaca que a aproximação entre o setor privado e o Legislativo é fundamental para dar andamento às propostas e cobrar a implementação de políticas públicas.

“Para a gente é muito importante essa rede, linkando o setor privado com o setor legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas”, destacou a presidente.

A rede reúne parlamentares de diferentes partidos e lideranças de setores como comércio, indústria e agronegócio. A atuação prevê o acompanhamento de propostas legislativas relacionadas ao empreendedorismo feminino, ao financiamento de negócios e à proteção do patrimônio das mulheres.

Durante o encontro em Brasília, a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) afirmou que pretende contribuir para a criação de uma frente parlamentar mista, com representantes da Câmara dos Deputados e do Senado, voltada às políticas femininas.

“Eu, como parlamentar, represento e apoio mulheres que empreendem, mulheres que ousam empreender no meio de tanto caos, de aumento de impostos, taxas e burocracia. Mesmo assim, essas mulheres têm a coragem de empreender. Então, quero dizer, inclusive, que vamos criar uma frente parlamentar mista, Câmara e Senado, para termos esse olhar voltado para as mulheres empreendedoras”, frisou a parlamentar.

 

Crédito e condições para empreender

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Sebrae, mostram que o Brasil tem 10,4 milhões de mulheres à frente de negócios. Apesar da contribuição para a geração de empregos, a renda das famílias e o desenvolvimento econômico local, as empreendedoras ainda recebem menos do que os homens e enfrentam obstáculos para expandir suas atividades.

A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margareth Coelho, avaliou que a articulação entre representantes do empreendedorismo e parlamentares pode contribuir para enfrentar lacunas na legislação e ampliar o apoio aos negócios liderados por mulheres.

“Hoje há um grande deserto na legislação sobre apoio efetivo ao empreendedorismo feminino. Não há programas voltados para isso, incentivos fiscais. Uma das grandes dificuldades das mulheres é o acesso ao crédito. E nós não temos nenhum programa que trabalhe diretamente esse tema como política pública”, destacou Margareth.

Margareth também chamou atenção para a sobrecarga de responsabilidades enfrentada pelas empreendedoras e para as dificuldades de financiamento. Segundo ela, aproximar as lideranças empresariais do Congresso pode ajudar a construir respostas legislativas para esses obstáculos.

A agenda discutida em Brasília inclui ainda qualificação profissional, financiamento contínuo para iniciativas de empreendedorismo feminino e medidas de proteção patrimonial. A expectativa do CMEC é fortalecer a articulação entre o setor produtivo e o Legislativo para que essas demandas avancem na agenda pública.

 

Carta-compromisso e apoio ao empreendedorismo feminino

Durante o evento, o CMEC entregou a Celina Leão uma carta-compromisso para integrar a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas. De caráter suprapartidário, a iniciativa busca transformar as demandas das mulheres empresárias em políticas públicas, por meio da articulação entre parlamentares de diferentes partidos e lideranças empresariais. O documento também foi entregue a deputadas, senadoras e representantes do setor empresarial presentes.

A governadora afirmou que seu gabinete continuará promovendo iniciativas voltadas às mulheres empreendedoras do Distrito Federal.

“Eu sei que é um apoio institucional, e que tem uma cobrança institucional, mas você pode ter certeza que o meu gabinete irá promover cada vez mais mulheres empreendedoras aqui no Distrito Federal.”

Celina também reafirmou o compromisso de criar condições favoráveis ao desenvolvimento dos negócios liderados por mulheres.

“Nós temos compromisso com as nossas mulheres, com o empreendedorismo. Para que aqui não seja só o melhor lugar para se nascer e para se viver menina e mulher. Mas para que seja o melhor lugar para as mulheres empreendedoras do Brasil e do mundo. Será o Distrito Federal.”

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Economia

Brasil recebe mais de 7 milhões de turistas internacionais até setembro de 2026; ministro aponta impacto no emprego

Gastos de visitantes estrangeiros somaram quase R$ 39 bilhões até agosto; Ceará registrou alta de 23% na chegada de turistas de outros países

Brasil recebe mais de 7 milhões de turistas internacionais até setembro de 2026; ministro aponta impacto no emprego

O Brasil recebeu mais de 7 milhões de turistas internacionais entre janeiro e setembro de 2026. Até agosto, os gastos dos visitantes estrangeiros no país somaram quase R$ 39 bilhões. O balanço reflete um momento histórico no número de turistas internacionais que desembarcaram em destinos nacionais, segundo o Ministério do Turismo.

O Ceará está entre os destinos que contribuíram para esse movimento. De janeiro a setembro, quase 100 mil turistas de outros países visitaram o estado. O número representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, relacionou o avanço da atividade à geração de emprego e renda. “Porque a gente acredita que fomentando o turismo a gente tem muito a desenvolver, não só na parte econômica, mas como da parte social. Porque o turismo é uma ferramenta de inclusão social. Quando a gente vê o grande resort que vai se implementar lá no Preá ou em Cumbu, a gente fica muito feliz, também porque vai dar emprego à camareira, ao garçom, à moça que vende açaí na frente da praia.”

A ampliação dos negócios do setor também passa pelo acesso ao crédito. Entre janeiro e setembro deste ano, os repasses do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), para o Ceará somaram quase R$ 12 milhões. O aumento foi de 130% na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo Feliciano, o financiamento pode ser utilizado para reformar hotéis, renovar frotas e ampliar empreendimentos. O ministro explica como esse investimento fortalece os negócios do setor no estado:

“Os aportes do Fungetur têm crescido no estado do Ceará, fazendo com que os empreendedores do turismo tenham acesso a esse crédito e possam melhorar seu negócio, ampliar seu negócio, reformar seu hotel ou trocar sua frota, dando uma melhor qualidade tanto no serviço quanto no produto oferecido ao turista para que a experiência seja cada vez mais positiva”, destacou.

O Fungetur conta com 38 operadores financeiros no país. Entre as instituições citadas estão o Banco do Nordeste e a Caixa Econômica Federal. A carência dos financiamentos pode chegar a cinco anos.

Feliciano também destacou que a atividade turística movimenta diferentes serviços e beneficia trabalhadores da hospedagem, da alimentação e do comércio nas regiões visitadas.

As oportunidades de negócios no setor estarão em pauta no Brazil Travel Market (BTM), que terá a participação do ministro. O evento será realizado nesta quinta e sexta-feira, dias 22 e 23 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. A décima quinta edição reúne feira, rodada de negócios e capacitações para profissionais do turismo.
 

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