O valor da saca de 60 kg da soja abre esta segunda-feira (16) em alta, tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve valorização de 0,44% e é negociado a R$ 120,91; na segunda, a mercadoria teve valorizaçãode 0,85% e é cotada a R$ 127,27.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANÁ
DATA
VALOR R$*
VAR./DIA
VAR./MÊS
VALOR US$*
13/02/2026
120,91
0,44%
1,30%
23,14
12/02/2026
120,38
0,77%
0,85%
23,14
11/02/2026
119,46
0,20%
0,08%
23,04
10/02/2026
119,22
-0,07%
-0,12%
22,92
09/02/2026
119,30
-1,29%
-0,05%
22,99
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANAGUÁ
DATA
VALOR R$*
VAR./DIA
VAR./MÊS
VALOR US$*
13/02/2026
127,27
0,85%
1,89%
24,36
12/02/2026
126,20
-0,59%
1,03%
24,26
11/02/2026
126,95
1,18%
1,63%
24,48
10/02/2026
125,47
0,59%
0,45%
24,12
09/02/2026
124,73
-1,34%
-0,14%
24,04
Trigo
O preço do trigo, por sua vez, registra desvalorização de 0,06% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul.No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.165,57, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.066,54.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – PARANÁ
DATA
VALOR R$/T*
VAR./DIA
VAR./MÊS
VALOR US$/T*
13/02/2026
1.165,57
-0,06%
-0,63%
223,08
12/02/2026
1.166,23
-0,06%
-0,58%
224,19
11/02/2026
1.166,91
-0,16%
-0,52%
225,01
10/02/2026
1.168,75
0,20%
-0,36%
224,72
09/02/2026
1.166,42
-0,41%
-0,56%
224,83
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – RIO GRANDE DO SUL
O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
A expectativa de crescimento da indústria também foi revista para cima, passando de 1,1% para 1,6% neste ano.
Além da indústria, outros setores tiveram suas estimativas elevadas em relação ao trimestre encerrado em dezembro do ano passado:
Serviços: de 1,9% para 2,1%
Agropecuária: de 0% para 1,1%
O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, avalia que a revisão das projeções se deve a três fatores.
“Primeiro, tivemos um desempenho mais positivo do que o esperado para a indústria extrativa. Tanto a produção de petróleo e de minério de ferro quanto o preço do petróleo estão subindo este ano. O segundo fator foi a sistemática elevação da previsão da safra agrícola. E o último fator é um desempenho melhor no setor de serviços”, explica.
A melhoria nas projeções para o setor de serviços está associada ao aumento do rendimento dos trabalhadores, à expansão dos gastos públicos e ao crescimento da renda disponível — influenciado, entre outros fatores, pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Por outro lado, o elevado endividamento das famílias pode limitar o ritmo de crescimento do setor.
Desequilíbrio entre consumo e investimento preocupa
O relatório aponta que o desempenho acima do esperado da atividade econômica nos primeiros meses de 2026 também contribuiu para a revisão positiva do PIB. No entanto, a qualidade desse crescimento preocupa, devido ao desequilíbrio entre consumo e investimento.
A projeção indica que o consumo das famílias deve crescer 2% em 2026, uma alta de 0,7 ponto percentual em relação ao ritmo observado no ano passado. Esse avanço é impulsionado por estímulos fiscais, ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e crescimento da massa salarial.
Já os investimentos devem crescer apenas 0,6%, desacelerando em relação aos 2,9% registrados em 2025. O desempenho mais fraco reflete os efeitos dos juros elevados e do endividamento das empresas.
“É um tipo de crescimento que não se sustenta. Se nós não tivermos aumento dos investimentos para gerar mais oferta no futuro e cobrir esse nível maior de consumo, nós vamos ter que travar ainda mais o ritmo de crescimento”, explica Telles.
Apesar da revisão para cima, a projeção de crescimento de 2% do PIB ainda é inferior aos 2,3% registrados em 2025. A desaceleração está relacionada principalmente à perda de fôlego de setores que sustentaram a expansão recente, especialmente a agropecuária e a indústria extrativa.
Mercado de trabalho seguirá aquecido
Mesmo com a perda de ritmo da economia em relação ao ano passado, o mercado de trabalho deve continuar aquecido ao longo do ano. A CNI projeta uma alta de 1%da população ocupada, com a taxa de desemprego encerrando 2026 em 5,2%.
Outro dado relevante é que, apesar da moderação da atividade econômica e do enfraquecimento do crédito, os preços ligados aos serviços não estão caindo e há uma piora das expectativas de inflação para 2026 e 2027.
Cenário internacional pode pressionar juros
O cenário internacional e os riscos geopolíticos também podem impactar os preços internos. Nesse cenário, a taxa básica de juros (Selic) deve encerrar o ano em 12,75%, acima da previsão anterior de 12%. Consequentemente, as concessões de crédito devem crescer 2,2%, abaixo dos 3,2%registrados em 2025.
No comércio exterior, a CNI projeta crescimento de 1,1% no valor das exportações brasileiras, que devem atingir US$ 354,3 bilhões. O resultado é impulsionado pela alta nos preços das commodities, pela melhoria no acesso ao mercado norte-americano — após a redução de parte das tarifas de importação — e pela recuperação da demanda argentina.
Já as importações devem cair 3,2%, totalizando US$ 281,5 bilhões, refletindo a menor atividade industrial interna. Com isso, a balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 72,8 bilhões.
Gastos e endividamento do governo devem subir
A CNI projeta que as despesas do governo federal devem crescer 4,4% acima da inflação em 2026, ante alta de 3,4% em 2025. O aumento é impulsionado pelo maior estímulo fiscal à economia, em especial por meio das transferências de renda, como previdência, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A arrecadação federal também deve aumentar, com crescimento real estimado em 5,4%. O avanço está ligado à reoneração da folha de pagamentos, ao crescimento da massa salarial e à valorização do petróleo, que amplia receitas relacionadas à exploração de recursos naturais.
Apesar disso, o governo federal deve encerrar o ano com déficit de R$ 61,3 bilhões (0,5% do PIB). Sem considerar os gastos excluídos do cálculo da meta fiscal, a estimativa é de superávit de R$ 2 bilhões, equivalente a 0% do PIB.
Os sucessivos déficits e o elevado nível de juros devem elevar o endividamento público para 82,2% do PIB, ante 78,6% em 2025.
Confira todos os dados do Informe Conjuntural do 1º Trimestre 2026 no site da CNI.
Simples Nacional: Motta cria comissão especial para debater aumento do limite de faturamento do MEI
Presidente da Câmara, Hugo Motta, destaca o papel do colegiado para avançar a medida; as tabelas de enquadramento estão defasadas desde 2018
A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial destinada a discutir o PLP 108/2021, que prevê o aumento do limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) para até R$ 130 mil. O novo colegiado vai reunir especialistas sobre o tema, além de representantes do governo e do setor produtivo para debater a proposta.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta , que reforçou o papel da medida para os pequenos negócios brasileiros.
“Em diálogo com os parlamentares, estamos alinhados para a condução desse debate com equilíbrio e muita responsabilidade. Sabemos que é uma medida que gera um forte impacto fiscal, mas também gera aquilo que o Brasil precisa: emprego, renda e arrecadação”, destacou Hugo Motta, em declaração em uma rede social.
A atualização da tabela do Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais e o reajuste é liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que defende a elevação do teto anual do MEI para R$ 144,9 mil.
O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, salienta que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirmou Cotait.
A Confederação também defende a correção das demais faixas de enquadramento do regime tributário: microempresas, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
As regras atuais estão desatualizadas desde 2018 e preveem faturamento máximo para o MEI de R$ 81 mil e a possibilidade de contratação de apenas um empregado. No entanto, o PLP 108/2021 atualiza os limites para enquadramento no MEI e autoriza que os empreendedores contratem até dois empregados.
Atualização é urgente e necessária, dizem parlamentares
O presidente da Câmara, Hugo Motta designou a deputada Any Ortiz (Cidadania-RS) para presidir a comissão especial, já a relatoria ficará com o deputado Jorge Goetten (Republicanos- SC).
Any Ortiz (Cidadania-RS) vai presidir a comissão especial e menciona que o colegiado vai reunir microempreendedores individuais, empresários e o governo para discutir a medida. Na avaliação dela, a atualização é necessária e urgente para proteger o pequeno empreendedor brasileiro.
“Hoje, milhares de empresários, milhares de trabalhadores que geram emprego e renda, acabam sendo penalizados por crescer e ultrapassar o teto, que já não reflete mais a realidade econômica do nosso país. A ampliação do limite com certeza vai reduzir a informalidade, vai reduzir a defasagem causada por uma inflação acumulada, por um aumento no custo dos produtos, dos insumos, e com certeza vai fortalecer a economia local, que é onde está a maior parte dessas empresas”, apontou a deputada Any Ortiz.
Para Jorge Goetten (Republicanos- SC), a atualização do Simples Nacional é uma pauta urgente para os empreendedores brasileiros. Ele elucida que, no cenário atual, a evolução dos pequenos empreendedores é freada pelos altos impostos.
Ele destaca a importância da comissão especial voltada à atualizar os limites de enquadramento no MEI. Goetten pontua que o debate é relevante para ouvir tanto setor produtivo
“A Comissão Especial criada pelo presidente Hugo Motta é fundamental porque vai permitir analisarmos o projeto com mais profundidade, ouvir quem empreende e construir uma solução justa. A relatoria tem esse papel: trabalhar junto, ouvir todo mundo, fazer escuta e não descansar até entregar um texto que ajude o pequeno a crescer. Vamos ouvir o setor produtivo, as entidades e o governo, porque isso também tem impacto fiscal”, salientou Goetten.
Ibovespa destoa das bolsas de NY e repete sessão de perdas
Desvalorização do petróleo, após reabertura do Estreito de Ormuz, pesou sobre as ações da Petrobras, que puxaram o índice
Índice
O Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda de 0,55%, aos 195.733 pontos, acumulando baixa de 0,81% na semana. O desempenho do índice foi influenciado principalmente pela forte desvalorização nos preços do petróleo e pelo consequente desempenho negativo das ações da Petrobras, que anularam o impacto positivo da desescalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A melhora no sentimento global veio com a notícia da abertura do Estreito de Ormuz, o que provocou um alívio imediato no mercado de energia e reduziu os prêmios de risco. Em reflexo direto, o barril do petróleo Brent despencou mais de 9%, sendo negociado na casa dos US$ 90. Esse movimento de arrefecimento dos conflitos favoreceu os ativos de risco globais, mas penalizou severamente as empresas do setor extrativo na bolsa brasileira.
Em Wall Street, o clima foi de euforia, com os principais índices renovando recordes nominais pelo terceiro dia consecutivo. Na Europa, os mercados acompanharam o movimento, com os índices fechando em alta.
No cenário doméstico, o peso do setor de commodities ditou o ritmo. As ações da Petrobras recuaram 4,80%, figurando entre as maiores baixas do índice e resultando em uma perda de R$ 32,8 bilhões em valor de mercado para a estatal em apenas um dia. Analistas observam que a normalização do fluxo comercial no Oriente Médio, embora positiva para a inflação global, retira o suporte de preços que vinha beneficiando a petroleira nas últimas semanas.
Maiores altas e quedas do Ibovespa
Confira as ações com melhor e piordesempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO3): +15,33%
Alphaville SA (AVLL3): +12,50%
Ações em queda no Ibovespa
OSX Brasil S.A. (OSXB3): -14,02%
Fictor Alimentos SA (FICT3): -10,00%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 81.495.398.817, em meio a4.304.973 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O que é o Ibovespa e como ele funciona?
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Os cookies necessários ajudam a tornar um site utilizável, permitindo funções básicas como navegação de páginas e acesso a áreas seguras do site. O site não pode funcionar corretamente sem esses cookies.
Os cookies de preferência permitem que um site lembre informações que muda a maneira como o site se comporta ou parece, como sua linguagem preferida ou a região que você está.
A estatística
Os cookies de estatística ajudam os proprietários de sites a entender como os visitantes interagem com os sites, coletando e relatando informações anonimamente.
O marketing
Cookies de marketing são usados para rastrear visitantes em sites. A intenção é exibir anúncios que sejam relevantes e envolventes para o usuário individual e, portanto, mais valiosos para editores e anunciantes terceirizados.
Não classificado
Cookies não classificados são cookies que estamos em processo de classificação, juntamente com os fornecedores de cookies individuais.