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Economia

HISTÓRIAS EXPORTADORAS: “Exportar parecia um bicho de sete cabeças, mas o Peiex nos preparou para o mercado internacional”, diz empreendedora

Fundadora da empresa tecnológica Autocoat, Viviane Nogueira destaca importância de programa de qualificação da ApexBrasil para internacionalização de seu negócio

HISTÓRIAS EXPORTADORAS: “Exportar parecia um bicho de sete cabeças, mas o Peiex nos preparou para o mercado internacional”, diz empreendedora

A química Viviane Nogueira se deparou com um problema ao tentar avançar com sua pesquisa de doutorado em engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (USP). Mal sabia ela que, além de desenvolver a solução para a própria dificuldade, contribuiria com pesquisadores de outras áreas do conhecimento e encontraria uma oportunidade de negócio.

Foi durante esse processo que Viviane se deparou com o Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), oferecido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que desempenharia um papel crucial em sua jornada.

“Eu trabalhava com dispositivos eletrônicos orgânicos e buscava uma técnica alternativa à técnica usualmente empregada para fazer películas finas de materiais em meio líquido. Eu desenvolvi equipamentos de sala de laboratório para resolver o problema da minha pesquisa de doutorado, mas depois eu descobri que esse meu problema era o problema de vários outros pesquisadores”, conta. 

Ao criar o protótipo de um equipamento chamado blade coating, Viviane viu que outros pesquisadores ficaram interessados na novidade e que ali surgia uma oportunidade de negócio. Foi assim que, em 2020, surgiu a Autocoat — empresa de base tecnológica 100% brasileira. 

A técnica promissora consiste na deposição de soluções de materiais na forma de películas finas e tem inúmeras possibilidades de aplicação, que podem ir de medicamentos a sensores de alta tecnologia e telas de celular. A química exemplifica como o equipamento tem ajudado pesquisadores da área farmacêutica. 

“Geralmente, você toma um comprimido para dor de cabeça. Os pesquisadores estão transformando esse comprimido numa folhinha fina que você vai colocar na boca, vai dissolver e vai entrar direto na corrente sanguínea. Não vai passar pelo estômago. Vai ter um efeito mais rápido. É uma alternativa para solucionar alguns problemas. Tem pessoas que têm dificuldade de engolir comprimido. Esse é um dos exemplos de pesquisa que está sendo desenvolvida com a nossa tecnologia”, ilustra. 

Limitação

Antes mesmo de a Autocoat entrar no mercado nacional, Viviane sabia que seria preciso buscar o mercado internacional, uma vez que os potenciais compradores dos equipamentos se resumiam a pesquisadores universitários ou de centros de pesquisa. “Toda oportunidade que a gente enxergava de conhecer o mercado internacional, a gente buscava participar”, conta. 

Exportar passou a se tornar realidade para a empresa quando Viviane participou de uma palestra da ApexBrasil. No evento, ela conheceu o Programa de Qualificação para Exportação, o Peiex, iniciativa que prepara empreendedores brasileiros para entrarem no comércio internacional. 

“Uma fala do coordenador do programa me chamou atenção. Ele perguntou: ‘Qual é o melhor momento para você participar do Peiex? Não é quando você já está certo de que o seu produto pode ganhar mercado externo. Comece bem antes, porque o processo de exportação é complexo e é bom você começar quando você ainda nem tem produto pronto’. A gente ainda não tinha entrado no mercado nacional, mas resolvi fazer a inscrição.”

Segundo a empreendedora, o Peiex foi fundamental para que a Autocoat se preparasse para o mercado externo. “Esse processo de exportação parecia assim, bicho de sete cabeças. De fato, é bastante completo, mas o Peiex nos deu subsídios, nos forneceu informações, nos deixou um pouco mais preparados e seguros para entrar no mercado internacional”, revela. 

A Autocoat entrou para valer no mercado nacional em 2022, mas já conseguiu exportar seus equipamentos para outros países. “Eu tenho na mente que no futuro eu vou viajar e ir para laboratórios no mundo onde vão ter nossos equipamentos, com a bandeirinha brasileira”, projeta a fundadora da empresa. 

Peiex

O Peiex é uma das iniciativas da ApexBrasil para capacitar os empreendedores brasileiros a ingressarem no comércio internacional. De 2021 a 2023, o programa treinou mais de cinco mil empresas, das quais 827 exportaram, faturando US$ 3,16 bilhões. 

Por meio do Peiex, os empresários recebem um diagnóstico completo sobre o negócio e um plano de exportação personalizado, com etapas a serem implementadas para que a empresa esteja apta às exportações. 

Para mais informações sobre o Peiex, clique aqui. Se quiser saber mais sobre outros programas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, acesse www.apexbrasil.com.br.

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São Luís receberá R$ 26,4 milhões no 3º decêndio de outubro do FPM

O crédito cai na conta da prefeitura na sexta-feira, 30 de outubro, e encerra os repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, no mês.

São Luís receberá R$ 26,4 milhões no 3º decêndio de outubro do FPM

A capital maranhense receberá cerca de R$ 26,4 milhões no terceiro decêndio de outubro, montante formado integralmente pela parcela do fundo, sem reserva adicional neste repasse.

Posição no repasse estadual

Com esse valor, São Luís ocupa a 1ª posição entre os 217 municípios do Maranhão no repasse deste decêndio. A classificação segue a lógica de distribuição do fundo, que considera o porte populacional de cada cidade na definição dos coeficientes.

Acumulado do mês e do ano

Somando os três repasses de outubro, o município chega a aproximadamente R$ 68 milhões transferidos no mês. Já no intervalo de doze meses encerrado em 30 de outubro, o total acumulado pela capital é de cerca de R$ 1,14 bilhões.

No acumulado de 2026, até a data deste crédito, as transferências do FPM a São Luís somam perto de R$ 919 milhões, ante cerca de R$ 839 milhões no mesmo período de 2025 — variação de 9,61%.

Como funciona o fundo

O FPM é formado por parte do que a União arrecada com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão entre as cidades obedece a coeficientes fixados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada município. Os valores são liberados em três decêndios por mês, por volta dos dias 10, 20 e 30 — este é o terceiro e último de outubro.

Quando a data do crédito cai em fim de semana ou feriado, o depósito é antecipado para o dia útil anterior, conforme o calendário de pagamentos das transferências constitucionais.

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Natal receberá cerca de R$ 15,2 milhões no terceiro decêndio de outubro

O crédito do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, está previsto para a sexta-feira, 30 de outubro, e encerra os repasses do mês na capital potiguar.

Natal receberá cerca de R$ 15,2 milhões no terceiro decêndio de outubro

O valor será depositado na conta da prefeitura pelo Tesouro Nacional e corresponde integralmente à parcela do fundo, sem valores adicionais de reserva. São cerca de R$ 15,2 milhões destinados ao caixa municipal nesta etapa.

Liderança no repasse estadual

Neste decêndio, o município aparece na 1ª posição entre os 167 municípios do Rio Grande do Norte, ou seja, é o que recebe o maior valor do fundo no estado na parcela.

Acumulados do mês e do período

Considerando os créditos do mês e esta parcela, os repasses do fundo a Natal em outubro somam cerca de R$ 39,2 milhões. Nos últimos doze meses, até a data deste crédito, o total transferido ao município chega a cerca de R$ 658 milhões.

No acumulado deste ano, até a data do crédito, o município soma cerca de R$ 530 milhões em repasses do FPM, ante cerca de R$ 483 milhões no mesmo período de 2025 — variação de 9,61% na comparação entre os dois intervalos.

Como o FPM é distribuído

Os recursos do FPM vêm de parte da arrecadação federal do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O rateio obedece a coeficientes fixados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada município. As transferências são feitas em três decêndios por mês, por volta dos dias 10, 20 e 30 — este é o terceiro e último de outubro.

Quando a data prevista para o depósito cai em fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o dia útil anterior, conforme o calendário de transferências constitucionais.

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Novas regras para MEIs e nanoempreendedores exigem atenção dos municípios, alerta CNM

Mudanças ampliam o limite de faturamento dos microempreendedores individuais e alteram procedimentos fiscais e regras de compras públicas

Novas regras para MEIs e nanoempreendedores exigem atenção dos municípios, alerta CNM

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que as novas regras para microempreendedores individuais (MEIs) e nanoempreendedores exigem atenção das administrações municipais. As mudanças foram estabelecidas pela Lei Complementar nº 238/2026 e pelo Decreto Federal nº 13.140/2026, publicados em 21 de outubro, e envolvem limites de faturamento, benefícios tributários, compras públicas e emissão de documentos fiscais eletrônicos.

Uma das principais alterações é a ampliação gradual do limite de faturamento anual do MEI. O teto, atualmente de R$ 81 mil, passará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. A legislação também permite que o microempreendedor contrate até dois funcionários, desde que sejam respeitadas as condições previstas na lei. Além disso, a norma estabelece a remissão de determinados débitos de responsabilidade da União para os empreendedores que atenderem aos requisitos legais.

Segundo a CNM, as mudanças podem afetar a arrecadação municipal e a distribuição de receitas do Simples Nacional. A entidade ressalta que o perdão de dívidas previsto na legislação federal não significa o cancelamento automático de débitos municipais, como o Imposto sobre Serviços (ISS), quando devido.

As novas regras também alteram as condições de participação de pequenos negócios nas compras públicas. A legislação prevê situações em que licitações poderão ser exclusivas para microempresas, empresas de pequeno porte e MEIs, conforme os limites e critérios estabelecidos. Por isso, os setores responsáveis pelas compras e contratações das prefeituras precisam considerar as mudanças na elaboração de editais e no planejamento das aquisições.

Outra novidade envolve os nanoempreendedores. O Decreto Federal nº 13.140/2026 prevê a dispensa de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e de emissão de documentos fiscais eletrônicos pela União, desde que sejam atendidas as condições legais. No caso das obrigações relacionadas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a medida terá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2029 e dependerá de manifestação favorável do Comitê Gestor do tributo.

O decreto também prevê a possibilidade de utilizar a Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) como documento fiscal eletrônico em vendas de mercadorias e prestações de serviços destinadas a consumidores finais. A aplicação depende das deliberações previstas na legislação do Simples Nacional e não representa a substituição automática de todas as notas fiscais de serviços.

Diante desse cenário, a CNM orienta os municípios a acompanharem as regulamentações complementares e as orientações técnicas sobre documentos fiscais eletrônicos. A entidade recomenda ainda que as administrações avaliem possíveis impactos na arrecadação, na fiscalização tributária, nos cadastros e nos sistemas municipais de emissão de Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e).

A orientação é que as prefeituras evitem mudanças antecipadas em seus procedimentos administrativos e sistemas fiscais antes da definição das regras complementares. O objetivo é garantir segurança jurídica e adequação às novas normas sem comprometer a arrecadação e a gestão tributária local.

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