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Cotidiano

Mais de 1,7 mil cidades são afetadas pela seca severa ou extrema no Brasil

Cerca de 404 cidades enfrentam seca extrema e 1.361, a seca severa

Mais de 1,7 mil cidades são afetadas pela seca severa ou extrema no Brasil

Aproximadamente 1.765 municípios brasileiros foram gravemente afetados pela seca desde o ano passado, com cerca de 404 cidades enfrentando seca extrema e 1.361 a seca severa, conforme dados da planilha de classificação de seca nos municípios, enviada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) ao portal Brasil 61.

Segundo Marcelo Zeri, pesquisador em Agrometeorologia do Cemaden, a seca que afeta o Brasil já se arrasta desde 2023. Inicialmente, ela estava associada ao fenômeno El Niño, seguida por uma estação chuvosa curta e um início repentino da estação seca.

“A seca também continua bastante forte na região Norte do país. A gente tem muitos rios com níveis muito baixos, como por exemplo os rios Madeira e Purus, na região sul do Amazonas. Isso está afetando o transporte fluvial e uma série de outras atividades na região”, completa.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Vinicius Bufon afirma que o aumento na frequência e intensidade das secas no Cerrado, consequência das mudanças climáticas, impacta diretamente o desenvolvimento, a produtividade e a qualidade da produção agrícola na região.

“Esse agravamento das secas impacta direta e intensamente a economia nacional e local, dado que reduz a oferta de alimentos, biocombustíveis e fibras, gera pressão por aumento de preço e inflação e reduz a arrecadação de impostos, a renda e o poder de compra dos brasileiros”, explica.

O pesquisador também destaca que o impacto negativo das secas não se limita ao ano em que ocorrem. Em diversas culturas, há um efeito residual que persiste nos anos seguintes, mesmo após o retorno das chuvas à normalidade.

Chuvas e impactos na agricultura

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para este mês de agosto indica chuvas acima da média no norte da Região Norte e em áreas pontuais do leste das regiões Nordeste, Sudeste e Sul. No entanto, grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e sul da Região Norte, interior do Nordeste e oeste da Região Sul deve ter chuvas próximas ou abaixo da média, devido à persistência de massas de ar seco, que reduzem a umidade e aumentam o risco de queimadas e doenças respiratórias.

Temperaturas

Ainda de acordo com o Inmet, a previsão indica temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, com dias de calor intenso, especialmente no sudeste do Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí, onde as médias podem ultrapassar os 30ºC. 

Nas regiões da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e no norte de Minas Gerais as temperaturas devem ficar próximas da média, variando entre 20ºC e 22ºC. 

Na Região Sul, as temperaturas serão em geral acima da média, exceto no sul do Rio Grande do Sul e oeste do Paraná, onde devem ficar próximas à média. Em áreas de maior altitude das regiões Sul e Sudeste, são esperadas temperaturas próximas ou abaixo de 12ºC, com possibilidade de geadas devido à entrada de massas de ar frio.
 

Fonte: Inmet

Os tons em laranja no mapa representam as temperaturas acima da média e os tons em cinza, as temperaturas próximas da média.

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El Niño atinge intensidade muito forte e registra anomalia recorde de +2,47°C em outubro

Dados do INMET apontam maior aquecimento para outubro na série histórica, enquanto índice da NOAA confirma a intensidade do fenômeno e indica sua persistência até janeiro de 2027

El Niño atinge intensidade muito forte e registra anomalia recorde de +2,47°C em outubro

O fenômeno El Niño atingiu a categoria de intensidade muito forte, com temperaturas recordes na superfície do Oceano Pacífico. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mostram que a região Niño 3.4 registrou, em outubro de 2026, uma anomalia média de +2,47°C, o maior valor para o mês na série histórica do órgão. Na última semana de outubro, o desvio chegou a +2,5°C.

A classificação de intensidade muito forte também foi confirmada pelo índice utilizado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA). No trimestre de agosto a outubro de 2026, o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) alcançou +2,0°C, patamar que marca o início dessa categoria.

O RONI mede o quanto a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial, está acima da média histórica. O cálculo também considera as temperaturas dos demais oceanos tropicais, descontando o efeito do aquecimento global. Dessa forma, o índice permite avaliar o aquecimento específico do Pacífico em relação ao restante da faixa tropical.

A NOAA utiliza uma média móvel de três meses consecutivos para classificar a intensidade do fenômeno. Assim, a cada atualização, a janela de análise avança um mês. Em previsão divulgada em outubro, o Centro de Previsão Climática da agência estimou em 96% a probabilidade de o El Niño permanecer na categoria muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

Os recordes também aparecem em outras áreas de monitoramento do Pacífico Equatorial. Na região Niño 3, a anomalia média mensal de outubro chegou a +3,56°C. Já na última semana do mês, o desvio semanal alcançou +3,7 °C, superando o recorde anterior para esse indicador, de +3,6°C, registrado em dezembro de 1982.

Na região Niño 1+2, próxima à costa do Peru e do Equador, a anomalia semanal chegou a +4,6°C na última semana de outubro, igualando o valor registrado em junho de 1983. O meteorologista Leydson Dantas ressalta, porém, que comparações entre indicadores semanais e mensais exigem cautela, já que consideram períodos de referência diferentes.

O atual episódio de El Niño começou a se configurar em junho de 2026, com elevação gradual das temperaturas do Pacífico nos meses seguintes. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) considera possível que o fenômeno esteja entre os mais intensos já registrados.

O aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica e interfere nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, a previsão do INMET indica maior probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

Por outro lado, a tendência é de chuvas abaixo da média na maior parte da Região Norte e em áreas do Nordeste. As temperaturas também devem ficar acima da média em grande parte do território nacional.

 

Alerta do Cemaden aponta risco de seca no Norte e Nordeste

Um alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que o fortalecimento do El Niño aumenta o risco de estiagens e secas prolongadas no semiárido nordestino e na Bacia Amazônica. Segundo a instituição, os impactos podem atingir o abastecimento de água e as atividades produtivas, com possibilidade de persistência até 2027.

 

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O TEMPO E A TEMPERATURA: Sexta-feira de tempo frio e úmido com máxima de 20°C em Curitiba

Inmet alerta para ventos costeiros e declínio de temperatura no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

O TEMPO E A TEMPERATURA: Sexta-feira de tempo frio e úmido com máxima de 20°C em Curitiba

A Região Sul enfrenta uma sexta-feira, 6 de novembro de 2026, dominada pelo ar frio e úmido trazido por um sistema de alta pressão de origem polar na costa do país. A nebulosidade densa e os ventos do quadrante sul mantêm a sensação térmica baixa, exigindo agasalhos nas serras e no planalto. O INMET emitiu um Aviso Meteorológico de Declínio de Temperatura e Ventos Costeiros para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Em Curitiba (PR), o dia será frio com chuva isolada: a mínima fica em 15°C e a máxima não supera os 20°C, sob umidade entre 55% e 95%. Em Florianópolis (SC), o litoral catarinense terá variação de nuvens e vento frio, com mínima de 18°C e máxima de 24°C. Em Porto Alegre (RS) e no interior gaúcho, o dia será de poucas a muitas nuvens, com ventos de até 50 km/h na costa, registrando mínima de 16°C e máxima de 27°C.

Alertas e Riscos do INMET:

  • Áreas afetadas: Litoral do RS, SC e PR, e áreas de serra/planalto.

  • Validade: Sexta-feira, 06/11/2026.

  • Principais riscos: Ventos fortes no litoral, mar agitado, pistas escorregadias e queda de temperatura de até 5°C.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

 

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O TEMPO E A TEMPERATURA: alerta de tempestades e calor de 37°C atinge o Centro-Oeste na sexta (6)

Inmet publica aviso de perigo potencial para tempestades em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

O TEMPO E A TEMPERATURA: alerta de tempestades e calor de 37°C atinge o Centro-Oeste na sexta (6)

A Região Centro-Oeste enfrenta uma sexta-feira, 6 de novembro, com elevado dinamismo atmosférico. O forte aquecimento da tarde atua como combustível para a formação de núcleos de tempestades isoladas por toda a região. O INMET emitiu um Aviso Meteorológico de Tempestades (Alerta Amarelo de Perigo Potencial) válido para Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. As pancadas de chuva virão acompanhadas por trovoadas, descargas elétricas e rajadas de vento entre 40 e 60 km/h.

Em Cuiabá (MT) e no Pantanal, o dia será abafado e quente: a mínima fica em 28°C e a máxima encosta nos 37°C, com umidade entre 60% e 70% e pancadas com trovoadas no período vespertino. Em Campo Grande (MS), o tempo varia de muitas nuvens a tempestades isoladas, registrando mínima de 24°C e máxima de 34°C, com umidade atingindo 100% no amanhecer. Em Goiânia (GO) e no interior goiano (como Rio Verde e Jataí), a temperatura varia entre 25°C e 33°C, sob pancadas com trovoadas. No Distrito Federal, Brasília terá mínima de 20°C e máxima de 30°C, sob nuvens carregadas e chuva forte localizada à tarde.

Alertas e Riscos do INMET:

  • Áreas afetadas: Todo DF, GO, MT e MS.

  • Validade: Sexta-feira, 06/11/2026.

  • Principais riscos: Rajadas de vento fortes, queda de pequenos galhos, risco de corte temporário de energia elétrica e alagamentos rápidos em áreas urbanas.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

 

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