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Tecnologia

Jornada Nacional de Inovação da Indústria chega a Vitória da Conquista (BA)

Evento representa marco para o desenvolvimento regional, diz gerente da FIEB. Representante do setor industrial do Sudeste baiano espera “forte engajamento” das empresas locais. Jornada debate transformação digital e transição ecológica, com foco em soluções sustentáveis e competitivas

Jornada Nacional de Inovação da Indústria chega a Vitória da Conquista (BA)

Vitória da Conquista (BA) recebe, nesta quarta-feira (24), a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O movimento percorre o país para conectar pessoas, ideias, tecnologia e meio ambiente em torno da transição ecológica e digital.

O encontro será realizado no HUB Conquista/Espaço Colaborar do Instituto Federal da Bahia (IFBA), com uma programação que inclui debates, cases locais e workshops práticos.

“Esse movimento acontece em todo o país e, aqui na Bahia, contempla cidades que simbolizam a diversidade e o potencial das regiões industriais do estado. Nossa expectativa é de forte engajamento das indústrias locais, o que consolidará o evento como um marco para o desenvolvimento regional. O nosso maior objetivo é que haja impactos positivos em relação à inovação, crescimento econômico e geração de valor para todo o Sudoeste da Bahia”, ressalta Antônia Bizerra, gerente de Relações Institucionais da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) na região.

Jornada de Inovação: empresas em destaque

A etapa de Vitória da Conquista conta com a correalização da FIEB, SESI, SENAI, IEL e Sebrae e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) da Bahia. O encontro tem ainda a parceria do Inova Conquista – Ecossistema Local de Inovação. 

Durante o evento, empresas, startups, universidades, instituições públicas e representantes do ecossistema vão compartilhar experiências e discutir caminhos concretos para tornar a indústria mais competitiva. Os painéis trazem modelos de sucesso do Sudoeste baiano, como os cases do IBR Hospital, Teiú e NathFarma (em transformação digital), além da Água de Coco Ice, Alimentos Tia Sônia e Recicla (em transição ecológica).

Na programação, os participantes poderão optar entre dois workshops simultâneos:

  • Recursos Financeiros para Inovar, com dicas práticas sobre editais e linhas de fomento;
  • Gestão da Inovação, abordando processos, inteligência de dados e integração da inovação às estratégias empresariais.

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os interessados podem escolher entre participar da programação completa (manhã e tarde), apenas do turno da manhã (palestras e painéis) ou de um dos workshops da tarde. Inscreva-se aqui.

A Jornada Nacional de Inovação da Indústria está percorrendo o Brasil em busca das melhores práticas em soluções tecnológicas e sustentáveis, que serão apresentadas no Congresso Nacional de Inovação, em março de 2026, em São Paulo. A agenda completa dos eventos pode ser conferida no site oficial da mobilização.

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Tecnologia

Brasil Antenado: famílias do Maranhão podem solicitar instalação gratuita de kit parabólica

Agendamentos vão até o dia 13 de março. Já foram beneficiadas 220 mil famílias de baixa renda

Brasil Antenado: famílias do Maranhão podem solicitar instalação gratuita de kit parabólica

As famílias do Maranhão, inscritas no CadÚnico, moradoras de regiões onde o sinal da TV aberta é insuficiente ou inexistente, podem agendar a instalação gratuita do kit da nova parabólica digital até o dia 13 de março de 2026. Todo o processo é gratuito, incluindo fornecimento dos aparelhos. O único pré-requisito é ter uma televisão, que pode ser dos modelos mais antigos.

O agendamento pode ser feito no site brasilantenado.org.br ou pelo telefone 0800 729 2404 (também disponível via WhatsApp).

A ação de ampliação do alcance da televisão aberta e gratuita no país integra o programa Brasil Antenado, iniciativa do Ministério das Comunicações (MCom) e da Anatel, executada pela Entidade Administradora da Faixa (EAF). Desde o início do programa, 220 mil famílias de baixa renda já foram beneficiadas. E, até junho de 2026, a previsão é chegar a 671 mil famílias, de 323 municípios, em 16 estados. 

Wilson Wellisch, secretário de Radiodifusão do MCom, explica que o programa está inserido numa série de processos para a digitalização da televisão brasileira iniciados em 2006, quando a transição da TV Analógica para a TV Digital virou lei. 

“O processo foi muito bem sucedido. No começo, a digitalização chegou às cidades maiores: capitais e cidades litorâneas. A gente teve mais de 66% da população brasileira atingida, com programas, inclusive de políticas públicas, incentivando essa digitalização. Depois, a gente teve outra etapa, que foi levar a TV Digital para aqueles lugares onde não havia nenhum sinal digital, só sinais analógicos”, disse o secretário. 

Wellisch afirma que o Brasil Antenado foi inserido do Novo PAC para levar a TV Digital aos municípios com baixo índice de digitalização. E que todo o processo nacional deve ser concluído no prazo. 

Lista de municípios 

No Maranhão, 46 municípios estão aptos a solicitar os kits. São eles: 

●    Afonso Cunha
●    Apicum-Açu
●    Arame
●    Bacuri
●    Benedito Leite
●    Cantanhede
●    Centro Novo do Maranhão
●    Chapadinha
●    Feira Nova do Maranhão
●    Fernando Falcão
●    Formosa da Serra Negra
●    Fortaleza dos Nogueiras
●    Fortuna
●    Itaipava do Grajaú
●    Jatobá
●    Jenipapo dos Vieiras
●    Lagoa do Mato
●    Lajeado Novo
●    Loreto
●    Marajá do Sena
●    Mirador
●    Nova Colinas
●    Nova Iorque
●    Paraibano
●    Parnarama
●    Pastos Bons
●    Paulino Neves
●    Pedro do Rosário
●    Pirapemas
●    Porto Rico do Maranhão
●    Riachão
●    Sambaíba
●    Santa Filomena do Maranhão
●    Santana do Maranhão
●    Santo Amaro do Maranhão
●    São Domingos do Azeitão
●    São Félix de Balsas
●    São Pedro dos Crentes
●    São Raimundo das Mangabeiras
●    São Raimundo do Doca Bezerra
●    São Roberto
●    Serrano do Maranhão
●    Sítio Novo
●    Sucupira do Norte
●    Tasso Fragoso
●    Turiaçu

Repercussão no estado

“Para nós, que somos da roça e temos pouca condição, receber uma antena ajuda muito. É uma alegria grande para toda a família”, comemorou a lavradora Natalina Maria de Sousa Santos, que recebeu a nova parabólica digital em casa. 

Moradora do município de Loreto, a lavradora conta que a mudança impactou diretamente a rotina da família. “Quando fiquei sabendo através do pessoal da prefeitura e também do moço que passou aqui na comunidade avisando, fui atrás pra saber direitinho. Eu gosto muito de assistir ao jornal, às missas e às novelas da noite. Aqui em casa, quando todo mundo tá junto, a gente gosta mesmo é de assistir à novela e aqueles programas mais antigos. A gente senta, conversa e assiste a tudo junto.”

Natalina disse, ainda, que está muito feliz. “Mudou muita coisa. Agora, a imagem tá limpinha, o som bom, não fica mais chiando, nem ‘cortando’. E tudo de graça!”. E acrescentou: “Antes da nova antena chegar era difícil, quando chovia não dava para ver nada. Melhorou demais. Eu só tenho a agradecer”.

Brasil Antenado

Viabilizado a partir da portaria MCom nº 17.337, de 7 de abril de 2025, o programa tem por objetivos assegurar o acesso à informação como direito fundamental, principalmente em regiões com sinal insuficiente, e promover transformação estrutural no acesso à televisão aberta e gratuita. 

O atendimento nos territórios foi dividido por fases: 

Fase A (14/07–13/12/25): 77 municípios, em 6 estados (MA, PI, PA, CE, RN e PE) mais de 220 mil famílias aptas. – Concluída 
Fase B (13/10/2025 – 13/03/2026): 138 municípios, em 5 estados (TO, PA, RR, PI, MA) – mais de 229 mil famílias aptas.
Fase C (12/01/2026 – 13/06/2026): 108 cidades, em 8 estados (ES, MG, GO, BA, MT, MS, RO, RS), sendo mais de 222 mil famílias aptas.

Sobre a EAF

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3.5 GHz, essencial para a operação do 5G no país; a execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado; a implantação das infovias na Região Amazônica, para expandir a infraestrutura de telecomunicações no Norte do Brasil; e o desenvolvimento das redes privativas de comunicação para o Governo do Brasil.

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Tecnologia

Funttel injeta R$375 milhões em Tecnologia e Telecomunicações

Operações de crédito e fomento tecnológico tiveram alta de 8% em 2025

Funttel injeta R5 milhões em Tecnologia e Telecomunicações

O Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) forneceu, em 2025, mais de R$362 milhões em financiamentos para empresas do setor. Os recursos foram destinados ao apoio de projetos de tecnologia e à venda de equipamentos pela indústria brasileira de telecomunicações. As informações são do Ministério das Comunicações, gestor do fundo. 

Do valor total, R$171,8 milhões foram contratados junto aos agentes financeiros do Funttel (BNDES e Finep) para operações de crédito de apoio à inovação e R$190,2 milhões foram para financiar a aquisição de equipamentos de telecomunicações.  

Consideradas pelo governo federal como estratégicas para o país, as aplicações do Funttel apoiam, por exemplo, o desenvolvimento de ferramentas como Internet das Coisas, 5G na área da saúde e Inteligência Artificial destinada ao setor de telecomunicações.

Além das operações de crédito, o fundo repassou R$13 milhões para apoiar projetos da Fundação CPQD – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, em áreas como segurança da informação, telemedicina, redes futuras e transmissão de dados em altas velocidades.

Educação

O fundo também atua como um catalisador para o desenvolvimento educacional no campo das telecomunicações, seja formando novos profissionais, financiando pesquisas ou contribuindo para a infraestrutura digital das escolas públicas. 

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o caráter educacional é aspecto indispensável do Funttel. “O Brasil é um país continental que necessita de muito investimento para chegar nos cantos e recantos. Vamos continuar avançando, dialogando com estados, municípios, operadoras e sociedade civil. Porque só com a união de todos vamos conseguir transformar, de fato, a educação brasileira”, afirmou o ministro.

Junto com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o Funtell é fonte de recursos para a Política Nacional de Educação Digital. Além disso, já destinou recursos para a concessão de bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação em telecomunicações, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 

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Tecnologia

Carne feita em impressora 3D: projeto cria proteína sem abate animal

Desenvolvida pelo SENAI CIMATEC, na Bahia, a carne cultivada em laboratório promete reduzir impactos ambientais e ampliar as opções de proteína

Carne feita em impressora 3D: projeto cria proteína sem abate animal

Já imaginou comer uma carne produzida em uma impressora 3D? Essa é a proposta de pesquisadores do SENAI CIMATEC, em Salvador (BA), que há dois anos desenvolvem a CELLMEAT 3D, uma carne cultivada em laboratório. O projeto venceu o Prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025, na categoria Agroindústrias Sustentáveis, e agora concorre à etapa nacional da premiação.

Diferentemente da carne convencional, a CELLMEAT 3D é produzida a partir de células animais coletadas por biópsia, sem a necessidade de abate ou sofrimento do animal. A pesquisadora das atividades científicas do Projeto CELLMEAT 3D, Keina Dourado, explica como funciona o processo.

“Uma vez coletada, essa célula é colocada em um ambiente controlado, onde vai receber todos os nutrientes para se multiplicar. Então, vamos conseguir uma quantidade suficiente dessa célula e depois elas vão ser estimuladas a virar um tecido, que pode ser, por exemplo, músculo ou gordura”, explica.

A impressora 3D entra em cena para dar forma e textura semelhantes às da carne tradicional. Depois da impressão, o produto ainda passa por um período de maturação.

Foto: SENAI CIMATEC/Divulgação

Alternativa para a produção de proteínas

Segundo Keina Dourado, o objetivo do projeto não é substituir a carne convencional, mas ampliar as alternativas de produção de proteínas. “Sabemos que a demanda por proteínas vai aumentar significativamente nos próximos anos e, por isso, vamos ampliar essas opções com menor impacto ambiental e maior respeito ao bem-estar animal”, afirma. 

Ela ressalta ainda que a tecnologia tem potencial para, no futuro, ajustar a composição nutricional da carne, tornando o produto mais saudável e adaptado a necessidades alimentares específicas.

Apesar dos avanços e do reconhecimento, o produto ainda não está pronto para o mercado. A pesquisadora ressalta que o projeto segue em fase de desenvolvimento. “Ainda não temos dados consolidados sobre perfil nutricional ou sobre a parte sensorial, como sabor e textura deste produto. Essas análises fazem parte das próximas etapas do projeto”, explica.

Estudos conduzidos por grupos internacionais, no entanto, já indicam que a carne cultivada pode ter composição nutricional semelhante à convencional e boa aceitação do público em termos de sabor. “Em alguns países, inclusive, esse produto já está sendo comercializado em pequena escala”, observa Dourado.

Foto: SENAI CIMATEC/Divulgação Foto: SENAI CIMATEC/Divulgação

Alto custo ainda é desafio

Hoje, um dos maiores obstáculos para a produção da carne cultivada em laboratório é o alto custo da tecnologia, justamente por ainda estar em fase de desenvolvimento.

“Os nutrientes, os equipamentos e muitos desses insumos utilizados para produção ainda vêm da indústria farmacêutica. Então, ainda precisamos trabalhar no desenvolvimento de insumos mais acessíveis em termos de custo, para que o custo do produto final também seja mais compatível com o que a indústria alimentícia precisa”, explica a pesquisadora do CIMATEC.

Regulamentação no Brasil

No campo regulatório, o Brasil já deu passos importantes. Em 2024, entrou em vigor a Resolução RDC 839/2023, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que moderniza as regras para a avaliação de segurança e autorização de novos alimentos e ingredientes.

Apesar disso, Dourado afirma que ainda é necessário fazer algumas definições e ajustes na norma para regulamentar a produção e comercialização de carne cultivada em laboratório. “Existe um diálogo entre pesquisadores e órgãos reguladores para que possamos estar juntos nesse processo de construção de tudo que precisa para regulamentar a comercialização e a pesquisa da carne cultivada”, afirma.

Incentivo à ciência e à inovação

Para a pesquisadora, o prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025 reforça a importância do projeto. “Esse reconhecimento mostra que a ciência desenvolvida aqui está alinhada com os grandes desafios globais e que temos a capacidade de desenvolver tecnologias de ponta dentro do nosso próprio ecossistema”, afirma. “Isso fortalece a confiança, tanto dos nossos parceiros, quanto da indústria e da sociedade em geral no trabalho que estamos fazendo”, conclui.

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