Um conjunto de R$ 813 milhões em convênios, com potencial de impulsionar até R$ 650 bilhões em exportações em até 24 meses, marcou a nova fase de atuação conjunta entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e entidades representativas de 38 setores da economia brasileira. Do total, R$ 404 milhões são provenientes da Agência e R$ 409 milhões correspondem a contrapartidas das instituições parceiras.
Os acordos, firmados em cerimônia realizada em Brasília, no início de abril, reúnem iniciativas voltadas à promoção comercial, qualificação de empresas e atração de investimentos estrangeiros, com foco no fortalecimento da presença internacional de produtos e serviços brasileiros.
Durante a cerimônia, Jorge Viana – que deixou recentemente o cargo de presidente da ApexBrasil – destacou a dimensão coletiva da iniciativa e o esforço conjunto das instituições envolvidas.
“Hoje é o que a gente chama de ‘assinaço’. É uma soma de R$ 800 milhões. Boa parte deles vem das entidades, ou pelo menos a gente trabalha metade e metade”, afirmou. Ele também reforçou o impacto esperado das ações: “R$ 650 bilhões devem ser a consequência desses convênios com esses diferentes setores de exportação do Brasil. Então, não é uma coisa pequena”, disse.
Na ocasião, Viana também ressaltou a importância do trabalho técnico e da articulação institucional para os resultados recentes. Ele mencionou a relevância das parcerias estratégicas construídas ao longo desse processo, que têm contribuído para ampliar a presença do país no mercado internacional.
“É uma maneira de a gente dizer muito obrigado aos colaboradores da ApexBrasil. Que eles sigam trabalhando. Eu estou hoje aqui acompanhado do presidente do Sebrae, o Rodrigo; e com uma pessoa que, sem ele, eu acho que nós não teríamos dado conta do recado, que é o ministro Carlos Favaro”, pontuou.
Ao comentar os avanços na atuação conjunta com o setor privado, o novo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, enfatizou o modelo de cofinanciamento adotado pela Agência e o nível de confiança estabelecido com empresas parceiras. Segundo ele, essa colaboração tem sido fundamental para ampliar o alcance das iniciativas e sustentar metas ambiciosas de investimento e exportação:
“Hoje, nós somos reconhecidos. Olha todos os parceiros que estão aqui, que colocam recursos 50 a 50, que são nossos sócios. A gente coloca um real e as empresas colocam outro real numa conta que a gente administra junto. Olha a confiança que a ApexBrasil tem das 24 mil empresas que hoje estão atendidas. Desses R$ 800 milhões que nós vamos investir junto e que nós vamos chegar aos R$ 650 bilhões de exportação das empresas”, reforçou Müller.
Do montante global, a maior parte — cerca de R$ 736 milhões — será destinada a ações de promoção comercial, incluindo participação em feiras internacionais, missões com compradores estrangeiros, inteligência de mercado e capacitação empresarial. A expectativa é ampliar a competitividade das empresas brasileiras e estimular novos negócios no exterior.
Qualificação de empresas para exportação
Outro eixo da iniciativa envolve a qualificação de empresas para exportação. Ao todo, 17 parcerias concentram investimentos de R$ 69,6 milhões, com meta de apoiar 5.040 empresas brasileiras ao longo dos próximos dois anos, ampliando sua preparação para atuar no mercado internacional.
Na frente de atração de investimentos, os convênios somam R$ 7,5 milhões, com previsão de apoiar 70 investidores estrangeiros e viabilizar a divulgação de 10 anúncios de investimentos no país.
O ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, também participou do evento e ressaltou o papel da instituição na transformação de abertura de mercados em resultados concretos. “A ApexBrasil voltou com muita força”, afirmou.
Segundo ele, o processo se completa na conversão de oportunidades em negócios: “Abre o mercado, vira negócio, vira oportunidade. Aí vem a ApexBrasil, faz a promoção, isso vira negócio, vira oportunidade”, destacou.
A iniciativa reforça o modelo de atuação em parceria com entidades setoriais da indústria, serviços e agronegócio, com o objetivo de ampliar a presença brasileira no comércio internacional, estimular a competitividade e atrair investimentos para diferentes cadeias produtivas.
Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato
Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de gestão; Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concedeu vista coletiva e retomará a discussão nesta quarta-feira (4)
De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), a proposta altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções.
O projeto acrescenta uma nova possibilidade: operações destinadas exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá resultar em aumento do endividamento nem permitir a liberação de recursos para outras despesas.
Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos.
Relator da proposta, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou a necessidade de cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e defendeu a análise rápida do texto.
Durante a discussão, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) considerou a proposta importante, especialmente para estados com alto nível de endividamento.
O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A reunião foi presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).
A reunião de terça-feira (3) foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta-feira (4).
Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores
O PL 2.830/2019 prevê que o trabalhador poderá se opor ao pagamento por e-mail ou aplicativos de mensagens; proposta aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
A recusa da contribuição sindical pelos trabalhadores poderá ser simplificada, como prevê o projeto de lei (PL 2.830/2019). Pela proposta, os trabalhadores poderão se opor ao pagamento por e-mail ou por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. O texto aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
A redação original, apresentada pelo senador Styvenson Valentim (Pode-RN) em 2019, previa redução do prazo para execução de dívidas trabalhistas de 45 para 15 dias. Porém, na CCJ, a proposta ganhou do relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), dispositivos para regulamentar a possibilidade de recusa da contribuição assistencial devida a sindicatos.
No parecer, Marinho destacou que a oposição ao pagamento será simplificada, podendo ocorrer até mesmo via e-mail ou mensagem instantânea, como por WhatsApp, além de pessoalmente, desde que por escrito.
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um pedido para suprimir as regras sobre a recusa à contribuição assistencial e manter apenas a parte processual das execuções trabalhistas. A emenda apresentada por Paim foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora a CCJ precisa votar o relatório relacionado à emenda para retornar a proposta à pauta do Plenário.
Em Plenário, em votação final, os senadores decidirão o texto que seguirá para a Câmara dos Deputados.
Ausência de regras claras sobre o direito de recusa
No voto, Marinho ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como constitucional a cobrança até mesmo de não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Apesar disso, o parlamentar salientou no relatório a ausência de regras claras de como exercer esse direito.
O senador tambpem defendeu que as normas propostas no projeto devem propiciar segurança jurídica para que os trabalhadores, inclusive os membros não associados, tenham o direito individual de oposição respeitado.
Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV
INCC-M acelera em relação a setembro, quando avançou 0,25%, e acumula alta de 6,75% em 12 meses
O custo da construção no país subiu 0,35% em outubro, mais do que os 0,25% de setembro, de acordo com o INCC-M, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 27 de outubro. O índice acumula alta de 6,75% em 12 meses e de 6,23% no ano.
Materiais e serviços puxam a alta
O avanço do índice veio dos materiais, equipamentos e serviços, grupo que subiu 0,40% em outubro, ante 0,17% em setembro. Dentro dele, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para os materiais para estrutura, que saltaram de 0,07% para 0,72%. Os serviços também aceleraram, de 0,15% para 0,31%, com o item projetos subindo de 0,10% para 0,44%.
A mão de obra seguiu caminho contrário e perdeu força: o grupo avançou 0,27% em outubro, depois de 0,37% em setembro.
Itens que mais subiram
Entre os itens de maior impacto de alta no mês estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).
Cinco de sete capitais aceleram
Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aumento no custo da construção em outubro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro repetiu a taxa do mês anterior, de 0,20%.
Em São Paulo, o custo da construção subiu 0,34% em outubro. A capital paulista acumula alta de 6,88% no ano e de 7,60% em 12 meses, acima da média nacional no período.
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