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Economia

Isenção do IR até R$ 5 mil reacende debate sobre taxação de dividendos

Em vigor em 2026, medida reduz alíquotas da classe média e impõe imposto de 10% sobre lucros distribuídos acima de R$ 600 mil ao ano

Isenção do IR até R$ 5 mil reacende debate sobre taxação de dividendos

A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a Lei nº 15.270/2025, que isenta do Imposto de Renda pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil. A nova legislação também reduz as alíquotas para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, medida apresentada pelo governo como forma de corrigir a defasagem histórica da tabela do IRPF.

Para compensar a perda de arrecadação, o Brasil volta a tributar a distribuição de lucros e dividendos, encerrando quase três décadas de isenção. Desde 1996, os valores pagos pelas empresas a sócios e acionistas estavam livres de Imposto de Renda na pessoa física, sob o argumento de que o lucro já havia sido tributado na esfera empresarial. Com a nova norma, essa lógica passa a ser parcialmente revista.

A partir do próximo ano, lucros e dividendos voltam a ser tributados por meio do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Para pessoas físicas residentes no Brasil, a alíquota será de 10% sobre os valores distribuídos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais — ou R$ 600 mil por ano — por empresa. No caso de beneficiários domiciliados no exterior, a alíquota de 10% incidirá sobre os dividendos pagos ou remetidos, independentemente do valor.

Há, ainda, regras de transição. Lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecem isentos, desde que tenham sido formalmente aprovados até essa data, mesmo que a distribuição ocorra posteriormente. O objetivo é evitar a tributação retroativa de resultados acumulados sob o regime anterior.

Efeitos sobre investimentos e empregos

Entidades empresariais, como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a FecomercioSP, reconhecem que a medida corrige uma distorção histórica da tabela do IRPF, mas alertam para riscos à atividade econômica. Segundo as instituições, o retorno da tributação sobre dividendos pode gerar insegurança jurídica, estimular a evasão fiscal e aumentar a litigiosidade, além de comprometer investimentos e empregos.

As entidades afirmam que, hoje, as empresas já arcam com uma carga de 34% sobre o lucro (IRPJ e CSLL), além de PIS, Cofins, ISS e ICMS. A tributação adicional sobre dividendos, segundo o manifesto divulgado, “contraria os princípios de simplicidade e transparência tributária” e coloca em risco especialmente micro, pequenas e médias empresas — responsáveis por boa parte da geração de empregos e inovação no país.

“Utilizar o aumento da carga tributária para viabilizar a medida, na nossa ótica, significa tirar competitividade das empresas brasileiras, especialmente dos pequenos negócios”, reforça o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman

Especialistas também apontam possíveis impactos negativos sobre os investimentos produtivos, com redução da atratividade do Brasil no cenário internacional e criação de novos obstáculos ao crescimento econômico.

Na avaliação do advogado tributarista Matheus Almeida, a nova tributação tende a afetar diretamente a formação de poupança e o reinvestimento por parte da classe empreendedora, que já convive com elevada carga tributária

“Além de onerar excessivamente aquela pessoa que já ostenta um risco próprio de empreender no nosso país, que é o risco Brasil, a carga tributária, esses 10% a mais, vão afetar a poupança e o reinvestimento, porque são 10% a menos que ficam no mercado circulando. Quem empreende, por si só, já toma riscos, já busca outros negócios para investir”, pontua. 

Segundo ele, empresas capazes de distribuir mais de R$ 600 mil em dividendos por ano geralmente possuem faturamento entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, mantêm dezenas de funcionários e já suportam uma pesada cadeia de tributos na pessoa jurídica. “Sobrecarregar esse empreendedor é uma medida que, lá na frente, vai cobrar um preço muito caro. Não faz sentido onerar quem já foi onerado, para compensar uma medida que também já deveria ter sido feita.” complementa Almeida.

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Ibovespa fecha em terceiro recorde seguido e bate os 177 mil pontos pela primeira vez

Índice voltou a renovar a máxima histórica intradia durante a sessão, apoiado por ‘pesos pesados’ e pela fuga de capital estrangeiro para o país

Ibovespa fecha em terceiro recorde seguido e bate os 177 mil pontos pela primeira vez

O Ibovespa fechou o pregão em alta de 2,20%, batendo o recorde nominal pela terceira vez consecutiva, com 175.589 pontos, e voltou a renovar a máxima histórica intradia, acima dos 177 mil pontos. O desempenho do índice foi apoiado pelos “pesos-pesados” e, principalmente, pela entrada de capital estrangeiro decorrente do aumento do apetite por risco de investidores com o alívio das tensões geopolíticas.

Na última quarta-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, discursou no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e descartou o uso da força para alcançar seu objetivo de anexar o território da Groenlândia. Trump alegou que um acordo sobre o território está próximo de ser concluído e suspendeu as tarifas de 10% que havia prometido sobre países europeus em relação à investida.

O alívio das tensões geopolíticas acenderam o apetite por risco de investidores internacionais. Segundo analistas do setor, o movimento do capital esteve alinhado à rotação de portfólio dos EUA, com investidores buscando outras alternativas de investimentos. Eles explicam que parte desse capital acabou sendo destinada ao Brasil, devido ao diferencial dos juros, o que valorizou o real e impulsionou a Bolsa.

Os “pesos pesados” também apoiaram o desempenho do índice. As ações da Vale atingiram nova máxima histórica e foram as mais negociadas no mercado brasileiro. A Petrobras chegou a ter valorização de mais de 2% em seus papéis durante a sessão, mas a queda dos preços do petróleo no mercado internacional causou a reversão do desempenho, resultando no fechamento em leve queda. Os bancos avançaram em bloco, com os investidores acompanhando os desdobramentos do caso do Banco Master e Will Bank.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Equatorial Para Distribuidora de Energia SA Pfd Registered Shs C (EQPA7): +81,49%

  • PDG Realty SA Empreendimentos e Participacoes (PDGR3): +16,79%

Ações em queda no Ibovespa

  • Recrusul SA Pfd (RCSL4): -16,57%

  • Banco Bmg SA BMG Pfd Registered Shs -144A- Reg S (BMGB4): -10,86%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$44.105.958.236, em meio a 6.272.141 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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Economia

DÓLAR: moeda fecha em queda no menor valor desde novembro

Fuga de capital internacional para o Brasil manteve fortalecimento do real em meio ao enfraquecimento do dólar

DÓLAR: moeda fecha em queda no menor valor desde novembro

O dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,67% frente ao real, cotado a R$5,28, menor valor desde 11 de novembro de 2025. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando queda de 0,40%. O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pelo aumento do apetite ao risco dos investidores internacionais com o alívio das tensões geopolíticas e a fuga continuada de capital para o Brasil.

Na última quarta-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, discursou no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e descartou o uso da força para alcançar seu objetivo de anexar o território da Groenlândia. Trump alegou que um acordo sobre o território está próximo de ser concluído e suspendeu as tarifas de 10% que havia prometido sobre países europeus em relação à investida.

O alívio das tensões geopolíticas acenderam o apetite por risco de investidores internacionais. Segundo analistas do setor, o movimento do câmbio esteve alinhado à rotação de portfólio dos EUA, com investidores buscando outras alternativas de investimentos. Eles explicam que parte desse capital acabou sendo destinada ao Brasil, devido ao diferencial dos juros, o que valorizou o real e impulsionou a Bolsa.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,11%, cotado a R$6,21.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1892 0,1611 0,1402 29,9669 0,1494 0,2609 0,2767
USD 5,2855 1 0,8511 0,7408 158,38 0,7895 1,3788 1,4625
EUR 6,2112 1,1750 1 0,8703 186,09 0,9276 1,6197 1,7184
GBP 7,1333 1,3500 1,1490 1 213,80 1,0658 1,8611 1,9743
JPY 3,33691 0,631413 0,53737 0,467705 1 0,4985 0,87056 0,92349
CHF 6,6941 1,2666 1,0781 0,9383 200,61 1 1,7464 1,8522
CAD 3,8330 0,7253 0,6173 0,5373 114,88 0,5727 1 1,0607
AUD 3,6146 0,6838 0,5819 0,5065 108,29 0,5398 0,9426 1

 

Os dados são da Investing.com

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Economia

Bolsa Família: pagamentos começam nesta quinta-feira (22)

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

Bolsa Família:  pagamentos começam nesta quinta-feira (22)

A CAIXA inicia nesta quinta-feira (22), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de janeiro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 4. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come

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