O Brasil começa a dar passos mais concretos no desenvolvimento do hidrogênio verde, com investimentos e iniciativas de grandes empresas que buscam posicionar o país na transição energética global.
Nesse contexto, a White Martins inaugurou, em 15 de abril, sua segunda fábrica de hidrogênio verde no país, localizada em Jacareí (SP). Trata-se da primeira unidade em escala industrial no Brasil, segundo informações divulgadas pelo Estadão.
A unidade anterior, em Pernambuco, segue em operação, mas tem porte de planta piloto, com capacidade equivalente a cerca de um quarto da nova fábrica.
A nova instalação tem potencial para produzir até 800 toneladas de hidrogênio por ano. Segundo a empresa, o volume diário seria suficiente para atender uma indústria de porte médio por até 35 dias. A operação deve funcionar com uma equipe enxuta, gerando aproximadamente 15 empregos diretos.
Alternativa estratégica
Produzido a partir da eletrólise da água com uso de energia renovável, o hidrogênio verde é visto como uma alternativa estratégica para substituir combustíveis fósseis e reduzir emissões de carbono. Nesse cenário, o Brasil desponta como um candidato competitivo, principalmente pela disponibilidade de fontes renováveis de menor custo, como energia solar e eólica.
Apesar do potencial, o avanço do setor ainda enfrenta entraves importantes. O alto custo de produção continua sendo o principal desafio global, dificultando a expansão de projetos, especialmente aqueles voltados à exportação.
A própria companhia avalia que o cenário geopolítico atual e a baixa demanda internacional tornam pouco atrativa a instalação de plantas voltadas ao mercado externo, além dos custos elevados de transporte do hidrogênio.
Por outro lado, o mercado interno apresenta oportunidades mais imediatas. Cerca de 20% da produção da unidade de Jacareí será destinada à fábrica de vidros da Cebrace, localizada na mesma cidade. O restante atenderá indústrias dos setores metalúrgico, químico e alimentício — segmentos que já utilizam hidrogênio em seus processos produtivos. Atualmente, a White Martins possui cerca de 400 clientes para esse insumo.
Um dos fatores que contribuem para a competitividade do projeto é o modelo de autoprodução de energia adotado pela empresa. Nesse arranjo, parceiros constroem e operam usinas renováveis dedicadas ao fornecimento energético, garantindo custos mais baixos. No caso da planta paulista, a energia é proveniente de fontes solar e eólica, em parceria com Eneva e Serena.
Outros investimentos
O Brasil já contabiliza um conjunto expressivo de projetos voltados à produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis. Segundo dados consolidados, são mais de 20 iniciativas anunciadas que, juntas, representam investimentos da ordem de R$ 188,7 bilhões.
Esse movimento é impulsionado pela combinação de energia renovável abundante e relativamente barata, o que confere ao país uma vantagem competitiva no setor. Diante desse cenário, há a expectativa de que o Brasil esteja entre os produtores de hidrogênio de menor custo do mundo até 2030.
Parte relevante desses projetos está associada à estruturação de hubs portuários de hidrogênio de baixo carbono — polos integrados que reúnem atividades de produção, logística, armazenamento e distribuição para diferentes usos industriais e energéticos.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Porto do Pecém lidera em volume de investimentos previstos, com cerca de R$ 110,6 bilhões. Em seguida aparecem o Porto de Parnaíba, com R$ 20,4 bilhões, o Porto de Suape, com R$ 19,6 bilhões, e o Porto do Açu, com R$ 16,5 bilhões.
O avanço desses projetos também está ligado ao interesse internacional, especialmente europeu, na importação de hidrogênio e seus derivados. A perspectiva de exportação, somada ao potencial brasileiro de geração de energia renovável em larga escala, tem sustentado o entusiasmo em torno da consolidação do país como um grande exportador dessa nova matriz energética.
Para o engenheiro químico e doutor pela Universidade Federal de São Carlos, João Guilherme Vicente, o potencial de aplicação do hidrogênio vai muito além da geração de energia, abrangendo diversos setores estratégicos da economia:
“Esse hidrogênio pode ser utilizado de diversas formas e em diversos processos. O hidrogênio cada vez mais está sendo visto como um vetor de energia limpa, especialmente para alimentar as células de combustíveis. Fora essa aplicação, o hidrogênio pode ser utilizado em indústrias químicas, como na produção de amônia, que é utilizada para produção de fertilizantes”, destaca.
“Ele também pode ter uma grande aplicação para combustíveis de transporte e uma das grandes vantagens é que os veículos emitem somente vapor de água e não emitem gases de efeito estufa. Além disso, ele pode ser utilizado também nas indústrias de alimentos. Por exemplo, a gente utiliza muito o hidrogênio em processos de hidrogenação de gorduras”, complementa.
Custo do hidrogênio verde
O hidrogênio verde precisará atingir um custo de cerca de US$ 2 por quilo — uma queda estimada entre 50% e 70% em relação aos níveis atuais — para se tornar competitivo.
Mesmo nesse cenário, o preço final pode ultrapassar US$ 3 por quilo ao consumidor, devido a despesas adicionais com transporte e armazenamento, o que evidencia desafios logísticos relevantes. A avaliação é da Thymos Energia.
FGV: Confiança do consumidor recua pelo terceiro mês consecutivo em julho
Índice caiu 0,4 ponto e atingiu 88,3 pontos, o menor nível desde março; percepção sobre a situação atual das famílias pesou no resultado
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), recuou 0,4 ponto em julho e passou para 88,3 pontos, registrando a terceira queda mensal consecutiva. Com o resultado, o indicador atingiu o menor patamar desde março deste ano, quando marcou 88,1 pontos. Na média móvel trimestral, o índice também apresentou retração de 0,3 ponto, ficando em 88,6 pontos.
Segundo a FGV, a queda foi provocada principalmente pelo enfraquecimento da percepção dos consumidores sobre a situação atual da economia e das finanças das famílias. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,6 pontos, para 84,4 pontos, refletindo uma avaliação menos favorável do orçamento doméstico e das condições econômicas no momento.
Em contrapartida, os indicadores de expectativas para os próximos meses mostraram melhora, amenizando uma queda mais intensa do índice geral. Ainda assim, o avanço das perspectivas futuras não foi suficiente para compensar a piora na percepção sobre a realidade econômica atual.
De acordo com a economista do FGV IBRE, Anna Carolina Gouveia, os consumidores de menor renda tiveram maior participação na queda do indicador agregado, demonstrando maior sensibilidade ao cenário econômico. O resultado reforça um ambiente de cautela entre as famílias brasileiras em relação ao consumo e à situação financeira.
Anuário de segurança pública: Brasil registrou mais de 84 mil pessoas desaparecidas em 2025
Número representa aumento de 3,6% em relação aos casos contabilizados em 2024; levantamento aponta que país registra trajetória de desaparecidos em ascensão
Índice
O Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que o Brasil registrou 84.269 desaparecimentos em 2025 – o que representa uma taxa de 39,5 casos por 100 mil habitantes. Em relação a 2024, o número cresceu 3,6%. Entre as Unidades da Federação, Minas Gerais, Maranhão e Piauí apresentaram os maiores aumentos nos registros entre 2024 e o ano passado.
Confira o crescimento no número de pessoas desaparecidas nas 3 UFs:
Minas Gerais: 30,5%;
Maranhão: 29,8%;
Piauí: 20,5%.
O estudo ressalta que não é possível relacionar diretamente o aumento dos desaparecimentos às disputas do tráfico de drogas. Ainda assim, observa que Maranhão e Piauí aparecem em áreas apontadas pela publicação Cartografias da Violência na Amazônia como regiões de disputa entre organizações criminosas.
No entanto, Minas Gerais chamou atenção por registrar a maior alta do país (30,5%), embora não tenha histórico recente de disputas entre facções semelhante ao observado nos estados que também lideram o ranking.
Na avaliação da entidade, o diagnóstico da situação demanda uma articulação integrada entre as forças de segurança para estruturar uma rede capaz de mapear as vulnerabilidades regionais que justificam os resultados e propiciam oscilações nos registros em um curto espaço de tempo.
Demais estados com aumento e recuo nas taxas
No estado do Pará, o percentual de aumento de casos foi de 12,9% e no Rio Grande do Norte, de 11,6%. Todos as outras UFs registraram aumentos menores do que 10%.
Quando considerados os números absolutos de desaparecimentos, o estado de São Paulo lidera, com mais 17 mil casos em 2025 – considerando que é o estado mais populoso do país, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Rio Grande do Sul teve 7.661 registros no ano passado. Já Minas Gerais registrou mais de 6,6 mil desaparecidos
Entre os estados com redução nos registros, o Amapá apresentou a maior queda (-8,9%), seguido por Mato Grosso (-8,4%) e Sergipe (-7,4%).
Em 2025, foram registradas 61.305 pessoas localizadas.
Desaparecimentos em ascensão
Segundo o levantamento, houve um período de redução abrupta nos registros de pessoas desaparecidas, especialmente entre 2019 e 2020. No entanto, os dados do último anuário evidenciam uma tendência de crescimento contínuo, considerando a taxa de quase 40,0 por 100 mil habitantes em 2025.
O levantamento aponta que, após a queda registrada entre 2019 e 2020 – período associado às restrições da pandemia e a mudanças na dinâmica dos registros – os desaparecimentos voltaram a crescer a partir de 2021, mantendo trajetória de alta até 2025.
“Os dados refletem defasagens nos sistemas de registro e uma legislação que não comporta as distintas naturezas possíveis de um desaparecimento. Distinguir o peso relativo desses fatores constitui um dos principais desafios para a produção e análises de dados, e consequentemente para a elaboração de protocolos de enfrentamento adequados”, diz um trecho do anuário.
Perfil dos desaparecidos
Os indicadores apontam que a maioria dos desaparecidos é do sexo masculino – que correspondem a 64,9% dos casos e que a maior parcela das ocorrências se concentra na faixa etária adulta, entre 18 e 59 anos, atingindo 64,4% do total.
Anuário Brasileiro de Segurança Pública
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é integrado por informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública.
Retratando a Segurança Pública brasileira, é uma ferramenta voltada a produzir conhecimento, incentivar a avaliação de políticas públicas e promover o debate de novos temas na agenda do setor.
O documento completo pode ser acessado em www.forumseguranca.org.br. Para acessar, é preciso clicar na aba publicações e, em seguida, em anuário. Os dados podem ser baixados em dois formatos, em PDF e em formato de planilha.
Resultado da lotofácil 3747: sorteio de terça-feira (28/07/2026)
O sorteio da Lotofácil 3746 ocorre na noite desta terça-feira (28), no ESPAÇO DA SORTE em São Paulo (SP)
Índice
O concurso 3747 da Lotofácil foi realizado nesta terça-feira (28/07/2026), no Espaço da Sorte, em São Paulo, e divulgado pela Caixa Econômica Federal. 6 apostadores acertaram as 15 dezenas e levaram para casa o prêmio de R$ 2.125.438,65. Os bilhetes premiados foram adquiridos em Fortaleza (CE), São João dos Patos (MA), Rio das Ostras (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP).
O prêmio estimado para o próximo concurso da Lotofácil, de número 3748, que será realizado na quarta-feira, 29 de julho de 2026, está estimado em R$ 2.000.000,00. Aproveite a oportunidade e faça sua aposta para concorrer!
A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,50 com chance de 1 em 3.268.760 e a máxima custa R$ 46.512 com chance de 1 em 211.
Quantidade de números jogados
Valor da aposta
15
R$ 3,50
16
R$ 48,00
17
R$ 408,00
18
R$ 2.448,00
19
R$ 11.628,00
20
R$ 46.512,00
Quando acontecem os sorteios da Lotofácil
De segunda-feira a sábado, às 21h.
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