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Há 40 anos era lançada a primeira edição de Brasil Mineral

A Edição número 1 trazia sobre o Procarvão, a exploração do xisto, a superação de metas pela Petrobrás, a iniciativas da Nuclebrás para exportar urânio

Há 40 anos era lançada a primeira edição de Brasil Mineral

Era novembro de 1983. O mundo estava às voltas com o enfrentamento da segunda crise do petróleo, detonada em 1979, por conta da revolução iraniana, quando os aiatolás derrubaram do poder o Xá Rehza Pahlevi e implantaram a república dos Aiatolás, que se mantém até hoje. Na época, o preço do barril do “ouro negro” chegou a 39 dólares (ao dólar da época).

O Brasil, então, continuava altamente dependente das importações de petróleo para suprir as suas necessidades de energia. Para o abastecimento da frota veicular, buscou-se a alternativa do etanol, dando origem ao Pró-álcool. E para a suprir a indústria, recorreu-se ao carvão energético, criando-se o Pró-Carvão, que visava intensificar a exploração das reservas de carvão energético de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e, em muito menor escala, Paraná. Também se começou a pensar na exploração de turfa e na produção de óleo a partir do xisto, do qual o estado do Paraná tem importantes reservas.

Inicialmente, o Pro-Carvão, visava elevar a produção nacional para 27 milhões de toneladas/ano a partir de 1985, o que exigia grandes investimentos. Ao mesmo tempo, procurou-se ampliar o uso do carvão em substituição ao óleo combustível em algumas indústrias, principalmente a cimenteira. Mas o uso do carvão energético nacional pela indústria esbarrava numa dificuldade: o seu elevado teor de cinzas, que chegava a 35%. As metas de produção do Pró-Carvão, então, foram reduzidas para 17 milhões t/ano, depois para 13 milhões t/ano e, finalmente, para 9 milhões t/ano. E o boom que era esperado para a indústria nacional do carvão mineral não aconteceu.

A mineração brasileira, vivia basicamente do minério de ferro, do ouro (o Brasil chegou a ser o maior produtor do metal na América Latina) do alumínio e do carvão. O minério de ferro, cuja produção era liderada pela então CVRD (Companhia Vale do Rio Doce), além de suprir as siderúrgicas nacionais, todas controladas pelo Estado, sob o guarda-chuva da Siderbrás, era também exportado, principalmente para o Japão, Europa e em menor escala para os EUA. Além da Vale, atuavam na produção a Caemi, capitaneada pelo grupo Azevedo Antunes, a alemã Ferteco, a belga Samitri (grupo Arbed), a norte-americana Samarco (grupo Utah), além de grupos menores nacionais.

A produção de ouro era concentrada na Mineração Morro Velho, do grupo Anglo American e nos garimpos espalhados pela Amazônia. Nessa década entraram outros produtores do metal, como a então Rio Paracatu Mineração (RPM), que era controlada pela Rio Tinto e que atualmente se denomina Kinross. No final da década, entrou em produção a Mineração Serra Grande, em Crixás, que era controlada pela Mineração Morro Velho, em parceria com a Inco.

No carvão havia, além da CSN, vários grupos privados locais de Santa Catarina e a estatal CRM – Cia. Riograndense de Mineração no Rio Grande do Sul, que dividia poderio com a Copelmi, de capital privado.

Esse era o contexto em que foi lançada a Brasil Mineral, que completa 40 anos em 2023. A Edição número 1 trazia sobre o Procarvão, a exploração do xisto, a superação de metas pela Petrobrás, a iniciativas da Nuclebrás para exportar urânio, um debate sobre a tecnologia nacional, o uso do computador, o projeto Titânio, da Vale, e várias outras matérias interessantes. Confira em www.brasilmineral.com.br/revista/1.

Fonte: Brasil61

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Fux autoriza quebra de sigilos bancário e fiscal de deputado Janones

Investigação apura crime de peculato, concussão e associação criminosa

Fux autoriza quebra de sigilos bancário e fiscal de deputado Janones

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado André Janones (Avante-MG), bem como de alguns de seus atuais e antigos assessores parlamentares.

O deputado é alvo de inquérito no Supremo, aberto em dezembro pelo ministro do Supremo Luiz Fux, a pedido da Procuradoria Geral República (PGR). A suspeita é de que tenham ocorrido desvios de salários no gabinete do parlamentar. A investigação apura os crimes de peculato, concussão e associação criminosa.

Ao autorizar as quebras de sigilo, em despacho assinado na terça-feira (20), Fux escreveu que “os indícios de possível prática criminosa estão bem descritos na representação da Autoridade Policial, com possível ação conjunta dos investigados no suposto esquema criminoso”. Ele atendeu a pedido da Polícia Federal (PF), com aval da PGR.

O processo foi movido após parlamentares de oposição terem apresentado notícias-crime contra o deputado. O caso veio à tona depois que o portal Metrópoles publicou um áudio em que Janones aparece solicitando a seus assessores o repasse de parte dos salários para ajudar a pagar prejuízos com a campanha eleitorai de 2016. Naquele ano, o parlamentar disputou a prefeitura de Ituiutaba (MG), mas não foi eleito.

Assessores a quem Janones enviou o áudio ainda trabalham com o parlamentar e foram ouvidos pela PF no caso. Para pedir as quebras de sigilo dos envolvidos, os investigadores apontaram divergências nos depoimentos.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do parlamentar, mas até o momento não obteve retorno. Desde que o caso veio à tona, Janones nunca negou a autoria do áudio. Ele alega que a mensagem seria uma espécie de “vaquinha” para cobrir gastos de campanha.

Em 30 de janeiro, quando a PF pediu a quebra dos sigilos, Janones publicou uma nota em que diz estranhar a solicitação, “sendo que eu já os coloquei a disposição desde o início das investigações, e até hoje não fui sequer ouvido”, diz o texto.

“Mais estranho ainda é apontarem como “suspeito” um depósito feito quando nenhum dos assessores investigados trabalhavam mais em meu gabinete. Como eles devolviam salário 3 anos após serem exonerados?”, indagou a nota. “Sigo absolutamente confiante que serei absolvido”, afirmou o deputado.

Ainda em dezembro, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu processo contra Janones, após representação do PL.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC

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Janeiro de 2024 registra superávit recorde da balança comercial brasileira

Valor foi o maior registrado desde 1997, a US$ 6,5 bilhões

Janeiro de 2024 registra superávit recorde da balança comercial brasileira

Janeiro de 2024 registrou superávit recorde da balança comercial brasileira, no valor de US$ 6,5 bilhões. Este é o maior saldo comercial desde 1997.

A China foi a principal parceira comercial a contribuir com este valor, no valor de US$ 2,7 bilhões. Somente este país contribui mais positivamente que a soma de África, Oriente Médio e América do Sul. Estas regiões geográficas juntas (excluindo a Argentina), contribuem com US$ 2,4 bilhões à balança comercial brasileira.

Segundo especialistas da Fundação Getúlio Vargas, os dados evidenciam a importância do Brasil se manter aberto ao comércio internacional — o qual favorece a economia doméstica. De acordo com os pesquisadores, espera-se que em 2024 se mantenha o cenário favorável para o Brasil no setor.

Por atividades, houve uma liderança do saldo positivo por parte da indústria extrativa, com destaques da venda de petróleo bruto e minério de ferro. A agropecuária também apresentou uma variação positiva, comparativamente a janeiro do ano anterior.

As informações são do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

Fonte: Brasil61

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PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (22) com chuva no Maranhão

A temperatura pode variar entre 21ºC e 30°C

PREVISÃO DO TEMPO: quinta-feira (22) com chuva no Maranhão

Nesta quinta-feira (22), o dia começa nublado e com pancadas de chuva em todo Maranhão. No leste e sul maranhense e na microrregião dos Lençóis Maranhenses, as fortes chuvas são acompanhadas por trovoadas isoladas.

Durante a tarde e à noite, as tempestades continuam em todo estado.

No centro, leste e norte maranhense, as chuvas são fortes e acompanhadas de trovoadas isoladas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para perigo de chuvas fortes e ventos intensos em todo Maranhão, atingindo municípios como Araioses, Grajaú e Coelho Neto.

A temperatura mínima fica em torno de 21°C, em Alto Parnaíba, e a máxima prevista é de 30ºC, em Caxias. A umidade relativa do ar varia entre 75% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

Fonte: Brasil61

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