O Governo de Goiás iniciou uma estratégia para ampliar presença no setor de inteligência artificial com a criação de um distrito tecnológico em Goiânia e a expansão de uma olimpíada nacional voltada a estudantes. As iniciativas envolvem mais de R$ 300 milhões em investimentos no polo tecnológico e a distribuição de R$ 420 mil em prêmios para jovens de todo o país.
O projeto do Distrito de Inovação e Inteligência Artificial vai revitalizar o Setor Leste Universitário para instalar empresas de tecnologia, centros de pesquisa e espaços voltados à formação profissional.
Como parte da estratégia de desenvolvimento tecnológico do estado, o novo Distrito de Inovação e Inteligência Artificial vai ocupar uma área de 91 hectares – espaço destinado a atrair empresas de tecnologia e gerar empregos.
O governador de Goiás, Daniel Vilela, mencionou que Goiânia ocupa a segunda colocação nacional em termos de inovação em inteligência artificial no país e ressaltou que o objetivo é liderar o setor. “Goiás já é referência para o mundo inteiro em IA. Agora, temos uma grande janela de oportunidade para consolidar o estado e Goiânia como hub de inteligência artificial do Brasil e da América Latina”, destacou Vilela.
A previsão é de R$ 300 milhões em investimentos para o projeto, sendo R$ 200 milhões investidos na reforma de quatro prédios estaduais presentes na região, além da construção de novos.
Já outros R$ 30 milhões serão investidos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Parte dos R$ 78 milhões do novo convênio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia-UFG), também devem ser aplicados no Distrito.
Oportunidades de negócios, empregos e qualificação
A ideia é atrair empresas do ramo de tecnologia, estimular novos negócios de base tecnológica e formar mão de obra qualificada na área do distrito. A expectativa é gerar mais de 1,4 mil empregos diretos na primeira fase de funcionamento e atrair milhares de pessoas para as atividades de inovação e tecnologia.
A primeira empresa a integrar o distrito será a Semantix, uma multinacional brasileira especializada em dados, analytics e inteligência artificial, que já possui atuação internacional em sete países.
A iniciativa também prevê parcerias com universidades, programas de residência tecnológica, aceleração de startups e oferta de cursos de qualificação.
Além disso, logo no início das atividades, serão oferecidas 1.500 bolsas para cursos de qualificação profissional vinculados ao Distrito, bem como descontos em cursos tecnológicos, por meio de uma parceria com o Sistema S, além de turmas gratuitas de cursos técnicos no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
A partir das atividades desenvolvidas no Distrito, a estratégia é atrair talentos e modernizar a capacidade produtiva do estado, com pesquisas que envolvam inovação, especialmente IA.
Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada
Em paralelo à oportunidade estratégica para fortalecer a economia baseada em tecnologia, pesquisa e inovação com o Distrito, o governo de Goiás também busca ampliar a formação de jovens na área de IA por meio da Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada 2026. A Olimpíada é uma iniciativa entre o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia-UFG) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (Secti-GO).
Em sua terceira edição, a competição, que pela primeira vez terá participação de estudantes de todo o Brasil, oferece a oportunidade de capacitação gratuita em programação e inteligência artificial aplicada antes das etapas de disputa. Além disso, ao final das etapas de capacitação os ganhadores recebem prêmios em dinheiro.
Ao todo, serão distribuídos R$ 420 mil em prêmios, com valores de até R$ 10 mil por integrante das equipes vencedoras.
A Olimpíada foi planejada para buscar participantes em diferentes níveis de conhecimento – inclusive quem nunca teve contato com programação. Antes de cada fase competitiva, as equipes terão acesso gratuito a trilhas formativas em Lógica de Programação, Python e Inteligência Artificial Aplicada, em formato online, com suporte técnico e acompanhamento especializado. Na primeira etapa, os participantes resolverão desafios em ambiente virtual, com soluções em linguagem Python.
Como os desafios estarão distribuídos:
Visão Computacional, voltada ao processamento e análise de imagens;
Processamento de Linguagem Natural (NLP), focado no tratamento e modelagem de dados textuais;
Aprendizado de Máquina para Dados Tabulares, com modelagem preditiva baseada em bases de dados estruturadas.
A segunda etapa da competição terá aprofundamento técnico por meio de formação avançada em Inteligência Artificial, com carga horária de 40 horas, realizada em ambiente virtual de aprendizagem.
Inscrições para a olimpíada de IA
As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 31 de julho, com 600 vagas disponíveis. Podem participar estudantes do 9º ano do ensino fundamental ao ensino médio ou técnico, com idade entre 14 e 19 anos.
As equipes serão formadas por três alunos e um tutor. O responsável pela equipe deve ser graduado ou estar matriculado em curso de nível superior reconhecido pelo MEC e atuar como professor, profissional de tecnologia ou outro interessado na área, desde que atenda aos requisitos previstos no edital.
Com o objetivo de ampliar a participação feminina na tecnologia, a competição reservou, inicialmente, 120 vagas para equipes com presença mínima de 50% de estudantes que se identificam com o gênero feminino.
Com investimentos em infraestrutura, pesquisa e educação, Goiás aposta na inteligência artificial como ferramenta para impulsionar o desenvolvimento econômico, criar oportunidades profissionais e preparar uma nova geração para o mercado tecnológico.
O governador Daniel Vilela ressaltou a importância de ações destinadas a estimular o desenvolvimento tecnológico e a qualificação profissional no estado.
“A ideia é que a gente, com esse distrito, possa atrair cada vez mais empresas de inteligência artificial, mas, obviamente, de tecnologia, aqui para o nosso Distrito de Inovação. A gente percebe que há, além de uma vocação do estado, um desejo muito forte e latente dos jovens goianos por essa oportunidade de se qualificar, de buscar conhecimento na área da tecnologia e, também, da inteligência artificial”, disse Vilela.
O levantamento mostra que a transformação da indústria vai além da adoção de novas tecnologias. O processo exige profissionais com conhecimentos técnicos atualizados, capacidade de inovação e competências em sustentabilidade, além de habilidades para desenvolver soluções voltadas a descarbonização, economia circular, digitalização e adaptação às mudanças climáticas.
Segundo o especialista em Política e Indústria da CNI, Marcello Pio, embora a oferta de cursos no país tenha avançado em áreas como energias renováveis e gestão ESG, ainda existem lacunasem áreas emergentes e estratégicas para a economia verde.
“Entre elas estão inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, rastreabilidade ambiental, gestão de riscos climáticos, armazenamento de energia, hidrogênio de baixo carbono, mercados de carbono e economia circular”, aponta.
Os 16 perfis profissionais do futuro
Gestor de Descarbonização Corporativa
Funções: elaborar inventários de carbono; desenvolver planos Net Zero; gerenciar projetos de redução de emissões; monitorar indicadores climáticos.
Especialista em Economia Circular e Valorização de Recursos
Funções: desenvolver estratégias de circularidade; implantar logística reversa; identificar oportunidades de reaproveitamento; otimizar fluxos de materiais.
Funções: coordenar programas ESG; gerenciar mudanças culturais; capacitar equipes; integrar sustentabilidade aos processos corporativos.
Especialista em Materiais Sustentáveis e Química Verde
Funções: pesquisar novos materiais sustentáveis; avaliar impactos ambientais de materiais; desenvolver alternativas de baixo carbono; apoiar inovação em produtos verdes.
Especialista em Eficiência Energética Industrial
Funções: diagnosticar consumo energético; implementar melhorias de eficiência; monitorar desempenho; reduzir custos e emissões.
Engenheiro de Soluções de Armazenamento de Energia
Funções: projetar sistemas de armazenamento; integrar baterias e hidrogênio; otimizar desempenho e segurança; apoiar redes inteligentes.
Consultor ESG e de Sustentabilidade
Funções: diagnosticar maturidade ESG; definir estratégias e metas; apoiar relatórios e compliance; engajar stakeholders.
Educador e Facilitador para Cultura da Sustentabilidade
Funções: desenvolver programas educacionais; facilitar engajamento de equipes; promover cultura sustentável; apoiar comunicação interna.
SENAI atualiza oferta de cursos
A identificação dos 16 perfis deve subsidiar o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) na atualização de seu portfólio de cursos para atender novas demandas do setor. O mapeamento reúne tanto novas ocupações quanto competências que passam a ser incorporadas a funções já existentes, acompanhando a evolução tecnológica da indústria.
Para acompanhar a velocidade das transformações, o SENAI tem atualizado seus perfis profissionais com competências relacionadas à transição verde e ampliado a oferta de cursos e programas de capacitação em áreas como:
energia solar;
eficiência energética;
gestão ambiental;
economia circular,
hidrogênio de baixo carbono;
ESG;
manufatura sustentável.
Debates sobre transição verde
O levantamento do Observatório Nacional da Indústria foi apresentado pela CNI na segunda-feira (3), durante a programação da São Paulo Climate Week (SPCW), no High-Level Roundtable on Green Skills and Jobs.
Até esta quarta-feira (5), a CNI continua participando do evento, com debates sobre transição justa, mercado de carbono, combustíveis sustentáveis, descarbonização da indústria e preparação do setor privado para a COP31, que será realizada em Antalya, na Turquia.
Ainda na segunda, a CNI promoveu o encontro da Sustainable Business COP (SB COP), que reuniu lideranças empresariais de mais de 60 países para discutir e fortalecer a contribuição do setor privado nas negociações da COP31.
O superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, destaca a oportunidade de reunir lideranças e representantes de diferentes setores para avançar em temas estratégicos, como a qualificação profissional para a economia verde e a inovação industrial. Segundo ele, a participação da CNI na SPCW busca aproximar os interesses da indústria brasileira das metas climáticas globais.
“Iniciamos toda a trajetória que precisa ser percorrida pela CNI aqui na São Paulo Climate Week, com a discussão sobre Green Jobs Skills. Uma semana que começa com os temas que compõem aSB COP. Nos próximos dias, também vamos discutir sobre biocombustíveis e sobre as coalizões relativas ao aço verde. Enfim, uma agenda de grande trabalho e que molda tudo o que vai ser levado para a COP31”, destaca.
Na terça-feira (4), a entidade participou de um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre os desafios para a implementação do mercado regulado de carbono no Brasil. A programação incluiu debates sobre os Créditos de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs), o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e as regras do Artigo 6 do Acordo de Paris para as transferências internacionais de créditos de carbono (ITMOs).
A programação da CNI termina na quarta-feira (5), com a participação em um encontro promovido pelos High-Level Climate Champions, no Aya Hub, sobre a conexão entre o legado da COP30 e as prioridades da COP31.
Na sequência, a CNI realiza, em sua sede em São Paulo, mesas-redondas sobre aço de baixo carbono e estratégias para ampliar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis.
Nordeste lidera expansão do 4G no campo; Ceará soma mais de 470 localidades conectadas
Desde 2023, quase 3 mil áreas rurais brasileiras passaram a contar com internet móvel de quarta geração
Nos últimos três anos, mais de 470 localidades rurais no Ceará passaram a contar com sinal de internet 4G. A iniciativa do Ministério das Comunicações (MCom) ampliou o acesso à conectividade em regiões afastadas dos grandes centros e integra uma estratégia nacional para reduzir desigualdades digitais. Ao todo, 2.902 áreas rurais de todas as regiões do país foram atendidas com a expansão do acesso à internet móvel.
A chegada do 4G permite que moradores do interior tenham acesso a serviços digitais diretamente pelo celular, como educação a distância, atendimento em saúde, serviços públicos e operações bancárias digitais. Além disso, os moradores do campo podem acessar ferramentas que contribuem para o desenvolvimento da economia agrícola local.
Na avaliação do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, levar o 4G para o interior é uma etapa essencial para ampliar a inclusão digital em todo o território nacional. O chefe da pasta destacou, ainda, os impactos da conectividade para a população rural:
“Conectar as áreas rurais faz parte de um desafio ainda maior: incluir todos os brasileiros no mundo digital. Nossa meta é aproximar as pessoas dos serviços básicos essenciais, da telemedicina e da educação a distância, além de tornar o pequeno produtor mais autônomo, ao permitir o acesso a bancos e plataformas governamentais diretamente pelo celular, sem precisar sair de sua propriedade”, disse o ministro.
Expansão do 4G no campo
A expansão da cobertura móvel já levou o sinal 4G a quase 3 mil áreas afastadas dos centros urbanos, distribuídas em todas as regiões do país.
A Região Nordeste lidera a conectividade no interior, com 956 localidades rurais atendidas pela tecnologia desde 2023.
Veja a distribuição das localidades atendidas por região:
Nordeste: 956;
Sudeste: 749;
Sul: 571;
Norte: 426;
Centro-Oeste: 200.
Para que o sinal 4G chegue às zonas rurais, é necessário um processo que envolve planejamento, instalação de infraestrutura, autorizações de radiofrequência, licenciamento das estações e adequações ambientais, com a obtenção de licenças ambientais municipais. A estrutura das torres de telefonia pode alcançar quase 32 metros de altura para ampliar a área de cobertura do sinal.
A expansão do 4G integra um conjunto de políticas públicas de telecomunicações, incluindo compromissos assumidos no leilão do 5G. Além disso, conta com ações coordenadas pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), responsável por medidas que ampliam o uso eficiente da infraestrutura de telecomunicações, permitindo expandir a conectividade móvel para regiões rurais e remotas.
Por meio do modelo de leilão reverso, as operadoras apresentam propostas para levar conectividade a localidades selecionadas, com prioridade para as empresas que oferecem o menor valor de subsídio necessário para a implantação da infraestrutura.
O MCom também participa do Gired, que reúne representantes da Anatel, radiodifusores e operadoras de telecomunicações.
Expansão do 4G no campo: Sergipe soma mais de 30 localidades conectadas
Desde 2023, quase 3 mil áreas rurais brasileiras passaram a contar com internet móvel de quarta geração
Nos últimos três anos, mais de 30 localidades rurais em Sergipe passaram a contar com sinal de internet 4G. A iniciativa do Ministério das Comunicações (MCom) ampliou o acesso à conectividade em regiões afastadas dos grandes centros e integra uma estratégia nacional para reduzir desigualdades digitais. Ao todo, 2.902 áreas rurais de todas as regiões do país foram atendidas com a expansão do acesso à internet móvel.
A chegada do 4G permite que moradores do interior tenham acesso a serviços digitais diretamente pelo celular, como educação a distância, atendimento em saúde, serviços públicos e operações bancárias digitais. Além disso, os moradores do campo podem acessar ferramentas que contribuem para o desenvolvimento da economia agrícola local.
Na avaliação do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, levar o 4G para o interior é uma etapa essencial para ampliar a inclusão digital em todo o território nacional. O chefe da pasta destacou, ainda, os impactos da conectividade para a população rural:
“Conectar as áreas rurais faz parte de um desafio ainda maior: incluir todos os brasileiros no mundo digital. Nossa meta é aproximar as pessoas dos serviços básicos essenciais, da telemedicina e da educação a distância, além de tornar o pequeno produtor mais autônomo, ao permitir o acesso a bancos e plataformas governamentais diretamente pelo celular, sem precisar sair de sua propriedade”, disse o ministro.
Expansão do 4G no campo
A expansão da cobertura móvel já levou o sinal 4G a quase 3 mil áreas afastadas dos centros urbanos, distribuídas em todas as regiões do país.
A Região Nordeste lidera a conectividade no interior, com 956 localidades rurais atendidas pela tecnologia desde 2023.
Veja a distribuição das localidades atendidas por região:
Nordeste: 956;
Sudeste: 749;
Sul: 571;
Norte: 426;
Centro-Oeste: 200.
Para que o sinal 4G chegue às zonas rurais, é necessário um processo que envolve planejamento, instalação de infraestrutura, autorizações de radiofrequência, licenciamento das estações e adequações ambientais, com a obtenção de licenças ambientais municipais. A estrutura das torres de telefonia pode alcançar quase 32 metros de altura para ampliar a área de cobertura do sinal.
A expansão do 4G integra um conjunto de políticas públicas de telecomunicações, incluindo compromissos assumidos no leilão do 5G. Além disso, conta com ações coordenadas pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), responsável por medidas que ampliam o uso eficiente da infraestrutura de telecomunicações, permitindo expandir a conectividade móvel para regiões rurais e remotas.
Por meio do modelo de leilão reverso, as operadoras apresentam propostas para levar conectividade a localidades selecionadas, com prioridade para as empresas que oferecem o menor valor de subsídio necessário para a implantação da infraestrutura.
O MCom também participa do Gired, que reúne representantes da Anatel, radiodifusores e operadoras de telecomunicações.
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