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Com aumento de casos de dengue, cresce demanda por vacina na rede privada do DF e de MG

Em clínicas do Distrito Federal e de Minas Gerais, a vacinação foi suspensa devido à alta procura e falta de doses para compra do fabricante

Com aumento de casos de dengue, cresce demanda por vacina na rede privada do DF e de MG

Com a alta de casos de dengue registrada no mês de janeiro, a procura pela vacina contra a dengue — a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda — na rede privada de saúde cresceu no Distrito Federal, unidade da federação mais afetada pela doença.

Na rede de laboratórios Sabin, em Brasília, a vacinação com a Qdenga foi suspensa. Segundo o laboratório, o motivo foi a “alta procura da vacina e indisponibilidade de fornecimento pelo fabricante”.

A médica especialista em Medicina Laboratorial e Imunização e sócia fundadora da VACSIM, de Belo Horizonte (MG), diz que a clínica também não tem mais doses. As 500 disponíveis no mês de janeiro foram aplicadas e a clínica não conseguiu reabastecer o estoque. Segundo a médica, a procura foi aumentando.

“A vacina foi lançada em junho, disponibilizada na rede privada em agosto de 2023. E a procura super tímida, muito lenta… E de repente dezembro transformou toda essa demanda e nós tivemos um aumento vultuoso da procura pela vacina de dengue — essa que está disponível no Brasil, a Qdenga.”

A vacina Qdenga possui em sua composição as quatro variantes do vírus causador da doença. O registro do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste 2023. A vacina é recomendada para as pessoas entre 4 a 60 anos e deve ser administrada em duas doses, com intervalo de três meses. Todas as pessoas, mesmo aquelas que já tiveram dengue, poderão receber a vacina.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país já registrou 262.247 casos prováveis da doença em 2024. Também foram notificadas 29 mortes pela doença e 173 mortes estão sob investigação.

As regiões mais afetadas pela doença são: Sudeste e Centro-Oeste. Dentre as unidades da federação, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro apresentam as maiores taxas de casos prováveis.

Quanto custa a vacina da dengue?

Conforme levantamento realizado pelo Brasil 61, os valores da dose da vacina da dengue variam hoje de R$ 380 e R$ 470, ou seja, o esquema completo fica de R$ 792 a R$ 940.

Nas clínicas do grupo Fleury, presente em 12 estados e no Distrito Federal, o preço de cada dose varia de R$ 400 e R$ 470 — dependendo da região.

Já nas clínicas Clivac, em Brasília, o imunizante contra a dengue está sendo comercializado entre R$ 396 e R$ 412. Na rede Neocentro, presente nas cidades de Uberlândia (MG), Curitiba (PR) e em Brasília (DF), o valor da vacina varia entre R$ 400 e R$ 450.

Em Belo Horizonte, o preço varia de R$ 380 a R$ 400 reais, com desconto à vista de 5%, ou parcelamento.

O servidor público Orlando Rodrigues de Almeida, de 42 anos, conta que adquiriu a vacina contra a dengue para o filho no ano passado.

“A primeira dose ele tomou em setembro. Paguei R$ 428. A segunda dose, ele tomou em dezembro e eu paguei R$ 400. Estava um preço mais em conta. Tudo eu comprei no Sabin. Eu, inclusive, queria tomar também, mas deixei para tomar depois porque não deu para pagar para mim e para o meu filho, então eu priorizei meu filho”, relata.

Dengue no Brasil

O Ministério da Saúde prevê que a vacinação contra a dengue deve começar ainda durante o mês de fevereiro, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Conforme a pasta, 521 municípios de 16 estados e o Distrito Federal preenchem os requisitos para o início de vacinação. É estimado que cerca de 3,2 milhões de pessoas devam ser imunizadas neste ano.

Além da vacinação, o Ministério da Saúde recomenda que medidas simples implementadas na rotina, possam ajudar na eliminação do mosquito. São indicadas as seguintes ações: evitar deixar água parada em recipientes ao ar livre (potes, garrafas ou outros recipientes que possam coletar água), cobrir adequadamente os tanques e reservatórios de água para manter os mosquitos afastados e evitar acumular lixo.

O médico infectologista Fernando Chagas diz que a vacina surge como uma alternativa, já que não há um remédio específico para tratar a doença.

“Nós não temos medicamentos específicos contra o vírus da dengue. Então, as medidas que tomávamos sempre foram no sentido de controlar o vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti. E combater um inseto com a capacidade de adaptação tão grande acaba sendo muito difícil. Por isso, sempre a gente acaba perdendo esta batalha”, explica.

O infectologista explica que a vacina contra a dengue é uma estratégia que pode auxiliar no combate à doença e frear não só o avanço de número de casos, como também o número de mortes.

“A vacina acaba entrando com uma estratégia voltada diretamente contra o vírus, que se somada à estratégia que nós já temos contra o mosquito vetor, muito provavelmente a gente vai ter um impacto muito positivo, uma diminuição muito grande de não só novos casos, como também de mortes por dengue em todo o país nos próximos anos”, destaca.

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Secretário dos EUA: sem paz, é impossível avançar em agendas sociais

Blinken destacou reuniões com Lula sobre conflitos em Gaza

Secretário dos EUA: sem paz, é impossível avançar em agendas sociais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony J. Blinken, disse nesta quinta-feira (22) que se os organismos multilaterais não conseguirem solucionar conflitos pelo mundo, será impossível avançar em outras agendas como mudanças climáticas e desenvolvimento social. A declaração foi dada em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, no dia em que foi concluída a primeira reunião de ministros das relações exteriores do G20 sob presidência do Brasil.

Um dos principais tópicos abordados pelo secretário foi a situação da guerra na Faixa de Gaza. Essa semana, os EUA rejeitaram pela terceira vez uma proposta de cessar-fogo no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Blinken afirmou que o foco agora é a libertação dos reféns feitos pelo Hamas.

“A melhor forma de encerrar o conflito é trabalhar em relação aos reféns. Estamos constantemente discutindo isso. É o caminho mais rápido e eficiente pra chegarmos aonde queremos. Queremos o fim desse conflito o mais rápido possível. E que cesse o sofrimento dos inocentes, pegos nesse fogo cruzado do Hamas. E devemos pensar no período pós-guerra, em uma paz sustentável, duradoura e genuína”, disse o secretário.

O secretário dos EUA esteve nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Blinken falou sobre a declaração de Lula, que comparou as ações de Israel em Gaza com o Holocausto.

“Primeiro, queria agradecer ao presidente Lula pelo tempo e conversas que tivemos. Temos muitas agendas em comum. Mas eu discordo plenamente e profundamente sobre a comparação feita com o Holocausto. Mas isso acontece com os amigos. Podemos ter discordâncias e ao mesmo tempo trabalharmos juntos. E concordamos que precisamos agir em conjunto para tirar os reféns de Gaza e terminar o conflito”. disse Blinken.

Ainda sobre a conversa com o presidente Lula, Blinken destacou pontos que foram priorizados, como investimos para preservar a floresta Amazônica, para combater a fome, formas para melhorar a produtividade dos solos, a proteção dos direitos dos trabalhadores, e ações para diminuir as desigualdades raciais. Disse também que os EUA vão apoiar o Brasil e assegurar que presidência do país no G20 seja um sucesso.

Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, o secretário voltou a qualificar como agressões as ações russas e disse que o encontro de chanceleres no G20 foi mais uma oportunidade para mostrar que o mundo está se voltando contra o país.

“Houve discursos veementes não só do G7, mas de outros países para que chegue ao fim a agressão russa. E que os ucranianos possam decidir sobre a sua própria paz. Vale como reflexão para a Rússia sobre o que o mundo pensa. Essa agressão tem gerado consequências para outros países e povos, como o aumento nos custos de alimentos e do petróleo. Tem acontecido todo um impacto na cadeia de abastecimento. Sobre as novas sanções, fiquem atentos. Elas virão”, disse Blinken.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC

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À frente do combate aos crimes ambientais, Ibama completa 35 anos

Autarquia enfrenta desafios de reestruturação

À frente do combate aos crimes ambientais, Ibama completa 35 anos

Atuando na linha de frente do combate aos crimes ambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chega nesta quinta-feira (22) aos 35 anos em meio a conquistas e desafios de restruturação após passar por uma tentativa de desmonte no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O órgão é apontado como um dos principais responsáveis pela queda de 50% no desmatamento da Amazônia Legal em 2023, em comparação com 2022, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para o presidente do instituto, Rodrigo Agostinho, os desafios apontados para o Ibama passam pela necessidade de valorização dos servidores e aporte orçamentário.

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R$ 17 bilhões que eram para a Covid só podem ser gastos em saúde

Dinheiro que “sobrou” nos cofres de estados e municípios para combater pandemia deve ser usado até 31 de dezembro; veja onde recurso pode ser aplicado

R$ 17 bilhões que eram para a Covid só podem ser gastos em saúde

Os recursos financeiros — que ainda não foram gastos — encaminhados pelo governo federal para o combate à pandemia da Covid-19 só podem ser aplicados na área de saúde. É o que determina a Portaria 3.139, publicada no último dia 8 de fevereiro, pelo Ministério da Saúde. O documento orienta que o dinheiro deve ser usado “exclusivamente, para despesas com ações e serviços públicos de saúde”.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), as “sobras” ultrapassem R$ 17 bilhões. O dinheiro foi repassado pelo Fundo Nacional de Saúde para enfrentamento da pandemia, entre 2020 e 2022. Os especialistas em gestão César Lima e Eduardo Galvão alertam que os prefeitos e governadores têm até 31 de dezembro para usar o dinheiro.

“Não havendo mais a emergência, esses recursos ficaram congelados nas contas dos estados e dos municípios. Mas, no final do ano passado, a Emenda Constitucional 132 de 2023 possibilitou que esses saldos fossem utilizados até o final desse ano”, explica o consultor de Orçamentos César Lima. Ele acrescenta ainda que “o Ministério da Saúde exarou uma portaria 3.139, que explica que esses saldos podem ser utilizados tanto para custeio, quanto para investimentos”.

“Ou seja: eles podem ser utilizados no pagamento de água, luz, medicamentos, insumos e também para investimentos como obras, compras de equipamentos”, detalha Lima. “O que os municípios devem fazer é incluir a utilização desses valores no relatório de gestão, que deve ser feito no final do ano e encaminhado ao Ministério da Saúde”.

Para o professor de políticas públicas do Ibmec Brasília, Eduardo Galvão, a autorização para se usarem os recursos em outras áreas da saúde além da pandemia é uma ótima notícia: “É uma oportunidade incrível para melhorar a assistência à população”, comemora.

Como acessar o dinheiro

Perguntado sobre como os gestores devem fazer para acessarem esses recursos, Galvão adiantou que é preciso dar atenção a algumas regras. “Primeiro, eles têm que mostrar como o dinheiro foi usado, incluindo essas informações no relatório anual de gestão. Isso é importante para garantir que o dinheiro está sendo bem aplicado, de acordo com as necessidades da saúde pública”, observou.

“Além disso, o uso desse recurso precisa estar alinhado com as diretrizes nacionais de saúde. Isso quer dizer que os municípios devem planejar bem como vão usar a verba e garantirem que ela realmente contribua para melhorar os serviços de saúde para a população”, orientou Galvão.

Detalhamento e legislação

  • Para acessar a Portaria 3.139 do Ministério da Saúde (de 8 de fevereiro de 2024) que dispõe sobre a aplicação dos recursos e a ampliação do prazo, clique aqui.
  • A prorrogação até 31/12/2024 foi garantida pela Emenda Constitucional 132/2023 e vale para recursos ainda em conta nos fundos de saúde e assistência social dos municípios, conforme as Portarias 369/2020, 378/2020 e 884/2023.

Fonte: Brasil61

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