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Economia

Café hoje: confira as cotações para terça-feira (24)

Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado

Café hoje: confira as cotações para terça-feira (24)

O preço do café arábica nesta terça-feira (24) registra baixa e a saca de 60 kg é negociada por R$ 1.781,98, na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
23/02/2026 1.781,98 -1,36% -14,92% 344,81
20/02/2026 1.806,48 -0,68% -13,75% 348,81
19/02/2026 1.818,91 -2,34% -13,16% 348,12
18/02/2026 1.862,40 -2,05% -11,08% 355,08
13/02/2026 1.901,38 0,55% -9,22% 363,90

O café robusta apresentou desvalorização de 1,22% e está sendo negociado a R$ 1.030,25.

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
23/02/2026 1.030,25 -1,22% -15,00% 199,35
20/02/2026 1.042,95 1,48% -13,95% 201,38
19/02/2026 1.027,75 -2,72% -15,20% 196,70
18/02/2026 1.056,49 -3,26% -12,83% 201,43
13/02/2026 1.092,10 2,26% -9,89% 209,01

Açúcar

O preço do açúcar cristal apresenta queda nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg registra baixa de 1,35%, cotada a R$ 99,09.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ – SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
23/02/2026 99,09 -1,35% -5,53% 19,17
20/02/2026 100,45 -1,42% -4,23% 19,40
19/02/2026 101,90 2,67% -2,85% 19,50
18/02/2026 99,25 -0,26% -5,38% 18,92
13/02/2026 99,51 0,99% -5,13% 19,04

Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 107,32; a cotação média apresenta desvalorização.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL – SANTOS 

 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
23/02/2026 107,32 -0,61% 0,03% 20,78
20/02/2026 107,98 1,37% 0,64% 20,76
19/02/2026 106,52 1,57% -0,72% 20,38
18/02/2026 104,87 0,00% -2,26% 20,06
13/02/2026 104,87 0,68% -2,26% 20,06

Milho

A saca de 60 kg do milho é negociada a R$ 69,02, com alta de 0,41%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
23/02/2026 69,02 0,41% 4,42% 13,36
20/02/2026 68,74 -0,09% 3,99% 13,27
19/02/2026 68,80 0,60% 4,08% 13,17
18/02/2026 68,39 0,37% 3,46% 13,04
13/02/2026 68,14 0,69% 3,09% 13,04

 

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

 

 

 

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Economia

Agro teme encarecimento da produção e perda de mercados com guerra no Oriente Médio

Região do conflito é importante comprador de produtos agrícolas e para a logística mundial de commodities

Agro teme encarecimento da produção e perda de mercados com guerra no Oriente Médio

A escalada do conflito militar no Oriente Médio piora ainda mais o ambiente econômico mundial e nacional nos próximos meses. Os impactos ainda são incertos, devido a duração e a intensidade que as tensões terão sobre as rotas logísticas estratégicas e o fornecimento de produtos energéticos. 

Por manter relações comerciais com diversos países do eixo potencialmente afetado pela guerra, o agro brasileiro também deve sentir reflexos das hostilidades. Desde 2000, o comércio do Brasil com países do Oriente Médio envolvidos no conflito cresce 49% em média anualmente. Em 2025, foram exportados US$ 12,4 bilhões em produtos agrícolas nacionais para a região, que representou 7,4% dos embarques brasileiros, concentrados em milho, açúcar, soja, carne bovina e de frango. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de proteína animal halal, que atende aos padrões de produção da cultura islâmica.

O Irã respondeu por 23,6% desse total exportado, sendo o principal destino brasileiro na área, com US$ 2,9 bilhões. O país, epicentro do conflito, foi também o principal comprador de milho do Brasil em 2025, com 9 milhões de toneladas, volume bem acima da média da última década, de cerca de 5 milhões de toneladas. Arábia Saudita (23,3%) e Emirados Árabes Unidos (20,4%) aparecem na sequência como endereço da produção nacional.

Para outras mercadorias, a exposição é menor: soja, com 1,3 milhão de toneladas, e açúcar, com 499 mil toneladas, representaram apenas 1,3% e 1,5% das exportações totais desses produtos, respectivamente.

Logística

Há ainda a preocupação com o transporte das commodities. Cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural passam pelo Estreito de Ormuz – canal entre o Irã e Omã, no Golfo Pérsico –, enquanto o Estreito Bab el-Mandeb, eixo de acesso ao Canal de Suez entre o Iêmen e o Djibuti, na África Oriental, é rota essencial para o transporte de contêineres e bens de consumo entre Ásia e Europa.

A instabilidade nesses locais, somada às incertezas sobre fornecedores da região, eleva o risco de um choque de oferta com alcance global, com potenciais repercussões relevantes para as cadeias do agro brasileiro.

Com isso, os custos logísticos tendem a ser afetados por desvios de rota e pela elevação da percepção de risco, com aumento das apólices de seguro no transporte marítimo e impactos diretos sobre o comércio.  Esses fatores combinados podem levar à redução da competitividade do setor produtivo brasileiro, em um contexto no qual produtores e empresas já enfrentam custos e juros elevados, além de restrições de financiamento.

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Economia

Mulheres já são 10,4 milhões entre donos de negócios no Brasil

Número recorde cresce 33% em dez anos, mas empreendedoras ainda enfrentam desigualdade no acesso a crédito e oportunidades

Mulheres já são 10,4 milhões entre donos de negócios no Brasil

O protagonismo feminino não se limita à celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Apesar das vulnerabilidades sistêmicas, as mulheres têm se destacado em diversas áreas da economia brasileira, especialmente no empreendedorismo. De acordo com o relatório técnico do Sebrae referente ao 4º trimestre de 2024, o Brasil registra 30,4 milhões de donos de negócios, dos quais 10,4 milhões são mulheres. O número, recorde da série histórica, representa um crescimento de cerca de 33% nos últimos dez anos.

Esse avanço é impulsionado por iniciativas como as do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O órgão atua para reduzir fragilidades estruturais e ampliar as oportunidades de liderança para mulheres empreendedoras.

Para a presidente do CMEC, Ana Claudia Brada Cotait, o primeiro passo para quem deseja abrir um negócio é a formalização. “A mulher formalizada tem um campo maior de atuação e de ganho de mercado”, afirma.

Brada Cotait destaca ainda a importância da capacitação: “Para ocupar um cargo de liderança, seja como CEO, parlamentar ou empreendedora de serviços, a qualificação é extremamente necessária”.

Desigualdades estruturais

Embora a participação feminina nos negócios tenha registrado crescimento, o cenário ainda revela desigualdades. No 4º trimestre de 2024, as mulheres representavam 51,7% da população em idade ativa, mas apenas 34,1% dos donos de negócios. A diferença expõe fragilidades estruturais que comprometem a sustentabilidade e o crescimento dos empreendimentos liderados pelo público feminino.

Conforme relatório do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), apenas cerca de 25% dos recursos destinados a pequenos negócios chegam às mulheres, enquanto a maior parte das linhas de financiamento beneficia empreendimentos masculinos. A presidente do CMEC aponta a disparidade de acesso ao crédito como um dos principais entraves, o que significa menos capital para investir em estoque, inovação e profissionalização.

Nesse contexto, destacam-se também as taxas de juros cobradas das empreendedoras, que costumam ser mais altas. Estudo do Sebrae indica que as empresárias, sobretudo microempreendedoras, pagam taxas médias efetivas superiores às dos homens. 

Outro desafio apontado por Ana Claudia Brada Cotait é a jornada múltipla enfrentada pelas mulheres, que, de acordo com a presidente do CMEC, reduz o tempo disponível para capacitação, networking e gestão estratégica. 

Além de administrar o próprio negócio, o Instituto Rede Mulher Empreendedora aponta que 58,3% das empreendedoras são chefes dos domicílios. “Normalmente, a mulher precisa dar conta de inúmeras responsabilidades ao mesmo tempo: trabalhar, cuidar da casa e da família. Muitas são arrimo de família, mães solo que criam os filhos sozinhas. Eu mesma sou um exemplo disso”, relata a empresária.

As desigualdades raciais também atravessam o ecossistema empreendedor. O Sebrae também evidencia, em estudos, que negócios de mulheres negras tendem a ser menores, menos formalizados e com renda média inferior.

Políticas públicas

O cenário evidencia a urgência de um olhar mais atento para a trajetória profissional feminina, especialmente para o desenvolvimento do setor no país. 

A deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP) lamenta a falta de apoio e de crédito para as mulheres no contexto do empreendedorismo. Segundo ela, é preciso que entidades se preocupem em capacitar mulheres para que não “dependam de ninguém”. 

“Temos algumas iniciativas muito importantes e trabalhos de entidades sérias que realmente querem colocar a mulher onde ela merece estar, capacitá-la e dar todo o apoio necessário. Muitas vezes, a mulher vem empreender por necessidade. São várias as ocasiões em que se vê a falta de conhecimento específico, de apoio, de crédito. Por isso, é muito importante que possamos contar com entidades como a CACB, como o CMEC e tantas outras que buscam realmente inserir a mulher no mercado, para que ela possa se desenvolver, crescer, deixar situações de pobreza e passar a não depender de ninguém”, afirma.

Ventura ressalta ainda que “no mês da mulher, é primordial que todos nós pensemos na importância da mulher na formação de uma sociedade. E, para isso, o empreendedorismo é essencial”. 

Brada Cotait reforça que, em 2026, é preciso consolidar os ganhos de participação feminina no setor. Da mesma forma, reduzir diferentes vulnerabilidades que limitam o avanço das mulheres. Para ela, as políticas públicas devem priorizar as seguintes frentes:

  • Linhas de crédito: ampliar produtos financeiros com juros e garantias compatíveis à realidade de micro e pequenas empresárias, incluindo planos específicos para MEIs lideradas por mulheres e por negras.
  • Desburocratização dos serviços: expandir e digitalizar capacitação, consultorias e redes de mentoria, com oferta em horários e formatos compatíveis com jornadas reduzidas.
  • Compras públicas: criar cotas e estímulos para que compras governamentais e grandes cadeias contratem produtos e serviços de empreendedoras.

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Guerra no Oriente Médio pressiona combustíveis: diesel sobe R$ 0,20 e gasolina aumenta R$ 0,03

Distribuidoras repassam aumento aos postos enquanto preços da Petrobras seguem defasados em relação ao mercado internacional

Guerra no Oriente Médio pressiona combustíveis: diesel sobe R$ 0,20 e gasolina aumenta R$ 0,03

Os motoristas brasileiros já podem sentir no bolso os efeitos da guerra no Oriente Médio. Apesar da queda no preço do etanol anidro nas últimas duas semanas, as distribuidoras repassaram aumentos aos postos de combustíveis nesta quinta-feira (5): o diesel ficou R$ 0,20 mais caro por litro e a gasolina teve alta de R$ 0,03. As informações são do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF).

Segundo o presidente da entidade, Paulo Tavares, a Petrobras ainda não anunciou reajustes oficiais nos preços praticados no Brasil. Mesmo assim, existe atualmente uma defasagem em relação ao mercado internacional: cerca de R$ 0,70 por litro na gasolina e de R$ 1,90 no diesel.

Mesmo que a estatal não tenha alterado seus preços, distribuidoras de praticamente todo o país já aumentaram os valores cobrados nos postos. Para Tavares, o reajuste mais expressivo no diesel está ligado à dependência brasileira de importações.

“Esse reajuste maior do diesel ocorre porque o Brasil importa 25% do combustível. O país só produz 75% do diesel consumido em suas refinarias, apesar de ser autossuficiente na produção de petróleo. E, provavelmente, esse reajuste linear de R$ 0,20 se deve à importação do mercado internacional, que está com uma defasagem muito grande em relação aos preços da Petrobras”, explica.

Outro fator apontado pelo sindicato é a situação das distribuidoras regionais que não possuem cotas de compra junto à Petrobras. Essas empresas dependem do mercado externo para abastecer seus estoques, ficando sujeitas às cotações internacionais.

“Neste momento, o produto importado está muito mais caro que o nacional. Ou seja, se uma pequena distribuidora fosse vender diesel hoje para o meu posto, eu ia comprar por R$ 1,90 mais caro por litro, [em comparação com as distribuidoras que têm cotas da Petrobras], que são Vibra, Shell e Ipiranga”, afirma Tavares.

Tensão internacional

A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio. Os preços globais do petróleo subiram após ataques lançados pelo Irã na região, em resposta a bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

O petróleo Brent — referência internacional para a commodity — chegou a subir cerca de 10% na abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira (2), ultrapassando os US$ 82 por barril (aproximadamente R$ 421,60).

A reação dos mercados também foi impulsionada por relatos de que ao menos três navios foram atacados no fim de semana nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota marítima ao sul do Irã por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.

Após os episódios, o Irã alertou embarcações para que evitassem atravessar a região, o que reduziu drasticamente o tráfego de navios na entrada do estreito.

Em nota, a Petrobras informou que possui rotas alternativas à região do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo a estatal, essa estratégia “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”.

A empresa afirmou ainda que a maior parte de seus fluxos de importação ocorre fora da área de tensão; as poucas rotas afetadas podem ser redirecionadas, o que afasta, neste momento, o risco de interrupções nas operações de importação e exportação da companhia.

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