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Economia

Café hoje: confira as cotações para terça-feira (23)

Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado

O preço do café arábica abre esta terça-feira (23) após queda de 0,66%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 2.133,08 na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
22/09/2025 2.133,08 -0,66% -8,18% 399,68
19/09/2025 2.147,29 -3,07% -7,57% 403,63
18/09/2025 2.215,26 -0,98% -4,64% 417,19
17/09/2025 2.237,29 -5,14% -3,69% 422,21
16/09/2025 2.358,64 -0,73% 1,53% 445,19

O café robusta teve alta de 1,92% no preço, sendo comercializado a R$ 1.313,22.

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
22/09/2025 1.313,22 1,92% -14,42% 246,06
19/09/2025 1.288,48 -7,27% -16,03% 242,20
18/09/2025 1.389,44 -1,35% -9,45% 261,66
17/09/2025 1.408,43 -4,59% -8,21% 265,79
16/09/2025 1.476,22 -0,06% -3,79% 278,64

Açúcar

Já o preço do açúcar cristal apresenta desvalorização nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg aponta baixa de 0,62%, cotada a R$ 119,70.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ – SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$
22/09/2025 119,70 -0,62% 1,06% 22,43
19/09/2025 120,45 0,94% 1,70% 22,64
18/09/2025 119,33 -0,03% 0,75% 22,47
17/09/2025 119,37 1,17% 0,79% 22,53
16/09/2025 117,99 0,19% -0,38% 22,27

Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 117,21, após reajuste de 0,69% na média de preços sem impostos.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL – SANTOS (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
22/09/2025 117,21 -0,69% -5,70% 21,93
19/09/2025 118,03 0,85% -5,04% 22,15
18/09/2025 117,04 -0,75% -5,83% 22,08
17/09/2025 117,93 -1,82% -5,12% 22,25
16/09/2025 120,12 -0,64% -3,36% 22,62

Milho

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,75, após queda de 0,87%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
22/09/2025 64,75 -0,87% 0,72% 12,13
19/09/2025 65,32 -0,02% 1,60% 12,28
18/09/2025 65,33 -0,05% 1,62% 12,30
17/09/2025 65,36 0,26% 1,66% 12,33
16/09/2025 65,19 0,17% 1,40% 12,30

Os valores são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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Economia

Dólar fecha em queda de 0,64% e é cotado a R$ 5,45

Moeda norte-americana perde força após resultado das eleições nos Estados Unidos; mercado brasileiro aguarda decisão do Copom

Dólar fecha em queda de 0,64% e é cotado a R$ 5,45

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (4) em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,45. A moeda norte-americana perdeu força no mercado internacional após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

O resultado eleitoral provocou uma reação positiva entre investidores e contribuiu para a valorização de outras moedas frente ao dólar. O índice que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de divisas também registrou queda.

No mercado brasileiro, os investidores acompanharam a movimentação do câmbio e aguardaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A expectativa em torno da política monetária e as preocupações com o cenário fiscal brasileiro continuaram entre os fatores observados pelo mercado.

Com o resultado, o dólar interrompeu o movimento de alta registrado nas sessões anteriores e encerrou o dia abaixo de R$ 5,46.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,12.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1830 0,1631 0,1360 28,9900 0,1495 0,2556 0,2614
USD 5,4595 1 0,8906 0,7423 158,43 0,8170 1,3971 1,4272
EUR 6,1290 1,1229 1 0,8336 177,90 0,9174 1,5688 1,6026
GBP 7,3545 1,3472 1,1997 1 213,42 1,1006 1,8821 1,9227
JPY 3,44932 0,631134 0,56207 0,468516 1 0,5156 0,88176 0,90078
CHF 6,6897 1,2240 1,0900 0,9086 193,92 1 1,7100 1,7468
CAD 3,9120 0,7157 0,6375 0,5313 113,40 0,5849 1 1,0215
AUD 3,8253 0,7007 0,6240 0,5201 111,01 0,5725 0,9789 1

Os dados são da Investing.com.  

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Economia

Ibovespa sobe e interrompe sequência de quedas

Bolsa brasileira encerra o dia aos 167.563,47 pontos

Ibovespa sobe e interrompe sequência de quedas

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou esta quarta-feira (4) em alta de 6,09 pontos, aos 167.563,47 pontos. Com a variação próxima de zero por cento, o índice interrompeu uma sequência de seis sessões consecutivas de queda.O movimento foi impulsionado pelo cenário internacional mais favorável após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

Os investidores também acompanharam os resultados corporativos, com destaque para o desempenho do Itaú, além da expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Entre os destaques do pregão, as ações de grandes bancos e da Vale contribuíram para a recuperação do índice. Por outro lado, os papéis da Petrobras recuaram, pressionados pela forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,45. A moeda norte-americana perdeu força no exterior após o resultado das eleições nos Estados Unidos, enquanto investidores brasileiros aguardavam a decisão do Banco Central sobre os juros.

O cenário externo mais positivo ajudou a melhorar o desempenho dos ativos brasileiros, embora as incertezas fiscais e a expectativa pela decisão do Copom continuassem no radar do mercado.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Haga SA Industria e Comercio Pfd (HAGA4F) +68,00%
  • PDG Realty SA Empreendimentos e Participacoes (PDGR3F) +35,29%

Ações em queda no Ibovespa

  • Agrogalaxy Participacoes SA (AGXY3F) -17,78%
  • Recrusul SA Pfd (RCSL4F) -16,67%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 44.632.570.113, em meio a 5.916.217 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

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Economia

Pequena indústria enfrenta pior situação financeira em cinco anos

Desempenho do setor recua no terceiro trimestre, enquanto empresários completam 23 meses de pessimismo, aponta CNI

Pequena indústria enfrenta pior situação financeira em cinco anos

As condições financeiras das pequenas indústrias atingiram o pior nível em cinco anos. Segundo o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que mede a situação financeira dos pequenos negócios recuou 0,9 ponto no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o trimestre anterior, e chegou a 38,5 pontos.

O indicador varia de 0 a 100 pontos e considera a satisfação dos empresários com a margem de lucro operacional e a condição financeira das empresas, além da facilidade de acesso ao crédito. Quanto maior a pontuação, melhor a situação financeira dos negócios.

A comparação com outros períodos também evidencia o cenário de dificuldade. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, o índice caiu 2,5 pontos e ficou 0,3 ponto abaixo da média histórica.

Para a analista de Políticas e Indústria da CNI, Julia Dias, as elevadas taxas de juros contribuem para a piora das condições financeiras das pequenas empresas.

“O ambiente de crédito ainda é muito restritivo, principalmente por causa da elevada taxa de juros. As pequenas indústrias sofrem ainda mais para conseguir crédito e, mesmo quando acessam, não conseguem o valor que necessitam”, afirma.

Desempenho da pequena indústria também recua

O desempenho das pequenas indústrias também piorou no terceiro trimestre. O índice que mede a atividade do segmento caiu 0,9 ponto em relação ao trimestre anterior e atingiu 44,3 pontos. Na comparação com o mesmo período de 2025, o indicador recuou 2 pontos. Já em relação à média histórica, permaneceu 0,1 ponto acima.

O índice é calculado com base em três variáveis: 

  • volume de produção ou nível de atividade, no caso da construção; 
  • utilização da capacidade instalada ou operacional em relação ao usual; 
  • evolução do número de empregados.

A escala também vai de 0 a 100 pontos. Quanto maior a pontuação, melhor o desempenho das pequenas empresas do setor no período.

Carga tributária lidera lista de problema

A elevada carga tributária permanece no topo do ranking dos principais problemas enfrentados pelas pequenas indústrias de transformação e da construção. Além de continuar na primeira posição, o desafio ganhou importância em relação ao segundo trimestre. Na indústria de transformação, o percentual de assinalações subiu de 37,3% para 41%. Na construção, passou de 42,9% para 43,6%.

“Imaginamos que isso seja por conta desse período de transição da Reforma Tributária, porque as empresas que estão enquadradas no Simples Nacional têm que fazer uma escolha em 2026: se elas continuam integralmente no regime do simples ou se vão migrar para o regime híbrido. Então isso ainda causa alguma preocupação por parte das pequenas indústrias”, analisa Julia Dias.

O movimento acompanha a tendência observada na Sondagem Industrial, que abrange empresas de todos os portes. Nesse levantamento, a carga tributária também ganhou importância entre os principais problemas enfrentados pelo setor: o percentual de assinalações subiu de 33,3% para 37,2% no período. 

A demanda interna insuficiente também ganhou espaço entre as preocupações dos industriais de pequeno porte. Na indústria de transformação, o problema saltou da sexta para a segunda posição do ranking, com aumento de 22,9% para 26,6% das assinalações.

Em sentido contrário, a falta ou o alto custo da matéria-prima perdeu importância e passou da segunda para a terceira colocação, com recuo de 34,6% para 26,2%.

Entre as pequenas indústrias da construção, as altas taxas de juros permaneceram na segunda posição do ranking. O problema foi apontado por 39,3% dos empresários do segmento, ante 37,8% no trimestre anterior. Na sequência, aparece a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada, com 29,1% das assinalações.

Principais problemas enfrentados pela pequena indústria

Transformação 3º tri 2º tri Construção 3º tri 2º tri
Elevada carga tributária 41,0% 37,3% Elevada carga tributária 43,6% 42,9%
Demanda interna insuficiente 26,6% 22,9% Taxa de juros elevada 39,3% 37,8%
Falta ou alto custo da matéria-prima 26,2% 34,6% Falta ou alto custo da mão de obra não qualificada 29,1% 31,1%
Taxa de juros elevada 25,4% 27,1% Falta ou alto custo de trabalhador qualificado 27,4% 26,1%
Falta ou alto custo de trabalhador qualificado 23,7% 24,6% Insegurança jurídica 19,7% 11,8%
Competição desleal (informalidade, contrabando, etc.) 20,0% 24,0% Demanda interna insuficiente 15,4% 10,9%
Inadimplência dos clientes 17,0% 16,2% Burocracia excessiva 13,7% 20,2%
Falta ou alto custo de energia 14,1% 10,5% Condições climáticas 12,0% 2,5%
Competição com importados 12,9% 11,1% Falta de capital de giro 11,1% 12,6%
Falta de capital de giro 12,5% 12,3% Nenhum 9,4% 7,6%

Pequenos industriais completam 23 meses de pessimismo

Os empresários das pequenas indústrias completaram 23 meses sem confiança, segundo o levantamento. Embora o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) tenha avançado em outubro, de 44,4 para 46,8 pontos, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, linha que separa confiança de falta de confiança. A última vez que o índice superou esse patamar foi em novembro de 2024.

“Esse pessimismo é persistente, porque segue há 23 meses, mas também é intenso, porque esse patamar está 5,2 pontos abaixo da média histórica”, aponta Dias.

A falta de confiança também se reflete nas perspectivas para os próximos meses. O índice que mede as expectativas dos empresários das pequenas indústrias registrou 46,6 pontos no terceiro trimestre, em uma escala de 0 a 100.

O indicador chegou a 45,9 pontos em setembro, refletindo uma avaliação mais negativa naquele mês. Desde setembro de 2025, as expectativas dos empresários oscilam em torno de 47 pontos, sem apresentar uma recuperação consistente.

O índice considera três componentes: intenção de investimento nos próximos seis meses, expectativas em relação à demanda (ou ao nível de atividade, no caso da construção) e perspectivas para o número de empregados no mesmo período.

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