O Banco da Amazônia encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 1,1 bilhão e crescimento de 20,4% na carteira de crédito, que alcançou R$ 66,8 bilhões. O desempenho foi sustentado pela expansão das receitas, pela diversificação de serviços e pelo avanço da atuação em desenvolvimento sustentável, mesmo em um cenário econômico mais restritivo. Apenas no quarto trimestre de 2025 (4T25), o banco registrou lucro líquido de R$ 305,5 milhões, com avanço de 11,7% em comparação ao mesmo período de 2024.
Segundo a instituição financeira, o resultado foi alcançado em um ambiente de maior pressão sobre custos e riscos, o que exigiu adaptação dos processos e maior disciplina na gestão.
O presidente do banco, Luiz Lessa, destaca que, apesar do cenário macroeconômico adverso no ano passado, a instituição conseguiu avançar e já projeta para este ano transformações institucionais voltadas ao apoio aos clientes.
“Apesar de um ano difícil, nós conseguimos trazer bons resultados, e mais do que isso, nós continuamos com uma perspectiva, dadas as transformações que nós estamos fazendo no banco, notadamente o Core, que vai abrir o canal digital totalmente novo para que nós possamos ampliar os negócios, e negócios que têm um potencial muito grande de mexer no ponteiro em termos de receita. Esse ano nós vamos entrar firmemente na adquirência e no cartão de crédito”, ressalta Lessa.
Entre os destaques do crescimento está o avanço de 20,4% na carteira de crédito do banco ao longo do ano, chegando a R$ 66,8 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela ampliação das contratações e pela consolidação da estratégia comercial.
“O destaque é a carteira de crédito, que apesar desse ano diverso, nós tivemos um crescimento substancial, provando a nossa capacidade de fazer negócio aqui na Região Norte, e mais do que isso, a demanda crescente e pujante da região, que vem crescendo em termos de novos projetos, desenvolvimento do agronegócio e desenvolvimento das cidades”, salienta Lessa.
As receitas avançaram 22,3% no período, com destaque para a intermediação financeira. A margem financeira bruta cresceu 17,6%, em relação ao ano anterior, e reflete o aumento das rendas de crédito, que subiram 31%, e o desempenho da tesouraria, com alta de 39%.
Digitalização e diversificação
Ao longo do ano, o Banco da Amazônia investiu na digitalização de serviços, diversificação de produtos e modernização da marca. Também ampliou frentes de atuação com novos serviços, como adquirência, cartão de crédito e consórcios, fortalecendo a presença no sistema financeiro.
A expansão também abarca a base de clientes, que ultrapassou 1,2 milhão de ativos, com crescimento de 15,6% no segmento de pessoa jurídica. O patamar indica uma maior inserção da instituição junto a empresas.
Os avanços também incluíram melhorias operacionais por meio do Programa Transformação, que vem modernizando processos, ampliando a eficiência e fortalecendo a atuação comercial. A transformação tem como foco a eficiência e expansão dos canais digitais, que passaram a concentrar a maior parte das transações.
Sustentabilidade e cultura
Um dos compromissos do Banco da Amazônia é aliar o desenvolvimento econômico da Amazônia às iniciativas de impactos sociais e sustentáveis. Nesse cenário, o Banco ampliou o apoio ao desenvolvimento regional com avanço nas contratações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que cresceram cerca de 100%, alcançando R$ 2,7 bilhões.
O microcrédito produtivo avançou 142%, fomentando os pequenos empreendedores. Já o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) registrou aumento de 31% nas operações, com volumes recordes, reforçando a atuação do banco no financiamento ao desenvolvimento regional.
Além do apoio ao desenvolvimento regional, o banco também dá suporte a artistas regionais e colabora para a expansão da cultura. Em 2025, a instituição inaugurou o Centro Cultural Banco da Amazônia, localizado na sede do banco em Belém. O espaço tem como foco ampliar a atuação na promoção da cultura e da economia criativa.
Visibilidade internacional
Em 2025, o Banco também intensificou a atuação em pautas climáticas e internacionais, inclusive, com a participação na COP30, em Belém (PA). Durante a Conferência, a instituição firmou parcerias com organismos como a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Banco Mundial, destinados ao financiamento sustentável na Amazônia e à transição energética.
Banco da Amazônia
O Banco da Amazônia é a principal instituição financeira de fomento da Região Norte e opera o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), com atuação voltada ao desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia Legal.
Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato
Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de gestão; Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concedeu vista coletiva e retomará a discussão nesta quarta-feira (4)
De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), a proposta altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções.
O projeto acrescenta uma nova possibilidade: operações destinadas exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá resultar em aumento do endividamento nem permitir a liberação de recursos para outras despesas.
Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos.
Relator da proposta, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou a necessidade de cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e defendeu a análise rápida do texto.
Durante a discussão, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) considerou a proposta importante, especialmente para estados com alto nível de endividamento.
O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A reunião foi presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).
A reunião de terça-feira (3) foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta-feira (4).
Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores
O PL 2.830/2019 prevê que o trabalhador poderá se opor ao pagamento por e-mail ou aplicativos de mensagens; proposta aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
A recusa da contribuição sindical pelos trabalhadores poderá ser simplificada, como prevê o projeto de lei (PL 2.830/2019). Pela proposta, os trabalhadores poderão se opor ao pagamento por e-mail ou por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. O texto aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
A redação original, apresentada pelo senador Styvenson Valentim (Pode-RN) em 2019, previa redução do prazo para execução de dívidas trabalhistas de 45 para 15 dias. Porém, na CCJ, a proposta ganhou do relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), dispositivos para regulamentar a possibilidade de recusa da contribuição assistencial devida a sindicatos.
No parecer, Marinho destacou que a oposição ao pagamento será simplificada, podendo ocorrer até mesmo via e-mail ou mensagem instantânea, como por WhatsApp, além de pessoalmente, desde que por escrito.
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um pedido para suprimir as regras sobre a recusa à contribuição assistencial e manter apenas a parte processual das execuções trabalhistas. A emenda apresentada por Paim foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora a CCJ precisa votar o relatório relacionado à emenda para retornar a proposta à pauta do Plenário.
Em Plenário, em votação final, os senadores decidirão o texto que seguirá para a Câmara dos Deputados.
Ausência de regras claras sobre o direito de recusa
No voto, Marinho ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como constitucional a cobrança até mesmo de não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Apesar disso, o parlamentar salientou no relatório a ausência de regras claras de como exercer esse direito.
O senador tambpem defendeu que as normas propostas no projeto devem propiciar segurança jurídica para que os trabalhadores, inclusive os membros não associados, tenham o direito individual de oposição respeitado.
Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV
INCC-M acelera em relação a setembro, quando avançou 0,25%, e acumula alta de 6,75% em 12 meses
O custo da construção no país subiu 0,35% em outubro, mais do que os 0,25% de setembro, de acordo com o INCC-M, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 27 de outubro. O índice acumula alta de 6,75% em 12 meses e de 6,23% no ano.
Materiais e serviços puxam a alta
O avanço do índice veio dos materiais, equipamentos e serviços, grupo que subiu 0,40% em outubro, ante 0,17% em setembro. Dentro dele, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para os materiais para estrutura, que saltaram de 0,07% para 0,72%. Os serviços também aceleraram, de 0,15% para 0,31%, com o item projetos subindo de 0,10% para 0,44%.
A mão de obra seguiu caminho contrário e perdeu força: o grupo avançou 0,27% em outubro, depois de 0,37% em setembro.
Itens que mais subiram
Entre os itens de maior impacto de alta no mês estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).
Cinco de sete capitais aceleram
Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aumento no custo da construção em outubro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro repetiu a taxa do mês anterior, de 0,20%.
Em São Paulo, o custo da construção subiu 0,34% em outubro. A capital paulista acumula alta de 6,88% no ano e de 7,60% em 12 meses, acima da média nacional no período.
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