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Economia

Agropecuária: emprego no setor cresceu 31,3% em 2025, diz CNM

Montante corresponde a 7,8% das vagas criadas no país, conforme informativo da Confederação Nacional de Municípios

Agropecuária: emprego no setor cresceu 31,3% em 2025, diz CNM

Em 2025, o saldo acumulado de postos de trabalho no setor agropecuário cresceu 31,3%. O número responde por 7,8% do total de novas vagas de emprego criadas no país. Entre os setores que mais empregaram estão “cultivo de laranja” e “abate de bovinos”. Os dados constam no Informativo nº 12/2025 – Emprego no Campo: Mercado Agro, da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Confira os cinco setores que mais criaram empregos em 2025:

  • Cultivo de laranja: 11,8 mil vagas em 506 cidades;
  • Frigorífico – abate de bovinos: 10,6 mil vagas em 657 cidades;
  • Abate de aves: 9,4 mil vagas em 345 cidades;
  • Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria: 6,4 mil vagas em 2.832 cidades;
  • Frigorífico – abate de suínos: 6 mil vagas em 208 cidades.

Entre os setores que mais perderam vagas, a “fabricação de açúcar em bruto” lidera, com redução de cerca de 11,2 mil postos de trabalho em 217 cidades. 

A publicação destaca que os setores ligados à produção madeireira fecharam 5.732 vagas de emprego no ano. Segundo a CNM, o resultado foi impactado pelos efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, após ter registrado saldo positivo em 2024 de 1.528 vagas.

No recorte mensal, em dezembro, o mercado de trabalho do agro registrou 141.446 admissões e 227.716 desligamentos. O setor encerrou o mês com saldo negativo de 86.270 postos de trabalho. 

Na avaliação da CNM o recuo é considerado comum, considerando que o mês marca o encerramento de contratos temporários.

Municípios com maior crescimento do emprego em 2025 

Em relação às cidades que mais empregaram no setor agropecuário, se destacam as regiões Sul e Sudeste.

Confira os municípios que registraram alta do emprego:

  • Matão (SP);
  • Bebedouro (SP);
  • Pelotas (RS);
  • Sananduva (RS);
  • Monte Azul Paulista (SP). 

São Paulo e Minas Gerais

Considerando os resultados estaduais, apenas o Acre teve saldo positivo no mês. Em dezembro, o estado criou 106 vagas. Já os demais estados registraram redução do emprego, com São Paulo e Minas Gerais liderando o declínio, com recuo de 22,3 mil e 11,0 mil vagas, respectivamente.

Pelo informe, a fabricação e o cultivo de açúcar foram os principais responsáveis pela queda em São Paulo, de 4,8 mil vagas, seguidos pelo cultivo de laranja, com baixa de 2,3 mil vagas. 

Em Minas Gerais, a fabricação de açúcar e o cultivo de café contribuíram igualmente para a redução, com -1,4 mil vagas cada. 

Apesar do cenário de redução de postos de trabalho em dezembro de 2025, São Paulo e Minas Gerais lideram o saldo positivo acumulado em 2025. Foram cerca de 26 mil vagas criadas em São Paulo e outras quase 10,4 mil vagas em Minas Gerais. 

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Informativo 

O Informativo da CNM tem o objetivo de oferecer subsídios técnicos aos gestores municipais de todo o país.

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Economia

Altas temperaturas e chuvas escassas e irregulares prejudicam lavouras em MS

Cenário atrapalha momento decisivo para ganho de produtividade, especialmente para soja com semeadura mais tardia

Altas temperaturas e chuvas escassas e irregulares prejudicam lavouras em MS

Temperaturas mais elevadas somadas ao baixo volume e irregularidade das chuvas prejudicam a produtividade das principais culturas em Mato Grosso do Sul. Esse cenário atrapalha o início do cultivo do milho de segunda safra e, especialmente, a colheita das lavouras de soja com semeadura mais tardia, justamente no período decisivo para a formação de componentes de rendimento, como o número de grãos por vagem e o peso de grãos. 

A situação mais crítica ocorre no setor sul e sudeste do estado, onde o déficit hídrico vem sendo observado de forma mais constante, com perdas de produtividade estimada em até 35% pelo Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO). O programa, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), utiliza indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo, para avaliar o impacto das condições meteorológicas sobre o desenvolvimento das culturas.

A situação não melhora nas áreas localizadas mais ao norte de Mato Grosso do Sul, ainda que viessem apresentando condições de umidade favoráveis. O clima virou e já são registrados déficits hídricos que resultam em produtividades 26,8% abaixo do esperado.

Previsão

Para dar um alívio aos agricultores sul-matogrossenses, o déficit hídrico não deve se intensificar uma vez que há previsão de novas chuvas, pelo menos para os próximos dias. No centro‑norte, leste e em áreas do Pantanal são esperados acumulados elevados, variando entre 80 e 200 mm, ainda que as temperaturas médias devam se manter acima dos 26 ºC. Esse cenário pode favorecer as lavouras de segunda safra e pastagens e, ao mesmo tempo, dificultar operações em campo.

A situação no sul do estado, entretanto, não deve melhorar. A região deve seguir recebendo baixos volumes de chuva, contribuindo para a manutenção do déficit hídrico no solo e possíveis perdas nas lavouras. Assim, o planejamento das atividades agrícolas na área, juntamente com o acompanhamento das atualizações meteorológicas e das condições de umidade do solo, se fazem ainda mais necessários para nortear a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar as operações de campo.

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Economia

Ibovespa volta a cair com aversão a risco e Petrobras

Índice voltou a fechar em baixa, de 0,91%, aos 177.653 pontos

Ibovespa volta a cair com aversão a risco e Petrobras

O Ibovespa voltou a fechar o pregão em baixa, de 0,91%, aos 177.653 pontos, acumulando perda de 0,95% na semana. O desempenho do índice foi influenciado pela piora no clima de aversão a risco no exterior causado pela escalada nas tensões no Oriente Médio e pela disparada dos preços do petróleo.

Em reação às declarações da última quinta-feira (12) do líder supremo do Irã, que disse que manteria o Estreito de Ormuz fechado como “instrumento de pressão contra os EUA e Israel”, o presidente Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (13), que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Trump declarou ainda, em entrevista à Fox News, que as forças militares estadunidenses atacarão o Irã “com muita força” na próxima semana.

No cenário doméstico, os investidores voltaram a repercutir o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado na quinta-feira (12). A Petrobras anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias.

Em sessão marcada pelo clima de aversão a risco, as ações da Petrobras também encerraram em tom negativo, após o aumento do preço do diesel. Os papéis da petroleira caíram 0,10% e 0,53%.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A (SOND5): +18,54%

  • Fictor Alimentos SA (FICT3): +8,51%

Ações em queda no Ibovespa

  • Belora RDVC City Desenvolvimento Imobiliario S.A. (CCTY3): -20,42%

  • Manufatura de Brinquedos Estrela SA Pfd (ESTR4): -16,25%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.446.219.557, em meio a 4.400.643 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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Economia

ApexBrasil reforça iniciativas para ampliar participação feminina no comércio exterior

Entre as ações organizadas pela Agência está o Programa Elas Exportam, que conecta empresárias com experiência em comércio exterior a empreendedoras interessadas em iniciar ou ampliar suas exportações

ApexBrasil reforça iniciativas para ampliar participação feminina no comércio exterior

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) avançou na definição de ações voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no comércio exterior. Como parte desse esforço, o Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) realizou uma oficina estratégica para consolidar o plano de ação dos ciclos de 2026 e 2027.

Durante o encontro, participantes discutiram propostas de iniciativas alinhadas aos objetivos do programa, considerando a continuidade de ações já em andamento e a criação de novas frentes de atuação. As sugestões foram analisadas com base em critérios de impacto e viabilidade, com o objetivo de definir prioridades e garantir a execução das iniciativas dentro da capacidade operacional do programa.

A atividade também incluiu uma etapa de validação colaborativa entre os grupos, que sugeriram ajustes e identificaram possíveis lacunas. Os insumos gerados irão subsidiar a versão final do plano de ação do MNI, fortalecendo a governança e o alinhamento entre estratégia e execução.

Vale destacar que, nos dias 19 e 20 de março, a ApexBrasil realizará o Encontro Mulheres e Negócios Internacionais: inserção, empoderamento e impacto. O evento será na sede da Agência, em Brasília (DF), e reunirá empresárias, lideranças institucionais e parceiros para marcar os três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais. A iniciativa reafirma o compromisso da ApexBrasil com a ampliação da presença feminina no comércio exterior.

Segundo a diretora de Negócios da Agência, Ana Repezza, o momento também vai celebrar três anos de atuação da iniciativa. “Nesses três anos, a gente já atendeu mais de 7 mil empresas lideradas por mulheres e a grande maioria delas, cerca de 61%, são empresas de micro, pequeno ou médio porte”, destacou.

“Esse é um programa que nós criamos em 2023 pensando em incluir ainda mais mulheres no esforço exportador, no comércio exterior e fazer com que elas tenham maior empoderamento, maior liberdade nas suas decisões e, obviamente, que isso contribua para o desenvolvimento do país, com mais geração de emprego, geração de renda, especialmente entre as minorias”, complementou.

Ampliação da presença feminina em diferentes setores

As ações do programa ganham ainda mais relevância no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A data reforça a importância de ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina em diferentes setores, incluindo o comércio exterior, historicamente marcado pela predominância masculina.

VEJA MAIS: 

Entre as iniciativas da ApexBrasil voltadas ao tema está o Programa Mulheres e Negócios Internacionais, que incentiva e apoia a internacionalização de empresas lideradas por mulheres. O programa já foi reconhecido com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, e no WTPO Awards 2024, premiação do International Trade Centre voltada a iniciativas que promovem inclusão de gênero e desenvolvimento sustentável.

“Atualmente, mais de 7 mil empresas lideradas por mulheres recebem apoio da ApexBrasil, e os resultados demonstram a relevância das iniciativas voltadas à internacionalização de negócios”, destacam Ana Claudia e Maira Pinto, responsáveis pelo projeto.

Elas Exportam

Outra iniciativa é o Elas Exportam, programa de mentoria e capacitação que conecta empresárias com experiência em comércio exterior a empreendedoras interessadas em iniciar ou ampliar suas exportações.

A iniciativa também recebeu reconhecimento internacional da Organização Mundial do Comércio com o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras.

Para a coordenação de eventos nacionais e digitais da ApexBrasil, representada por Dea Alves, o avanço da participação feminina no setor é perceptível.

“A mudança mais marcante é o aumento da representatividade e o reconhecimento da capacidade técnica e de liderança das mulheres. Ainda há desafios, mas é inspirador ver como estamos conquistando espaço em um setor tão dinâmico e importante para o país”, afirma.

Com iniciativas de capacitação, mentoria e promoção comercial, a ApexBrasil busca ampliar a presença de mulheres no comércio exterior e contribuir para um ecossistema exportador mais diverso e inclusivo
 

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