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Economia

Empresas do Simples Nacional têm até sexta-feira (30) para optar pelo regime regular de IBS e CBS

Receita Federal registrou mais de 917 mil solicitações em balanço divulgado em outubro; escolha afeta o recolhimento dos tributos no primeiro semestre de 2027

Empresas do Simples Nacional têm até sexta-feira (30) para optar pelo regime regular de IBS e CBS

Empresas do Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para optar pelo recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular. Em comunicado divulgado em 16 de outubro, a Receita Federal confirmou que o prazo termina em 30 de outubro de 2026.

A opção permite recolher IBS e CBS fora do Simples Nacional entre janeiro e junho de 2027, enquanto os demais tributos permanecem no regime simplificado. O procedimento deve ser realizado no Portal do Simples Nacional, conforme as regras do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN).

Mais de 900 mil empresas já solicitaram a opção

Segundo balanço divulgado pela Receita Federal em 16 de outubro, foram registradas 917.331 solicitações de opção pelo regime regular. O comunicado não especifica a data de referência dos dados, por isso não é possível determinar o total atualizado de pedidos.

Prazo para ingresso no Simples Nacional

O prazo para solicitar ingresso no Simples Nacional em 2027 terminou em 15 de outubro. Até a divulgação do balanço, foram registradas 657.753 solicitações, das quais 256.607 haviam sido deferidas e 401.146, indeferidas.

Empresas que tiveram o pedido negado por pendências impeditivas podem regularizar a situação até 30 de outubro de 2026.

Cancelamento e orientação

A opção pelo regime regular exige avaliação do perfil de cada negócio. Antes de decidir, especialistas recomendam simular os efeitos tributários dos dois modelos com o contador, considerando as operações realizadas e as possibilidades de aproveitamento de créditos de IBS e CBS.

O impacto pode variar conforme o perfil dos clientes e dos fornecedores. Empresas que vendem para outras pessoas jurídicas podem ter vantagens com o aproveitamento de créditos tributários, desde que atendidas as condições previstas na legislação. Já nas vendas ao consumidor final, os efeitos da mudança dependem da estrutura de custos e da carga tributária de cada negócio.

As regras e os procedimentos para a opção estão disponíveis nos canais oficiais da Receita Federal e do Simples Nacional.

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Economia

Goiás projeta safra de grãos de 35,9 milhões de toneladas em 2026/27

Produtividade deve crescer 5,8%, enquanto área cultivada tem expansão estimada em 1,9%

Goiás projeta safra de grãos de 35,9 milhões de toneladas em 2026/27

A produção de grãos em Goiás deve alcançar 35,9 milhões de toneladas na safra 2026/27, um crescimento de 7,8% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 33,3 milhões de toneladas. Os dados são do primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em publicação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), atualizada em 22 de outubro.

A área destinada ao cultivo de grãos deve passar de 7,9 milhões para 8,1 milhões de hectares, aumento de 1,9%. Já a produtividade média está estimada em 4,4 toneladas por hectare, ante 4,2 toneladas registradas na safra anterior, o que representa avanço de 5,8%.

Com os resultados projetados, Goiás deve permanecer como o quarto maior produtor de grãos do Brasil, com participação estimada em 9,8% da produção nacional. Entre os cinco maiores produtores do país, o estado apresenta a maior taxa de crescimento prevista para o ciclo.

A produção brasileira de grãos, por sua vez, deve atingir 367,1 milhões de toneladas, crescimento de 1,4% em comparação com a safra anterior. Dessa forma, a expansão estimada para Goiás supera a projeção nacional.

 

Sorgo, girassol e milho se destacam

Entre as principais culturas do estado, o sorgo deve apresentar crescimento de 19,9% na produção, passando de 2 milhões para 2,4 milhões de toneladas. A produtividade está estimada em 3,8 toneladas por hectare, alta de 17,5%. A área cultivada também deve crescer 2%, chegando a 643,7 mil hectares.

No caso do girassol, Goiás concentra 81,2% da área cultivada e 74,2% da produção nacional da oleaginosa. Para a safra 2026/27, a estimativa é de 71,6 mil toneladas, aumento de 1,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade deve passar de 1.117 para 1.136 quilos por hectare.

O milho também tem previsão de crescimento. Na primeira safra, a produção deve aumentar 27,3%, passando de 1,5 milhão para 1,9 milhão de toneladas. Na segunda safra, a estimativa é de 10,4 milhões de toneladas, alta de 18,4%.

Considerando as duas safras, a produção total de milho em Goiás deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, crescimento de 19,7% em relação ao ciclo anterior.

Os dados reforçam a participação de Goiás na produção nacional de grãos, com estimativas de crescimento tanto na área cultivada quanto na produtividade e no volume colhido.
 

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Economia

Ibovespa desaba 14,01% após resultado das eleições e aciona mecanismo de interrupção

Bolsa brasileira fecha aos 176.357 pontos, em uma das maiores quedas da história, após a vitória de Lula no segundo turno.

Ibovespa desaba 14,01% após resultado das eleições e aciona mecanismo de interrupção

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta segunda-feira (26) em queda de 14,01%, aos 176.357 pontos. O resultado ocorreu no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), e está entre as maiores perdas diárias da história do mercado acionário brasileiro. 

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma forte reação dos investidores, já que o resultado contrariou as expectativas que vinham sendo consideradas por parte do mercado nas semanas anteriores. Com isso, houve uma reavaliação das posições em ações brasileiras e um aumento da preocupação com as perspectivas econômicas e fiscais do país.

A intensidade da queda levou a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações quando o índice atinge determinado patamar de desvalorização. A medida busca reduzir a volatilidade e permitir que o mercado assimile movimentos extremos de preços.

As perdas atingiram diferentes setores da Bolsa, incluindo instituições financeiras e empresas ligadas ao consumo. Entre os bancos, as ações do Banco do Brasil chegaram a registrar queda superior a 30% durante o pregão, enquanto os papéis do Bradesco também apresentaram forte desvalorização. 

O desempenho da Bolsa brasileira contrastou com o mercado norte-americano. Em Nova York, os principais índices fecharam em alta, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia e pelo anúncio do pedido de abertura de capital da Anthropic. O Dow Jones avançou 0,28%, o S&P 500 subiu 0,70% e o Nasdaq ganhou 0,83%. 

O pregão evidencia como o cenário político nacional pode influenciar diretamente os ativos brasileiros, mesmo diante de um ambiente mais favorável nas principais bolsas internacionais.
 

Maiores altas e quedas

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) +20,00%
  • Suzano S.A. (SUZB3F) +10,75%

Ações em queda no Ibovespa

  • Lojas Quero-Quero SA (LJQQ3F) -65,93%
  • Simpar SA (SIMH3) -64,86%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 115.193.939.197, em meio a 14.423.107 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

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Economia

Dólar dispara 8,21% e fecha a R$ 5,40 após resultado das eleições

Moeda norte-americana registra a maior alta diária desde 1999, em meio à reação dos investidores à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Dólar dispara 8,21% e fecha a R$ 5,40 após resultado das eleições

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (26) em forte alta de 8,21%, cotado a R$ 5,40. O movimento representa a maior valorização diária da moeda norte-americana desde janeiro de 1999 e reflete a reação dos investidores ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. 

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva contrariou as expectativas que vinham sendo consideradas por parte do mercado financeiro nas semanas anteriores. Com o resultado, investidores reavaliaram suas posições e aumentaram a cautela em relação aos rumos da economia brasileira.

A movimentação também foi marcada por preocupações com a política fiscal, as perspectivas de crescimento econômico e a condução das políticas do próximo governo. Nesse cenário, a procura por proteção cambial contribuiu para pressionar o real diante do dólar.

Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a atingir R$ 5,605, antes de encerrar o dia em R$ 5,403. A forte oscilação refletiu a intensidade dos ajustes realizados pelos investidores após a divulgação do resultado eleitoral.

No mercado internacional, o comportamento foi diferente. As bolsas de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones avançando 0,28%, o S&P 500 subindo 0,70% e o Nasdaq registrando valorização de 0,83%. O movimento foi impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia e pelo anúncio do pedido de abertura de capital da Anthropic, empresa responsável pelo desenvolvimento da inteligência artificial Claude. 

O contraste entre os mercados reforça a influência dos fatores políticos domésticos sobre os ativos brasileiros, mesmo em uma sessão positiva para as bolsas norte-americanas.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,00.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1850 0,1664 0,1394 29,1320 0,1530 0,2592 0,2650
USD 5,4066 1 0,8948 0,7495 157,51 0,8270 1,4017 1,4254
EUR 6,0086 1,1176 1 0,8376 176,03 0,9246 1,5663 1,5930
GBP 7,1789 1,3343 1,1939 1 210,18 1,1037 1,8702 1,9019
JPY 3,43251 0,634900 0,56807 0,475794 1 0,5250 0,88985 0,90481
CHF 6,5375 1,2092 1,0817 0,9061 190,43 1 1,6944 1,7230
CAD 3,8574 0,7135 0,6386 0,5347 112,38 0,5900 1 1,0169
AUD 3,7735 0,7016 0,6277 0,5258 110,52 0,5805 0,9834 1

Os dados são da Investing.com.  

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