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Economia

Dólar dispara 8,21% e fecha a R$ 5,40 após resultado das eleições

Moeda norte-americana registra a maior alta diária desde 1999, em meio à reação dos investidores à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Dólar dispara 8,21% e fecha a R$ 5,40 após resultado das eleições

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (26) em forte alta de 8,21%, cotado a R$ 5,40. O movimento representa a maior valorização diária da moeda norte-americana desde janeiro de 1999 e reflete a reação dos investidores ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. 

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva contrariou as expectativas que vinham sendo consideradas por parte do mercado financeiro nas semanas anteriores. Com o resultado, investidores reavaliaram suas posições e aumentaram a cautela em relação aos rumos da economia brasileira.

A movimentação também foi marcada por preocupações com a política fiscal, as perspectivas de crescimento econômico e a condução das políticas do próximo governo. Nesse cenário, a procura por proteção cambial contribuiu para pressionar o real diante do dólar.

Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a atingir R$ 5,605, antes de encerrar o dia em R$ 5,403. A forte oscilação refletiu a intensidade dos ajustes realizados pelos investidores após a divulgação do resultado eleitoral.

No mercado internacional, o comportamento foi diferente. As bolsas de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones avançando 0,28%, o S&P 500 subindo 0,70% e o Nasdaq registrando valorização de 0,83%. O movimento foi impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia e pelo anúncio do pedido de abertura de capital da Anthropic, empresa responsável pelo desenvolvimento da inteligência artificial Claude. 

O contraste entre os mercados reforça a influência dos fatores políticos domésticos sobre os ativos brasileiros, mesmo em uma sessão positiva para as bolsas norte-americanas.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,00.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1850 0,1664 0,1394 29,1320 0,1530 0,2592 0,2650
USD 5,4066 1 0,8948 0,7495 157,51 0,8270 1,4017 1,4254
EUR 6,0086 1,1176 1 0,8376 176,03 0,9246 1,5663 1,5930
GBP 7,1789 1,3343 1,1939 1 210,18 1,1037 1,8702 1,9019
JPY 3,43251 0,634900 0,56807 0,475794 1 0,5250 0,88985 0,90481
CHF 6,5375 1,2092 1,0817 0,9061 190,43 1 1,6944 1,7230
CAD 3,8574 0,7135 0,6386 0,5347 112,38 0,5900 1 1,0169
AUD 3,7735 0,7016 0,6277 0,5258 110,52 0,5805 0,9834 1

Os dados são da Investing.com.  

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Economia

Ibovespa desaba 14,01% após resultado das eleições e aciona mecanismo de interrupção

Bolsa brasileira fecha aos 176.357 pontos, em uma das maiores quedas da história, após a vitória de Lula no segundo turno.

Ibovespa desaba 14,01% após resultado das eleições e aciona mecanismo de interrupção

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta segunda-feira (26) em queda de 14,01%, aos 176.357 pontos. O resultado ocorreu no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), e está entre as maiores perdas diárias da história do mercado acionário brasileiro. 

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma forte reação dos investidores, já que o resultado contrariou as expectativas que vinham sendo consideradas por parte do mercado nas semanas anteriores. Com isso, houve uma reavaliação das posições em ações brasileiras e um aumento da preocupação com as perspectivas econômicas e fiscais do país.

A intensidade da queda levou a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações quando o índice atinge determinado patamar de desvalorização. A medida busca reduzir a volatilidade e permitir que o mercado assimile movimentos extremos de preços.

As perdas atingiram diferentes setores da Bolsa, incluindo instituições financeiras e empresas ligadas ao consumo. Entre os bancos, as ações do Banco do Brasil chegaram a registrar queda superior a 30% durante o pregão, enquanto os papéis do Bradesco também apresentaram forte desvalorização. 

O desempenho da Bolsa brasileira contrastou com o mercado norte-americano. Em Nova York, os principais índices fecharam em alta, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia e pelo anúncio do pedido de abertura de capital da Anthropic. O Dow Jones avançou 0,28%, o S&P 500 subiu 0,70% e o Nasdaq ganhou 0,83%. 

O pregão evidencia como o cenário político nacional pode influenciar diretamente os ativos brasileiros, mesmo diante de um ambiente mais favorável nas principais bolsas internacionais.
 

Maiores altas e quedas

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) +20,00%
  • Suzano S.A. (SUZB3F) +10,75%

Ações em queda no Ibovespa

  • Lojas Quero-Quero SA (LJQQ3F) -65,93%
  • Simpar SA (SIMH3) -64,86%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 115.193.939.197, em meio a 14.423.107 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

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Economia

IFI projeta que cumprimento da meta fiscal de 2027 pode exigir corte de R$ 35,7 bilhões

Estudo do Senado aponta diferença de R$ 104,8 bilhões nas contas públicas e indica que atingir a meta exigirá forte bloqueio de verbas no orçamento

IFI projeta que cumprimento da meta fiscal de 2027 pode exigir corte de R$ 35,7 bilhões

Para assegurar o cumprimento do piso estabelecido pelo arcabouço fiscal em 2027, o governo federal pode ser obrigado a realizar um bloqueio de R$ 35,7 bilhões em verbas discricionárias. 

A estimativa faz parte do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF nº 116), publicado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, em setembro de 2026. O órgão enfatiza que o montante é apenas uma projeção técnica baseada em seus cenários e não significa um contingenciamento decretado.

A análise contrapõe os dados do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 — entregue ao Congresso no final de agosto — às estimativas formuladas pela IFI. 

A principal divergência está no resultado primário, que mede a diferença entre o que o Estado arrecada e o que gasta, sem levar em conta os juros da dívida. Nesse caso, enquanto a proposta do governo estima um superávit de R$ 18,6 bilhões, os cálculos da IFI indicam um déficit de R$ 86,1 bilhões, gerando um descompasso de R$ 104,8 bilhões.

Divergência nos parâmetros e estimativa de gastos

A IFI atribui essa diferença ao otimismo do Executivo nos indicadores macroeconômicos. A peça orçamentária do governo trabalha com alta de 2,5% no PIB, inflação (IPCA) de 3,6% e avanço de 10,1% na massa salarial. Por outro lado, a Instituição projeta um PIB de 1,8%, inflação de 4,0% e expansão salarial de 7,3%.

O relatório também chama atenção para a rigidez das despesas obrigatórias, com destaque para a trajetória histórica dos precatórios, que assumiu um patamar elevado a partir de 2022 e que as seguidas alterações legislativas não conseguiram conter. 

VEJA MAIS:

A dotação reservada pelo governo para sentenças judiciais no PLOA 2027 é inferior à fixada para 2026. A IFI considera esse fator um risco de insuficiência orçamentária.

Enquanto o Executivo aposta no sucesso de sua estratégia de revisão contínua de gastos para equilibrar as contas, a IFI avalia que o quadro atual aponta para a permanência de um cenário fiscal enxuto.
 

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Economia

Café, açúcar e milho: confira cotações para esta segunda-feira (26)

Café arábica registra queda de 1,11%, enquanto milho apresenta leve alta

Café, açúcar e milho: confira cotações para esta segunda-feira (26)

O preço do café arábica abre esta segunda-feira (26) em baixa de 1,11%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.601,95 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve desvalorização de 0,58%, sendo comercializado a R$ 936,73.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
23/10/2026 1.601,95 -1,11% 1,59% 320,90
22/10/2026 1.619,85 -0,07% 2,73% 321,72
21/10/2026 1.620,92 0,67% 2,79% 322,38
20/10/2026 1.610,14 0,20% 2,11% 320,68
19/10/2026 1.606,94 0,36% 1,91% 318,39

 

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
23/10/2026 936,73 -0,58% -4,95% 187,65
22/10/2026 942,15 -2,76% -4,40% 187,12
21/10/2026 968,87 0,09% -1,68% 192,69
20/10/2026 967,97 -0,54% -1,78% 192,78
19/10/2026 973,27 1,04% -1,24% 192,84

 

O preço do açúcar cristal apresenta baixa de 0,43% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 125,44. 

 

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ – SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
23/10/2026 125,44 -0,43% 3,57% 25,13
22/10/2026 125,98 0,31% 4,01% 25,02
21/10/2026 125,59 0,06% 3,69% 24,98
20/10/2026 125,52 -0,08% 3,63% 25,00
19/10/2026 125,62 -0,10% 3,72% 24,89

 

Em Santos (SP), houve valorização de 0,25%, e a mercadoria é negociada a R$ 134,22 na média de preços sem impostos.

 

Indicador Açúcar Cristal – Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
23/10/2026 134,22 0,25% 6,85% 26,64
22/10/2026 133,88 -1,10% 6,58% 26,57
21/10/2026 135,37 -0,30% 7,76% 26,93
20/10/2026 135,78 -1,11% 8,09% 27,08
19/10/2026 137,30 -0,87% 9,30% 27,15

 

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,27 após leve alta de 0,05%.

 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
23/10/2026 64,27 0,05% -6,41% 12,87
22/10/2026 64,24 -0,09% -6,45% 12,76
21/10/2026 64,30 -0,06% -6,36% 12,79
20/10/2026 64,34 -0,62% -6,31% 12,81
19/10/2026 64,74 -0,17% -5,72% 12,83

 

Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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