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Economia

Dólar cai 0,61% e fecha cotado a R$ 5,02

Juros mais baixos nos mercados internacionais favoreceram moedas de países emergentes, como o real

Dólar cai 0,61% e fecha cotado a R$ 5,02

O dólar comercial fechou esta terça-feira (20) em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,02. O recuo foi influenciado pelo cenário internacional, especialmente pela redução dos juros dos títulos públicos globais, que favoreceu moedas de países emergentes, como o real brasileiro.

A queda dos rendimentos dos títulos americanos e de outros mercados ajudou a melhorar o ambiente para investimentos considerados de maior risco. Com isso, moedas de economias emergentes ganharam força diante da divisa americana.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi o comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional. Após ultrapassar os 111 dólares no início do dia, a commodity perdeu força, contribuindo para mudanças nas expectativas relacionadas aos juros e ao desempenho dos mercados financeiros.

No cenário doméstico, as eleições presidenciais também permaneceram entre os principais pontos de atenção. A proximidade do segundo turno mantém os investidores atentos às perspectivas para a economia brasileira e às possíveis consequências do resultado eleitoral para a política econômica.

Com a queda registrada nesta terça-feira, o dólar encerrou o pregão pressionado pelo ambiente externo mais favorável às moedas emergentes e pela movimentação dos investidores nos mercados globais.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,64.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1989 0,1770 0,1486 31,4553 0,1640 0,2796 0,2840
USD 5,0284 1 0,8899 0,7474 158,18 0,8249 1,4063 1,4278
EUR 5,6483 1,1237 1 0,8397 177,73 0,9270 1,5800 1,6046
GBP 6,7277 1,3382 1,1906 1 211,63 1,1037 1,8811 1,9112
JPY 0,0318 0,0063 0,0056 0,0047 1 0,5214 0,0089 0,0090
CHF 6,0973 1,2126 1,0792 0,9064 191,76 1 1,7049 1,7317
CAD 3,5764 0,7112 0,6330 0,5316 112,51 0,5866 1 1,0157
AUD 3,5213 0,7004 0,6233 0,5235 110,77 0,5775 0,9846 1

Os dados são da Investing.com. 
 

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Economia

Ibovespa sobe 1,57% e fecha aos 208.295 pontos com cenário externo favorável

Ações de varejistas impulsionaram a Bolsa brasileira, enquanto eleições presidenciais seguiram no radar dos investidores

Ibovespa sobe 1,57% e fecha aos 208.295 pontos com cenário externo favorável

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta terça-feira (20) em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado pelo cenário externo favorável aos investimentos em renda variável e pela valorização de ações de empresas ligadas ao consumo.

No mercado internacional, a queda dos preços do petróleo contribuiu para reduzir os juros dos títulos públicos americanos de longo prazo, conhecidos como Treasuries. Esse movimento favoreceu os ativos de risco e ajudou a melhorar o ambiente para os mercados acionários.

No Brasil, as ações de empresas do setor varejista se destacaram, beneficiadas também pela redução dos juros futuros. Os papéis do Magazine Luiza registraram alta de 14,79%, enquanto as ações da Vamos avançaram 8,32%.

Por outro lado, as ações da Petrobras e da Vale apresentaram queda, acompanhando o recuo dos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional. Mesmo assim, as perdas dessas companhias não impediram o avanço do principal índice da Bolsa brasileira.

A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais também permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores, diante das expectativas sobre os rumos da economia e da política fiscal do país.

Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 205.082,26 pontos e a máxima de 208.941,57 pontos. O volume financeiro negociado na B3 chegou a R$ 41,9 bilhões.

No exterior, as bolsas de Nova York encerraram o dia sem direção única. O Dow Jones avançou 1,02%, o S&P 500 subiu 0,29%, enquanto o Nasdaq recuou 0,02%.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Nutriplant Industria E Comercio S.A. (NUTR3) +35,19%
  • Nutriplant Industria E Comercio S.A. (NUTR3F) +32,56%

Ações em queda no Ibovespa

  • WIZ Co Participacoes e Corretagem de Seguros SA (WIZC3) -20,02%
  • WIZ Co Participacoes e Corretagem de Seguros SA (WIZC3F) -18,25%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 42.584.089.492, em meio a 5.102.710 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

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Bolsa Família: pagamentos para beneficiários com o NIS terminado em 2 começam nesta terça-feira (20)

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

Bolsa Família: pagamentos para beneficiários com o NIS terminado em 2 começam nesta terça-feira (20)

A CAIXA inicia nesta terça-feira (20), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de outubro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 2.

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.

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FPM e FPE devem ter alta de 34% em novembro

Tesouro Nacional projeta novos aumentos nos repasses em dezembro; inflação, mercado de trabalho e consumo influenciam a arrecadação dos fundos

FPM e FPE devem ter alta de 34% em novembro

O boletim de setembro de 2026 da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) projeta um crescimento de 34% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) em novembro, na comparação com outubro.

Em setembro, as transferências somaram R$ 34,3 bilhões, já descontada a parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor representa um aumento de 13,4% em relação a agosto, quando os repasses totalizaram R$ 30,3 bilhões.

Para outubro, a STN estima uma alta de 4,8% em relação a setembro. Já para dezembro, a projeção é de crescimento de 11% na comparação com novembro.

Os percentuais referentes a outubro, novembro e dezembro são estimativas, e não valores já transferidos ou garantidos. As variações comparam cada mês ao imediatamente anterior, sem considerar o desempenho no mesmo período de 2025.

Efeito da inflação

O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que parte do crescimento dos repasses do FPM e do FPE em 2026 está associada à inflação. Segundo ele, além das incertezas relacionadas ao processo eleitoral brasileiro, o cenário internacional tem pressionado os preços dos combustíveis.

“Isso acaba ecoando por toda a cadeia produtiva, desde o preço do frete até o preço final do que chega ao consumidor, desde uma blusa até o alimento que vai à mesa todos os dias”, afirma.

Nesse contexto, segundo o economista, a elevação dos preços pode contribuir para o aumento da arrecadação tributária e, consequentemente, dos valores distribuídos aos estados e municípios. Isso significa que parte do crescimento nominal dos repasses pode refletir a inflação, sem representar, necessariamente, uma expansão real da economia na mesma proporção.

Mercado de trabalho favorece arrecadação

Outro fator que contribui para as perspectivas de crescimento dos fundos, segundo o especialista, é o desempenho favorável do mercado de trabalho brasileiro.

“Nós temos uma situação de empregabilidade no Brasil muito favorável, o que aumenta, por conseguinte, a arrecadação do imposto de renda, que é um dos principais componentes do FPE e do FPM”, explica.

Como os fundos são abastecidos, entre outras fontes, por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o aumento das receitas desses tributos pode ampliar os recursos destinados aos governos estaduais e municipais.

Aumento das vendas no fim do ano 

Cesar Lima também destaca a influência da sazonalidade sobre a arrecadação tributária. Segundo ele, o comportamento das receitas varia ao longo do ano, conforme a atividade econômica e o calendário de consumo.

A proximidade da Black Friday, das compras de Natal e do período de férias tende a estimular as vendas em diferentes setores. Esse movimento pode contribuir para elevar a arrecadação de tributos e, consequentemente, influenciar os valores distribuídos pelo FPM e pelo FPE.

Expectativas

No primeiro decêndio de dezembro, os municípios recebem um repasse adicional de 1% do FPM. O recurso pode reforçar o caixa das prefeituras no encerramento do exercício financeiro, período marcado por compromissos como o pagamento do 13º salário dos servidores e o cumprimento de outras obrigações da administração municipal.

Para 2027, Cesar Lima projeta um início de ano mais lento do que o observado em 2026. 

“Nós temos uma projeção de um início de ano mais lento do que aconteceu nesse ano de 2026. Talvez muito em decorrência das incertezas internas e externas no Brasil. Contudo, o crescimento real aconteceu em 2026, e isso para os municípios é de grande valia”, conclui.

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