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Economia

Café e açúcar registram alta nesta quarta-feira (30)

Café arábica é negociado a R$ 1.564,02, enquanto milho recua para R$ 69,20 a saca

Café e açúcar registram alta nesta quarta-feira (30)

O preço do café arábica abre esta quarta-feira (30) com alta de 0,48%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.564,02 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve uma alta de 0,39%, sendo comercializado a R$ 967,14.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
29/09/2026 1.564,02 0,48% -10,55% 299,85
28/09/2026 1.556,57 1,19% -10,97% 298,25
25/09/2026 1.538,29 1,42% -12,02% 296,40
24/09/2026 1.516,81 0,25% -13,25% 292,14
23/09/2026 1.513,01 0,11% -13,47% 292,82

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
29/09/2026 967,14 0,39% -5,38% 185,42
28/09/2026 963,39 1,12% -5,75% 184,59
25/09/2026 952,72 1,18% -6,79% 183,57
24/09/2026 941,57 0,34% -7,88% 181,35
23/09/2026 938,40 0,15% -8,19% 181,61

O preço do açúcar cristal apresentou alta de 0,86% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 121,27.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ – SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 121,27 0,86% 6,61% 23,25
28/09/2026 120,24 -0,32% 5,71% 23,04
25/09/2026 120,62 -0,42% 6,04% 23,24
24/09/2026 121,13 0,87% 6,49% 23,33
23/09/2026 120,08 -0,59% 5,56% 23,24

Em Santos (SP), houve uma alta de 0,55%, e a mercadoria é negociada a R$ 127,26 na média de preços sem impostos.

Indicador Açúcar Cristal – Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 127,26 0,55% -0,49% 24,38
28/09/2026 126,56 0,27% -1,04% 24,28
25/09/2026 126,22 -0,25% -1,31% 24,28
24/09/2026 126,53 -0,23% -1,06% 24,43
23/09/2026 126,82 0,91% -0,84% 24,67

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,20, após uma baixa de 0,40%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 69,20 -0,40% -1,47% 13,27
28/09/2026 69,48 -0,24% -1,07% 13,31
25/09/2026 69,65 -0,23% -0,83% 13,42
24/09/2026 69,81 -0,01% -0,60% 13,45
23/09/2026 69,82 0,11% -0,58% 13,51

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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Economia

Soja recua no Paraná e em Paranaguá nesta quarta-feira (30)

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 153,90 no Paraná e a R$ 161,27 em Paranaguá; trigo sobe nos dois estados

Soja recua no Paraná e em Paranaguá nesta quarta-feira (30)

A saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (30) com aumento no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.

No interior paranaense, o grão apresenta baixa de 0,27%, com a saca negociada a R$ 153,90. Em Paranaguá, a baixa foi de 0,52%, levando a cotação para R$ 161,27.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 153,90 0,27% 1,71% 29,51
28/09/2026 153,49 -0,58% 1,44% 29,41
25/09/2026 154,38 -0,47% 2,03% 29,75
24/09/2026 155,11 0,03% 2,51% 29,87
23/09/2026 155,07 -0,28% 2,48% 30,01

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 161,27 0,52% 1,15% 30,92
28/09/2026 160,43 -0,35% 0,62% 30,74
25/09/2026 161,00 -0,52% 0,98% 31,02
24/09/2026 161,84 0,12% 1,51% 31,17
23/09/2026 161,65 -0,17% 1,39% 31,28

Trigo

 

O trigo teve aumento de preço no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.536,73. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.447,51.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
29/09/2026 1.447,51 0,02% 7,30% 277,51
28/09/2026 1.447,18 0,71% 7,27% 277,29
25/09/2026 1.437,03 0,31% 6,52% 276,88
24/09/2026 1.432,54 1,00% 6,19% 275,91
23/09/2026 1.418,34 -0,08% 5,14% 274,50

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
29/09/2026 1.536,73 0,46% 5,51% 294,62
28/09/2026 1.529,62 -0,57% 5,03% 293,09
25/09/2026 1.538,40 -0,07% 5,63% 296,42
24/09/2026 1.539,43 0,38% 5,70% 296,50
23/09/2026 1.533,55 -0,11% 5,30% 296,80

Os dados são do Cepea.
 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

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Economia

Arroba do boi gordo sobe e chega a R$ 363,05 em São Paulo

Carcaça suína especial também tem alta na Grande São Paulo; frango fica estável e suíno vivo cai em Santa Catarina

Arroba do boi gordo sobe e chega a R$ 363,05 em São Paulo

O preço do boi gordo apresentou aumento nesta quarta-feira (30). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 363,05.

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 363,05 0,86% 5,42% 69,60
28/09/2026 359,95 0,32% 4,52% 68,97
25/09/2026 358,80 0,17% 4,18% 69,13
24/09/2026 358,20 0,22% 4,01% 68,99
23/09/2026 357,40 0,37% 3,77% 69,17

Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 8,31 enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 8,28.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ – ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
28/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
25/09/2026 8,31 -0,12% 13,52%
24/09/2026 8,32 0,00% 13,66%
23/09/2026 8,32 0,00% 13,66%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ – ESTADO SP 

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
28/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
25/09/2026 8,28 -0,24% 13,58%
24/09/2026 8,30 -0,60% 13,85%
23/09/2026 8,35 0,00% 14,54%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

 

Já a carcaça suína especial teve um aumento nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,50.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,21. 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg) 

Data Média Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 8,50 0,35% 16,28%
28/09/2026 8,47 2,79% 15,87%
25/09/2026 8,24 1,48% 12,72%
24/09/2026 8,12 0,00% 11,08%
23/09/2026 8,12 0,87% 11,08%

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 MG – posto 6,13 5,33% 22,11%
29/09/2026 PR – a retirar 5,37 3,07% 19,60%
29/09/2026 RS – a retirar 5,24 1,16% 15,42%
29/09/2026 SC – a retirar 5,21 2,36% 14,00%
29/09/2026 SP – posto 5,78 1,76% 19,67%

Os dados são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

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Economia

Geração de empregos perde ritmo no Brasil, enquanto comércio sente impacto dos juros e do crédito

Nos sete primeiros meses do ano, país criou 972,2 mil vagas formais, 29% menos do que no mesmo período de 2025

Geração de empregos perde ritmo no Brasil, enquanto comércio sente impacto dos juros e do crédito

De janeiro a julho de 2026, o país criou 972,2 mil vagas formais (com carteira assinada), segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Novo Caged) — resultado 29% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Já dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE, apontam que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3%. Apesar desse patamar, o analista da PNAD William Kratochwill afirma que o resultado não foi suficiente para impulsionar os salários no trimestre encerrado em agosto.

“Esse aumento do nível da ocupação é importante, no entanto, não foi suficiente para provocar um aumento, no trimestre, nos salários. Com R$ 3.777, esse rendimento médio é estável em relação ao último trimestre”, destaca.

O levantamento do IBGE também mostra estabilidade no número de trabalhadores por conta própria, mantendo-se em 26,1 milhões tanto no trimestre encerrado em agosto quanto na comparação anual. O número de trabalhadores domésticos seguiu a mesma tendência de estabilidade nos dois recortes, em torno de 5,5 milhões.

Além disso, reportagem do Estadão revela que a geração de empregos formais pelo Novo Caged desacelerou em quase todos os principais setores da economia nos primeiros sete meses do ano, com exceção da construção civil.

Na agropecuária, foram abertas 51,4 mil vagas formais no período, uma redução de 51% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. A indústria registrou saldo de 154 mil postos (+40% menor), enquanto o setor de serviços criou 591,5 mil vagas, recuo de 15%.

Para o economista Cesar Bergo, os dados mostram uma mudança no ritmo de geração de vagas, mas ainda não indicam uma redução do total de empregos no país. Segundo ele, o comportamento do mercado de trabalho acompanha o nível da atividade econômica.

“Significa que o fluxo de criação [de emprego] está menor em relação ao período de comparação. O estoque acumulado continua crescendo. Agora, houve uma queda na atividade econômica e isso vai refletir na atividade do mercado de trabalho e, consequentemente, nós podemos ter reduções”, considera.

A construção civil foi o único setor a apresentar aumento no saldo de empregos formais na comparação anual, somando 180,4 mil novas vagas entre janeiro e julho — alta de 2% ante o mesmo período de 2025.

“Essa demanda por trabalhadores, apesar da desaceleração, é muito importante, sobretudo o resultado de junho. Esse saldo foi de alguma forma auxiliado pelo setor de serviços, que continua sendo responsável pela criação da grande maioria dos postos de trabalho. Também a construção segue aquecida”, avalia Cesar Bergo.

“O que preocupa ainda é a taxa de ocupação pelos autônomos. Isso faz com que o trabalhador não tenha a cobertura da Seguridade Social, mas isso é um problema que deve ser analisado, com a adoção de medidas com vistas a coibir essa situação”, complementa o economista.

Varejo puxa resultado negativo do comércio

O comércio teve saldo negativo na geração de empregos formais entre janeiro e julho, em um resultado influenciado principalmente pelo desempenho do varejo.

O comércio varejista fechou o período com saldo negativo de 51,7 mil vagas formais. Nos mesmos meses de 2025, o resultado havia sido positivo, com a criação de 44,1 mil postos com carteira.

VEJA MAIS:

No atacado e no comércio de veículos automotores, o saldo continuou positivo nos sete primeiros meses deste ano, mas houve desaceleração: a geração de vagas caiu 48% no atacado e 44% no segmento de veículos em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Bergo, entre os fatores que afetam o desempenho do comércio estão os juros elevados, a inadimplência e o acesso mais restrito ao crédito. “Isso faz com que haja menos empréstimos, menos financiamentos e afeta diretamente esse setor.” Tais fatores pesam principalmente sobre a compra de bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos, que costumam ser adquiridos a prazo.

Cesar Bergo lembra que sinais semelhantes foram notados a partir do governo de Dilma Rousseff.

“Realmente ali houve um desajuste na economia. No governo Temer, houve certa preocupação com esse mercado. [Na sequência], teve a pandemia e depois houve uma recuperação desse mercado”, pontua.

Em julho de 2026, as vendas do comércio varejista recuaram 0,8% em relação a junho, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e foi influenciado pela queda nas vendas de móveis e eletrodomésticos, que diminuíram 4,9% no mês. Segundo o IBGE, foi a maior retração do segmento desde dezembro de 2023, quando a queda havia sido de 6,6%.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avalia que o custo elevado do crédito e o comprometimento da renda das famílias com dívidas continuam limitando as compras de maior valor no varejo.
 

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