FPM 2027: apenas 49 municípios devem aumentar coeficiente, apesar de 3,2 mil cidades apresentarem crescimento populacional
Estudo da CNM aponta que das mais de 1,8 mil cidades que perderam população, 31 podem perder coeficiente; em Aldeias Altas (MA), apenas um habitante a mais seria suficiente para elevar a faixa de repasse
Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 3.245 municípios tiveram aumento populacional entre 2025 e 2026, mas apenas 49 cidades devem transformar o avanço em ganho de coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2027. Na outra ponta, 31 municípios podem perder coeficiente, embora a redução dos repasses seja limitada pelas regras de proteção previstas na Lei Complementar (LC) 198/2023.
Conforme a publicação, o crescimento ou recuo da população não indica, necessariamente, uma alteração efetiva nos repasses do FPM. Ou seja, apesar do aumento populacional, o resultado não deve impactar, na mesma proporção, em aumento dos repasses no ano que vem.
Pelo estudo, as atualizações das estimativas populacionais de 2026 afetarão o FPM caso os acréscimos levem os municípios a mudarem de faixa populacional. O documento aponta que o que garantirá uma maior fatia do FPM é se a proporção de quotas se elevou de um ano para o outro. Nesse caso, ganhos de coeficiente, em geral, garantem aumento de repasses.
Ganhos e perdas populacionais dos municípios
Segundo o levantamento, 3.245 municípios, ou 58% do total, tiveram aumento de população entre 2025 e 2026. Outros 1.841 perderam moradores e 485 mantiveram exatamente a mesma população registrada na estimativa anterior – sendo 406 municípios somente no Rio Grande do Sul.
Mesmo com o crescimento populacional em milhares de cidades, apenas 49 municípios devem avançar de faixa e ganhar coeficiente do FPM-Interior em 2027, conforme os dados. Entre esses municípios estão: Barbalha (CE), Cidade Ocidental (GO), Lagoa Santa (MG), Careiro (AM), Canaã dos Carajás (PA), Buenos Aires (PE), Pacaraima (RR), Brusque (SC), Caraguatatuba (SP) e Campos de Júlio (MT).
A possibilidade de ganho de coeficiente para Careiro, no Amazonas, pode passar de 1,8 para 2,2; Urucurituba, também no Amazonas, pode mudar de 1,4 para 1,8; e Canaã dos Carajás, no Pará, de 2,8 para 3,0.
Já cidades como Brusque, em Santa Catarina, podem chegar ao coeficiente máximo de 4,0 e Caraguatatuba, em São Paulo, pode passar de 3,6 para 3,8.
Outros 4.920 municípios devem manter o coeficiente atual. Já 31 municípios aparecem na estimativa da CNM com possibilidade de perda, com destaque para municípios localizados no Amazonas. Coari, por exemplo, aparece com redução do coeficiente de 4,0 para 2,6. Benjamin Constant pode passar de 3,0 para 2,0, enquanto Manaquiri pode cair de 2,0 para 1,0.
Confira a lista dos municípios que podem ter perda de coeficientes em 2027:
Anamã (AM)
Anori (AM)
Atalaia do Norte (AM)
Autazes (AM)
Benjamin Constant (AM)
Borba (AM)
Caapiranga (AM)
Coari (AM)
Itamarati (AM)
Manaquiri (AM)
Maraã (AM)
Nhamundá (AM)
Nova Olinda do Norte (AM)
Novo Aripuanã (AM)
Santo Antônio do Içá (AM)
São Sebastião do Uatumã (AM)
Tapauá (AM)
Tefé (AM)
Palmácia (CE)
Aldeias Altas (MA)
Barreirinhas (MA)
Davinópolis (MA)
Icatu (MA)
Paço do Lumiar (MA)
Tuntum (MA)
Buritizeiro (MG)
Poté (MG)
Viçosa (MG)
Araçagi (PB)
Vitória de Santo Antão (PE)
Porto (PI)
FPM-interior
Enquanto o FPM de capitais e reserva considera também a renda per capita dos municípios e dos estados, o FPM-Interior tem o número de habitantes como principal critério para definir quanto cada município recebe.
Desde o Decreto-Lei 1.881/1981, o coeficiente individual de cada cidade do interior é baseado em 18 faixas populacionais. Os coeficientes variam de 0,6 para cidades com até 10.188 habitantes a 4,0 para municípios com mais de 156.216 moradores.
Um dos exemplos mais curiosos em relação à mudança de faixa está no Maranhão. Aldeias Altas precisa de apenas um habitante para passar do coeficiente 1,2 para 1,4. Já em Firminópolis (GO), quatro moradores a mais seriam suficientes para elevar o coeficiente de 0,6 para 0,8. Ao todo, 241 municípios estão a até 500 habitantes de uma mudança de faixa, sendo que, em 50 deles, a diferença é inferior a 100 moradores.
Lei Complementar 198 de 2023
A CNM lembra que a possível perda não será aplicada integralmente de uma só vez aos municípios protegidos pela legislação. A Lei Complementar 198 de 2023 criou um mecanismo de redução gradual para evitar quedas bruscas nos repasses. Para 2027, a redução será restrita a 40% do valor da quota que foi perdida.
A CNM estima que 562 municípios deverão utilizar o mecanismo redutor em 2027. Atualmente, 553 já estão nessa situação.
Dados são preliminares, diz CNM
Apesar de apontar os possíveis impactos sobre o FPM, a CNM ressalta que os números ainda são preliminares para estimar o impacto nos repasses do FPM em 2027. A CNM destaca no estudo que os novos coeficientes do FPM serão calculados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao longo do segundo semestre.
Os municípios também podem contestar os dados populacionais divulgados pelo IBGE. O prazo para apresentar os recursos termina em 9 de setembro de 2026, por meio do e-mail contestacao@ibge.gov.br.
INSS: Justiça libera R$ 2,9 bilhões em atrasados, veja quem tem direito a receber e como consultar
Recursos contemplam 193,2 mil beneficiários de processos previdenciários e assistenciais; pagamentos serão realizados conforme o calendário dos Tribunais Regionais Federais
O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 2,93 bilhõespara o pagamento de atrasados previdenciários e assistenciais a beneficiários que venceram ações judiciais contra o poder público. Os valores fazem parte de um lote de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) referente a processos autuados em setembro de 2026.
Segundo o CJF, os recursos destinados a essa categoria somam R$ 2.930.913.001,76 e contemplam 193.242 beneficiários, distribuídos em 138.945 processos. Considerando todas as categorias de RPVs, a liberação chega a R$ 3,52 bilhões, para 313.181 pessoas.
Entre os pagamentos previdenciários e assistenciais estão valores relacionados à revisão de aposentadorias, ao auxílio-doença, a pensões e a outros benefícios. O recebimento, porém, depende da existência de um processo judicial com valores reconhecidos pela Justiça.
Quem tem direito a receber os atrasados do INSS?
Têm direito aos valores os beneficiários que possuem uma ação judicial contra o poder público e obtiveram decisão favorável ao pagamento de quantias atrasadas, desde que o crédito esteja incluído no lote liberado.
Os pagamentos por meio de RPVs são destinados a dívidas judiciais de até 60 salários mínimos por beneficiário, no âmbito federal, conforme os critérios aplicáveis. Os valores podem decorrer, por exemplo, da concessão de um benefício que havia sido negado ou da revisão de um benefício previdenciário.
A liberação anunciada não significa que todos os aposentados e pensionistas receberão valores automaticamente. É necessário verificar se o processo individual está incluído no lote.
Como consultar se o pagamento está disponível?
Para saber se há valores a receber, o interessado deve consultar o portal do Tribunal Regional Federal (TRF) responsável pelo processo judicial.
A consulta pode ser feita da seguinte forma:
Identifique em qual Tribunal Regional Federal tramita o processo.
Acesse o portal oficial do tribunal e procure a área de consulta processual ou de RPVs e precatórios.
Consulte o andamento pelo número do processo ou pelos dados de identificação disponibilizados pelo tribunal.
Verifique se a requisição foi expedida e se há informações sobre o depósito e a liberação para saque.
O CJF esclarece que cada TRF é responsável por estabelecer seu próprio cronograma de pagamento. Por isso, a data em que o dinheiro estará disponível deve ser confirmada diretamente no portal do tribunal competente ou com o advogado responsável pela ação.
Quando o dinheiro será pago?
A liberação dos limites financeiros pelo CJF permite que os tribunais deem andamento aos pagamentos, mas não estabelece uma única data de saque para todos os beneficiários.
O depósito e a disponibilização dos recursos seguem os cronogramas de cada TRF. Dessa forma, quem tem direito aos atrasados deve acompanhar a movimentação do processo e as atualizações publicadas pelo tribunal responsável.
As informações sobre os valores e a quantidade de beneficiários foram divulgadas pelo Conselho da Justiça Federal em 20 de outubro de 2026.
Resultado da Loteria Federal 6112 (24/10/2026): bilhetes sorteados
Resultado da Loteria Federal 6112 (24/10/2026): confira os cinco bilhetes premiados, do 1º ao 5º prêmio, e onde foram vendidos do sorteio deste sábado.
O bilhete 064383 levou o 1º prêmio da Loteria Federal 6112, sorteada em 24/10/2026.
Bilhetes sorteados da Loteria Federal 6112 (24/10/2026)
Onde foram feitas as apostas ganhadoras da Loteria Federal 6112
O resultado da Loteria Federal, concurso 6112, divulgado neste sábado, 24 de outubro de 2026, premiou jogadores de diversas regiões do Brasil. O apostador da Ouro da Sorte, de São Paulo/SP, levou o primeiro prêmio de R$ 1.350.000,00. O segundo prêmio, no valor de R$ 40.000,00, foi destinado à aposta da Loterica Floripa em Florianópolis/SC, enquanto a aposta feita na Correa Loterias Ltda, em Tanabi/SP, faturou R$ 30.000,00.
Outros sortudos incluem a aposta da Arlemcar Casa Loterica em Socorro/SP, que recebeu R$ 20.000,00. O último prêmio de R$ 17.339,00 foi da A Premiada, em Linhares/ES. A Loteria Federal continua sendo uma das modalidades mais tradicionais e procuradas pelos brasileiros, oferecendo grandes prêmios e oportunidades para quem sonha em mudar de vida.
O próximo sorteio está marcado para quarta-feira (28/10/2026). Aproveite a oportunidade e faça sua aposta para concorrer.
Loteria Federal: como jogar?
A Loteria Federal é uma modalidade tradicional oferecida pela Caixa Econômica Federal e se destaca pelo formato simples de participação. O apostador adquire um bilhete com um número impresso e, caso o número de seu bilhete coincida com o sorteado, ele leva o prêmio correspondente.
O bilhete inteiro é composto por 10 frações. Também é possível comprar frações do bilhete, com o valor do prêmio proporcional à quantidade de frações adquiridas.
Loteria Federal: sorteios
As extrações regulares ocorrem duas vezes por semana — às quartas, às 20h, e no fim de semana, atualmente no domingo, às 11h — e podem ser acompanhadas ao vivo pelo canal oficial da Caixa.
QUARTOU: sorteio realizado todas as quartas-feiras;
Extração Regular de Sábado: sorteios realizados aos sábados;
ENRICOU: sorteio mensal realizado em um sábado do mês;
Especial de Natal: sorteio anual realizado em dezembro.
Loteria Federal: premiação
Além do prêmio principal, a Loteria Federal também premia bilhetes com aproximações e unidades do número sorteado, conforme as regras de cada extração.
O prêmio pode ser recebido em qualquer casa lotérica ou nas agências da Caixa. Para valores mais altos, o pagamento deve ser feito diretamente em uma agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação com CPF e do bilhete ou fração original premiada.
Qual a probabilidade de ganhar na Loteria Federal?
A chance de ganhar na Loteria Federal varia conforme o tipo de extração e a quantidade de bilhetes emitidos em cada concurso. Quanto maior a emissão, maior o número de bilhetes concorrendo ao prêmio principal.
El Niño: no Sul, planejamento por microbacia hidrográfica ajuda a reduzir impactos do excesso de água
Projeções da Embrapa indicam precipitações volumosas e concentradas, alta frequência de dias nublados e temperaturas de inverno acima da média na região; há riscos de erosão, perda e encharcamento de solo e perdas de qualidade do produto colhido
Projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre os riscos do El Niño 2026/2027 para o setor produtivo indicam que o agronegócio da Região Sul deve priorizar planejamento por microbacia hidrográfica para reduzir impactos do excesso de água. As previsões da instituição indicam precipitações volumosas e concentradas, alta frequência de dias nublados e temperaturas de inverno acima da média na região. Produtores podem sofrer erosões, perda e encharcamento de solo e perdas de qualidade do produto colhido.
A análise da Embrapa indica que a combinação de umidade elevada e períodos prolongados de molhamento das plantas contribui para a ocorrência de doenças. As tempestades e os ventos fortes também podem provocar danos a lavouras, pomares, florestas e à infraestrutura rural. Conforme a instituição, os impactos variam de acordo com a cultura, a região, a fase do ciclo e o manejo adotado.
O alerta é de que a gravidade dos impactos para as produções dependerá da rapidez e do nível de preparação dos produtores no planejamento das áreas.
Entre as culturas mais expostas aos impactos do fenômeno estão os cereais de inverno, arroz irrigado, soja, milho, frutíferas de clima temperado e hortaliças.
Já para as pastagens, o excesso de chuva pode reduzir a qualidade da forragem, compactar o solo e favorecer a perda. Na silvicultura, os reflexos negativos estão relacionados às tempestades e ventos fortes.
Confira os principais riscos ambientais no Sul:
Erosão e perda de solo
Lixiviação e arraste de nutrientes, como fertilizantes e adubações;
Encharcamento do solo e hipóxia radicular;
Alta pressão fitossanitária;
Restrição de radiação solar, que pode prejudicar a floração, o enchimento de grãos e a maturação das frutas.
Em relação aos danos estruturais causados por tempestades, os ventos fortes e o granizo podem causar tombamento de plantas, quebra de fustes na silvicultura e danos em infraestruturas rurais.
As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
Recomendações
Para mitigar os impactos do El Niño e contornar os riscos à produção sulista, a principal orientação é o planejamento por microbacia hidrográfica. A Embrapa destaca que os produtores devem coordenar as práticas de retenção de água e solos nas partes mais altas da propriedade para evitar enxurradas e inundações nas baixadas.
No Sul, prevenção e manejo dos riscos devem caminhar juntos. Além de seguir as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e do acompanhamento das previsões, as recomendações incluem escalonar a semeadura, manter o solo protegido, melhorar a drenagem e planejar colheita, secagem, armazenamento e logística.
A instituição pondera, ainda, que o planejamento deve ultrapassar os limites da propriedade e considerar a microbacia hidrográfica, com atividades para controlar o escoamento da água e ampliar a capacidade de enfrentar eventos extremos.
Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Sul:
Cereais de inverno (trigo, cevada, aveia, triticale e centeio)
Escolher cultivares com resistência genética a manchas foliares;
Planejar a colheita antecipada (com secagem artificial) antes da chegada de frentes chuvosas;
Escalonar as épocas de semeadura e adotar a rotação de culturas;
Arroz irrigado
Utilizar o aplicativo PlanejArroz para ajustar o ciclo da cultura;
Fazer a fase reprodutiva coincidir com períodos de maior iluminação solar;
Aproveitar a água das chuvas nas quadras para economizar nos custos de bombeamento hídrico;
Soja e milho
Garantir boa cobertura vegetal do solo produzida no outono e inverno para prevenir a erosão;
Parcelar a adubação nitrogenada de cobertura do milho em duas ou três aplicações durante janelas de tempo seco;
Intensificar o monitoramento de doenças foliares e radiculares.
O intuito é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
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