WEB SUMMIT RIO 2026: Cerca de 100 startups brasileiras participam de agenda global voltada a oportunidades de negócios
Com apoio da ApexBrasil, empresas de todas as regiões do país participaram de rodadas de negócios, mentorias e encontros com investidores internacionais durante o evento
Cerca de 100 startups brasileiras participaram do Web Summit Rio 2026 em busca de investidores, parceiros estratégicos e oportunidades de expansão internacional.
A iniciativa contou com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promoveu conexões entre empreendedores brasileiros e investidores estrangeiros para ampliar a presença internacional de empresas de inovação.
Realizado entre 8 e 11 de junho, no Riocentro, no Rio de Janeiro, o evento reuniu empreendedores, investidores, executivos e especialistas em tecnologia de diferentes países. A delegação organizada pela ApexBrasil contou com startups de todas as regiões do Brasil, com atuação em áreas como inteligência artificial, sustentabilidade, bioeconomia e soluções para transformação de negócios.
Além da participação na feira, as empresas tiveram acesso a mentorias, capacitações, sessões de pitch e rodadas de negócios com investidores estrangeiros. A proposta foi preparar os empreendedores para atuar em mercados internacionais, ampliar redes de relacionamento e criar oportunidades comerciais.
A diversidade do ecossistema de inovação brasileiro também esteve representada na delegação. Entre as empresas participantes, 40,6% eram lideradas por mulheres ou possuíam controle societário feminino. As startups atuam em segmentos como healthtech (saúde), edtech (educação), ESG (práticas ambientais, sociais e de governança) e recursos humanos.
A comitiva reuniu ainda empresas do Norte e do Nordeste com atuação em bioeconomia, economia circular e descarbonização.
Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o Web Summit contribui para conectar startups brasileiras a mercados internacionais e ampliar oportunidades de negócios.
“O objetivo é gerar cada vez mais oportunidades de negócios. Por isso, a ApexBrasil tem orgulho de participar mais uma vez dessa iniciativa e de receber novas empresas em sua rede de apoio à internacionalização. Ao longo dos treinamentos de pitch, vemos uma evolução muito clara dos empreendedores, que chegam ao evento mais preparados para apresentar seus projetos, estabelecer conexões estratégicas e aproveitar as oportunidades que surgem em um ambiente global como o Web Summit. Nosso papel é justamente criar as condições para que essas empresas ampliem sua presença internacional e transformem inovação em novos negócios”, destacou.
Para Maria Paula Velloso, a participação em eventos internacionais vai além da busca por investimentos. Segundo ela, o contato com o mercado permite construir conexões capazes de acelerar o crescimento das empresas e ampliar oportunidades de expansão.
“Você sabe o que todo investidor procura, quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem”, pontuou.
Pontes para novos investimentos
A programação também promoveu a aproximação entre startups brasileiras e investidores estrangeiros interessados no setor de inovação nacional. Durante o Web Summit Rio 2026, a ApexBrasil trouxe cinco investidores dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha e Israel para participar de rodadas de negócios, conhecer empresas brasileiras e avaliar oportunidades de investimento e parceria.
Entre eles esteve Dave Ireland, fundador da Crosswater Capital, empresa especializada em apoiar companhias interessadas em ingressar e expandir operações no mercado norte-americano. “Estamos aqui para apoiar empresas brasileiras que desejam se estabelecer e expandir seus negócios nos Estados Unidos, conectando empreendedores a investidores e ajudando-os a compreender melhor o mercado americano”, explicou Ireland.
Também participou do evento o investidor israelense Tomer Golan, que destacou o potencial das startups brasileiras, especialmente nos segmentos de inteligência artificial e tecnologias de maior valor agregado. “Quando analisamos uma startup, buscamos entender a experiência da equipe, o tamanho da oportunidade de mercado e o que diferencia aquela solução dos concorrentes. Esses são fatores essenciais para avaliar o potencial de crescimento de uma empresa e sua capacidade de atrair investimentos.”
Apoio à expansão
Entre as empresas presentes no evento esteve a Hit Terapias Holísticas, que chegou ao Web Summit após participar de programas de capacitação e internacionalização promovidos pela ApexBrasil. “Temos uma parceria muito forte com a ApexBrasil desde os primeiros anos da nossa trajetória. Participamos de programas de internacionalização, mentorias e treinamentos de pitch que foram fundamentais para o crescimento da startup. O apoio da Agência nos ajudou a validar nosso negócio, ampliar nossa rede de contatos, conhecer investidores e nos preparar para acessar novos mercados. Hoje conseguimos enxergar oportunidades que antes pareciam distantes, e isso tem relação direta com toda a jornada construída ao lado da ApexBrasil”, afirmaram os fundadores Paty Falhares e Renan Meireles.
Ao reunir startups brasileiras e investidores internacionais em um mesmo ambiente, a participação da ApexBrasil no Web Summit Rio 2026 buscou ampliar as oportunidades de inserção global dessas empresas. De acordo com a Agência, a presença da delegação refletiu o crescimento do ecossistema brasileiro de inovação e o interesse em transformar soluções desenvolvidas no país em negócios com atuação internacional.
Ibovespa cai 2,68% pressionado por Vale e bancos após balanços
Principal índice da Bolsa brasileira fecha aos 171.006 pontos, em meio à cautela com os resultados de grandes empresas e à decisão do Federal Reserve sobre os juros
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta quarta-feira (28) em queda de 2,68%, aos 171.006,10 pontos. Com o resultado, o indicador registrou a terceira sessão consecutiva de perdas, pressionado principalmente pelas ações de bancos e da mineradora Vale.
No cenário doméstico, os investidores acompanharam a divulgação dos balanços financeiros de empresas como Hypera, Klabin e Santander. Os resultados e as perspectivas para o setor financeiro aumentaram a cautela entre os participantes do mercado, especialmente em relação às ações dos bancos.
Entre os destaques negativos, os papéis do Santander recuaram 5,88%. As ações do Banco do Brasil caíram 3,39%, enquanto Itaú Unibanco registrou baixa de 3,42%. Já os papéis do Bradesco tiveram desvalorização de 6,68%.
As ações da Vale também contribuíram para a queda do índice, com recuo de 2,57%, influenciado pelo comportamento dos preços do minério de ferro no mercado internacional.
No cenário externo, o Federal Reserve decidiu manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos entre 3,75% e 4% ao ano. Apesar de a decisão estar dentro das expectativas do mercado, dois integrantes do comitê votaram a favor de um aumento. O banco central norte-americano destacou ainda a permanência de incertezas geopolíticas e a inflação elevada.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre 170.162,48 pontos, na mínima, e 175.711,22 pontos, na máxima. O volume financeiro negociado na B3 chegou a R$ 59,8 bilhões.
Na contramão da Bolsa brasileira, os principais índices de Nova York fecharam em alta. O Dow Jones avançou 0,25%, o S&P 500 subiu 0,28% e o Nasdaq registrou valorização de 0,32%.
O volume total negociado na B3 foi de R$ 76.603.449.999, em meio a 7.527.005 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O que é o Ibovespa e como ele funciona?
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Moeda norte-americana recua após decisão do Federal Reserve de manter os juros dos Estados Unidos entre 3,75% e 4%
O dólar comercial fechou esta quarta-feira (28) em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,34. A desvalorização da moeda norte-americana ocorreu após a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, de manter a taxa básica de juros do país entre 3,75% e 4%.
A decisão já era esperada pelo mercado financeiro e contribuiu para a desvalorização do dólar em relação a outras moedas internacionais. Mesmo com a manutenção dos juros, a votação não foi unânime: dois integrantes do comitê defenderam o aumento da taxa.
Em comunicado, o Fed destacou que as incertezas geopolíticas continuam presentes, mas avaliou que a economia norte-americana segue em expansão, apoiada pelo crescimento da produtividade e pelos investimentos. A inflação, por sua vez, permanece elevada, o que exige cautela na definição dos próximos passos da política monetária.
Os investidores também acompanharam a divulgação dos resultados financeiros de grandes empresas, que influenciaram as negociações nos mercados internacionais. Em Nova York, os principais índices fecharam em alta: o Dow Jones avançou 0,25%, o S&P 500 subiu 0,28% e o Nasdaq registrou valorização de 0,32%.
No mercado brasileiro, a moeda norte-americana encerrou o pregão a R$ 5,34, com recuo de 0,19%.
Cotação do euro
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,96.
Cotações
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
São Luís receberá R$ 26,4 milhões no 3º decêndio de outubro do FPM
O crédito cai na conta da prefeitura na sexta-feira, 30 de outubro, e encerra os repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, no mês.
A capital maranhense receberá cerca de R$ 26,4 milhões no terceiro decêndio de outubro, montante formado integralmente pela parcela do fundo, sem reserva adicional neste repasse.
Posição no repasse estadual
Com esse valor, São Luís ocupa a 1ª posição entre os 217 municípios do Maranhão no repasse deste decêndio. A classificação segue a lógica de distribuição do fundo, que considera o porte populacional de cada cidade na definição dos coeficientes.
Acumulado do mês e do ano
Somando os três repasses de outubro, o município chega a aproximadamente R$ 68 milhões transferidos no mês. Já no intervalo de doze meses encerrado em 30 de outubro, o total acumulado pela capital é de cerca de R$ 1,14 bilhões.
No acumulado de 2026, até a data deste crédito, as transferências do FPM a São Luís somam perto de R$ 919 milhões, ante cerca de R$ 839 milhões no mesmo período de 2025 — variação de 9,61%.
Como funciona o fundo
O FPM é formado por parte do que a União arrecada com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão entre as cidades obedece a coeficientes fixados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada município. Os valores são liberados em três decêndios por mês, por volta dos dias 10, 20 e 30 — este é o terceiro e último de outubro.
Quando a data do crédito cai em fim de semana ou feriado, o depósito é antecipado para o dia útil anterior, conforme o calendário de pagamentos das transferências constitucionais.
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