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Governo regulamenta Marco Legal dos Jogos Eletrônicos e anuncia apoio ao setor

Crédito com juros menores, captação por incentivos fiscais, novos cursos e apoio à inovação buscam fortalecer a produção brasileira, formar profissionais e ampliar a presença dos jogos nacionais no Brasil e no exterior

Governo regulamenta Marco Legal dos Jogos Eletrônicos e anuncia apoio ao setor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou no Palácio do Planalto, o decreto Desenvolve Gamers Brasil, que regulamenta o Marco Legal para a Indústria de Jogos Eletrônicos (Lei nº 14.852/2024). A medida estabelece diretrizes para ampliar o acesso ao fomento, formar profissionais e promover os jogos brasileiros nos mercados nacional e internacional. Também define responsabilidades dos órgãos envolvidos e prevê proteção dos usuários, preservação de jogos financiados com recursos públicos e proteção da propriedade intelectual. O decreto institui ainda o Game Brasil, plataforma pública e gratuita para catalogar, divulgar e promover jogos brasileiros, indicando onde estão disponíveis.Participaram da solenidade, no Palácio do Planalto, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga.

Na ocasião, o governo federal também anunciou medidas de financiamento, formação profissional e apoio à inovação para fortalecer a indústria brasileira de jogos eletrônicos. Entre elas, estão a proposta de facilitar o acesso ao crédito do Fundo Setorial do Audiovisual, com empréstimos de menor valor e juros reduzidos, iniciativas de captação pela Lei do Audiovisual para apoiar a infraestrutura e a produção de jogos e o lançamento do Rouanet Games, voltado à captação de patrocínios pela Lei Rouanet, entre outras ações detalhadas a seguir.

CRÉDITO E CAPTAÇÃO DE RECURSOS – Para facilitar o acesso das empresas brasileiras de jogos eletrônicos ao crédito, será proposta pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) ao Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) a redução do valor mínimo dos empréstimos de R$ 500 mil para a faixa de R$ 150 mil. A proposta também prevê reduzir os juros de Taxa Referencial (TR) mais 2% para TR mais 0,5% ao ano. Para 2026, o Fundo prevê R$ 460 milhões em crédito para a indústria audiovisual, incluindo jogos eletrônicos.

Os projetos de jogos poderão captar investimentos com incentivos fiscais da Lei do Audiovisual, conforme regras a serem definidas pela Ancine. Para 2027, o Ministério da Cultura (MinC) prevê duas iniciativas, com estimativa de captação de R$ 50 milhões cada: uma para equipar laboratórios e espaços de desenvolvimento; outra para apoiar a produção, o lançamento e a venda de jogos brasileiros independentes.

O Rouanet Games apoiará a busca de patrocínio para desenvolver jogos brasileiros pela Lei Rouanet, em parceria com empresas públicas. O programa oferecerá orientação, cursos e oficinas para a preparação de projetos.

FORMAÇÃO E DIVULGAÇÃO – Para ampliar a formação de profissionais para a indústria de jogos eletrônicos, o Ministério da Educação (MEC) criará cursos de graduação na área em cinco universidades federais, nas cinco regiões do país, com 230 vagas pactuadas.

A oferta universitária será acompanhada de ações de qualificação e capacitação do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult) e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv). Em 2027, a Escult lançará seis cursos específicos, entre eles “Introdução ao Desenvolvimento de Jogos Digitais” e “Desenvolvedor de Jogos Digitais”. Também serão oferecidos cursos gratuitos, com vagas ilimitadas, em áreas relacionadas ao setor.

Essas iniciativas se somam às diretrizes de formação estabelecidas pelo decreto, que prevê o incentivo do MEC à pesquisa, à extensão, ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e ao empreendedorismo na educação profissional e superior. Para fortalecer a formação e a pesquisa, a regulamentação também prevê cooperação internacional por meio das instituições de educação superior. 

INOVAÇÃO E CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA – Para apoiar startups brasileiras no desenvolvimento de jogos e soluções digitais inovadoras, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) propõe uma chamada pública da Finep de R$ 200 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

Na formação de profissionais, o ministério criará o programa Talentos, com estimativa de R$ 100 milhões em investimentos privados para 2027–2028, associados às contrapartidas de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Lei de TICs. A iniciativa contempla cinco centros de competência e capacitação em inteligência artificial, computação gráfica e realidade virtual. Sua implementação depende de aprovação, definição dos instrumentos de execução e regulamentação pertinente.

Para estimular também o investimento das empresas em inovação, o MCTI lançará uma campanha de orientação sobre os incentivos fiscais da Lei do Bem.

PLATAFORMA PARA DIVULGAR JOGOS BRASILEIROS – O Game Brasil será uma plataforma pública e gratuita para catalogar, divulgar e promover jogos brasileiros, facilitando o acesso do público à produção nacional. Instituída pelo decreto e coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC), a ferramenta reunirá informações sobre os jogos e seus desenvolvedores e indicará onde e em quais plataformas estão disponíveis. O investimento inicial previsto é de R$ 1,4 milhão.

O MinC também poderá manter, na plataforma ou em ambiente vinculado a ela, um repositório de jogos financiados com recursos públicos para uso por instituições públicas de ensino, pesquisa e saúde. A disponibilização respeitará os direitos autorais, as condições de utilização e as obrigações previstas nos instrumentos de financiamento.

FOMENTO E DESENVOLVIMENTO DO SETOR – O decreto reconhece que o setor pode acessar os mecanismos federais de fomento de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento, inovação e cultura, respeitadas as regras de cada instrumento. Caberá à Ancine regulamentar o acesso à Lei do Audiovisual e propor critérios de financiamento pelo FSA.

O MinC instituirá uma rede nacional de espaços de formação, experimentação, pesquisa e desenvolvimento de jogos. A regulamentação também determina a simplificação dos procedimentos aduaneiros e administrativos para importar ferramentas essenciais ao desenvolvimento de jogos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coordenará as ações de desenvolvimento industrial e tecnológico, alinhadas à Nova Indústria Brasil, e de promoção comercial, atração de investimentos e exportação, em articulação com os demais órgãos competentes.

PROTEÇÃO DOS USUÁRIOS E ESPORTES ELETRÔNICOS – O decreto prevê a proteção da saúde dos usuários, incluindo a prevenção de riscos ligados aos hábitos de uso e ao transtorno por uso de jogos eletrônicos. A proteção de crianças e adolescentes seguirá a regulamentação do ECA Digital, com medidas de acessibilidade nos serviços, sistemas e comunidades oficiais dos jogos.

O Ministério da Saúde estabelecerá parâmetros para jogos com fins terapêuticos. Para treinamento e capacitação, o decreto estabelece critérios de segurança, privacidade, acessibilidade e supervisão humana.

GOVERNANÇA E PROPRIEDADE INTELECTUAL – Para acompanhar a implementação do marco legal e fortalecer a articulação entre os órgãos públicos e os agentes privados envolvidos no setor, será instituído um comitê interministerial por ato conjunto dos titulares do MinC e do Mdic.

A regulamentação também prevê medidas relacionadas à proteção da propriedade intelectual. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) deverá dispor sobre os procedimentos administrativos para o registro de jogos eletrônicos como forma de proteção dos direitos de propriedade industrial, com foco na simplificação e na eficiência desses procedimentos.

Mercado consumidor e produção nacional

O Brasil tinha cerca de 123,3 milhões de jogadores em 2025 e movimentou US$ 2,7 bilhões no mercado de games, ocupando a 9ª posição mundial em receita, segundo a Newzoo. Na produção nacional, o número de desenvolvedoras saltou de 133, em 2014, para 1.042, em 2023. Entre 2020 e 2022, o país lançou 2.624 jogos, e 92% das empresas pesquisadas desenvolviam propriedades intelectuais próprias.

Apesar do potencial de mercado, o acesso a financiamento ainda é um desafio. Segundo pesquisa da Abragames e da ApexBrasil, 60% das 297 desenvolvedoras consultadas nunca haviam utilizado financiamento público. Ao mesmo tempo, 58% das empresas que responderam sobre atuação internacional declararam vender seus jogos no exterior.

Grupo de Trabalho Interministerial dos Games

O decreto que regulamenta o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos teve como referência as sugestões entregues pelo grupo de trabalho interministerial (GTI) dos games. 

Instituído em dezembro de 2025 em publicação no Diário Oficial da União (DOU), as atividades do GTI foram coordenadas pelo MinC e contou com representantes dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); da Educação (MEC); da Saúde; da Fazenda; da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI); da Justiça e Segurança Pública e Esportes.

Compuseram o GTI, ainda, representante da Agência Nacional do Cinema (Ancine), do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Advocacia-Geral da União (AGU) e da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).

Foram 12 encontros, abordando temas como o ambiente regulatório para o setor, desenvolvimento de jogos e as possibilidades para isenção fiscal de ferramentas essenciais, fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação.

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Piauí recebe dois novos MovCEUs e amplia acesso a equipamentos culturais itinerantes

Unidades reúnem biblioteca, estúdio audiovisual e tecnologias para levar atividades culturais e educativas a diferentes comunidades

Piauí recebe dois novos MovCEUs e amplia acesso a equipamentos culturais itinerantes

O Piauí recebeu duas novas unidades do MovCEU – equipamento cultural itinerante que reúne biblioteca, computadores, estúdio audiovisual e recursos tecnológicos para a realização de atividades culturais e educativas. Os veículos ampliam a estrutura disponível para levar ações culturais a diferentes municípios e comunidades piauienses.

Uma das unidades será destinada ao município de Parnaíba, fruto da Seleção MinC 2026.

A segunda  foi adquirida integralmente com recursos do governo estadual, que já contava com dois MovCEUs, destinados aos municípios de Inhuma e São Pedro do Piauí, ambos contemplados pela 1ª seleção do Ministério da Cultura, realizada em 2023.

Os veículos

A estrutura dos MovCEUs inclui equipamentos de som e projeção, câmeras, microfones, recursos de realidade virtual e ferramentas de acessibilidade. Os veículos permitem a realização de oficinas, sessões audiovisuais, atividades de incentivo à leitura, ações formativas e outras iniciativas organizadas conforme as características de cada território.

Com estruturas adaptadas para circular por diferentes localidades, os MovCEUs possibilitam a realização de atividades culturais, educativas e tecnológicas em comunidades urbanas e rurais, conforme a programação definida pelos responsáveis pela gestão de cada equipamento.

Cultura em movimento  

Os MovCEUs integram o programa Territórios da Cultura do Ministério da Cultura (MinC) e foram concebidos para ampliar o acesso a atividades culturais em localidades que não dispõem de equipamentos permanentes ou apresentam dificuldades de acesso a esses espaços. 

Antes de 2025, haviam sido entregues 35 unidades, sendo 32 com recursos do MinC, duas adquiridas com recursos próprios e uma destinada à Biblioteca Demonstrativa de Brasília (BDB).  

A rede conta atualmente com 47 unidades em circulação pelo país, abrangendo todas as regiões do país.

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Apoiada pela Lei Rouanet, Orquestra Brasileira de Cantores Cegos já gerou mais de 300 postos de trabalho

Grupo musical brasileiro que conta com apoio da Lei Rouanet chega à quarta temporada com foco na inclusão, na diversidade de ritmos e no patrimônio imaterial do país

Apoiada pela Lei Rouanet, Orquestra Brasileira de Cantores Cegos já gerou mais de 300 postos de trabalho

Única formação musical composta integralmente por cantores com deficiência visual em todo o mundo, a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos consolida uma trajetória de inovação artística e inclusão cultural ao estrear a quarta temporada de apresentações. A iniciativa é viabilizada pela Lei Rouanet, o mecanismo de incentivo fiscal do Ministério da Cultura (MinC) que aprovou a captação de R$ 1 milhão para a execução da nova etapa do projeto.

O espetáculo, intitulado Repertório #04, aprofunda a pesquisa sobre o patrimônio imaterial brasileiro e reúne 16 arranjos originais com 17 canções. A seleção abrange manifestações regionais de Norte a Sul do país, com destaque para o congo do Espírito Santo, o Coco de Tebei de Pernambuco, a Bata do Feijão do Maranhão, chulas baianas e tradições de trabalho agrícola de Alagoas, Sergipe e Minas Gerais. A montagem expressa a diversidade étnica e territorial do Brasil ao incorporar a musicalidade das comunidades quilombolas Kalunga, em Goiás, e de etnias indígenas como os Mehinako, do Xingu, os Guaranis do Rio de Janeiro e os Kaingang.

Com a adição do novo programa, o acervo da orquestra alcança 66 arranjos e mais de 73 obras musicais que refletem a tradição oral do grupo.

A pesquisadora Renata Mattar organizou a seleção musical com foco em cantos de trabalho agrícolas e rituais coletivos. “Nos meses de pesquisa e de seleção das cantigas, só pude pensar em escolher as mais belas melodias, mas também cantigas que criassem conexões com os cantores, que fizessem sentido para eles”, explica. A profissional acrescenta a motivação da escolha temática. “Pensei logo em um caminho para me guiar: que foi o dos cantos de trabalho, com a certeza de que esse repertório reverbera no corpo, na voz, criando imagens, trazendo memórias ancestrais, encontrando significados dentro de cada um”, completou.

A encenação reúne 25 artistas no palco, com 13 cantores cegos e quatro com baixa visão, seis atores da Cia Poéticas da Cena Contemporânea, um pianista e o regente. A diretora cênica Rejane Arruda utiliza recursos como iluminação em alto-contraste, projeção de sombras e deslocamentos espaciais do coro. Rejane Arruda avalia o impacto da condição dos artistas sobre o resultado cênico: “Eu sempre brinco com eles que eles têm um a mais, e não um a menos, porque esse não ver implica numa performatividade, numa tematização do olhar, da existência e da percepção do mundo”. A diretora define a proposta artística da montagem. “É uma espécie de retrato do Brasil em forma de canção”, finaliza.

Para orientar os cantores no palco sem o uso da regência visual, o maestro Thomas Davison criou uma técnica pautada em estalos de dedos, palmas, batidas de pés no chão e rotações do tronco. Os estímulos sonoros e corporais indicam os momentos de entrada das vozes e a movimentação do coro pelos quatro naipes. Thomas Davison relata o processo de adaptação do método de trabalho. “Sou maestro há alguns anos, mas neste caso precisei ressignificar todos os conceitos de regência aplicados até então. Sou como os seus olhos, sou a partitura que eles precisam ler”, explicou.

A elaboração dos arranjos vocais, assinada por Tarita de Souza, combina o canto coral e a música instrumental com ruídos cotidianos dos integrantes, a exemplo da batida das bengalas no piso.

O projeto também promove o reconhecimento profissional e a inclusão de pessoas com deficiência no mercado cultural. A cantora cega e integrante do coro, Joseni Vitorino, destaca o efeito do trabalho na carreira do grupo. “Somos valorizados em mostrar o nosso potencial escondido ou até mesmo desacreditado, e hoje somos reconhecidos e tratados como artistas”, destaca.

Por sua vez, a também cantora cega e integrante do coro, Lucinéia Santos, enfatiza o direito à igualdade de oportunidades. “Nós, além de termos uma característica, que é a deficiência, não somos a deficiência. Somos eficientes e podemos estar nos lugares onde nos dão oportunidades. Eu me encontrava meio perdida, sozinha, tentando reerguer novamente a minha vida. E a Orquestra foi um rumo”.

Também compondo o grupo, a cantora contralto cega e integrante do coro, Maria das Graças, relata a mudança na autoestima após participar do grupo musical. “Cheguei na orquestra com uma perda muito significativa da visão, eu estava com a autoestima muito baixa. E estar ali junto com outros componentes, tudo mudou. A música é o meu ar”, afirmou.

A gestão do projeto fica a cargo da Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil), instituição sediada em Vila Velha (ES). Desde a criação da proposta, em 2023, os shows registraram o público de 11 mil pessoas, o transporte gratuito de turmas da rede pública de ensino aos teatros e a criação de mais de 300 postos de trabalho diretos para artistas e técnicos.

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Rouanet nas Favelas 2 recebe 587 propostas e prevê investimento de R$ 10 milhões

Iniciativa selecionará, ao menos, 50 projetos culturais em favelas e comunidades urbanas

Rouanet nas Favelas 2 recebe 587 propostas e prevê investimento de R$ 10 milhões

O programa Rouanet nas Favelas 2 encerrou, nesta terça-feira (13), o período de inscrições com 587 propostas culturais válidas registradas nas oito unidades federativas contempladas pelo edital. A iniciativa, realizada pelo Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Vale e a Central Única das Favelas (Cufa), prevê investimento de R$ 10 milhões, por meio do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet, para apoiar a realização de projetos culturais em favelas e comunidades urbanas brasileiras.

Entre as localidades abrangidas pelo edital, o Rio de Janeiro registrou o maior número de propostas, com 154 inscrições, o equivalente a 26,2% do total. Na sequência aparecem São Paulo, com 131 projetos (22,3%), e o Distrito Federal, com 64 (10,9%). O Maranhão contabilizou 62 propostas, seguido por Minas Gerais (55), Pernambuco (54), Pará (47) e Espírito Santo (20).

No comparativo com outros programas especiais, o Rouanet nas Favelas 2 ocupa a quinta posição em número de inscrições de propostas, atrás do Rouanet Nordeste (2,8 mil), Rouanet Centro-Oeste (1.270), Rouanet Norte (1.074) e Rouanet da Juventude (988). O quantitativo representa crescimento de 100,3% em relação à primeira edição do programa, que recebeu 293 propostas em 2024, e supera o resultado do Rouanet no Interior (213).

A segunda edição do Rouanet nas Favelas prevê a seleção de, pelo menos, 50 projetos culturais, com limite de R$ 200 mil por proposta. O edital estabelece uma reserva mínima de R$ 1 milhão para cada uma das oito regiões participantes, com o objetivo de distribuir os recursos entre os territórios contemplados.

O programa contempla iniciativas voltadas a diferentes linguagens e manifestações culturais, como música, teatro, dança, artes visuais, audiovisual, literatura e patrimônio cultural. As atividades devem ocorrer em territórios classificados como favelas e comunidades urbanas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme os critérios previstos no edital.

Próximas etapas

Com o encerramento das inscrições, o programa entra na fase de análise das propostas, conforme os procedimentos e critérios estabelecidos no edital. O resultado provisório da seleção está previsto para até 27 de novembro de 2026, seguido pelo período de apresentação de recursos, com prazo até 7 de dezembro.

A publicação do resultado final está prevista para até 30 de dezembro de 2026. Os projetos selecionados deverão iniciar suas atividades entre maio de 2027 e dezembro de 2028, de acordo com as condições e os prazos de execução estabelecidos pelo programa.

O edital completo, os critérios de participação e as demais informações sobre as etapas de seleção estão disponíveis na página do Rouanet nas Favelas 2, no site do Ministério da Cultura.

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