A presença do programa Exporta Mais Brasil na Anuga Select Brazil 2026 – feira de alimentos e bebidas ocorrida em São Paulo (SP) – foi encerrada com uma programação voltada à promoção de negócios internacionais e ao reconhecimento de práticas sustentáveis.
A iniciativa, conduzida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), integrou rodadas de negócios, visitas técnicas a empresas brasileiras e ações de aproximação com compradores estrangeiros.
Como parte dos destaques do evento, a ApexBrasil foi reconhecida pela organização da feira com o prêmio de estande mais sustentável, além de ter sido escolhida em votação popular.
O objetivo central da iniciativa foi aproximar empresas brasileiras com potencial exportador de compradores estratégicos de diferentes países, ampliando oportunidades de inserção no mercado internacional. Durante a programação, delegações estrangeiras participaram de encontros na feira e também visitaram unidades produtivas no Brasil, conhecendo de perto a cadeia de produção.
A ação integra uma estratégia mais ampla da ApexBrasil voltada à internacionalização de empresas brasileiras por meio de qualificação, promoção comercial e inteligência de mercado.
De acordo com a coordenadora de Agronegócio da instituição, Luciana Pecegueiro, o acesso à informação é o primeiro passo para quem deseja exportar, especialmente no setor de alimentos e bebidas.
“Na Anuga Select, desde a primeira edição, fizemos uma parceria para promover os negócios do Brasil dentro do país. A feira traz mais de 15 mil visitantes e mais de 60 países estão representados. Então, temos como oportunidade trazer rodadas de negócios, trazer os compradores para visitar não apenas o varejo no Brasil e as empresas, mas também fazer rodadas de negócios aqui na feira”, disse.
“A primeira dica para quem quer começar a exportar é informação. Informe-se, entre no site da ApexBrasil, busque informações e orientações, porque quando falamos de alimentos e bebidas, estamos falando de saúde humana. Então, temos que estudar com a empresa, ver quais são as oportunidades de mercado e quais adaptações que ela tem que ter para acessar esses mercados”, orientou a coordenadora.
Também foram apresentadas soluções da Agência para apoiar empresas em diferentes estágios de preparação para exportação. José Mendes, especialista da gerência de Competitividade da ApexBrasil, destacou o papel das ações de qualificação e inserção internacional.
“Nós apresentamos para as empresas e parceiros presentes as soluções da ApexBrasil, desde o processo de sensibilização para exportação, passando pelo pilar da qualificação e sobretudo a inserção no mercado internacional. Trouxemos diversas empresas, dentre elas aquelas que passaram pelo Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX)”, afirmou.
“O nosso objetivo é conectar empresas brasileiras que estejam preparadas para o mercado internacional com potenciais compradores, gerando essa aproximação e promovendo o Brasil no mundo de uma forma competitiva e qualificada”, complementou Mendes.
Encontros presenciais reforçam conexão entre compradores e a produção brasileira
Além das rodadas de negócios, a programação incluiu visitas técnicas a empresas nacionais, permitindo que compradores internacionais conhecessem de perto processos produtivos, padrões de qualidade e diferenciais competitivos.
Na FHOM Alimentos, a delegação internacional acompanhou a estrutura produtiva e os produtos da companhia.
“É essencial ter a parceria da ApexBrasil conosco para trazer esses clientes de outros países para conhecer nosso trabalho no Brasil e fazer nossos produtos aparecerem e serem mostrados nos países em que a ApexBrasil atua”, afirmou Henrique Vidoz, diretor comercial da FHOM Alimentos.
Já na Açaí Town, os participantes tiveram contato com o processo produtivo completo e participaram de degustações.
“Recebemos os compradores que vieram para a missão da Anuga e tivemos a oportunidade de apresentar um pouco do nosso trabalho, fazendo uma degustação e conhecendo nosso processo produtivo. Normalmente participamos de rodadas de negócios, mas receber os compradores in loco é um grande diferencial, pois conseguimos tangibilizar o que é falado sobre a empresa”, pontuou Murilo Santucci, sócio-fundador da Açaí Town.
“Temos em torno de 10 anos de história com a ApexBrasil desde quando começamos no PEIEX. E agora estamos vendo algo dessa magnitude acontecer, o que é uma grande realização para nós”, enfatizou Santucci.
Plataforma Buy Brazil amplia alcance internacional
Outro destaque da programação foi o uso da Buy Brazil, ferramenta que amplia a visibilidade de empresas brasileiras junto a compradores internacionais. A Apistech destacou os benefícios da plataforma na prospecção de novos mercados.
“Estar em um evento do porte da Anuga é muito importante para a nossa empresa. O apoio da ApexBrasil com toda a estrutura que temos aqui realmente é um enorme diferencial. Temos a possibilidade de estar em um evento internacional e apresentar toda nossa gama de produtos. Também temos um outro diferencial importante, que é a plataforma Buy Brazil”, pontuou Vitor Mauch.
A avaliação também foi compartilhada por compradores internacionais. Jiang Jundong, da empresa chinesa Qianhai Yueshi, destacou o impacto da ferramenta na conexão com fornecedores brasileiros.
“Estamos acostumados a nos conectar com grandes empresas brasileiras, mas com essa plataforma podemos encontrar muitos vendedores e fornecedores que não teríamos como conhecer anteriormente. Com a plataforma e o apoio da ApexBrasil, haverá mais confiança no processo. Podemos fazer negócios com muito mais eficiência daqui pra frente”, afirmou.
Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato
Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de gestão; Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concedeu vista coletiva e retomará a discussão nesta quarta-feira (4)
De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), a proposta altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções.
O projeto acrescenta uma nova possibilidade: operações destinadas exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá resultar em aumento do endividamento nem permitir a liberação de recursos para outras despesas.
Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos.
Relator da proposta, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou a necessidade de cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e defendeu a análise rápida do texto.
Durante a discussão, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) considerou a proposta importante, especialmente para estados com alto nível de endividamento.
O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A reunião foi presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).
A reunião de terça-feira (3) foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta-feira (4).
Projeto facilita recusa de contribuição sindical pelos trabalhadores
O PL 2.830/2019 prevê que o trabalhador poderá se opor ao pagamento por e-mail ou aplicativos de mensagens; proposta aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
A recusa da contribuição sindical pelos trabalhadores poderá ser simplificada, como prevê o projeto de lei (PL 2.830/2019). Pela proposta, os trabalhadores poderão se opor ao pagamento por e-mail ou por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. O texto aguarda conclusão de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
A redação original, apresentada pelo senador Styvenson Valentim (Pode-RN) em 2019, previa redução do prazo para execução de dívidas trabalhistas de 45 para 15 dias. Porém, na CCJ, a proposta ganhou do relator, senador Rogério Marinho (PL-RN), dispositivos para regulamentar a possibilidade de recusa da contribuição assistencial devida a sindicatos.
No parecer, Marinho destacou que a oposição ao pagamento será simplificada, podendo ocorrer até mesmo via e-mail ou mensagem instantânea, como por WhatsApp, além de pessoalmente, desde que por escrito.
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um pedido para suprimir as regras sobre a recusa à contribuição assistencial e manter apenas a parte processual das execuções trabalhistas. A emenda apresentada por Paim foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora a CCJ precisa votar o relatório relacionado à emenda para retornar a proposta à pauta do Plenário.
Em Plenário, em votação final, os senadores decidirão o texto que seguirá para a Câmara dos Deputados.
Ausência de regras claras sobre o direito de recusa
No voto, Marinho ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como constitucional a cobrança até mesmo de não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Apesar disso, o parlamentar salientou no relatório a ausência de regras claras de como exercer esse direito.
O senador tambpem defendeu que as normas propostas no projeto devem propiciar segurança jurídica para que os trabalhadores, inclusive os membros não associados, tenham o direito individual de oposição respeitado.
Custo da construção sobe 0,35% em outubro, aponta FGV
INCC-M acelera em relação a setembro, quando avançou 0,25%, e acumula alta de 6,75% em 12 meses
O custo da construção no país subiu 0,35% em outubro, mais do que os 0,25% de setembro, de acordo com o INCC-M, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 27 de outubro. O índice acumula alta de 6,75% em 12 meses e de 6,23% no ano.
Materiais e serviços puxam a alta
O avanço do índice veio dos materiais, equipamentos e serviços, grupo que subiu 0,40% em outubro, ante 0,17% em setembro. Dentro dele, materiais e equipamentos passaram de 0,17% para 0,41%, com destaque para os materiais para estrutura, que saltaram de 0,07% para 0,72%. Os serviços também aceleraram, de 0,15% para 0,31%, com o item projetos subindo de 0,10% para 0,44%.
A mão de obra seguiu caminho contrário e perdeu força: o grupo avançou 0,27% em outubro, depois de 0,37% em setembro.
Itens que mais subiram
Entre os itens de maior impacto de alta no mês estão vidros (2,96%), massa de concreto (2,16%), salário de engenheiro (0,73%), bloco de concreto (0,54%) e salário de pedreiro (0,31%).
Cinco de sete capitais aceleram
Das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aumento no custo da construção em outubro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Recife desacelerou, e o Rio de Janeiro repetiu a taxa do mês anterior, de 0,20%.
Em São Paulo, o custo da construção subiu 0,34% em outubro. A capital paulista acumula alta de 6,88% no ano e de 7,60% em 12 meses, acima da média nacional no período.
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