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Economia

Entrada maior para imóveis usados do MCMV dificulta acesso à moradia e pode levar famílias a áreas com menos infraestrutura

É o que avaliam especialistas ao Brasil 61 sobre medida que diminui valor financiável para famílias com renda de R$ 4,4 mil a R$ 8 mil

Entrada maior para imóveis usados do MCMV dificulta acesso à moradia e pode levar famílias a áreas com menos infraestrutura

A medida que aumenta o valor de entrada para o financiamento de imóveis usados para famílias da Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida dificulta o acesso dessas pessoas à moradia e pode levá-las para regiões com menos infraestrutura. Essa é a análise de especialistas ouvidos pelo Brasil 61. 

No último dia 5, o Ministério das Cidades publicou a Instrução Normativa 17/2024, que aumenta de 20% para 30% o valor de entrada exigido para o financiamento de imóveis usados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já para os imóveis localizados no Sul e Sudeste, o pagamento à vista subiu para 50% do total. 

Especialista em direito imobiliário, o advogado Daniel Ângelo Luiz da Silva, do escritório Galvão & Silva, diz que a medida vai dificultar o acesso à moradia para as famílias enquadradas na Faixa 3 do programa – que têm renda bruta de R$ 4,4 mil a R$ 8 mil — e empurrá-las para áreas afastadas dos centros urbanos. 

“As restrições ao financiamento de imóveis usados no programa reduzem a oferta de opções acessíveis, forçam as famílias a buscar imóveis novos, que são mais caros, e podem deslocá-las para áreas periféricas com menos infraestrutura, aumentando seus custos e dificultando o acesso a serviços essenciais”, avalia. 

O economista Cesar Bergo diz que a exigência de um valor maior para a entrada pode desestimular a busca por esses imóveis, mas significa a necessidade de um financiamento menor. 

“A preocupação pode estar ligada à questão do endividamento, pois você exige uma entrada maior e a prestação [do financiamento] fica menor. De alguma forma, tem uma certa garantia de que essa pessoa está comprando o imóvel e que ela vai pagar, porque se tiver um valor de financiamento muito alto, é mais provável que essa pessoa fique inadimplente”, avalia. 

O texto também reduz de R$ 350 mil para R$ 270 mil o valor de venda máximo do imóvel usado para a Faixa 3. “É uma medida restritiva. Com essa mudança, as opções de imóveis disponíveis para compra com financiamento se tornam mais limitadas, especialmente em mercados imobiliários onde os preços dos imóveis estão elevados”, avalia Daniel Ângelo. 

Ele acredita que a instrução editada pelo governo vai ao encontro do desejo do próprio Executivo de que o programa priorize o financiamento de imóveis novos, pelo impacto potencial sobre o mercado de trabalho. 

“As medidas de restrição ao financiamento de imóveis usados parecem visar incentivar a compra de imóveis novos, alinhando-se à estratégia do governo de estimular a construção civil e a geração de empregos. Isso pode dinamizar a economia, mas pode não atender às necessidades de famílias que preferem ou precisam de imóveis usados devido a fatores como localização ou preço”, pontua. 

Já Cesar Bergo acredita que o impacto da medida sobre a geração de empregos não é tão significativo. 

“Não tenha dúvida de que acaba tendo um respingo. Acaba, de alguma forma, favorecendo a construção, mas não é tão direto, porque os recursos envolvidos nessas obras são pequenos, não são coisas de grande volume. Acho que o objetivo maior é limitar esses créditos a famílias com menor necessidade”, diz. 

As novas regras passam a valer a partir do 16 de agosto. 

Saiba mais sobre o FGTS Futuro, modalidade que quer facilitar acesso à casa própria

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Economia

Dólar hoje: Moeda ganha força com expectativa sobre juros nos Estados Unidos

Divisa norte-americana avança 0,12% na véspera da decisão de juros do Federal Reserve; petróleo e diferencial de juros também influenciam o câmbio

Dólar hoje: Moeda ganha força com expectativa sobre juros nos Estados Unidos

O dólar fechou esta terça-feira (15) em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,15. O movimento ocorreu na véspera de uma importante decisão sobre os juros nos Estados Unidos.

O índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis moedas de economias desenvolvidas, também registrava alta, de 0,15%. O movimento mostra que a valorização do dólar não ficou restrita ao mercado brasileiro.

Para analistas, a expectativa em torno da decisão do Federal Reserve contribuiu para o avanço da moeda. O mercado trabalha com a possibilidade de alta dos juros nos Estados Unidos enquanto, no Brasil, há expectativa de continuidade do ciclo de redução da Selic, o que influencia o diferencial entre as taxas das duas economias.

O petróleo também esteve entre os fatores observados pelos investidores. A commodity permanece em patamares elevados em meio às tensões no Oriente Médio, aumentando as preocupações com a inflação global. Nesta terça-feira, o Brent era negociado acima dos 100 dólares por barril.

O mercado brasileiro segue atento às decisões de política monetária desta semana. No exterior, o comportamento dos Treasuries e as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve têm influenciado o dólar e outros ativos financeiros.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,93.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1940 0,1686 0,1443 30,0989 0,1589 0,2701 0,2728
USD 5,1545 1 0,8666 0,7423 155,14 0,8190 1,3920 1,4025
EUR 5,9356 1,1539 1 0,8565 179,02 0,9451 1,6062 1,6185
GBP 6,9449 1,3472 1,1675 1 209,01 1,1034 1,8754 1,8896
JPY 3,32245 0,644559 0,55860 0,478435 1 0,5279 0,89725 0,90408
CHF 6,2928 1,2209 1,0596 0,9062 189,42 1 1,7012 1,7146
CAD 3,7029 0,7184 0,6228 0,5333 111,45 0,5883 1 1,0079
AUD 3,6652 0,7130 0,6179 0,5292 110,61 0,5839 0,9924 1

Os dados são da Investing.com.     
 

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Economia

Café, açúcar e milho recuam nesta quarta-feira

Café arábica é negociado a R$ 1.588,43 por saca em São Paulo, enquanto açúcar cristal chega a R$ 118,15

Café, açúcar e milho recuam nesta quarta-feira

O preço do café arábica abre esta quarta-feira (16) com baixa de 0,40%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.588,43 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve baixa de 0,66%, sendo comercializado a R$ 985,78.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
15/09/2026 1.588,43 -0,40% -9,15% 308,19
14/09/2026 1.594,86 -0,13% -8,78% 309,62
11/09/2026 1.596,87 -1,36% -8,67% 311,64
10/09/2026 1.618,91 -1,72% -7,41% 317,31
09/09/2026 1.647,29 0,72% -5,79% 322,43

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
15/09/2026 985,78 -0,66% -3,56% 191,27
14/09/2026 992,35 -0,06% -2,91% 192,65
11/09/2026 992,96 0,69% -2,85% 193,79
10/09/2026 986,16 -1,08% -3,52% 193,29
09/09/2026 996,90 1,64% -2,47% 195,13

O preço do açúcar cristal apresentou baixa de 1,06% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 118,15.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ – SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/09/2026 118,15 -1,06% 3,87% 22,92
14/09/2026 119,41 0,19% 4,98% 23,18
11/09/2026 119,18 0,06% 4,77% 23,26
10/09/2026 119,11 0,70% 4,71% 23,35
09/09/2026 118,28 0,80% 3,98% 23,15

Em Santos (SP), houve uma baixa de 1,61%, e a mercadoria é negociada a R$ 127,47 na média de preços sem impostos.

Indicador Açúcar Cristal – Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/09/2026 127,47 -1,61% -0,33% 24,76
14/09/2026 129,55 2,46% 1,30% 25,06
11/09/2026 126,44 -3,80% -1,13% 24,83
10/09/2026 131,43 2,11% 2,77% 25,70
09/09/2026 128,72 0,93% 0,65% 25,25

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,39, após uma baixa de 0,17%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/09/2026 69,39 -0,17% -1,20% 13,46
14/09/2026 69,51 -0,37% -1,03% 13,50
11/09/2026 69,77 -0,60% -0,65% 13,62
10/09/2026 70,19 -0,47% -0,06% 13,76
09/09/2026 70,52 -0,54% 0,41% 13,80

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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Economia

Soja avança no interior do Paraná e em Paranaguá nesta quarta-feira

Saca de 60 quilos chega a R$ 153,59 no interior e a R$ 160,59 no litoral

Soja avança no interior do Paraná e em Paranaguá nesta quarta-feira

A saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (16) com aumento no interior paranaense e na região litorânea de Paranaguá.

No interior, o grão apresenta alta de 0,45%, com a saca negociada a R$ 153,59. Em Paranaguá, a alta foi de 0,09%, levando a cotação para R$ 160,59.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/09/2026 153,59 0,45% 1,51% 29,80
14/09/2026 152,90 0,05% 1,05% 29,68
11/09/2026 152,82 -0,64% 1,00% 29,82
10/09/2026 153,81 0,91% 1,65% 30,15
09/09/2026 152,43 0,13% 0,74% 29,84

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/09/2026 160,59 0,09% 0,72% 31,16
14/09/2026 160,44 -0,07% 0,63% 31,15
11/09/2026 160,55 -0,73% 0,70% 31,33
10/09/2026 161,73 1,01% 1,44% 31,70
09/09/2026 160,12 -0,21% 0,43% 31,34

Trigo

 

O trigo teve  aumento de preço no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.509,58. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.361,32.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
15/09/2026 1.361,32 0,30% 0,91% 264,13
14/09/2026 1.357,21 -0,12% 0,61% 263,48
11/09/2026 1.358,79 0,00% 0,72% 265,18
10/09/2026 1.358,79 -0,19% 0,72% 266,32
09/09/2026 1.361,39 0,47% 0,92% 266,47

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ – PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
15/09/2026 1.509,58 0,35% 3,65% 292,89
14/09/2026 1.504,29 0,98% 3,29% 292,04
11/09/2026 1.489,65 1,12% 2,28% 290,72
10/09/2026 1.473,16 0,76% 1,15% 288,74
09/09/2026 1.462,05 0,04% 0,39% 286,17

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

 

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