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Economia

GASTO BRASIL: despesas públicas estaduais do Centro-Oeste já somam R$ 109,2 bilhões em 2026

Plataforma da CACB e da ACSP com informações sobre gastos da União, estados, Distrito Federal e municípios busca ampliar a transparência das contas públicas

GASTO BRASIL: despesas públicas estaduais do Centro-Oeste já somam R$ 109,2 bilhões em 2026

As despesas públicas primárias dos estados da região Centro-Oeste somaram R$ 109,2 bilhões entre 1º de janeiro e 27 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Confira os gastos estaduais.

Distrito Federal

Com mais de 2,8 milhões de habitantes, os gastos do Distrito Federal alcançaram R$ 35,5 bilhões no período. O total corresponde a 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da unidade federativa em 2025, estimado em R$ 365,7 bilhões, e equivale a uma despesa per capita de aproximadamente R$ 12,3 mil.

Goiás

Em Goiás, as despesas somaram R$ 31,8 bilhões, o equivalente a 9,2% do PIB estadual do ano passado (R$ 336,7 bilhões). O gasto per capita foi de aproximadamente R$ 4,4 mil, com base em uma população de 7 milhões de habitantes.

Luiz Cláudio Ledra, presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), gostaria de ver a gestão desses gastos semelhante ao que ocorre em uma empresa bem dirigida. “O empresário sabe que dentro de uma empresa, não basta ter receita. É preciso ter uma gestão, planejamento, prioridades, controle e resultados. E com dinheiro público, deve ser da mesma forma. Cada real arrecadado da sociedade precisa voltar em serviços melhores, seja na infraestrutura, seja na saúde, na educação, na segurança, na inovação, para que a gente tenha condições reais para o desenvolvimento econômico”, afrimou o representante setorial.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, os gastos alcançaram R$ 26,1 bilhões, valor equivalente a 9,3% do PIB estadual de 2025 (R$ 273 bilhões). A despesa per capita foi de cerca de R$ 6,9 mil, considerando os 3,6 milhões de habitantes do estado.

“É de fundamental importância que o empresariado tenha noção, e a sociedade como um todo, do que o Estado brasileiro consome. Porque as pessoas pagam impostos sem reclamar porque não têm consciência do que tão pagando. Então, é nosso papel do associativismo demonstrar para a sociedade e criar esse espaço, inclusive de pressão, em cima do próprio governo nos três níveis”, salientou Jonas Alves, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do estado (Facmat).

Mato Grosso do Sul 

Por fim, em Mato Grosso do Sul, onde a população soma 2,7 milhões de habitantes, as despesas públicas estaduais atingiram R$ 15,8 bilhões entre janeiro e julho de 2026. O montante representa uma despesa per capita de aproximadamente R$ 5,6 mil e a 8,4% em relação ao PIB local do ano passado (R$ 184,4 bilhões).

Na avaliação de Omar Aukar, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), o painel possibilita uma reflexão mais aprofundada sobre a qualidade dos gastos e não apenas a quantidade. “Não se trata apenas de gastar menos, mas de gastar melhor, com planejamento, prioridades bem definidas e foco em resultados. Quando o dinheiro público é aplicado de forma eficiente, toda a sociedade ganha, inclusive o ambiente de negócios, que passa a ter mais segurança para investir e crescer”, disse o empresário.

Brasil

Somando todas as esferas públicas (União, DF, estados e municípios), a despesa governamental ultrapassou a marca de R$ 3,2 trilhões desde o início de 2026. O governo federal concentra a maior parte dos gastos, com mais de R$ 1,4 trilhão (46% do total) do gasto público, enquanto estados (R$ 843,7 bilhões) e os municípios (R$ 827,2 bilhões) dividem o restante.

O total de pagamentos feitos pelas administrações supera em mais de R$ 800 bilhões o valor arrecadado com impostos. De acordo com dados da plataforma Impostômetro apurados no mesmo dia, a arrecadação no país é de R$ 2,3 trilhões

Análises como essa e muitas outras farão parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades, uma parceria entre a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vai ocorrer na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.

Para o presidente da CACB, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), Alfredo Cotait Neto, acompanhar as despesas públicas é fundamental para aprimorar a gestão. Segundo ele, o país precisa avançar em medidas como reforma administrativa, planejamento, controle fiscal e definição de critérios para investimentos públicos. 

“Esta conta também não é nossa. Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o Governo está gastando mais do que arrecada. Nós temos que trabalhar para falar para o governo: corte de gastos já! Equilíbrio nas contas. É isso que o povo está pedindo”, destacou Cotait Neto.

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Ibovespa fecha último pregão aos 177.726 pontos

O volume total negociado na B3 foi de R$ R$ 18.200.000.000, em meio a 3.853.463 negócios

Ibovespa fecha último pregão aos 177.726 pontos

O Ibovespa fechou esta segunda-feira (3) aos 177.726 pontos.

O mercado financeiro reagiu com cautela após o anúncio da composição da chapa presidencial que terá o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O volume de negócios ficou paralisado no pregão de hoje, com os investidores evitando grandes apostas antes de o Banco Central anunciar a nova taxa básica de juros.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Infracommerce CXAAS SA (IFCM3F) +54,17%
  • Infracommerce CXAAS SA (IFCM3) +52,35%

Ações em queda no Ibovespa

  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) −55,56%
  • Wetzel S.A. Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (MWET4) −19,89%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 18.200.000.000, em meio a 3.853.463 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

 

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Dólar fecha o último pregão cotado a R$ 5,12

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,91

Dólar fecha o último pregão cotado a R$ 5,12

O dólar fechou esta quarta-feira (5) cotado a R$ 5,12. Após duas sessões consecutivas de ganhos, o dólar comercial voltou a recuar frente ao real, encerrando o dia com ligeira baixa de 0,06%. 

O movimento acompanhou o enfraquecimento global da moeda norte-americana perante divisas de países emergentes. 

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, recuou 0,15% e fechou aos 99,71 pontos. 
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,91.
 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1953 0,1684 0,1445 30,8109 0,1576 0,2736 0,2757
USD 5,1201 1 0,8655 0,7426 157,76 0,8072 1,4010 1,4169
EUR 5,9383 1,1554 1 0,8580 182,27 0,9325 1,6187 1,6370
GBP 6,8929 1,3466 1,1655 1 212,45 1,0869 1,8866 1,9080
JPY 3,24547 0,633894 0,54864 0,470733 1 0,5116 0,88809 0,89815
CHF 6,3438 1,2390 1,0724 0,9201 195,46 1 1,7358 1,7555
CAD 3,6543 0,7138 0,6178 0,5301 112,61 0,5761 1 1,0114
AUD 3,6275 0,7058 0,6109 0,5241 111,34 0,5697 0,9888 1

 

Os dados são da Investing.com
 

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CNI: industriais projetam aumento da dívida bancária e crédito mais caro

Juros elevados e necessidade de financiar despesas operacionais pressionam o caixa das empresas do setor

CNI: industriais projetam aumento da dívida bancária e crédito mais caro

Quatro em cada dez empresas industriais (39%) projetam aumento da dívida bancária nos próximos três meses, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A expectativa é influenciada pelos juros altos e pela necessidade de financiar despesas do dia a dia, como compra de matérias-primas, pagamento de salários e tributos

Para a analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virginia Colusso, apesar dos três cortes de juros realizados em 2026, a taxa Selic — atualmente em 14,25% ao ano — permanece em nível elevado e continua pressionando a atividade industrial

“Uma boa parte dessas empresas que esperam ter que buscar mais crédito, também esperam ter que fazer essa operação a um custo mais elevado. Isso mostra uma maior pressão, não só sobre o caixa, mas também para que elas consigam honrar seus compromissos financeiros e operacionais. Esse cenário tende a se refletir no endividamento e na rentabilidade das empresas”, avalia.

Crédito mais caro

Segundo o levantamento, mais da metade das empresas consultadas (53%) acredita que precisarão aumentar a busca por crédito para financiar contas a pagar. A estratégia é utilizada para cumprir compromissos com fornecedores, pagar tributos e outras despesas operacionais. Além disso, 38% dos empresários esperam contratar esses recursos a juros mais elevados

A pesquisa também avaliou a necessidade de financiamento de contas a receber, situação que ocorre quando a empresa vende produtos a prazo, mas precisa de recursos imediatos para manter as despesas em dia. Nos próximos três meses, 47% dos empresários ouvidos devem ampliar a tomada de crédito para cobrir essa diferença no fluxo de caixa. Para 42% dos industriais consultados, esses recursos deverão ser obtidos a um custo mais elevado

Em relação ao financiamento de estoques, 42% das empresas preveem aumentar a tomada de crédito para comprar, produzir ou manter mercadorias e insumos. Apenas 13% esperam reduzir a necessidade desse tipo de financiamento. No total, 42% dos respondentes também projetam aumento dos juros cobrados pelos bancos para financiar os estoques. 

Segundo o gerente de Política Econômica da CNI, Kleber de Castro, embora os juros tenham começado a cair, a política monetária ainda é bastante restritiva, o que ajuda a explicar a percepção dos empresários

“A percepção empresarial de custos financeiros elevados e viés de alta nos juros das operações de crédito é consistente com o ciclo de política monetária em curso: o ritmo de flexibilização é gradual, a taxa de juros real ex-ante segue próxima a dois dígitos e a transmissão da política monetária ao custo do crédito produtivo opera com defasagens que limitam qualquer alívio dentro do horizonte de três meses coberto pela consulta”, aponta.

Margens de lucro apertadas e preços em alta

A pesquisa também revela uma percepção predominantemente negativa dos empresários em relação à rentabilidade no curto prazo. Mais da metade dos entrevistados (58%) estima uma redução da margem de lucro líquida nos próximos três meses.

“Além de as empresas estarem esperando um maior endividamento, quase 58% delas também estão esperando um achatamento da sua rentabilidade. Elas estão imaginando, então, uma compressão na sua margem financeira e isso pode se refletir nos próprios preços de vendas”, afirma Maria Virginia Colusso. 

Diante desse cenário, 37% das empresas pretendem aumentar os preços de venda nos próximos três meses, enquanto 51% esperam mantê-los estáveis

O levantamento completo está disponível na aba de Publicações do site da CNI

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